Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
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Entre esse pensamento e hoje, já se passaram 30 longos anos e a penumbra cinzenta, que abraça Camacã, nunca se dissipou, continua dizimando nossas expectativas e nossos sonhos.

José Cássio Varjão 

Continuando com o que foi proposto no artigo anterior, tendo como evento principal o decréscimo populacional que o município de Camacã vem enfrentando, de forma mais acentuada, na última década e meia, o que provocou, a perda de duas vagas na Câmara Municipal, trataremos aqui sobre quais ações foram propostas pelas administrações desse período, relativamente a proposições concretas, no sentido de criar planos e metas para acelerar o desenvolvimento econômico local, objetivando mitigar a migração voluntária de parte da nossa população. Baseando-se no ano de 1990, que foi o início da queda da lavoura cacaueira, em 35 anos não seria tempo suficiente para dar um novo rumo na economia de Camacã?

Por dois motivos, decidi fazer a divisão desse material em dois períodos, tendo como base os 64 anos de emancipação política de Camacã. Num primeiro momento, para separar as administrações amadoras, capitaneadas pelos coronéis do cacau e alicerçadas na alta arrecadação de ICM. Em seguida, o período pós-coronelismo, com administrações que não romperam com velhas práticas de governos anteriores, porém foram afetadas pela diminuição gradativa das arrecadações, o que aumenta exponencialmente as dificuldades de governabilidade.

Quero deixar evidente que não falo de pessoas, analiso planos e propostas de governo que, a princípio, deveriam nortear as administrações que passaram pela Prefeitura de Camacã nesse período. Todavia, convém salientar que a determinação da apresentação de um plano de governo no ato de registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a valer nas eleições de 2012. Essa exigência foi introduzida pela Lei nº 12.034, de 29 de setembro de 2009, alterando a Lei 9.504/97. Mas, como admitir que alguém se proponha a administrar uma cidade sem o mínimo conhecimento e sem ter previamente uma planificação do que pretende fazer e, principalmente, de como fazer?

Quem planta vento, colhe tempestade. Com grandes consequências e nenhuma responsabilização, o rastro de atraso estrutural herdado por Camacã inaugurou o período de penúria, que se acentua cada vez mais. A cidade começa a colher o que “nunca foi plantado” nos primeiros 32 anos, e, juntando os fatores migratórios e econômicos, vários órgãos começaram a deixar a cidade. O que era latente ficou explícito. Como dito anteriormente, a população que já tinha começado uma migração gradual, entre 1980 e 2010, aumentou exponencialmente. Entre 2010 e 2024, apenas 14 anos, 8,7 mil pessoas deixaram Camacã – 27,61% da população. Essas são informações do IBGE. Vale o que está documentado.

A partir da primeira eleição pós-coronelismo, em 1996, os governos, nessa e nas eleições posteriores, trabalharam de acordo com as circunstâncias. Na primeira parte da história política de Camacã, os coronéis, com todas as condições financeiras disponíveis, construíram como destaque dos seus governos uma Fonte de Água Luminosa, que nem existe mais. No período subsequente, até os dias atuais, também nenhuma obra de impacto foi realizada. Os gestores dessa segunda etapa, pós-emancipação, cada um com suas virtudes e seus defeitos, trabalharam dentro das suas possibilidades, fizeram as obras que estavam ao seu alcance, mas nada que mudasse o contexto econômico-social local, causa da forte migração.

Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação

Como imaginar que a cidade, que já colheu 1,3 milhão de arrobas de cacau, a maior produção de cacau do Brasil, nunca construiu as sedes para os poderes executivo e legislativo municipal? Como imaginar que Camacã, movida, exclusivamente, pela agricultura do cacau, não tenha pleiteado na Ceplac a construção de uma Escola Média de Agricultura Regional da Ceplac (Emarc), que tinha como finalidade formar mão de obra qualificada para a região cacaueira? Não pensaram no futuro dos seus jovens, obrigando-os a sair do município para cursar Técnicas Agrícolas ou Agrimensura em outras localidades. A Ceplac construiu as escolas em Uruçuca, Itapetinga, Valença e Teixeira de Freitas.

A Constituição Federal de 1988, no artigo 29, conferiu aos municípios brasileiros um status de ente federativo autônomo, consolidando sua posição no Estado Democrático de Direito. Essa autonomia se manifesta em três dimensões, a política, a administrativa e a financeira, e garante aos municípios a capacidade de se autogovernarem, elaborando suas próprias leis por meio da Lei Orgânica Municipal, desde que em conformidade com os princípios das Constituições Federal e Estadual. Com isso, os municípios passam a ter competências legislativas para tratar de assuntos de interesse local, promovendo a descentralização do poder e permitindo uma gestão mais eficiente e próxima da realidade de suas populações. A autonomia municipal, portanto, é essencial para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento local sustentável. O entrave, está na falta de qualificação de parte dos servidores públicos, principalmente nos 2.476 municípios menores de 10 mil habitantes, ou 44,8% das cidades brasileiras, em conjunto a inaptidão para os cargos dos agentes políticos, os gestores municipais.

