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O atacante Neto Berola (ex-Itabuna) engrenou. Neste domingo, o atleta foi fundamental para garantir o triunfo rubro-negro diante do líder Palmeiras. O Vitória enfiou 3×2 no Verdão. A partida foi disputada no estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador. O primeiro tempo terminou empatado em 1×1, gols de Uellinton e do verde Vagner Love.

Já no segundo tempo, Berola pôs o rubro-negro à frente no placar. Derley, estreando pelo rubro-negro, ampliou para 3×1. O Vitória deu bobeada geral e permitiu o segundo gol do líder da Série A. Robert, aos 43 minutos, fez o segundo do Verdão. O resultado deixou o rubro-negro, momentaneamente, na 11ª colocação.

Alterado às 19h35min

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Adriana Nicácio | Revista Istoé

Revista diz que Lula cozinha Geddel.
Revista diz que Lula cozinha Geddel.

Candidato ao governo da Bahia e com a esperança de ser o único a desfrutar da popularidade de programas sociais como o Bolsa Família, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está sendo cozinhado em fogo brando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em alguns Estados, Lula defende uma resignação do PT em favor de alianças. Mas na Bahia o presidente apoia a reeleição do governador Jaques Wagner. Lula quer negociar um pacote com o PMDB para garantir o apoio nacional do partido ao candidato do PT a presidente em 2010. Vai incluir Geddel e as dissidências em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará nas discussões.

Ele já percebeu que Geddel começa a se isolar na Bahia e acredita que o ministro pode voltar a apoiar Wagner. “O presidente Lula não vai chamar o Geddel para conversar. Fez isso várias vezes antes do rompimento”, diz um assessor próximo de Lula. No dia 6 de agosto, Geddel rompeu, por telegrama, com o PT baiano e lançou sua précandidatura ao governo da Bahia, em clara oposição ao governador. O gesto não seria tão grave, na visão dos petistas, se Wagner não tivesse sido o padrinho político de Geddel na indicação para o ministério.

Quando recebeu o telegrama às 23h no Palácio de Ondina, Wagner esbravejou: “Traição e ingratidão vêm do berço.” Lula também ficou bastante irritado com a decisão de Geddel, mas ainda tem esperanças de um providencial recuo. Durante café da manhã no Palácio da Alvorada, no dia 31, Wagner disse ao presidente que Geddel está usando a estrutura do governo para falar mal do próprio governo. Wagner destacou que nenhum indicado de Geddel foi demitido no Estado. Lula concordou, mas deu um conselho ao governador: “Galego, eu sei que você chegou ao seu limite. Mas é preciso ter paciência.”

Como bom cozinheiro, Lula já tem a receita ideal para dobrar Geddel. Primeiro, escolheu a dedo o interlocutor. “Quem vai falar com o ministro será o Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete do presidente) porque cabe ao Gilberto tratar dessas questões espinhosas.

Mais que espinhosa, a situação é delicada para o PT na Bahia, principalmente porque a iniciativa de Geddel despertou a candidatura do ex-governador baiano Paulo Souto (DEM), que, em algumas pesquisas, aparece em primeiro lugar e ameaça a reeleição de Wagner. Há quase um ano, Geddel está em campanha pelo interior. Busca novas alianças, pois perdeu para Wagner o apoio do PDT e do PP.

Em alguns casos, sua mensagem chega por telegrama. Numa delas, seu assessor José Carlos Esmeraldo informou à prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, que o ministério liberou a primeira parcela de R$ 3,5 milhões para recuperação da cidade e concluiu: “Peço comunicar lideranças locais que o nosso ministro continua seu trabalho em favor da comunidade.”

De acordo com o deputado Raymundo Veloso (PMDB-BA), que tem andado pelo interior, Geddel está forte. “Se ele for para o segundo turno, seja contra o Jaques Wagner, seja contra o Paulo Souto, vence. Temos mais de 100 prefeitos trabalhando para ele”, garante Veloso. “Ninguém vai tirar da cabeça do ministro a ideia de concorrer ao governo da Bahia.”

