O título da nota poderia servir como nova nomenclatura do Setor de Compras e Licitações da Prefeitura de Itabuna, vinculado à Secretaria da Administração. Relatos colhidos pelo PIMENTA dão conta de que nada menos que sete servidores, entre efetivos e comissionados, deixaram o posto naquele departamento, que desde o início do atual governo está sob o comando da diretora Janice Borges.
Gente que passou por lá afirma ter sofrido toda sorte de humilhações e assédio moral e diz que o fato já havia sido levado ao conhecimento do ex-secretário Gilson Nascimento (quando no cargo), mas este nada fez. Agora se espera que o atual titular da pasta, Maurício Athayde, tome alguma providência.
Pelo que consta, não resta mais nenhum funcionário da equipe que começou a trabalhar no setor em janeiro de 2009. Todos pediram para sair, mudaram de departamento ou estão à disposição da Secretaria da Administração. Para o setor não parar, duas funcionárias foram escaladas há um mês, mas não se sabe até quando elas serão capazes de aguentar.
A sujeira e o consequente mau-cheiro continuam sendo presença constante na feira livre do Centro Comercial de Itabuna. Para complicar, a empresa Marquise, responsável pela coleta de lixo na cidade, deixa acumular os resíduos no local e só aparece para recolhê-los quando o volume já está praticamente insuportável.
Na manhã do Sábado de Aleluia, operários da empresa, com um caminhão compactador, faziam a coleta por volta de 10h30min, horário em que o movimento na feira era grande. A operação para remover a montanha de lixo levou um bom tempo e provocou engarrafamento na rua que dá acesso à feira.
Houve reclamações e buzinaço em protesto contra a deficiência e desorganização da limpeza.
Tacila Mendes e Anabel Mascarenhas ministram curso básico de fotografia, na Fundação Cultural de Ilhéus (Fundaci). As aulas começam na próxima quinta e vão até o sábado (30).
O conteúdo do curso compreende a breve história da fotografia, conhecimento de elementos e recursos da máquina, treinamento do “olhar fotográfico”, regras básicas de composição de imagem e erros a serem evitados, além de prática da fotografia externa e análise e avaliação das fotos produzidas.
A inscrição custa R$ 30,00 e os contatos podem ser mantidos por email (fotografandomelhor@gmail.com) ou pelos telefones (73) 8803-9821, 9152-4308 e 8124-7176. Confira mais informações no blog do curso. As melhores fotografias de cada aluno vão compor uma exposição do curso.
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O conteúdo do curso compreende a breve história da fotografia, conhecimento de elementos e recursos da máquina, treinamento do “olhar fotográfico”, regras básicas de composição de imagem e erros a serem evitados, além de prática da fotografia externa e análise e avaliação das fotos produzidas.
A inscrição custa R$ 30,00 e os contatos podem ser mantidos por email (fotografandomelhor@gmail.com) ou pelos telefones (73) 8803-9821, 9152-4308 e 8124-7176. Confira mais informações no blog do curso. As melhores fotografias de cada aluno vão compor uma exposição do curso.
O programa Mina de Talentos, uma iniciativa da empresa Bahia Mineração em parceria com o Senai, terá sua aula inaugural nesta terça-feira, 26, a partir das 9 horas, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus. Com a proposta, a Bamin espera qualificar 6.500 pessoas, tanto em Ilhéus como na região de Caetité, visando formar mão-de-obra apta a ser contratada para o projeto Pedra de Ferro.
Mais de 700 trabalhadores serão capacitados na etapa inicial do programa, que tem foco nas primeiras demandas de pessoal da fase de construção do porto da Bamin em Ilhéus e da mina e usina de beneficiamento de minério em Caetité.
O investimento da empresa no programa de qualificação, ao longo de três anos, será de R$ 16,7 milhões.