Na base econômica das pessoas, é primordial uma renda para ter acesso a bens de consumo pessoal, como alimentação, aluguel, vestuário, lazer e outros, com percentual equivalente a 60% dos seus ganhos. Os serviços públicos, como saúde, educação e segurança, que são classificados como bens de consumo coletivos, são compartilhados entre o governo federal, o estadual e o municipal. Como exposto, se a população não tem acesso aos proventos para suprir as suas necessidades pessoais, e essa é uma responsabilidade do município, gerando trabalho e renda, Camacã demonstra que quase nunca correspondeu às necessidades do total da população, ocasionando exclusão social e econômica, motivo do deslocamento populacional interno, ou seja, dentro do mesmo país. A essência desse quesito, está na falta de competência, amparadas por promessas vazias das administrações passadas e atuais, em promover o desenvolvimento econômico do município para além da agricultura. Eis a motivação da migração promovida por quase metade da população nesses últimos anos. Aquela cidade que atraia pessoas até de fora do estado da Bahia, há anos não abraça seus moradores. O desenvolvimento local não se espera, se assume e se constrói.

Reconhecendo o disposto na Constituição Federal, que dá autonomia aos municípios, vamos entender porque determinadas ações devem ocorrer de baixo para cima, da base da pirâmide para o topo, melhor dizendo, partindo dos municípios. Se o Brasil é uma República Federativa, composta por um governo federal, por 27 governos estaduais e por 5.570 governos municipais, de onde deve nascer a resolução dos problemas locais, cada um com suas peculiaridades, o status de sua economia e localização geográfica? O papel dos governos federal e estadual nesse processo, é agir como elemento colaborador dessas realizações propostas pelos municípios. Esperar que saia de Brasília, por parte da estrutura federal ou de parlamentares, a solução dos problemas caseiros de cada um dos 5.570 municípios é engano proposital e inaceitável.

O primeiro passo é sempre fazer a lição de casa. Como legado e como todo processo arcaico, a população de Camacã traz da época do coronelismo a péssima prática de fazer suas compras, inclusive as despesas mensais com alimentação, em Itabuna. Aquela era a época áurea do cacau, do Hipermercado Messias e do Restaurante Baby Beef, portanto, um ambiente para ver e ser visto, (pena não existir celular na época). Eis que, quando se usa o dinheiro auferido em sua cidade, fruto do seu trabalho ou do seu comércio, para gastos em outro local, você fragiliza a demanda do comércio da cidade em que reside, contribuindo para o enfraquecimento econômico local e, consequentemente, para a menor necessidade de empregabilidade nos estabelecimentos locais. Esse costume tem se perpetuado por décadas. Para efeito de comparação, se somente 200 pessoas da sede e dos distritos, gastarem mensalmente em outras localidades R$ 1.000,00, em média com suas despesas pessoais primárias, perfazem R$ 200.000,00 por mês. O total anual será de R$ 2.400.000,00, que deixou de circular no comércio da cidade. Quantos empregos seriam criados com a mudança desse hábito?

Não há economia forte se a base da sociedade for excluída. É ela que dá sustentação ao comércio, é ela que está todos os dias no supermercado, vendendo o almoço para comprar a janta, na padaria, no açougue, fazendo compras, enquanto os mais abastados fazem aplicações financeiras e não geram um único emprego. É a base que dinamiza e movimenta o capital local e, quando essa base não tem renda, quebra-se o ciclo econômico e os reflexos são sentidos por toda a sociedade. Portanto, assim como o sangue precisa se circular para manter o corpo vivo e nutrido, a economia precisa de movimento, com produção, consumo, investimento, crédito e inovação, para manter a sociedade saudável. A primeira ação no sentido de criar emprego em uma localidade é fazer circular nesse entorno toda a riqueza local. Assim sendo, de forma didática, o poder público deveria fazer campanhas de conscientização com a CDL, com a população e com os comerciantes, para que, de um lado, melhores produtos sejam disponibilizados nas prateleiras das lojas e supermercados, com preços adequados e, do outro, a população, instruída para realizar suas comprar no comércio local. Essa é primeira lição, a de casa.

Para efeito de comparação, de acordo com dados de 2024, do IBGE, a cidade de Camacã tinha 22.756 habitantes, dos quais somente 3.692 pessoas estavam ocupadas, um percentual de 16,35% da população, com PIB Per Capta de R$ 11.067,74. Tendo como base o mesmo critério populacional usado no texto anterior, comparamos os mesmos itens das principais cidades baianas margeadas pela BR-101, com Camacã.