Geddel, porém, é mais cauteloso e continua a aguardar um chamado de Lula. O ministro apostava numa viagem do presidente a Juazeiro, em setembro, para visitar as obras de transposição do rio São Francisco.

Pensava até em acompanhar Lula no avião presidencial. Mas a viagem está suspensa, por tempo indeterminado, por “problemas de agenda”. Seus assessores continuam acreditando que o encontro será realizado.

“Há pelo menos três opções: o presidente pode oferecer a Geddel ser vice de Wagner, pedir que o ministro seja candidato ao Senado, e, na pior das hipóteses, pode pedir que ele deixe o ministério”, enumera um assessor próximo do ministro, que confia no poder de fogo do PMDB.

O ministro estuda esse cardápio. Sem alarde, pediu a duas pessoas que sondassem Wagner sobre o apoio à vaga ao Senado. Haverá renovação de dois terços do Senado e Wagner decidiu apoiar o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, que já pediu afastamento do TCM. A outra vaga continua em aberto. “Geddel só precisa pedir o apoio em público”, diz um dirigente petista. Mas o presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, é mais exigente.

“É uma situação esdrúxula, termos um ministro que é concorrente no maior Estado que o partido do presidente governa”, reclama. No entanto, admite que Geddel pode voltar a ser um aliado, embora o sentimento na base do PT, observa Paulo, seja de revolta. “Nós transmitimos isso ao Lula.” Entende-se, portanto, por que o presidente mantém o ministro em banho-maria. Na quinta-feira 10, um segredo da receita de Lula foi revelado.

O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, esteve em Salvador e filiou ao PDT três deputados estaduais que iriam apoiar Geddel e mudaram de lado. Ou seja, Lula ainda está longe de colocar seu toque final neste prato da cozinha baiana.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está desafiando hackers e cidadãos a encontrarem falhas na segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2010.

“O Poder Judiciário abrirá os sistemas para cidadãos e hackers testarem se as urnas são ou não suscetíveis a fraudes”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, do TSE, responsável pelo acompanhamento dos testes, que ocorrerão entre 10 e 13 de novembro, nas dependências do próprio TSE.

Os testes serão abertos a qualquer interessado em investigar se, de fato, é possível fraudar as eleições por meio dessas urnas, inclusive premiando as contribuições mais relevantes.

O processo será acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União. O ex-governador Leonel Brizola (PDT) morreu dizendo que a fraude na urna eletrônica era possível e, até, muito provável.

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Xavier espera trazer o título baiano no centenário de Itabuna
Ricardo Xavier espera trazer o título do Baiano no centenário de Itabuna

O Itabuna Esporte Clube lança, nessa terça-feira (15), o projeto Sócio-torcedor. A iniciativa é saudada pela diretoria como o passaporte definitivo para o seleto grupo dos campeões estaduais no futebol profissional. A cerimônia de lançamento será na sede social do clube, no bairro Conceição, a partir das 19 horas.

De acordo com o presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, este é um momento especial para o clube. O projeto Sócio-torcedor pretende garantir ao clube a independência financeira para montar um time para ganhar o campeonato baiano de 2010 e, ao mesmo tempo, reestruturar o clube, sua sede social e seus departamentos. “É um projeto ousado, mas totalmente feito com os pés no chão, com planejamento e assessorias técnicas”.

Estarão presentes ao evento o prefeito Capitão Azevedo, secretários municipais, vereadores, empresários, parceiros comerciais, patrocinadores, e desportistas, além da diretoria do Itabuna. Também virão prestigiar o lançamento representantes da Federação Bahiana de Futebol (FBF), o presidente Ednaldo Rodrigues e seu vice, Manfredo Lessa, assim como o representante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para o Nordeste, Marcos Ferreira.

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Deputado chama Neto de 'Nero' e diz que hora exige responsabilidade.
Emiliano chama ACM de 'Nero' e diz que momento exige responsabilidade.

Se o sábado foi de maior tranquilidade em Salvador, não se pode dizer o mesmo na área política. O deputado federal Emiliano José (PT) saiu em defesa do governador Jaques Wagner e chamou ACM Neto de “ACM Nero”. Foi uma resposta ao parlamentar do DEM que disse temer pela vida do mandatário baiano.

