Esse “ainda” do juiz aposentado Marcos Bandeira deixou nas entrelinhas que o doutor algum dia colocaria o seu nome como pré-candidato. Tanto é que o magistrado não descartou a incontida vontade.
O eminente juiz aposentado Marcos Bandeira, que tanto dignificou a magistratura, foi convidado para sair candidato a prefeito por Itabuna e Ilhéus.
Em relação a nossa vizinha e irmã cidade, não há qualquer possibilidade de Bandeira sequer pensar no convite, é só agradecer a lembrança do seu nome.
Na frente da articulação, o engenheiro Alfredo Melo, a simpática presidente do PV, Daniele Simões, e o poeta Antônio Oliveira. Tudo com o aval da executiva estadual, tendo a frente o deputado Marcell Moraes.
Em dezembro de 2014, o então juiz da Vara de Infância e Juventude negou a intenção de disputar o comando do centro administrativo Firmino Alves: “Ainda exerço o cargo de magistrado do Tribunal de Justiça da Bahia, que, por força da lei, não permite o exercício de qualquer atividade de natureza político-partidária”.
Esse “ainda” deixou nas entrelinhas que o doutor algum dia colocaria o seu nome como pré-candidato. Tanto é que o magistrado não descartou a incontida vontade: “Se Deus um dia me conceder a graça de me aposentar, aí sim poderia pensar nessa possibilidade”.
Como Marcos Bandeira acaba de se aposentar, então se deduz que ele pode aceitar o convite para se filiar ao PV e, quem sabe, ser mais um prefeiturável.
Um verdadeiro líder inspira, motiva, ensina, respeita os seus liderados e utiliza ferramentas para o desenvolvimento da equipe. Um verdadeiro líder é um líder coach.
Liderar é o ato de conduzir uma pessoa ou equipe a um determinado ponto, estimulando-as em busca de um resultado. Porém, percebe-se um mercado em que os colaboradores estão cada vez mais desestimulados a seguir, a concluir suas metas.
O que está acontecendo, afinal? Avaliando de forma geral, percebo que esses funcionários precisam de direcionamento, de treinamento, de capacitação, necessitam que a empresa tenha um olhar diferenciado para ele.
Nota-se ainda que existem muitos líderes autocráticos, aqueles que lideram com a cultura do medo e da opressão, que, pelo fato de pagar o salário dos colaboradores, pensam que podem agir de forma grosseira e desrespeitosa com os indivíduos. E a empresa torna-se ambiente no qual ainda reina a cultura do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Isso desestimula, fazendo com que o colaborador não se sinta parte da instituição.
Estamos vivendo num momento em que o mercado está cada vez mais acirrado, a concorrência cresce e há cada vez menos espaço para esse tipo de profissional. O líder autocrático está fadado a ser extinto do mercado.
Mas, quando esse “chefe” é do dono da empresa, o que fazer? Realmente, essa cultura precisar mudar, conforme expõe Jack Welch quando diz que “no futuro, todos os líderes serão coaches. Quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado”.
Então, se quer que sua empresa resista às mudanças, precisa desenvolver-se enquanto líder. Precisa buscar novos conhecimentos e desenvolver novo olhar para a sua liderança.
Um verdadeiro líder inspira, motiva, ensina, respeita os seus liderados e utiliza ferramentas para o desenvolvimento da equipe. Um verdadeiro líder é um líder coach.
E você, afinal, como anda sua liderança? Que tipo de líder é você?
Existem tratamentos específicos para distúrbios do sono como o ronco e a apneia. Os tratamentos podem variar de simples mudanças de hábitos a procedimentos cirúrgicos.
Dormir bem não é apenas uma necessidade de descanso mental. É muito mais além. Durante esse momento, ocorrem processos metabólicos essenciais para garantir um bom desempenho funcional e uma boa qualidade de vida. E isso só é possível se tivermos uma boa noite de sono.
Existem tratamentos específicos para distúrbios do sono como o ronco e a apneia. Os tratamentos podem variar de simples mudanças de hábitos a procedimentos cirúrgicos. O que vai determinar esse tratamento são as causas do ronco e/ou apneia, tipo e intensidade dos sintomas, alterações anatômicas, a gravidade da doença, dados antropométricos, presença de doenças associadas e outros.
O que se apresenta é apenas o início de uma transformação há muito reivindicada mas, até o momento, bloqueada pela ausência de projetos capazes de articular de forma orgânica e eficaz diferentes esferas do poder público na implantação de políticas educacionais.