Da mesmo forma que o comparativo anterior, Gandu e Itamaraju ficam com os menores índices, pelos mesmos motivos citados anteriormente. Por outro lado, usando como parâmetro o percentual de pessoas ocupadas nas sete cidades citadas, resulta em 22,58% de média. Assim, Camacã precisaria ter, para se equiparar à média obtida, 5.138 pessoas ocupadas, ou seja, mais 1.446 postos de trabalho preenchidos.

No quesito arrecadação, Camacã, que já foi equiparada a Juazeiro, no norte da Bahia, teve receitas brutas arrecadadas no montante de R$ 130.449.684,43 em 2024. Juazeiro, por sua vez, aproveitando o boom da implementação da agricultura irrigada no Vale do São Francisco, a partir da década de 1990, teve como receitas brutas R$ 1.298.063.475.42 também em 2024. Em termos percentuais Juazeiro é o município com a 5ª maior arrecadação no estado da Bahia, Camacã está chegando ao 170º lugar, clarificando que creditar nossas desgraças somente ao declínio do cacau é mascarar a falta de planejamento do poder público local. Com critério idêntico aos anteriores, a arrecadação dos sete municípios margeados pela BR 101 são os seguintes:

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Polícias deflagram operação no presídio de Itabuna || Foto Seap-BA/Divulgação
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Na manhã desta quinta-feira (28), as polícias Penal, Civil e Militar, além da Rodoviária Federal (PRF), deflagraram operação contra o crime no Conjunto Penal de Itabuna.

A Operação Molon Labe, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), busca combater o crime organizado que opera e dá ordens de dentro do presídio do município sul-baiano.

Ainda conforme a Seap, a operçaão dá prosseguimento a revista geral de celas e apreensão de armas artesanais, celulares e drogas, dentre outros materiais ilícitos. Ainda hoje, a Seap deverá apresentar balanço da operação no presídio itabunense.

Policiais fazem revistas em celas do presídio de Itabuna nesta manhã de quinta-feira

As ações têm participação dos Grupos de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) e de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPBA; do Grupamento Especializado de Operações Prisionais (Geop) e a Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (Cmasp), da Seap; do Policiamento Especializado (Rondesp) e Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo ou Grupamento Aéreo (Graer), da Polícia Militar; Polícia Civil; Departamento de Polícia Técnica e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

VAGAS DE EMPREGO HOJE - Unidade do SineBahia em Itabuna funciona no segundo piso do Shopping Jequitibá
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Municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste têm oferta de mais de 220 oportunidades de estágio remunerado e de emprego nesta quinta-feira (28) pelo SineBahia, o órgão estadual de qualificação e intermediação de vagas no mercado de trabalho. São 120 vagas em Jequié, 42 em Ilhéus, 42 em Eunápolis e 19 em Itabuna em setores como indústria, comércio, construção civil e serviços.

Os interessados devem procurar o SineBahia ainda hoje. Para o cadastramento, devem apresentar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento vai até as 16h em Itabuna, Ilhéus e Eunápolis e encerra-se às 17h em Jequié.

ONDE FICA O SINEBAHIA

A unidade do SineBahia de Eunápolis está situada na Rua 5 de Novembro, no Centro. A de Jequié fica na Avenida Octávio Mangabeira, próximo à Policlínica Regional de Saúde, no Mandacaru.

Já em Itabuna, o SineBahia atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, no Centro. Confira, abaixo, todas as vagas anunciadas por cidade.

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Bahia tem saldo de empregos em julho|| Foto Amanda Oliveira/GOVBA
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A Bahia gerou 9.436 postos de trabalho com carteira assinada em julho. Foram 88.709 admissões e 79.273 desligamentos), conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o sétimo mês seguido com saldo positivo. No acumulado do ano, o estado preencheu 77.331 novas vagas,  aumento de 3,62% em relação ao total de vínculos do começo do ano.

O saldo de julho se revelou superior ao de junho (+8.176 postos) e se mostrou o quarto maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, porém, o resultado foi menor do que o registrado em julho do ano passado (+10.039 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.215.189 empregos com carteira assinada, uma variação de 0,43% sobre o quantitativo do mês anterior.

Em julho, todas as cinco grandes atividades registraram saldo positivo na Bahia. O segmento de Serviços (+3.314 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida, vieram Indústria geral (+2.533 vínculos), Construção (+2.309 vagas), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+651 postos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+629 empregos).

SALDO DO BRASIL

No mês, o Brasil computou um saldo de 129.775 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 39.038 postos – variações de 0,27% e 0,48% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,43%), portanto, exibiu um aumento relativo maior do que o do país, mas menor do que o da região nordestina.

Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 25 delas em julho. A Bahia exibiu o terceiro maior saldo do país. Em termos relativos, a unidade baiana situou-se na 12ª posição.

No Nordeste, todos os estados experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia ocupou a primeira colocação entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano situou-se na oitava posição.

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Família procura Carlos Antônio Mamede
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O sonho de uma moradora de Itabuna é reencontrar um filho com quem não tem contato há 9 anos. Carlos Antônio Mamede nasceu em 26 de agosto de 1977. Portanto, ele completou 48 anos nesta terça-feira (26). A última vez que dona Maria Luzia Vieira Santana, mais conhecida como Nade, falou com Antônio Carlos foi em 2016. Ele estava morando no interior da Paraíba.

De acordo com dona Maria Luzia Vieira, ela e o filho conversaram, durante bom tempo, por meio de telefone, mas que a partir de 2016 fez várias ligações para o número pelo qual se falavam, mas as ligações só caiam na caixa de mensagem. Apesar de quase 10 anos sem falar com Carlos Antônio Mamede,  Maria Luzia tem esperança de restabelecer contato.

Carlos Antônio nasceu em Itabuna, mas sempre morou com o pai Hermínio Mamede. Como não matinha contato com a família do ex-companheiro, dona Maria Luzia Vieira tem encontrando ainda mais dificuldade de saber notícias do filho. Quem souber do paradeiro de Carlos Antônio Mamede pode ligar para o telefone (73) 991557315.

Paulo Coelho será o novo presidente do Sinapro-Bahia || Foto Divulgação
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Após 13 anos, Paulo Coelho voltará a comandar o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro-Bahia) no triênio 2025-2028. Com trajetória de 35 anos no mercado publicitário, Paulo Coelho, da Mago Comunicação, já havia ocupado a presidência da entidade no período de 2009 a 2012.

Ele terá como vice-presidente Geo Filho, da Gente Propaganda, de Vitória da Conquista. André Mascarenhas, da ArteCapital, responderá pela diretoria de Assuntos Éticos.

Lula Lima (SLA) será o diretor de Relações Governamentais; e Marcos Fonseca (Propeg) assume a Tesouraria. Vera Rocha (Rocha Comunicação) será a diretora de Planejamento e Desenvolvimento e Carlos Poggio (Poggio) assume o posto de diretor-secretário.

DELEGADOS REGIONAIS

Lorenna Caldas, da Avoar, é a delegada da Regional Sul

As delegacias regionais do Sinapro-Bahia serão representadas por Aloysio Barros (Design Print), no sertão; Aline Macedo (Carambola), no oeste; Daniel Nunes (Barcelona), no sudoeste; e Lorenna Caldas (Avoar), na região sul.

A cerimônia de posse da nova diretoria será em dia 23 de outubro de 2025, durante o Encontro Nacional das Agências de Propaganda (Enapro 2025), que ocorrerá no período de 23 a 25 de outubro, no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador.

“Assumimos uma nova gestão no Sinapro-Bahia com continuidade ao trabalho e conexão com novas oportunidades, para promover capacitação, fortalecer a representatividade do setor e buscar o melhor para os associados e para o mercado. Vamos celebrar juntos esta nova etapa durante este grande encontro, que será o Enapro 2025”, afirma Paulo Coelho.

Banco é acionado por práticas abusivas || Reprodução
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O Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA) ajuizou ação civil pública contra o Nubank. O banco digital líder no segmento no país é acusado de práticas abusivas. A promotora de Justiça Joseane Suzart registra que o Nubank “não vem cumprindo o dever de informar e alertar aos consumidores sobre os riscos relacionados à concessão de crédito, bem como adota práticas que contribuem para o superendividamento das pessoas”.

Dentre as irregularidades constatadas pelo MP-BA estão a disponibilização de produtos e serviços pelo Nubank sem prévia autorização do consumidor ou sem apresentação de informações adequadas quanto aos riscos da operação econômica, aplicação de taxas e de juros abusivos.

Além disso, registra Joseane Suzart, foi verificado que a instituição tem disponibilizado empréstimos aos seus clientes de maneira desautorizada. “Alguns clientes foram submetidos ao pagamento de dívidas sem sequer terem solicitado ou autorizado o referido numerário, muito menos ter acesso ao montante supostamente disposto pela instituição financeira”, aponta.

Consumidores reclamam ainda de cobranças indevidas feitas pelo banco por meio de cobranças por compras contestadas, parcelamentos sem a anuência deles, imposição de serviços não contratados e exigência de pagamento de prestações já quitadas.