O programa Mina de Talentos, uma iniciativa da empresa Bahia Mineração em parceria com o Senai, terá sua aula inaugural nesta terça-feira, 26, a partir das 9 horas, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus. Com a proposta, a Bamin espera qualificar 6.500 pessoas, tanto em Ilhéus como na região de Caetité, visando formar mão-de-obra apta a ser contratada para o projeto Pedra de Ferro.
Mais de 700 trabalhadores serão capacitados na etapa inicial do programa, que tem foco nas primeiras demandas de pessoal da fase de construção do porto da Bamin em Ilhéus e da mina e usina de beneficiamento de minério em Caetité.
O investimento da empresa no programa de qualificação, ao longo de três anos, será de R$ 16,7 milhões.
Protesto causou transtornos e mais de 10 quilômetros de congestionamento (Foto Costa Filho).
O protesto de moradores das localidades de Ilha Verde e Urbis IV causou transtornos e resultou em mais de 10 quilômetros de congestionamento no trecho Itabuna-Ibicaraí da BR-415. A pista ficou interditada das 7h às 10h da manhã desta segunda-feira.
A manifestação dos vereadores é uma tentativa para que o Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia e a Secretaria de Infraestrutura façam uma operação tapa buracos e sinalizem a pista. No último dia 10, uma criança de seis anos foi atropelada e sofreu traumatismo craniano exatamente no local do protesto. Em alguns trechos da BR-415 o acostamento foi tomado pelo mato.
A interdição da pista dificultou a vida de quem estava retornando para casa após o Feriadão da Semana Santa. A BR-415 é a rodovia mais utilizada pelos turistas do sudoeste baiano e de Brasília que descem para o litoral sulbaiano. Equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), da Polícia Rodoviária Estadual, foram acionadas para liberar a pista.
Moradores da localidade atearam fogo em paus e pneus para fechar rodovia (Foto Costa Filho).
O Brasil foi o terceiro país em que mais se acredita em ‘Deus ou em um ser supremo’ em uma pesquisa conduzida em 23 países.
A pesquisa, feita pelo empresa de pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters, ouviu 18.829 adultos e concluiu que 51% dos entrevistados ‘definitivamente acreditam em uma ‘entidade divina’ comparados com os 18% que não acreditam e 17% que não têm certeza’.
O país onde mais se acredita na existência de Deus ou de um ser supremo é a Indonésia, com 93% dos entrevistados. A Turquia vem em segundo, com 91% dos entrevistados e o Brasil é o terceiro, com 84% dos pesquisados.
Entre todos os pesquisados, 51% também acreditam em algum tipo de vida após a morte, enquanto que apenas 23% acreditam que as pessoas param de existir depois da morte e 26% ‘simplesmente não sabem’.
Entre os 51% que acreditam em algum tipo de vida após a morte, 23% acreditam na vida após a morte, mas ‘não especificamente em um paraíso ou inferno’, 19% acreditam ‘que a pessoa vai para o paraíso ou inferno’, outros 7% acreditam que ‘basicamente na reencarnação’ e 2% acreditam ‘no paraíso, mas não no inferno’.
Nesse mesmo quesito, o México vem em primeiro lugar, com 40% dos entrevistados afirmando que acreditam em uma vida após a morte, mas não em paraíso ou inferno. Em segundo está a Rússia, com 34%. O Brasil fica novamente em terceiro nesta questão, com 32% dos entrevistados.
Mas o Brasil está em segundo entre os países onde as pessoas acreditam ‘basicamente na reencarnação’, com 12% dos entrevistados. Apenas a Hungria está à frente dos brasileiros, com 13% dos entrevistados. Em terceiro, está o México, com 11%.
Entre os que acreditam que a pessoa vai para o paraíso ou para o inferno depois da morte, o Brasil está em quinto lugar, com 28%. Em primeiro, está a Indonésia, com 62%, seguida pela África do Sul, 52%, Turquia, 52% e Estados Unidos, 41%.