A integração dos Sistemas de Ensino no Brasil constitui um dos mais importantes desafios para as políticas educacionais nacionais nos últimos anos. É preciso superar os obstáculos que hoje separam as esferas municipal, estadual e federal e geram desigualdades nos processos e estruturas de gestão na educação pública.
A Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, em cooperação com a Secretaria Estadual de Educação, adianta-se no cumprimento desta importante missão histórica e inicia neste fevereiro de 2016 a implantação dos Complexos Integrados de Educação (CIEs) da rede estadual de ensino médio do Sul da Bahia.
Essa iniciativa implica profunda transformação dos modelos escolares que até então conhecemos. As escolas que aderirem ao projeto CIE passam de turno único para turno integral (manhã e tarde), implantando o conceito de Educação Integral. Para tanto, a UFSB assume a coordenação pedagógica das escolas, tornando-as campo de práticas para que os estudantes das Licenciaturas Interdisciplinares possam qualificar seus conhecimentos no convívio com os cotidianos e práticas escolares, oferecendo residências pedagógicas articuladas a programas de formação continuada dos profissionais da educação e produzindo inovações curriculares capazes de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.
Os primeiros CIEs instalam-se nos municípios de Itabuna, Porto Seguro e Itamaraju. A previsão é que, nos próximos anos, novos CIEs sejam criados com efetiva ampliação da participação de outras instituições. Ao articular ensino superior e educação básica, historicamente apartados, o projeto CIE busca, também, consolidar a qualificação do trabalho docente desenvolvido nas escolas. Assim, a formação de futuros profissionais da educação se dará em diálogo amplo e profundo com o contexto real das escolas e da região em que cada escola se localiza. Acrescente-se a este aspecto o trabalho incessante na busca por inovações pedagógicas em consonância com o que hoje preconizam os Planos Nacional e Estadual de Educação.
O que se apresenta é apenas o início de uma transformação há muito reivindicada mas, até o momento, bloqueada pela ausência de projetos capazes de articular de forma orgânica e eficaz diferentes esferas do poder público na implantação de políticas educacionais. Assim, a UFSB busca um novo modo de ver, fazer e sentir a escola e a educação. Acreditamos na transformação do presente visando à construção de um futuro viável para a elevação da qualidade da educação pública na Bahia, e, quem sabe, no Brasil.
Álamo Pimentel é diretor de ensino-aprendizagem da Pró-Reitoria de Gestão Acadêmica da UFSB.
O ex-alcaide José Nilton Azevedo, mais conhecido como capitão Azevedo, continua no mesmo erro de não tomar posição diante dos fatos políticos, fugindo deles como o diabo da cruz.
Essa hesitação, que é uma característica marcante no prefeiturável, só faz dificultar sua legítima e democrática pretensão de governar Itabuna pela segunda vez.
Até hoje não se sabe o voto de Azevedo na última sucessão estadual, se o militar votou em Geddel Vieira Lima, pelo PMDB, ou em Paulo Souto, o postulante de seu partido, o DEM.
O eleitor não gosta de político indeciso, que fica titubeando, sem saber o caminho que vai percorrer. Passa a impressão de insegurança, que anda desprestigiado pelo grupo político.
O saudoso e inesquecível jornalista Eduardo Anunciação tinha razão quando dizia que “Azevedo é uma espécie de político que não tem formação para o combate, não tem coragem, audácia, mesmo sendo militarista, mesmo sendo militar, mesmo sendo capitão, mesmo sendo bem intencionado como um político populista”.
Ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que Azevedo não é o nome da oposição na sucessão de Claudevane Leite. É o terceiro da fila. Na sua frente Fernando Gomes e o tucano Augusto Castro.
O que se faz urgente para o ex-prefeito, sob pena de ficar com o rótulo de ingênuo e politicamente infantil, é uma tomada de posição, do tipo “ou vai ou racha”. Não pode é ficar aceitando o cozimento em banho-maria.
E não adianta a conversa aqui no primeiro andar. O diretório municipal, sob a batuta de Maria Alice, já deu demonstrações de preferência por Fernando Gomes. Só por FG. A ex-dama de ferro não confia em Augusto Castro.
Azevedo tem que chegar para o prefeito ACM Neto, sem dúvida a maior liderança do DEM estadual e do demismo nacional, e abrir o jogo. No mínimo, estabelecer um prazo limite para que o chefe do Executivo tome uma posição.