A apuração do Ministério Público verificou também que o Nubank não tem disponibilizado opções de amortização de dívidas e de quitação antecipada, conforme determina a legislação. Joseane Suzart ressalta ainda que “a concessão irresponsável de crédito promovida pela instituição financeira tem causado o superendividamento de pessoas físicas de boa-fé”. O MPBA propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ao Nubank, mas a empresa não demonstrou interesse na assinatura do acordo.

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Ivan Maia é presidente da Emasa || Foto Divulgação
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Ainda enfrentamos o imperativo de expandir a rede de coleta e tratamento de esgoto. Esse é um grande obstáculo, mas também uma oportunidade para demonstrarmos resiliência e visão estratégica.

 

Ivan Maia

No próximo dia 28 de agosto, a Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Itabuna (Emasa) completa 36 anos de fundação. É com imensa satisfação e orgulho que, como presidente desta instituição, celebro essa data emblemática, que marca não apenas o passar do tempo, mas uma trajetória de dedicação incansável ao bem-estar da nossa comunidade. Fundada no ano de 1989, hoje, mais do que nunca, reafirma seu papel como pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável de Itabuna.

Quando olhamos para trás, recordamos uma Itabuna onde o acesso à água era precário e irregular, impactando a qualidade de vida e o crescimento econômico. Graças ao Mais Água, fruto da coragem e ousadia do prefeito Augusto Castro (PSD) e realizado com o fundamental apoio do governador do Estado Jerônimo Rodrigues (PT), mudamos essa realidade, com água de qualidade distribuída todos os dias.

Indústrias, comércios e residências florescem quando contam com um suprimento confiável de água, gerando empregos, atraindo investimentos e fomentando o ciclo virtuoso da prosperidade. A atual fase da Emasa está intrinsecamente ligada ao progresso econômico de Itabuna. Somos o motor invisível que impulsiona o agronegócio cacaueiro, os setores de serviços e industrial e o turismo emergente, garantindo que nossa cidade se posicione como um polo regional atrativo e competitivo.

Essa transformação se alinha perfeitamente aos feitos históricos recentes da administração municipal, sob a liderança do prefeito Augusto Castro, que marcou a primeira reeleição na história de Itabuna, refletindo a confiança da população em uma gestão comprometida com o progresso.

Projetos emblemáticos como o novo aeroporto de Itabuna, que avança de forma acelerada, prometem elevar nossa conectividade aérea. Da mesma forma, as duplicações de rodovias, como a BR-415 entre Nova Itabuna e Nova Ferradas, a BR-101 na zona urbana, e a construção da BA-649 ligando Itabuna à Ilhéus melhoram a logística regional, facilitando o escoamento de produtos e impulsionando a economia. Esses avanços em mobilidade urbana e intermunicipal, sob a coordenação da excepcional secretária de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes, ampliam o potencial econômico. Esses empreendimentos não só fomentarão o turismo e o comércio, mas também demandarão uma infraestrutura de saneamento robusta para suportar o influxo de visitantes e investimentos, área onde a Emasa se destaca como parceira essencial.

Outro marco importante é a criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia, uma iniciativa defendida pelo prefeito Augusto Castro desde sua época como deputado estadual. Essa integração de municípios fomentará parcerias em áreas importantes como o saneamento, fortalecendo a posição de Itabuna como centro regional. A Emasa, com sua expertise, será vital para harmonizar os serviços de água e esgoto nessa nova configuração metropolitana, promovendo equidade e desenvolvimento compartilhado.

No entanto, reconhecemos que os desafios persistem, especialmente no âmbito do esgotamento sanitário. Ainda enfrentamos o imperativo de expandir a rede de coleta e tratamento de esgoto. Esse é um grande obstáculo, mas também uma oportunidade para demonstrarmos resiliência e visão estratégica.

A poluição de rios como o Cachoeira e o impacto ambiental decorrente da falta de saneamento adequado afetam não só o meio ambiente, mas também a saúde da população e o potencial econômico do município.

É aqui que exaltamos a competência técnica e o esforço incansável de nossos empregados que, dia após dia, superam adversidades com eficiência, maestria e compromisso. São eles os verdadeiros heróis dessa jornada, aplicando conhecimentos especializados para otimizar recursos, implementar soluções inovadoras e garantir a eficiência operacional. Seu empenho não é apenas um dever funcional, mas uma paixão pelo serviço público que inspira a todos nós.

Olhando para o futuro, a Emasa se posiciona como peça-chave nos projetos que moldarão o amanhã de Itabuna. No momento em que o município está atualizando o Plano Municipal de Saneamento Básico, instrumento essencial que identificará alternativas viáveis para investimentos direcionados à universalização dos serviços prestados. Esse plano, alinhado à legislação federal e às demandas locais, pavimentará o caminho para parcerias, captação de recursos e a adoção de tecnologias sustentáveis.