Fala Emiliano:

– A segurança pública é um problema da Bahia e de todo o Brasil. Assunto sério demais para ser tratado de maneira leviana, apressada ou demagógica porque diz respeito a um conjunto de causas, muitas delas vinculadas ao crime organizado em escala nacional e internacional. O deputado ACM Neto (DEM), em pronunciamento no dia 8, na Câmara dos Deputados, atacou o governo Wagner de tal forma que beira a irresponsabilidade política.

As bordoadas atingiram também o ex-governador e hoje senador, César Borges, que comandou a Bahia com uma mãozinha de ferro e era chamado de criatura mais ao estilo do criador Antônio Carlos Magalhães.

– E o senador César Borges sequer olhou para os graves fatos que ocorreram no governo dele e de Paulo Souto! ACM Neto está em Roma, Itália, de onde disse que trará novidades para a segurança pública. Certamente se especializará em tocar fogo na cidade, usando as técnicas de Nero. Quem sabe ele passe a ser conhecido como ACM Nero?”.

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Treze jogos agitam o Interbairros neste domingo - Foto: Waldyr Gomes
Treze jogos agitam o Interbairros neste domingo – Foto: Waldyr Gomes

Segue bastante disputado o Campeonato Interbairros de Futebol Amador de Itabuna. Treze jogos vão agitar as torcidas a partir das 9 horas deste domingo, pela sexta rodada do certame. O Lomanto, que lidera seu grupo e o campeonato – 9 pontos em três jogos e saldo de 13 gols -, descansa nessa rodada.

Junto com ele outras quatro equipes conseguiram os 100% de aproveitamento, e a diferença só aparece nos critérios de desempate: Novo Jaçanã, California, São Lourenço e Maria Matos embolam a ponta da tabela com os mesmos 9 pontos, mas com saldo de gols menor.

Mas, após a rodada deste domingo outros três times podem figurar nesse grupo seleto dos 9 pontos: Fátima, Nova Ferradas e Ferradas. Para acompanhar todos os detalhes do Interbairros acesse o hotsite da competição, no portal da prefeitura de Itabuna (www.itabuna.ba.gov.br) ou clique aqui. Lá você encontra notícias, tabelas, classificação e estatísticas de todos os times.

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A Portuguesa voltou a se aproximar do G-4 da Série B ao golear o Bahia, por 4 a 1, neste sábado à tarde, no estádio Pituaçu, em Salvador. Agora, a Lusa tem 37 pontos e está em quinto lugar. Já o Tricolor baiano fica estacionado no décimo lugar, com 30 pontos, e vê o acesso à elite mais distante.

O time paulista volta a jogar na próxima terça-feira, contra a Ponte Preta, às 19h30m (horário de Brasília), em São Paulo. Já o Bahia vai a Natal, também na terça, para enfrentar o ABC, às 21h30m (Brasília). Informações do G1.

Confira os gols

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O Pimenta conversou esta semana com o advogado e ex-presidente da OAB baiana, Dinailton Oliveira, e abordou temas polêmicos, como as denúncias que o atual presidente da Ordem, Saul Quadros, faz ao “ex”.

O advogado, que é candidato a um novo mandato na OAB, afirma que, ao contrário do que dizem seus adversários, deixou a entidade com dinheiro em caixa. Segundo o ex-presidente, a atual gestão peca pela falta de transparência (“hoje está tudo muito obscuro”, ele diz) e pela omissão no que diz respeito à defesa dos advogados e da sociedade.

Oliveira, que chegou a ser pré-candidato a prefeito de Itabuna em 2008, pelo PDT, assegurou que está “aposentado” da política partidária, mas revelou que, como cidadão, está mais afinado com a banda pedetista que se aliou ao governador Jaques Wagner.

Confira os principais trechos dessa conversa, logo abaixo:

Pimenta na Muqueca – O senhor classifica a atual gestão da seccional baiana da OAB como omissa. Em que a sua atuação como presidente da Ordem diferiu da atual?

