

A importação de mais de 840 mil arrobas de cacau de Gana deixou em alerta as autoridades sanitárias baianas. A carga está armazenada no Porto de Ilhéus e começou a ser desembarcada em 19 de dezembro. O secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, diz ter reunido representantes da Ceplac e da Superintendência Federal da Agricultura da Bahia.
De acordo com Vitor, outras 4 mil toneladas de cacau serão importadas de Gana. A primeira carga foi importada pela Cargill, a Joanes e a Barry Callebaut, de acordo com informações obtidas pelo PIMENTA, trazida no navio Chamchuri Daree, de bandeira tailandesa.
O secretário estadual de Agricultura diz que a união de esforços é para mitigar os riscos de contaminação por pragas oriundas do país africano. Dentre as mais sérias ameaças, enumera a monilíase do cacaueiro, ainda mais grave que a vassoura de bruxa, da qual a Bahia é Território Livre; a Striga ssp., e a Phythophora megacarya.
A Striga spp., também conhecida como “erva de bruxa”, de acordo com as autoridades sanitárias, “possui grande potencial de disseminação e parasita várias espécies de plantas cultivadas no Brasil”. Dentre estas culturas ameaçadas, estão soja, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, diversas gramíneas utilizadas como pastagens, algumas leguminosas (feijão, caupi), fumo, batata doce, dentre outras.
– Existem medidas a curto prazo que podem ser empreendidas para minimizar os riscos, não podemos nos sobrepor à instrução federal, que regula esta importação, mas serão disciplinados critérios para o desembarque da carga, por parte do governo do Estado – diz Vitor, ressaltando a necessidade de alteração da Instrução Normativa 47.
A partir de estudos, disse ele, laudos técnicos e larga discussão com o setor produtivo, todos os riscos à produção baiana foram comprovados, e, baseado neles, já elaboramos adequações à normativa, que levarei ao ministro”, declarou Bonfim. Ele destaca que o Porto de Ilhéus está localizado no centro da área de produção de cacau e de biodiversidade, o que agrava ainda mais as ameaças. “É extremamente importante que protejamos a agricultura baiana e brasileira”, conclui.






























