Um caminhão-baú e uma picape Ford Ranger colidiram no quilômetro 17 da rodovia Ilhéus-Itabuna, por volta das 16h10min. Os dois veículos pegaram fogo e ficaram praticamente destruídos.
O motorista do caminhão fugiu do local e a motorista da picape, Ana Paula Santana, foi socorrida por uma equipe do Samu 192 e levada para um hospital de Ilhéus.
De acordo com o repórter Costa Filho, da rádio Jornal, Ana Paula trabalha na Mars Cacau, e seguida de Itabuna para Ilhéus, quando houve a colisão. O trecho fica entre o Salobrinho e a sede regional da Ceplac.
Enquanto as lideranças dos dois principais municípios do sul da Bahia se digladiam por pedaços de terra, a velha Batalha de Quericós, Itabuna e Ilhéus registram um início de ano ruim quando o assunto é geração de empregos com carteira assinada.
Números “fresquinhos” do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que Itabuna cortou 140 vagas nos três primeiros meses deste ano. Ilhéus também caminhou em igual sentido e “tesourou” 124.
Se a indústria itabunense registrou recuperação no trimestre, o mesmo não se pode dizer de setores essenciais à economia local: comércio, construção civil e serviços.
A indústria abriu 181 novos postos de trabalho no período, mas a área de serviço cortou 111 vagas, a construção civil cortou 94 e o comércio 93. Estes números são exatamente o resultado do número de contratações x desligamentos.
Ilhéus sofreu com o final da alta estação. O comércio demitiu forte no trimestre ao cortar 208 vagas com carteira assinada (548 contratações ante 756 demissões). Apenas os setores de serviços e de construção civil registram números positivos ao criar, juntos, 146 novas vagas.
Registre-se que a economia baiana também não fechou o mês de março neste quesito. Criaram-se apenas 2.758 novos empregos no período, embora todos os outros estados nordestinos tenham, ao contrário, cortado postos de trabalho.
O relatório do emprego em março, na Bahia, registra números negativos em cidades sul-baianas (confira abaixo) e desempenho crítico em Salvador, que cortou 2.756 empregos com carteira assinada em março, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Mas pelo menos duas cidades baianas se diferenciam das demais: Feira de Santana e Camaçari. Feira abriu 300 novas vagas no mês passado e 2.313 no trimestre. Camaçari criou 1.673 novos empregos no mês passado.
Ousarme Citoaian lança seus olhos e ouvidos sobre as vocalistas negras baianas e destaca os nomes de Virgínia Rodrigues, Rosa Passos, Márcia Short, a ilheense Clécia Queiroz e a itabunense Alobêned (foto) – para quem é só elogios. “Alobêned é um furacão negro, uma monarca africana que só encontra comparação em Margareth Menezes”, derrama-se o colunista. O. C. ainda implica com a novel expressão “bandeira a meio mastro”, que a Globo “fabricou”, o que é motivo para manifestação de vários leitores. A todos, com atenção e bom humor, o colunista responde nos comentários do UNIVERSO PARALELO (como é sua rotina de todas as terças-feiras).
Tempo de leitura: 2minutosSantana (à esq.) é chamado de "deputado infeliz" pelo vereador Carqueija.
O vereador de Ilhéus, Paulo Carqueija, disse nesta terça-feira (19), no plenário da Câmara Municipal, que vai encaminhar à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa da Bahia, um pedido para que o deputado estadual Coronel Gilberto Santana seja imediatamente afastado e substituído da Comissão de Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação, criada pela AL.
Ele é acusado por Carqueija de ter se posicionado prematura e preconceituosamente contra o município de Ilhéus, diante das discussões que as autoridades locais têm travado com Itabuna sobre os limites territoriais dos dois municípios.
O vereador petista atribui ao deputado, afirmações que se constituem numa agressão desnecessária e raivosa contra Ilhéus. “Isso é muito preocupante quando vindas de um deputado estadual que tem assento na referida comissão encarregada de rever assuntos territoriais da Bahia”, afirmou.
