– INSPEÇÃO DO CMS VIU IRREGULARIDADES
– COMIDA É DENUNCIADA

Será necessária uma análise detalhada e sem pressa para determinar quais de todos os problemas encontrados pelo Conselho Municipal de Saúde são, nesse momento, os mais graves e urgentes para a regularização do serviço do Samu em Itabuna. Uma visita surpresa hoje, pela manhã, à sede do órgão revelou que pouca coisa funciona a contento ali.
A começar pela coordenação. O diretor Carlos Coelho simplesmente não aparece no local de trabalho. Hoje, ausente como de costume, foi localizado na Maternidade Esther Gomes. Avisado que sua presença era necessária para dar as devidas explicações ao CMS, ele simplesmente afirmou que não iria. Costas largas.
Na inspeção, os conselheiros descobriram o que já se tornou uma constante nos livros de ponto dos órgãos de saúde da prefeitura: o livro de ponto está assinado até o dia 18, com horários de entrada e de saída de funcionários – não é demais lembrar, ainda estamos no dia 13.
Outro “detalhe”: apenas um médico está no Samu, hoje. Por força da necessidade – já que o atendimento ao solicitante deve ser feito por esse profissional – certamente tratava-se de um médico regulador. Essa situação leva a outra, igualmente grave: a ambulância avançada está saindo sem médico para os atendimentos mais graves – o que é proibido pelo estatuto do Samu.
GOROROBA
Os funcionários também reclamam da comida que lhes é oferecida. Conforme o Pimenta até já denunciou, a verba para a alimentação dos socorristas é enviada pelo governo federal, e o valor varia de R$ 6 a R$ 8,00 por pessoa. O dinheiro deveria servir para que a prefeitura contratasse um fornecedor ou o próprio órgão cozinhasse suas refeições.
Mas não é isso que se vê. A comida é fornecida pelo Restaurante Popular, que cobra do particular R$ 2,00 por cada refeição. Muitos socorristas estão se recusando a comer a gororoba.






