Tempo de leitura: < 1minutoDonos de lojas e populares usam baldes d´água para tentar apagar incêndio (Foto Joálisson Santos/Pimenta).
Empresários do centro de Buerarema, no sul da Bahia, contaram com a solidariedade de amigos e populares para evitar uma tragédia de grandes proporções na mais importante área comercial da cidade, no sábado à noite (23). Um incêndio destruiu uma panificadora e uma loja de utilidades domésticas na rua Paulo Portela, em frente ao ginásio de esportes Antônio Brito.
Como o Corpo de Bombeiros mais próximo fica a 18 quilômetros da cidade e a cidade não conta nem com brigada de incêndio, dezenas de homens usaram baldes d´água para impedir que o fogo avançasse sobre as outras casas comerciais.
A equipe de bombeiros chegou ao local 45 minutos depois, quando isolou toda a área e eliminou os últimos focos de incêndio. O fogo começou pela panificadora e atingiu a loja de utilidades, forçando os moradores a entrarem em ação para impedir o pior.
Fogo destruiu lojas em pouco mais de 20 minutos (Foto Joálisson Santos/Pimenta).
Uma pane da Oi atingiu nesta segunda-feira o número 192 do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Quem liga para a central de Itabuna acaba falando com unidades de outros municípios.
Até que o problema seja resolvido, os pedidos de socorro devem ser encaminhados ao celular 8859-6363. O número aceita ligações a cobrar originadas de telefones fixos.
Uma pane da Oi atingiu nesta segunda-feira o número 192 do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Quem liga para a central de Itabuna acaba falando com unidades de outros municípios.
Até que o problema seja resolvido, os pedidos de socorro devem ser encaminhados ao celular 8859-6363. O número aceita ligações a cobrar originadas de telefones fixos.
A revista Istoé deste final de semana traz uma matéria sobre a condição de quatro ministros do Governo Dilma que estão, como se diz por aqui, sem moral. Eles não foram recebidos pela presidenta Dilma Rousseff, embora já estejamos no quarto mês da gestão dilmista. A lista é integrada por um ministro originado politicamente na Bahia, o deputado federal Mário Negromonte (PP).
Negromonte teria cometido barbeiragens administrativas desde quando assumiu o Ministério das Cidades e tem suado bastante para ver se emplaca os nomes dos amigos Carlos Batinga (PSC-PB) e Inaldo Leitão (PP-PB) em cargos de visibilidade justamente no ministério sob o seu comando.
A reportagem da Istoé diz ter ouvido fontes palacianas que deixaram exposta a falta de prestígio do ministro pepista. “Não bastasse não ter sido recebido ainda por Dilma – apenas a encontrou no avião presidencial durante duas viagens –, Negromonte até agora não conseguiu autorização para nomear dois velhos aliados: o deputado estadual Carlos Batinga (PSC-PB) e o ex-deputado Inaldo Leitão (PP-PB)”.
O setor de supermercados tem entre 100 mil e 150 mil vagas abertas, sem conseguir preencher por causa do apagão da mão de obra. Isso significa 20% do segmento. Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, esse tem sido um dos grandes gargalos do segmento.
Além dessas vagas, o volume de investimentos previsto para o ano deve intensificar o problema. “Mas não é só contratação. Há dificuldades para retenção e treinamento de pessoal.”
Ele destaca que a carência de mão de obra está espalhada por todo o País. “O déficit do mercado é geral e em todas as atividades. Antes o problema era mais no Nordeste por causa da forte expansão.”
Galassi afirma que os cartazes com “procura-se” não estão surtindo mais efeito. “Quase todos os nossos contratados estão sendo treinados por nós. Nosso maior desafio é criar uma alavanca que prepare os jovens para o setor”. Informações do Estadão.