A Emasa, com sua destreza técnica acumulada, será protagonista nessa iniciativa, contribuindo para metas ambiciosas como a cobertura integral do esgotamento sanitário até 2033, conforme as diretrizes do Marco Legal do Saneamento. Esses esforços não só resolverão pendências históricas, mas também impulsionarão o desenvolvimento econômico, criando empregos na construção civil, melhorando os indicadores na saúde e educação, contribuindo para a atratividade para novos empreendimentos e promovendo a sustentabilidade ambiental – elementos cruciais para uma Itabuna mais próspera e inclusiva.

Em nome de toda a equipe da Emasa, agradeço à população de Itabuna pela confiança depositada em nós ao longo desses 36 anos. Convido a todos a celebrarem conosco essa data, reafirmando nosso compromisso com um futuro onde o saneamento seja sinônimo de equidade e progresso. Juntos, continuaremos a transformar desafios em conquistas, garantindo que nossa cidade avance com água limpa, esgoto tratado e esperança renovada.

Parabéns, Emasa! Parabéns, Itabuna!

Ivan Maia é presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), bacharel em Administração e em Direito e pós-graduado em Direito Público e em Direito Administrativo.

Danilo da Nova Itabuna apresentou requerimento para convocar secretária Sônia Fontes || Fotos CMI e Conexão Grapiúna
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Os vereadores aprovaram a convocação da secretária de de Infraestrutura e Urbanismo de Itabuna, Sônia Fontes, para prestar esclarecimentos sobre desocupação na área da Bananeira, no Lomanto, e assistência prestada às famílias atingidas. A convocação foi requerida pelo vereador Danilo da Nova Itabuna (UB) e aprovada por 15 dos 17 vereadores. A titular da Infraestrutura deverá ir à Câmara na próxima segunda-feira (1º), às 15h.

– Este requerimento é muito importante para que possamos debater e tirar algumas dúvidas. No mandato passado, aprovamos o auxílio-aluguel para diversas famílias da Bananeira, da Rua de Palha e da Nova Itabuna, mas até hoje essas residências não foram entregues. É preciso entender como está esse processo e como a Prefeitura tem tratado essas famílias”, afirma Danilo.

Opositor ao Governo Augusto Castro (PSD), o parlamentar disse não ser contra a retirada das famílias ribeirinhas. “Defendo que elas tenham um espaço digno. Este pedido não é para polemizar, mas para garantir transparência”, acrescentou.

APOIO À CONVOCAÇÃO

Da base de sustentação do governo municipal, o vereador Zé Alberto (PSB) também se posicionou favoravelmente. “Um requerimento por explicações escritas poderia resolver o problema, mas acredito que seja uma matéria relevante, e não vejo motivo para que a secretária não compareça. É uma oportunidade de esclarecer não só para esta Casa, mas para toda a população as medidas que foram adotadas. Por isso, votei sim.”

Já o vereador Ronaldão (Republicanos) lembrou que a secretária já esteve na Câmara recentemente, votou não, mas defendeu o direito de convocação. “Poucos dias atrás, a doutora Sônia esteve aqui, a convite do vereador Sivaldo Reis, e respondeu a todas as perguntas. Porém, o vereador Danilo tem razão ao querer novas explicações. Acho que a convocação, às vezes, desgasta, mas entendo que é direito do vereador. Quando o secretário vem responder à população, eu voto sim”.

Presidente do Legislativo, o vereador Manoel Porfírio (PT) ressaltou o papel da Câmara como espaço de diálogo com a sociedade. “Se o vereador Danilo acha por bem convocar a secretária Sônia, é um direito dele. Voto sim. Não deixei de ser aliado do prefeito Augusto Castro, mas esta Casa precisa prestar contas à sociedade. O povo espera de nós respostas e fiscalização”, afirmou o presidente, ressaltando qualidades da secretária. “Será um prazer tê-la aqui para debatermos os processos, os investimentos e o que ainda precisa ser feito”.

Estudo mapeia violência contra a mulher no Brasil || Foto Joédson Alves/ABr
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O Instituto Marielle Franco (IMF) lança nesta quarta-feira (27), às 19h, no salão nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a pesquisa inédita Regime de ameaça: a violência política de gênero e raça no âmbito digital (2025), que mostra a dimensão e a gravidade dos ataques direcionados a mulheres negras no cenário político brasileiro.

O estudo mostra que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma esse feminicídio político em uma advertência brutal às mulheres negras que ousam disputar o poder.

A maioria das vítimas é formada por mulheres negras cis, trans e travestis, LGBTQIA+, periféricas, defensoras de direitos humanos, parlamentares, candidatas e ativistas. A sistematização dos dados foi obtida a partir de atendimentos feitos pelo Instituto Marielle Franco, em parceria com o Instituto Alziras, o portal AzMina, o coletivo Vote LGBT, o centro de pesquisa Internet LAB, além de dados captados da Justiça Global e Terra de Direitos.

