As investigações para determinar as causas do acidente que matou o funcionário da Emasa Rosivaldo Santana e deixou ferido seu colega Nilson Vieira dos Santos já começaram. Apesar do pouco tempo para conclusões, alguns indicativos devem nortear o trabalho.
Isso pode ser observado pelas declarações do presidente da Emasa, o engenheiro Alfredo Melo, que disse ao Pimenta que as primeiras informações são de que o terreno onde estava sendo efetuada a obra de reparo da rede de água é muito arenoso. Outro complicador é que trata-se de uma área de muitos brejos, e a pavimentação a paralelepípedo teria sido construída sobre bases inseguras.
“O que sabemos é que os funcionários desligaram a rede de água para fazer o reparo, o que excluiria a hipótese da negligência. Mas estamos investigando todas as possibilidades. Sabemos que o terreno ali é muito inseguro, e o calçamento foi construído em cima de um terreno arenoso, com muitos brejos nas proximidades”, afirmou Melo, na entrada do serviço de Pronto Atendimento do Hospital Calixto Midlej Filho, no início da noite.
O Pimenta também ouviu um preposto do Serviço Móvel de Urgência. Embora não tenha participado do trabalho de resgate dos trabalhadores, ele assegurou que a unidade avançada – que prestou o socorro às vítimas – possuía o respirador mecânico. “A menos que tenha sido a ambulância dos Bombeiros, porque a nossa unidade avançada possui”, garantiu. A falta de um respirador mecânico teria comprometido o socorro prestado por uma equipe do Samu 192 ao operário Rosivaldo Santana.
Ele apenas não explicou como isso poderia ocorrer, já que a viatura do Samu foi a primeira a chegar ao local, uma vez que os bombeiros erraram o endereço e foram parar na avenida Itajuípe. Também não se sabe se a Emasa disponibiliza engenheiros ou outros profissionais especializados para avaliar os riscos de desmoronamento em serviços como o que causou o acidente.





