O feriadão da Semana Santa começou a ser aproveitado também por sete hóspedes da delegacia de polícia de Itacaré. Eles aproveitaram o horário de almoço do policial de plantão e “deram linha”. Eles quebraram a viga de sustentação do telhado da área de sol e, com o auxílio de uma tereza, pularam o muro da delegacia.
A cadeia pública está sem carcereiro há três meses e, nos finais de semana, apenas um policial dá plantão fazendo a vigilância do local. De acordo com a polícia, o perfil dos fugitivos é composto por assaltantes, traficante e estelionatário.
Um dos perigos que rondam o texto jornalístico é a mecanização da linguagem – expressão cunhada aqui e agora, creio. Expliquemos, como Freud o faria: de tão repetido, o ato de redigir passa a ser feito sob fórmula, com quase as mesmas palavras. A linguagem, da mesma forma que o amor, detesta a rotina. Quem lê notícias com olhos críticos já observou com que freqüência determinados veículos repisam termos iguais (não confundir com estilo, que é coisa bem diversa de indigência vocabular). Um exemplo que grita é o verbo garantir. Atire a primeira pedra quem leu um noticiário hoje e não topou com esse verbo mal empregado.
O CRUEL ABANDONO DO SIMPLES E DO LÓGICO
Há poucos dias, em mais uma podridão exposta de dirigentes públicos, um ex-governador acusou um deputado baiano com nobre pedigree de ter sido “ajudado” durante a campanha eleitoral, recebendo dinheiro indevido. Um dos maiores jornais da Bahia não deixou por menos e tascou em manchete a reposta do acusado: “ACM Neto garante que Arruda mente sobre doações”. Caso típico de emprego abusivo do verbo. Não se pode “garantir” que uma pessoa mente, embora se possa “dizer”, “afirmar”, ou algo semelhante. “ACM disse que…” é o caminho simples e lógico que a mídia parece ter abandonado. É a tal mecanização da linguagem.
GESTORES GARANTEM, GARANTEM, GARANTEM…
Pra não dizer que não falei de flores regionais, recolhi algumas por aqui – e confesso que foi tarefa das mais fáceis. Um semanário, falando do prefeito de Itabuna: “Ele garante que fará um governo de união”; esta, do noticiário oficial: “Capitão Azevedo garante reforma de praças”; outra, de um blog: “Azevedo é candidato à reeleição – Burgos é quem garante”. Na mesma linha andou o alcaide de Ilhéus: “Newton Lima garante apoio à reeleição de Ângela Souza”; ainda de Ilhéus: “Parceria garante transporte escolar para alunos do ensino médio da zona rural”. Em nenhum caso existe garantia efetiva do que se afirma.
CONSTRUÇÕES QUE CONSAGRAM… A SANDICE
Se gostam dos exemplos, vamos ao governador – compreensivelmente o maior “garantidor” de todos – com amplo direito de aparecer mal no texto. Aqui, uns poucos exemplos desse abuso: “Wagner garante qualidade da educação”, “Wagner garante Mundial de Judô em 2012, aqui na Bahia”, “Wagner garante apoio ao Polo de Informática de Ilhéus”. E mais uma, para não perder a mão (desta vez não o governador ou o prefeito, mas uma entidade pouco mais impalpável): “Estado garante a construção da nova ponte Ilhéus-Pontal”. Não há de faltar quem defenda esta linguagem como “consagrada”. Só se for a consagração da sandice.
Temos encontrado na mídia regional, mais vezes do que pode agüentar a nossa santa paciência, uma estranha forma de plural para CD (aquele disquinho de música), abuso que vale também para seu primo rico, o DVD, mesmo que ambos venham com o olho tapado que identifica os salteadores dos sete mares: CD´s e DVD´s – um plural apostrofado (vou registrar copirraite para esta expressão), fórmula que imagino vir do inglês – “colonização” que se exerce sobre dez entre dez brasileiros mal informados. É uma saída meio rodrigueana, se me permitem o lugar-comum: bonitinha, mas ordinária. Apóstrofo, sinal gráfico comum em inglês e francês, só empregamos em português em poucos casos.
