Estudo dos pesquisadores Ricardo Sá Barreto, Eli Izidro e Ícaro Carvalho identificou que mais de 80% dos bairros e distritos ilheenses têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional. A partir dos resultados apresentados, é possível fazer um comparativo entre a pontuação obtida pelas localidades em relação aos países que constam no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD).
Assim, 22 localidades de Ilhéus foram relacionadas a países com pontuações equivalentes. Jardim Atlântico (0,914), primeiro do ranking, tem como equivalente a Bélgica, por exemplo. Por ordem, no top 5 dos bairros estão: Boa Vista (0,863) (Emirados Árabes Unidos), Cidade Nova (0,833) (Croácia), São Sebastião (0,816) (Federação Russa) e São Francisco (811) (Romênia).
Publicado na edição de abril da Revista de Desenvolvimento Econômico, o estudo aponta que 82,2% dos bairros e distritos de Ilhéus possuem índice menor que 0,759, que é o IDH nacional. O Banco da Vitória (0,549), dentre os bairros ilheense, é o que reúne os piores índices de renda, educação e longevidade. Segundo a pesquisa, faltam trabalho e oportunidades para os jovens, bem como condições que garantam o desenvolvimento humano e a qualidade de vida da população.
De acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas, divulgado em 14 de setembro, o Brasil alcançou IDH 0,759, ficando na 79ª posição entre os 189 países pesquisados. Esse levantamento demonstra que o país está estagnado nessa colocação desde 2015, encerrando um ciclo de evolução que ocorreu desde 2012, quando avançou seis posições no ranking. Comparando com o resultado obtido em Ilhéus, seria equivalente ao índice alcançado pelo bairro Teresópolis.
Outras 44 localidades ilheenses não têm parâmetro entre países. Segundo os pesquisadores, o poder público pode usar o ranking para atrair investimento, privilegiando, através de benefícios fiscais, empresas que se instalarem nos bairros que tenham IDH-B menor, por exemplo.














Jorge Khoury


Definir o perfil da sociedade brasileira a partir das ocupações dos candidatos nestas eleições pode ser mais complexo do que se imagina. Em meio às 29.090 candidaturas (para todos os cargos) apresentadas nestas eleições, há um astrólogo, dois bailarinos, oito artistas de circo, nove catadores de recicláveis, 20 ambulantes e feirantes, além de 24 empregados domésticos, 47 artesãos e 110 religiosos.
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