Dinailton Oliveira – Eu acredito que todos os advogados já perceberam a atuação das duas gestões. Uma na qual eles se orgulhavam de pertencer aos quadros da Ordem. Era uma Ordem atuante, não só na defesa das suas prerrogativas, mas também na defesa do exercício da cidadania. Nós promovemos várias ações e, inclusive, fomos a primeira seccional a criar uma comissão de defesa dos direitos dos afrodescendentes, que agora o Conselho Federal da OAB também implantou. Foi um grande trabalho e até no Carnaval de Salvador a Ordem estava presente, combatendo a violência policial. Tivemos uma atuação marcante na defesa da cidadania. Entramos com várias ações, por exemplo, contra o aumento nos planos de saúde, contra a transposição do Rio São Francisco, que foi a última que o governo conseguiu derrubar. Entramos também com várias ações civis públicas em defesa do meio ambiente.

E hoje, como está?

Observe que, regimentalmente, o presidente da Ordem tem que ser o presidente da Comissão de Direitos Humanos. No entanto, o atual presidente é presidente da Comissão de Meio Ambiente porque ele tem uma parceria com os grandes empresários que não permite que qualquer outro colega possa entrar em alguma defesa em situações de agressão ao meio ambiente. É uma coisa absurda. E é ainda mais absurdo que essa gestão seja totalmente omissa na defesa das nossas prerrogativas e não tenha nenhuma ação que possa ajudar a quem está chegando na advocacia a desenvolver suas atividades. A cada dia que passa, há uma dificuldade tremenda para que os novos advogados sejam inseridos no mercado de trabalho.

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Essa gestão (da OAB) representa uma diminuta fatia da advocacia, que se beneficia do status quo vigente.

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O que torna tão difícil a vida dos novos profissionais da advocacia?

Nós tivemos um aumento muito grande no número de advogados nos últimos anos e isso criou uma distorção aqui na Bahia com o surgimento dos chamados mega-escritórios. Hoje nós temos dois deles em Salvador, que asfixiam a advocacia da Bahia. Não pela competência, mas pela influência que exercem no poder judiciário do nosso Estado. Isso é uma distorção porque, nos mega-escritórios, os sócios se tornam empresários da advocacia e alguns deles não passam de meros assalariados, com salários baixíssimos. Eu tenho dito que isso é uma negação da advocacia, que deve ser sempre independente, livre e altiva. Há uma responsabilidade direta da Ordem em corrigir essas distorções.

Há quantos advogados em atividade no Estado?

Hoje nós temos quase 30 mil advogados inscritos na Bahia e estamos passando por um momento de grande dificuldade, porque não existe uma ação enérgica para modificar esse quadro da justiça. Nós promovemos aquela luta, denominada “Justiça pra Valer”, e conseguimos como resultado um convênio entre o Conselho Nacional de Justiça e os três poderes da Bahia, para que em 180 dias os técnicos do CNJ fizessem o levantamento das necessidades e, após isso, as carências seriam sanadas. Pois a primeira coisa que eles (a atual gestão da OAB baiana) fizeram quando entraram foi pedir o arquivamento dessa representação, o que fez cair por terra o nosso convênio. Essa gestão representa uma diminuta fatia da advocacia, que se beneficia do status quo vigente. O que nós queremos é modificar para que a Ordem represente a maioria dos advogados e também atenda aos anseios da sociedade, que constantemente necessita de uma instituição com a credibilidade que nós temos para defender as suas questões mais agudas.

A OAB é omissa?

A Ordem é omissa em tudo. Esse índice de violência aí, parte dele se deve ao fato de termos uma justiça engessada. Um promotor de justiça de Ipiaú chegou a declarar que aqui na Bahia não existe justiça. A que se tem aí presente é a justiça contra o pobre, para deixá-lo mofando nas cadeias públicas. É preciso que nós advogados, que temos uma responsabilidade social muito grande, promovamos o combate a isso.

Não seria importante o surgimento de um nome novo para disputar a presidência da Ordem?

