Se depender da justiça de Ibicaraí, o fazendeiro e ex-assessor da prefeitura de Itabuna, Markson Monteiro de Oliveira, o Marcos Gomes, terá que aguardar na cadeia o julgamento do caso do vaqueiro Alexsandro Honorato.
Ontem, o juiz substituto da Vara Crime de Ibicaraí, Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, negou os pedidos de habeas corpus para Gomes e os de exumação e realização de exame de DNA nos restos mortais do vaqueiro, assassinado em 2 de dezembro de 2006, no Haras Redenção.
O juiz seguiu entendimento do promotor Inocêncio Carvalho, que não aceitou as alegações da defesa do acusado de torturar, manter em cárcere privado, executar e ocultar o corpo do vaqueiro. A defesa afirmava no pedido de habeas corpus que o réu não oferecia mais riscos ao andamento do processo. Não foi o entendimento do juiz.
Por isso, Marcos Gomes permanecerá preso. À defesa, restará recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Gomes teve pedidos idênticos negados pelo TJ-BA, STF e STJ. A polícia ainda não prendeu o outro acusado pelo crime do vaqueiro, o ex-funcionário da prefeitura de Itabuna, Ilmar Marinho, o Mazinho.
Gomes foi preso no dia 20 de abril, na Pituba, em Salvador, pela Polícia Federal. Ele estava foragido desde sete de março de 2007, quando a juíza titular da Vara Crime de Ibicaraí, Ana Cláudia de Jesus, decretou a sua prisão preventiva.
O ex-assessor da prefeitura foi ouvido em audiência pelo juiz substituto na última terça, em Ibicaraí. Está preso no Conjunto Penal de Itabuna, onde recebeu a visita do pai, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes, ontem.
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