“São mulheres que carregam, na vida e na luta, a base que sustenta este país, mas seguem invisibilizadas. A violência que atinge cada uma delas é também uma violência contra a democracia”, afirma Luyara Franco, diretora executiva do IMF e filha de Marielle.

A pesquisa também faz recomendações concretas, como a criação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, que deverá orientar ações do Estado, do Legislativo, da sociedade civil e das plataformas digitais para garantir a proteção de mulheres negras na política.

De acordo com Luyara, o levantamento comprova, com dados, que a violência política digital contra mulheres negras não é isolada, mas parte de um sistema que busca afastar essas mulheres da vida pública.

“Queremos que essa publicação sirva de base para ações concretas de proteção e para responsabilizar agressores e plataformas digitais. Nosso compromisso é com a memória, a justiça e a construção de um país em que as mulheres possam existir e disputar espaços políticos sem medo”.

CRIAÇÃO

Inaugurado em 2019, o Instituto Marielle Franco é uma organização sem fins lucrativos, criada pela família da vereadora, com o objetivo de defender a memória e multiplicar seu legado, além de inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem em busca de um mundo mais justo e igualitário. Com informações d´Agência Brasil.

VAGAS DE EMPREGO HOJE - Vista aérea do Shopping Jequitibá, onde funciona a unidade do SineBahia em Itabuna
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Quarta-feira (27) com oferta de mais de 270 vagas de emprego e de estágio remunerado em municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste do Estado pelo SineBahia. São 122 oportunidades em Jequié, 65 em Ilhéus, 42 em Eunáolis, 26 em Porto Seguro e 18 em Itabuna hoje.

Os candidatos devem procurar o SineBahia nesta quarta-feira, preferencialmente pela manhã, com carteiras de Trabalho e de Identidade em mãos, além de comprovantes de escolaridade e de endereço e CPF em mãos. O expediente nas unidades vai até as 16h. O SineBahia em Jequié encerra às 17h.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

O SineBahia Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, ao lado do Mercado do Artesanato, no Centro. A unidade de Eunápolis atende na Rua 5 de Novembro, Centro.

Quem busca vaga em Porto Seguro deve se dirigir ao Shopping Central Park, na Rua Assis Chateaubriand, no Centro, próximo ao terminal de balsas para Arraial d´Ajuda. A unidade de Jequié está situada na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Abaixo, confira as vagas por cidade.

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Weverton Antônio foi sequestrado e morto por facção criminosa || PC
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Investigadores da Polícia Civil encontraram, na segunda-feira (25), restos mortais em uma área de mata da Fazenda Duas Américas, nos fundos do bairro Arnaldão, zona rural de Eunápolis, no extremo-sul da Bahia. O material foi encontrado durante as investigações sobre o sequestro, tortura e assassinato do motoristas de transporte por aplicativo Weverton Antônio dos Santos, de 28 anos.

Weverton Antônio dos Santos sequestrado e morto no dia 13 de maio deste ano. De acordo com as apurações, o crime teria sido cometido por integrantes de uma organização criminosa que atua no município. O caso gerou grande repercussão na região devido à violência empregada e à ousadia dos envolvidos.

Os fragmentos foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por exames necroscópicos e de DNA para confirmar a identidade da vítima e esclarecer as circunstâncias da morte.

As diligências foram conduzidas por equipes da 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, com apoio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) e da 7ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em ação integrada contra o crime organizado.

FILMARAM O CRIME

Os criminosos filmaram o crime e usaram o celular de Weverton Antônio dos Santos para enviar os vídeos a contatos dele. Além de motorista, Weverton trabalhava como segurança em eventos. O carro dele foi encontrado numa estrada de terra, no distrito de Pindorama, no dia 16 de maio, três dias após o assassinato do motorista.

Até o momento, três adultos foram presos e um adolescente apreendido pela participação no crime. Outros suspeitos já foram identificados e são procurados, tanto por este homicídio quanto por outros assassinatos atribuídos ao grupo.

Lagoa Santana sedia Campeonato Brasileiro de Canoagem || Foto CBCa
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Uma delegação com mais de 150 atletas dos municípios de Ubaitaba, Itacaré, Ubatã, Camamu, São Félix e Itajuípe está em Lagoa Santa (MG) para a disputa do Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade e Paracanoagem 2025. Os atletas viajaram com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). As provas serão realizadas entre esta quarta-feira (27) e domingo (31).