Eu lhe confesso que não gostaria, nesse momento, de ser candidato. Fiquei três anos calado, esperando o surgimento de alguém que viesse se contrapor a tudo isso, mas como não surgiu ninguém, os colegas me convocaram e eu aceitei. Já disse que na nossa nova gestão teremos uma missão, que vai ser estimular os colegas  a participar mais da política institucional. Certamente, com esse estímulo surgirão pessoas outras para dar continuidade à democratização que vamos imprimir no seio da Ordem dos Advogados.

Como o senhor avalia a postura da OAB naquele episódio da denúncia de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, em que alguns advogados chegaram a ser presos?
Com certeza, e eu apontei essa situação com a maior propriedade porque a nossa gestão foi a que mais suspendeu advogados. Eu digo isso até com tristeza, mas foram advogados que não trilharam pelo caminho da ética. Naquele caso em especial, eu critiquei a posição da Ordem porque se falava que eles (os advogados) estavam sendo presos por envolvimento na compra e venda de sentenças. Ora, a compra e venda é um contrato bilateral e se alguém comprou é porque outro vendeu. E ali nós tivemos só advogados acusados de comprar sentença e não saiu nenhum nome de juiz ou desembargador que tenha vendido sentença. Aquilo foi um absurdo e a Ordem se omitiu. Sua única manifestação foi dizer que estava abrindo um processo administrativo para suspender previamente aqueles advogados. Como a gente costuma dizer no interior, “nesse mato tem coelho” porque todo mundo se calou: o poder judiciário e a Ordem.

Qual foi o resultado disso?

Nove advogados foram presos e tiveram sua imagem arranhada. Soube que alguns desses colegas estão passando privações. O fato é que não houve continuidade nas apurações e a Ordem não se posicionou, o que é um absurdo.

Em que situação financeira o senhor deixou a OAB, uma vez que o atual presidente diz que herdou um débito de R$ 600 mil?
Olha, isso não é verdadeiro. Eles têm uma auditoria da época em que eu entrei, referente à gestão anterior à minha. Eu os desafio a mostrar essa auditoria e a que eles fizeram sobre a minha gestão. Nós deixamos a Ordem, do ponto de vista administrativo e financeiro, numa situação muito melhor do que encontramos. Nós tivemos, inclusive, que fazer uma suplementação a um convênio que eles tinham feito, de 30 de novembro (de 2006) a 31 de março (de 2007), ou seja, de um período posterior à derrota deles nas eleições.Era um convênio de R$ 500 mil e, de 30 de novembro a 31 de dezembro, eles gastaram R$ 496 mil. Só deixaram R$ 4 mil para que eu cobrisse o convênio de janeiro até março. Foi isso que eles deixaram para mim, além de uma farra de contratações de pessoal na Ordem.

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Ao longo dos anos, este órgão (Ipraj) sempre serviu como cabide para a cúpula do Tribunal colocar lá seus parentes e afilhados.

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O acusam de ter tido vários títulos protestados na OAB.

É verdade quando eles falam que tivemos títulos protestados no primeiro ano, mas no segundo ano já não tivemos nenhum título protestado. O primeiro ano foi por conta do reflexo do que eles me deixaram. Eles me deixaram de forma tal, que era para eu me desmoralizar do ponto de vista administrativo e financeiro, mas eu cuidei do dinheiro dos advogados e cuidei bem. Eu reverti tudo em serviço. Nós fizemos várias sedes com o dinheiro da seccional e não do Conselho Federal, como eles têm feito aí em Feira de Santana e outros. Fizemos várias reformas em sedes e diversas ações, nenhuma com o dinheiro do Conselho Federal. Ao contrário do que ele (Saul Quadros) diz, nós é que atingimos o superávit.

O que faltou, então?

O que nos faltou foi divulgar essa gestão administrativa e financeira. Eles disseram que eu cometi inúmeras irregularidades. Os advogados, conhecendo como conhecem o atual presidente, se por acaso eu tivesse cometido uma pequena irregularidade, eu teria uma ação contra. Fizemos uma excelente gestão administrativa e financeira e tenho certeza de que, nessa próxima, se os advogados nos derem novamente a honra, de que vamos fazer muito mais.