No discurso feito no plenário da Câmara, Carqueija responsabilizou o deputado por comentários do tipo “Ilhéus precisa acabar com esta mania de querer tudo. É Itabuna quem faz tudo isso aqui. A população do Salobrinho, por exemplo, quer ser itabunense, basta fazer um plebiscito. Nós devíamos mudar o Salobrinho para o município de Itabuna, colocando a nova divisa depois da Universidade Estadual de Santa Cruz, a UESC, assim como também devem mudar Inema, Pimenteira e Banco Central para Coaraci”. As declarações teriam sido dadas durante uma Audiência Pública para debater o tema.
Na Câmara de Ilhéus, na tarde desta terça, Carqueija chegou a chamar o parlamentar baiano de “infeliz deputado” e de “asneira” o conteúdo do seu posicionamento na polêmica que envolve a questão territorial entre Ilhéus e Itabuna.
A postura atabalhoada no processo de negociação com o sindicato dos professores deixou o governo ilheense na maior saia justa com a categoria. Os trabalhadores da educação reivindicavam cerca de 15% de reposição salarial, mas acabaram aceitando a proposta de 6,47% oferecida pelo governo. Acordo fechado, era só voltar para as salas de aula… Isto se o governo cumprisse o acordo, o que não foi o caso.
Após ser autorizado pelo prefeito Newton Lima a oferecer os 6,47%, o secretário da Administração Antônio Bezerra foi desautorizado. Estava tudo resolvido na mesa de negociação, mas – como diz a presidente da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI), Enilda Mendonça – “gato escaldado tem medo de água fria”.
Em entrevista concedida nesta manhã ao radialista Gil Gomes, no programa Alerta Geral (Rádio Santa Cruz), Enilda afirmou que os professores já estão “escaldados” com as “idas e vindas” do governo Newton. “Na verdade, não sabemos quantos governos existem na Prefeitura”, ironizou a professora.
Nesta terça-feira, 19, às 14 horas, a categoria se reúne em assembleia no auditório do IME-Centro, onde haverá deliberação sobre os rumos da greve. “Nosso posicionamento é de não aceitar nova proposta, pois o acordo já foi fechado”, afirma a presidente da APPI.
O governo explicou que a aplicação dos 6,47% faria o município ultrapassar o limite de gastos com a folha estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja, a Prefeitura apresentou a proposta antes de fazer as contas.
Desde agosto do ano passado até o início deste mês, exatamente 70 presos conseguiram fugir da cadeia pública de Una, no sul da Bahia. Inaugurada em 1982, a “cadeia queijo suíço” passou apenas por uma pequena reforma (maquiagem seria o melhor termo) nos quase 30 anos.
As várias infiltrações, a fragilidade da estrutura e o número insuficiente de agentes são facilitadores das fugas no município. A cadeia registrou 16 fugas em oito meses. Ou seja, média de duas fugas por mês. Entre os fugitivos, vários são homicidas, a exemplo de Alisson Santos, que matou a idosa Adélia Santos, no final do ano passado, e tentou ainda matar o esposa da vítima, José Carlos Santos.
A comunidade local se mobiliza e aguarda uma sinalização do governo estadual para apresentar proposta de construção de um mini-presídio, que serviria ainda a Camacan, Arataca, Canavieiras, Santa Luzia e Mascote.
A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…
Bem no comecinho da década de 80, houve um movimento para que os distritos de Inema e Pimenteira, pertencentes a Ilhéus, se unissem para virar um município independente. Foi um momento em que vários distritos da Bahia se emanciparam, a exemplo de Jussari, que à época pertencia a Itabuna. Inema e Pimenteira quiseram surfar na onda, mas a tentativa foi sufocada por um churrasco.
No dia marcado para o plebiscito, um belo domingo de sol, o então prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, realizou uma festa no litoral norte do município, com música e fartura de carne e bebida. Tudo à vontade, de graça (inclusive o transporte), exclusivamente para moradores de Pimenteira e Inema. A ideia, naturalmente, era boicotar o plebiscito, que de fato acabou não acontecendo por falta de eleitores. Caíram todos na armadilha jabista e, em função disso, os distritos continuam até hoje atrelados a Ilhéus.
