Médico Wiliam Mendes participa de estudo nos Estados Unidos || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O médico radio-oncologista William Mendes, do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna, participou, na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, de um estudo sobre a avaliação das características genéticas e biomoleculares do câncer de cabeça e pescoço recidivado em casos de retratamento. O brasileiro assina o artigo com um grupo de especialistas. Eles pesquisaram alterações genômicas tumorais e sua associação com a resposta ao tratamento nos pacientes.

O estudo é exploratório, segundo William Mendes, e sugere dados capazes de, no futuro, modificarem diretrizes e protocolos para tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço. A pesquisa aponta caminhos para evolução na oncologia, que é medicina de precisão.“Cada descoberta, cada contribuição é essencial na corrida para que seja encontrado o tratamento ideal, mais eficaz e eficiente contra essa doença”, afirma o médico radio-oncologista.

William Mendes foi responsável pelo levantamento dos dados utilizados nas análises sobre o comportamento dos tumores de cabeça e pescoço. O estudo, segundo radio-oncologista, mostrou que uma mutação específica trouxe pior prognóstico para o paciente, que foi a mutação do TP53. “Percebemos que os pacientes com essa mutação foram os que não responderam tão bem a terapia da recidiva tumoral (reaparecimento do câncer após período em que a doença não é mais detectada).

Para chegar a linha indicando os caminhos, foi analisado o histórico de 86 pacientes, sendo que os dados clínicos foram extraídos de prontuários eletrônicos. Concluiu-se que o tumor de cabeça e pescoço apresenta agressividade diferente em cada tipo de paciente. “Cada pessoa tem suas características genéticas e biomoleculares. Por isso, buscamos entender quais são esses cânceres de comportamento mais e menos agressivos”, explica.

PRECISÃO

William Mendes afirma que na medicina de precisão é possível conhecer melhor as necessidades de cada paciente. “Com isso, entendemos o porquê de determinados tumores respondem melhor ao tratamento e outros não respondem tão bem assim”. O radio-oncologista avalia que cada contribuição científica é essencial para encontrar a melhor alternativa de tratamento para o paciente.

No estudo, os pesquisadores destacam que, apesar dos avanços no manejo cirúrgico e nas intervenções sistêmicas e radioterápicas, a taxa de sobrevida global em cinco anos permanece em torno de 50%. Eles afirmam que até metade dos pacientes apresenta recidiva da doença, o que está associado à morbidade significativa e redução da sobrevida.

Além desse estudo, William Mendes é coautor e colaborador de outros estudos relacionados a biologia tumoral, alta tecnologia, principalmente ligados à inteligência artificial. Ele também manifesta interesse em cooperar com a pesquisa e produção de conhecimento na Oncologia da Santa Casa de Itabuna.

Deixe aqui seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.