Como o senhor vê a decisão do CNJ de determinar o fechamento do Ipraj?

Eu tenho conhecimento de um parecer da Procuradoria, quando da criação do Ipraj há mais de vinte anos, pela inconstitucionalidade do órgão. Agora, o CNJ veio confirmar essa inconstitucionalidade, mandando acabar com o Ipraj. Ao longo dos anos, este órgão sempre serviu como cabide para a cúpula do Tribunal colocar lá seus parentes e afilhados. Veja que A Tarde publicou recentemente que são mais de 400 cargos comissionados e mais de 400 de Reda. São mais de 800 pessoas contratadas sem concurso público no Ipraj. Aquilo é a pontinha do iceberg do que hoje se constitui a justiça baiana.

E com relação ao tratamento que o Tribunal de Justiça dá às comarcas do interior, como o senhor o analisa? Só para lembrar,  há mais de um ano o presidente da subseção da OAB de Itabuna, Oduvaldo Carvalho, encaminhou algumas solicitações à presidente do TJB, Sílvia Zarif, e até hoje não obteve resposta.
Para mudar essa realidade da Bahia, é preciso fazer um movimento muito forte. Na nossa gestão, nós estávamos nesse caminho e fomos interrompidos. Veio a atual gestão, que ficou submissa a tudo. Não só em Itabuna, mas no interior quase todo e até mesmo na capital, você tem dificuldades quase intransponíveis para que o cidadão tenha acesso à justiça. Na região de Irecê,  há oito juízes para cuidar de 21 comarcas. Itabuna está no caos há muito tempo. Há quantos anos se reclama das precárias condições do fórum, número reduzido de magistrados e reduzidíssimo de serventuários? O que nós queremos é construir um Estado que proteja o cidadão. O Poder Judiciário, que é o último estágio ao qual o cidadão pode recorrer para ter assegurados os seus direitos, está nessa situação calamitosa e é necessário que todos nós , advogados ou não, nos mobilizemos para mudar essa realidade.

Qual a sua opinião sobre o crescimento do número de cursos de Direito na Bahia, notadamente em faculdades particulares?
Temos hoje 56 instituições particulares que possuem faculdade de Direito na Bahia. O que eu tenho a dizer a esse pessoal que está chegando é que não se preocupe, pois se corrigirmos as distorções que eu enumerei, é possível absorver todos tranquilamente. Em termos comparativos, o Rio Grande do Sul tem quase 3 milhões de habitantes a menos que o Estado da Bahia e lá, em 2006, havia 89 mil advogados inscritos.

O senhor continua no PDT?
Continuo apenas como filiado. Em toda a minha vida, eu só tinha sido filiado ao MDB, depois PMDB. No ano passado, entrei no PDT, assumindo a presidência do partido em Itabuna, mas já passei o bastão para o Sargento Raimundo (ex-vereador). Eu me filio para exercer meu papel de cidadão na comunidade, mas na política partidária eu encerrei minha carreira. Quero me dedicar apenas à advocacia e, daqui a algum tempo, quem sabe, só ensinar, escrever. Eu gostaria de, mais tarde, escrever livros sobre alguns temas jurídicos polêmicos. Também desejo voltar a morar em Itabuna, porque adoro essa cidade.

Dentro do PDT, o senhor se identifica mais com a corrente do hoje governista Alexandre Brust ou do geddelista Severiano Alves?
Como cidadão, confesso que, entre Wagner e Geddel, eu estaria com Wagner. Estou falando até o que não deveria como candidato a presidente da Ordem, mas como cidadão eu não posso me omitir.

Seu ingresso no PDT em 2008 foi fruto de um desejo real de se candidatar a prefeito de Itabuna ou uma estratégia para tirar o partido do raio de influência de Geraldo Simões?
Eu entrei no PDT porque vários colegas insistiam para que eu me tornasse candidato a prefeito de Itabuna. Lógico que eu, como gosto de Itabuna e sempre fui proativo na participação política, sempre achei que Itabuna mereceria um governante que reunisse alguns predicados. Itabuna já foi a segunda cidade do interior e hoje é a oitava. Isso me entristece. Eu não entrei no PDT para tirar do raio de influência de Geraldo, tanto que eu estive próximo de apoiar a candidata do PT. Só não seguiu esse caminho porque não foi esse o desejo da grande maioria dos nossos candidatos a vereador.