CASTRO ALVES VIROU EXEMPLO DA EXCEÇÃO
Em tempos idos, era um festival de cinqüent´anos (então, com trema) su´alma, grand´homem, d´Oliveira,Sábado d´Aleluia e outros, sendo Castro Alves o campeão da modalidade. Tanto assim que sua poesia foi base para a exceção desse sinal gráfico, quando se quer beneficiar a métrica. Abro minha edição fac-similar da príncipe de Os escravos (Edições GRD/1983) e revejo “´Stamos em pleno mar!” – verso de O navio negreiro, que todos conhecem – e topo, ainda no primeiro canto, com “Bem feliz quem ali pode nest´hora/sentir d´este painel a majestade”. Como CD e DVD nada têm a ver com Castro Alves, deixe-se em paz o apóstrofo, grafando os plurais assim: CDs e DVDs. Sem descabidas concessões ao genitivo dos gringos.
Jornal de Itabuna, falando em mudanças de comportamento do prefeito do município, afirma em editorial: “Ele sente que chegou o momento de dar a volta por cima”. Congênere de Salvador, noticiando o retorno de Adriano ao Brasil, criou este título de ótimo gosto: “A volta do boêmio”. Essas frases feitas colorem, enriquecem e embelezam a linguagem. Consagradas, mas ainda fora da relação de lugares-comuns, facilitam o entendimento da mensagem, ao fortificar uma das qualidades fundamentais do estilo, a simplicidade. As duas, como tantas outras, nasceram da MPB: a primeira é de Paulo Vanzolini (1924); a outra, de Adelino Moreira (1918-2002).
A MPB CONSOLIDA A LÍNGUA “BRASILEIRA”
Noel Rosa imortalizou “com que roupa”, para resumir uma situação de impossibilidade; “palpite infeliz”, que nos acode à mente, diante de algumas bobagens ouvidas, e “o x do problema”, largamente empregada diante de uma questão a resolver, um nó a desatar. Chico Buarque nos deu “roda viva”, simbolizando a rotina o dia a dia; Zé Dantas criou a imagem de que a esmola ao homem são o envergonha ou vicia; e não são poucas as vezes em que alguém se refere ao País, em tom irônico, como “Meu Brasil brasileiro” – isto é Ari Barroso. Estas poucas expressões saídas da memória mostram a MPB como importante componente da nossa cultura.
DA “CENA DE SANGUE” À “VOLTA POR CIMA”
Paulo Vanzolini (foto) é de um nível cultural poucas vezes encontrado na MPB: além de médico (Universidade de São Paulo), é Doutor em Zoologia (Universidade de Harvard), sendo conhecido internacionalmente como especialista em répteis e em fauna da Amazônia, região que visitou várias vezes. Grande nome do samba de São Paulo (ao lado de Adoniran Barbosa), ele compôs cerca de 60 músicas, sendo que duas delas viraram clássicos: Ronda e Volta por cima. Esta última popularizou a expressão usada pelos brasileiros quando querem falar sobre a superação de uma crise: “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
OBRA-PRIMA DE REGIONALISMO BRASILEIRO
Redescobri recentemente, com Renato Braz (e Bré na percussão), um tema de Vanzolini de que gosto muito, e que tem uma história curiosa: em 1967, o artista plástico Arnaldo Pedroso Horta, observando a “baianidade” do argentino Carybé (foto), que divulgava a capoeira em São Paulo, desafiou Vanzolini, dizendo que ele estava perdendo para o “gringo”, pois nunca fizera uma música de capoeira. “Amanhã te trago uma”, respondeu o compositor. Naquela mesma noite, Vanzolini fez “Capoeira do Arnaldo”, a bem-humorada saga de um retirante em busca da cidade grande, obra-prima de regionalismo brasileiro, com um tom nordestino jamais visto num músico paulista.