Os citados distritos ficam a cerca de 80 quilômetros da sede e o acesso se dá por estradas muito ruins, o que faz a distância parecer maior. Devido à localização remota, serviços essenciais não são prestados aos moradores a contento, o que motiva queixas frequentes. A população, no entanto, ainda depende da prefeitura ilheense, porque há mais de 20 anos cometeu o pecado da gula. Caiu na tentação de Jabes…
A história do churrasco que fulminou o sonho emancipacionista dos distritos de Ilhéus vem à memória no momento em que o deputado estadual Gilberto Santana (PTN) suscita a possibilidade de mexer na geografia ilheense. Não para emancipar Inema e Pimenteira, mas para torná-los distritos de outro município: Coaraci.
Santana também defende que o bairro do Salobrinho seja transferido para Itabuna, o que não somente colocaria os supermercados Makro e Atacadão em território itabunense, como ainda reservaria a este município a Universidade Estadual de Santa Cruz.
As sugestões do deputado não foram bem aceitas pelos ilheenses, que invadiram o espaço de comentários do PIMENTA com a “faca nos dentes” a fim de defender seu território. Santana acabou bombardeado pelos leitores do blog e agora deve estar arrependido da hora em que expôs a ideia de esquartejar o mapa de Ilhéus.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Et Cetera.
Pense num feriadão curtindo boa música e degustando os melhores pratos do mar, além de conferir exposições fotográficas de duas feras das lentes… Pois tudo isso estará reunido num só lugar, a partir desta quarta-feira (20), às 18h, no centro de convenções de Ilhéus, durante a edição 2011 do Festival Sons & Sabores do Mar.
O evento vai até o próximo domingo, 24, e terá pratos do mar, música regional e expressões como Adelmário Coelho e Seu Jorge. A programação gastronômica, nos dias 20 a 23, começará sempre às 18h e vai até a meia-noite. No domingo (24), será das 16h às 22h.
Durante todos os dias haverá apresentações de bandas e cantores regionais no centro de convenções. O acesso ao evento custará R$ 15,00 na quinta-feira (21) e o público poderá assistir aos shows de Zabumbahia e Adelmário Coelho. Nos demais dias, o acesso fica a R$ 5,00. O show de Seu Jorge será no sábado, 23, às 22h, na Concha Acústica.
O visitante ainda poderá conferir duas belas exposições de Anabel Mascarenhas e Maurício Maron. Anabel traz exposição sobre a Feirinha do Guanabara e Maurício apresenta mostra do que reuniu em fotos em 25 anos de jornalismo no Brasil e em Angola. O evento tem o apoio do PIMENTA, prefeitura de Ilhéus, Sebrae-BA, Atil, Secretaria Estadual de Turismo, Governo da Bahia, Bahia Pesca, Jequitibá Plaza Shopping e Record News.
O deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN), que integra a Comissão de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia, pôs fogo na disputa entre Itabuna e Ilhéus pelas terras onde estão os supermercados Makro e Atacadão.
Santana defende não somente que o território de Itabuna seja ampliado para a área ocupada pelas duas empresas, mas também que chegue até o bairro ilheense do Salobrinho, onde fica o campus da Universidade Estadual de Santa Cruz.
Na opinião do parlamentar, Ilhéus ainda precisa ceder outras áreas. Os distritos de Inema e Pimenteira, por exemplo, deveriam ser incorporados ao município de Coaraci, de cuja sede estão mais próximos.
A morosidade da Procuradoria-Geral do Município de Itabuna para cumprir um mandado numa ação judicial de reintegração de servidor por pouco não fez o prefeito José Nilton Azevedo ser preso por desobediência. A história foi revelada pelo site Cia da Notícia, que atribui o vacilo à procuradora Juliana Burgos.
Segundo o site, o mandado judicial expedido pela Vara da Fazenda Pública ficou “adormecido” na gaveta da procuradora por quatro meses. O oficial de justiça já teria recebido ordem para conduzir o prefeito, caso o mandado não fosse cumprido. Na iminência do vexame, logo providenciaram o “desengavetamento”.