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O Pimenta questionou o vereador Milton Gramacho sobre as declarações do presidente estadual de seu partido, José Raimundo, de que faria mudanças no diretório municipal do PRTB em Itabuna.

A resposta foi esclarecedora: “Por que ele não disse aquelas coisas para mim? O que ele fez foi me pedir desculpas pelas declarações. Justificou que foi ‘apertado’ pelo repórter” (leia aqui as declarações de José Raimundo).

O que dá tanta ‘autoridade’ assim ao vereador? “Amigo, eu levo esse partido nas costas. Eu banco tudo aqui”. Gramacho é líder do governo Azevedo na Câmara e presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro em Itabuna.

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Quatro homens foram presos logo após assaltar uma casa comercial no bairro Banco da Vitória, em Ilhéus, às margens da BR-415 (rodovia Ilhéus-Itabuna). Eles levaram quase R$ 1 mil do estabelecimento e fugiram em duas motos em direção a Itabuna.

Genilson Silva de Souza, o “Pura”; João Felipe Rodrigues Silva, o “Noiadeiro” ou “Mau”; Paulo César Souza Araújo, o Paulinho; e Deleon dos Santos estavam em fuga quando avistaram uma blitz no posto rodoviário, a poucos quilômetros do local do crime, e fizeram o retorno para tentar escapar do flagrante.

A polícia rodoviária percebeu a movimentação estranha, acionou policiais do 2º Batalhão da PM em Ilhéus e iniciou a perseguição. Os bandidos ainda tentaram se livrar do dinheiro e toca CD, mas foram presos com os quase R$ 1 mil, pistola 380 com munição, dois revólveres calibre 38 e um toca CD. Todos são de Itabuna e têm entre 22 e 24 anos. As informações são do repórter Costa Filho.

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Pipoca. É o que os alunos de escolas municipais de Ilhéus têm para merendar. E nada a ver com as verbas repassadas religiosamente pelo governo federal. A pipoca consumida pelos alunos da escola municipal do Alto do Basílio foi obtida através de ‘vaquinha’ dos professores, sensibilizados com cenas como a de uma criança que chora de fome por não ter merenda na escola.

Uma vergonha. Confira no vídeo-denúncia do blogueiro Emílio Gusmão (www.blogdogusmao.com.br). O prefeito Newton Lima (PSB) foi obrigado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a devolver R$ 296,7 mil por irregularidades ou desvios de recursos da merenda escolar.

O repórter pergunta: – vocês merendaram hoje?

Os alunos respondem: – Sim!

E o que foi que vocês merendaram?

– Pipoooca!

E o que foi que a escola deu para vocês, ontem?

– Nada. Num deu nada.

Uma professora, então, explica que a pipoca foi uma ‘vaquinha’ entre os colegas.

Essa é uma parte do vídeo. Tem coisa muito pior, e vergonhosa, para a cidade de Ilhéus.

CONFIRA O VÍDEO-DENÚNCIA

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

Certa feita Benedito Valadares (governador de Minasde 1933 a 1945, 12 anos no cargo, guru político de Juscelino Kubistschek) estava reunido com o secretariado quando alguém falou no nome de um ex-aliado que mudou para a oposição. Cortou a palavra: –Meu filho,esse nomeaqui viroupalavrão.

Aquilo é um cretino, canalha, escroque, um desqualificado moralmente.

O interlocutor indagou: – E quem muda de lado é tudo isso? – É pior, muito pior meu filho. Eu não falo o que é exatamente o ambiente é de respeito.

– E fulano, que mudou de lá para cá, é o que? E Benedito, na bucha: – Aí é diferente. Aquele é um regenerado.

Qualquer semelhança com o que o PT baiano diz hoje de Geddel e Otto Alencar não é mera coincidência. É a regra.