Serão mais de 300 provas que integram a programação da etapa nacional. Haverá disputas em distâncias de 3.000m, 1.000m, 500m e 200m, de acordo com cada categoria. A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) e faz parte dos eventos que definirão o ranking nacional da canoagem velocidade e paracanoagem, o qual somará os pontos da primeira e segundas etapas da Copa Brasil.

A presidente da Federação Baiana de Canoagem, Camila Lima, está confiante em um bom desempenho da equipe. “A Bahia tem tradição consolidada na canoagem e segue se destacando em competições no Brasil e no exterior. A preparação dos nossos atletas é intensa e diária, com foco na preparação técnica e emocional”, afirmou.

A maioria dos atletas faz parte do projeto Remando em Águas Baianas, desenvolvido pelo Governo da Bahia para incentivar o esporte. “O projeto é essencial nesse processo, pois garante o suporte necessário para que a garotada chegue motivada e preparada às disputas, o que faz toda a diferença na conquista de resultados”, destacou.

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A Clínica Escola de Odontologia da Faculdade Anhanguera em Itabuna oferece, gratuitamente, vários serviços de Odontologia, como restaurações, tratamento periodontal, profilaxia, exodontia, clareamento, reabilitação oral, endodontia e gengivectomia. A programação é direcionada para adultos, crianças e pessoas com deficiência.

A responsável pelas atividades é a docente Rafaela Maynart Batista, coordenadora do curso de Odontologia da Instituição. Os atendimentos são realizados por alunos supervisionados por professores e profissionais. Segundo Rafaela, a programação visa promover o bem-estar social e a saúde da população.

“Os atendimentos são importantes tanto para os alunos, que têm a oportunidade de treinar e aprimorar os conhecimentos adquiridos de forma teórica, quanto para os munícipes, que têm acesso a diversos tipos de tratamentos odontológicos acessíveis. Portanto, é uma forma de gerarmos um impacto social positivo à comunidade”, afirma Rafaela.

COMO AGENDAR

Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp (73) 2102-3010 ou presencialmente. Os atendimentos são prestados de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 12h e das 13h às 21h. A Clínica Escola de Odontologia está localizada na própria Faculdade Anhanguera, na Av. José Soares Pinheiro, 1.600, no Bairro Lomanto.

Lula durante reunião ministerial hoje (26) || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial de 2025. Ao citar a atual política dos Estados Unidos, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais, ele afirmou que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”. Lula orientou seus ministros a defenderem a soberania do país em seus discursos públicos.

Para ele, as decisões do presidente estadunidense, Donald Trump, são descabidas. Ainda assim, o governo brasileiro segue à disposição para negociar as questões comerciais.

“Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém. É importante saber que o nosso compromisso é com o povo brasileiro”, disse Lula.

“É importante que cada ministro, nas falas que fizerem daqui para frente, façam questão de retratar a soberania desse país. Nós aceitamos relações cordiais com o mundo inteiro, mas não aceitamos desaforo e ofensas, petulância de ninguém. Se a gente gostasse de imperador, o Brasil ainda seria monarquia. A gente não quer mais. A gente quer esse país democrático e soberano, republicano”, acrescentou.

EXPORTAÇÕES

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que está à frente das negociações sobre o tarifaço, também apresentou números atualizados sobre o impacto das medidas no comércio brasileiro. Segundo ele, 35,6% de tudo que é exportado pelo Brasil ao país norte-americano estão sob uma tarifa de 50%.

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, Trump aplicou uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Além disso, Alckmin explicou que 23,2% das exportações ao país norte-americano são taxados de acordo com a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, que é aplicada a todos os países, com exceção do Reino Unido. Para aço, alumínio e cobre, por exemplo, a tarifa é de 50%; automóveis e autopeças são taxados em 25%.

O restante dos 41,3% de produtos exportados aos EUA tem uma tarifa de 10%.

O vice-presidente lembrou que o governo brasileiro atua para socorrer as empresas impactadas pelo tarifaço.

No último dia 13, Lula assinou a medida provisória que cria o Plano Brasil Soberano. As medidas incluem uma linha de crédito no valor de R$ 30 bilhões para exportadores, mudança nas regras do seguro de crédito à exportação e em fundos garantidores, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e compras governamentais de gêneros alimentícios que deixaram de ser exportados.

Além disso, a política de comércio exterior do governo é de abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

Ainda hoje, Alckmin e outros ministros embarcam para uma viagem ao México, para tratar do potencial de ampliação do comércio entre os dois países. Segundo ele, há possibilidades nas áreas agrícola, de biocombustível, aviação, energia e industrial.

“O presidente Lula tem orientado diálogo permanente, soberania, Brasil não abre mão da sua soberania, Estado de Direito, separação dos poderes, que é a peça basilar do Estado de Direito e, ao mesmo tempo, negociação e diálogo para a gente corrigir essa absoluta distorção da política regulatória”, acrescentou.