Secretários, técnicos municipais e representantes de empresas se reuniram para avaliação do andamento das obras da nova ponte que liga o Centro ao Conceição, em Itabuna, além da execução do parque linear da Avenida Amélia Amado. As obras buscam melhorar a mobilidade urbana, com a integração com a BR-101 e a BA-649 (Itabuna-Ilhéus).
Participaram do encontro os secretários de Infraestrutura e Urbanismo (Siurb), Sônia Fontes; e de Transporte e Trânsito (SEttran), Thales Silva; e o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Aldo Rebouças, além de engenheiros e representantes das empresas envolvidas no projeto.
ARBORIZAÇÃO DA AMÉLIA AMADO
De acordo com a secretária Sônia Fontes, o planejamento urbano busca oferecer alternativas para o tráfego de veículos, aliando mobilidade e sustentabilidade. A proposta também inclui ações de valorização ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.
Na Avenida Amélia Amado, que tem 3,5 quilômetros de extensão, o projeto paisagístico leva em conta as características da estrutura existente. Grande parte da via foi construída sobre um canal de águas pluviais coberto por laje, o que limita o espaço disponível para o plantio de árvores com raízes profundas.
Segundo a equipe técnica, há trechos com apenas 40 centímetros de profundidade de solo. Nesses locais, a proposta prevê o uso de arbustos, flores e plantas ornamentais e aromáticas. Nos pontos com maior profundidade, poderão ser plantadas árvores nativas da Mata Atlântica, como ipês-brancos.
A intervenção considera ainda o fluxo contínuo de veículos e pedestres nas duas avenidas que compõem o sistema viário da região.
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
A secretária também destacou as medidas de compensação ambiental, por meio do programa Itabuna Mais Verde, da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA). Para cada árvore nativa suprimida, são plantadas outras dez mudas, segundo o município. Quando se trata de espécies exóticas, a compensação prevista é de cinco novas mudas por árvore retirada.
Sônia Fontes defendeu que o paisagismo deve contribuir para tornar os espaços públicos mais acolhedores e fortalecer a relação dos moradores com a cidade. “É necessário humanizar e não apenas urbanizar”, afirmou a secretária.


