O ex-deputado federal Raymundo Veloso (PMDB) está na mira da Polícia Federal. Uma investigação descobriu fortes indícios de ligação do político com um esquema denominado “Golpe da Creche”.
De acordo com a PF, a quadrilha envolvida com o esquema aliciava famílias pobres, residentes no entorno do Distrito Federal, com a promessa de lhes conseguir o benefício da Bolsa Família. As pessoas eram induzidas a entregar documentos pessoais que a quadrilha usava para formalizar contratos de trabalho com a Câmara dos Deputados. Os salários, pagos com o dinheiro do contribuinte, iam para o bolso dos larápios.
A informação é de que o golpe tenha dado um prejuízo de R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Veloso alegou que sua assinatura nos documentos que autorizaram as contratações ilegais foram falsificadas. O Instituto Nacional de Criminalística realizará um exame grafotécnico para saber se o ex-deputado está falando a verdade.
Uma obra particular nos fundos da Câmara de Vereadores de Itabuna chama atenção por não ter placa do Crea nem indicação de engenheiro responsável, mas não é só isso. O terreno onde paredes são levantadas pertence, segundo informações obtidas pelo PIMENTA, ao poder público municipal.
Fonte ouvida pelo blog informa que a área foi desapropriada no início da década de 80, pelo então prefeito Ubaldo Dantas. Sabe-se que a Câmara não autorizou nenhuma doação, o que significa tratar-se de uma invasão em terreno público.
Curioso é que no setor de fiscalização da Prefeitura, nem se fala autuar o invasor. A Câmara de Vereadores, que certamente tem assuntos “mais importantes” para resolver, também não dá uma palavra… Mas o Ministério Público está de olho.
Central de Atenção ao Turista: elefante branco ao lado da Catedral de São Sebastião
Ainda no finado governo Valderico Reis, a Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) reformou a Central de Atenção ao Turista e a entregou para que a Prefeitura administrasse. Pelo acordo firmado, o governo teria a responsabilidade de contratar estagiários de cursos de Turismo para dar informações aos visitantes.
O negócio funcionou durante um tempo, mas – segundo dirigentes da própria Atil – sempre de forma desorganizada. A Secretaria de Turismo contratava estagiários e não pagava, de maneira que a central acabou sendo desativada.
Agora, está lá o equipamento: recuperado pelos empresários de turismo e inutilizado pela incompetência do governo. Um verdadeiro elefante branco, que é um exemplo pronto e acabado de como Ilhéus dá importância a um setor tão essencial de sua economia.
Um sorrateiro decreto baixado pelo prefeito de Itabuna neste mês de abril nomeia comissão com a finalidade de rever outro decreto, de 2008, que tombou o prédio do Colégio Divina Providência como patrimônio histórico e cultural do município.
Nos termos do decreto azevediano, revelado pelo site Cia da Notícia, fica constituída comissão “composta dos servidores municipais a seguir nominados: José Sidenilton de Jesus Pereira – Diretor do Departamento Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON/Procuradoria-geral do Município; CARLOS VELOSO LEAHY – Secretário de Indústria, Comércio e Turismo e VENERANDA ANDRADE SANTOS – Advogada/Secretaria Municipal de Administração, para, sob a presidência do primeiro, procederem o estudo e posterior retificação dos atos de tombamento do prédio situado na Rua São Vicente de Paula, nº 152, Centro, nesta Cidade de Itabuna, onde funcionou o Colégio Divina Providência, declarado tombado através do Decreto nº 8.171-A, de 29 de dezembro de 2008.para os fins que indica e, dá outras providências”.
Com quase 90 anos, após ter formado várias gerações de itabunenses, o velho CDP está na iminência de virar poeira e escombros para dar lugar a algum empreendimento comercial. Interesses não muito claros estão por trás da manobra, que prepara um golpe em nossa história para privilegiar a voracidade de alguns. Percebe-se, de antemão, um suspeito conluio do poder público com algum interesse privado que logo irá aparecer.
Resta saber se a sociedade itabunense aceitará passivamente a artimanha…