
A surpresa do horário eleitoral foi o tom forte imprimido por Davidson Magalhães (PCdoB) para criticar a gestão na área da Saúde, pasta comandada pelo PCdoB desde janeiro de 2013 até o ano passado. “A saúde pública foi destruída ao longo dos últimos 20 anos. Faltam médicos e remédios, [existem] longas filas. Isso vai mudar”, disse Davidson, prometendo marcação de consulta médica pelo celular e remédio e médico o tempo todo nos postos de saúde.
Davidson também disse que não apenas o secretário, mas o prefeito deve assumir compromisso de cuidar da saúde. O tom duro contra Vane não chega a surpreender. No sábado, Davidson criticou a gestão na educação, comandada por Dinalva Melo, que é do PCdoB, e a saúde. Também, numa alfinetada clara em Vane, condenou prefeitos que são ausentes e omissos.
O ex-prefeito Capitão Azevedo (PTB) disse lamentar que ações de habitação e infraestrutura no Jorge Amado tenham sido abandonadas pela gestão atual. “Em minha gestão, zelei pelos mais carentes e mais humildes”, disse ele. “Quero voltar pra prefeitura e fazer ainda mais pelo povo dessa cidade, devolver dignidade. Eu fiz uma vez e vou fazer de novo”.
FERNANDO CRITICA VANE POR FECHAR ESCOLAS
Antônio Mangabeira (PDT), dono de pouco tempo no horário eleitoral, disse não ter coligado por outros partidos e disse que vai governar “com independência”. Outro a tocar no tema Emasa, Zé Roberto (PSTU) defendeu que a empresa continue “100% pública e controlada pelos trabalhadores”.
Já o tucano Augusto Castro, usou o seu tempo de 1 minuto e 26 segundos para falar de programa de governo. Nele, abordou o que, segundo ele, seria feito nos primeiros 100 dias de sua gestão, caso eleito. O plano emergencial previa cita apenas ações de limpeza e iluminação pública para, disse ele, “elevar ainda mais a autoestima da população”. E, prometeu, “fazer em 100 dias o que você não vê há muito tempo”.
O horário eleitoral foi encerrado com o programa do ex-prefeito Fernando Gomes (DEM), autor de severas críticas a Vane por fechar colégios. Fernando Gomes disse ter construído escolas em todos os bairros de Itabuna. “Precisa respeitar o povo. Hoje o prefeito fecha culéjos (colégios). Isso é um crime. Nem a lei ele cumpre. Prefeito que fecha culéjo não tem qualificação”. Desde o início do horário eleitoral, nenhum programa de Mestre Cuca (PSOL) foi ao ar.





