Se José Nilton Azevedo se contenta em ser vice de Fernando Gomes ou de Augusto Castro, que fez de tudo para impedir sua candidatura a deputado estadual, tudo bem. Assume o papel de coadjuvante.
O que não pode é ficar sendo descartado impiedosamente não só pela cúpula municipal de DEM como pelo diretório do PSDB, presidido pelo também prefeiturável Augusto Castro.
Azevedo é um ex-prefeito. Merece respeito. Não pode ser tratado como carta fora do baralho, com desdém e, muito menos, com deboche.
Bastou Wagner assumir papel de preponderância na condução dos negócios políticos do país, junto a presidente Dilma, para espocarem as denúncias, as suspeitas, as insinuações, as digressões mais bem armadas, as inferências programadas.
O Brasil vive um momento crucial de sua história, e, para que seja possível superá-lo é necessário, antes de qualquer coisa, que as instituições amadureçam sempre no sentido de uma maior responsabilidade com os atos de cada uma delas.
A necessidade de amadurecimento, por sinal, diz respeito a todas elas: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, as organizações sociais e democráticas, as instâncias populares, a imprensa etc.
Creio que em função de termos vivido por tanto tempo em nossa história submetidos a infelizes regimes de ditaduras e manias de golpes, estejamos, agora, nos refastelando de democracia de uma forma meio atabalhoada.
Todos os dias a imprensa veicula denúncias, as redes sociais multiplicam, o povo, enfim, apreende as histórias pelo preço de fatura. Nesse estapafúrdio processo, não mais que de repente, todos vão virando bandido. Não há refresco para ninguém.
Para que a denúncia vire coisa julgada e definitiva, basta que algum investigado cite, em alguma delação premiada, o nome de alguém. Rapidamente, a pessoa vira bandido e passa a ser execrado em meio à opinião pública.
O processo é generalizado. Porém, gostaria de me referir a um caso específico, que atinge alguém que eu conheço, e privo da amizade, que é a pessoa do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.
Enquanto ele esteve no Ministério da Defesa, cuidando, e bem, dos assuntos referentes às Forças Armadas, sem se imiscuir nos assuntos políticos, nada, absolutamente nada, surgiu de tão grave na mídia que o atingisse.
Bastou Wagner assumir papel de preponderância na condução dos negócios políticos do país, junto a presidente Dilma, para espocarem as denúncias, as suspeitas, as insinuações, as digressões mais bem armadas, as inferências programadas.
Seja uma filha profissional que trabalha em determinada empresa que, por acaso, esteja sendo uma empresa investigada, seja pelos contatos que, como Governador, teve, por força do cargo, com líderes empresariais por acaso caídos em desgraça.
O curioso, e altamente preocupante, em tudo isso, é que membros da oposição, até bem mais citados do que Wagner, ou mesmo até devidamente implicados, não chegam a assumir o protagonismo que deveriam ter nas páginas e nas virtualidades da mídia.
Wagner foi governador do Estado da Bahia por oito anos, eleito e reeleito pelo povo baiano, e que poderia estar hoje no Senado Federal caso tivesse feito essa opção, alcançando tal sucesso em virtude do bom governo que fez.
O reconhecimento da Bahia ao governo Jaques Wagner, que fez o seu sucessor, acontece exatamente porque conduziu-se no cargo, durante os oito anos em que foi governador, da maneira mais transparente, eficiente e honesta possível.
Antes desse período, ou, agora, depois dele, assumiu funções de destaque em Brasília, desempenhando com o mesmo senso de transparência e honestidade as tarefas institucionais que lhe coube desempenhar.
Embora não tenha procuração para fazer-lhe a defesa, tomo a iniciativa não apenas porque pertenço ao mesmo partido dele, mas, principalmente, porque conheço bem Wagner, e sei de seu compromisso com os interesses da Bahia e do Brasil.
Acho que não podemos continuar vivendo esse processo louco de denuncismo sem limites, a atingir as pessoas antes de qualquer tipo de julgamento, sob pena de as vitórias resultantes de processos assim sejam vitórias sem qualquer valor.
Vitórias em terra arrasada.
Josias Gomes é secretário de Relações Institucionais da Bahia.
Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.
A desenfreada roubalheira na Petrobras, segundo o Ministério Público Federal, começou em 1999. Passou pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
A SBM, só para citar um exemplo, em acordo com o MP, confessou a propina de 140 milhões de dólares no Brasil. O PSDB fica cada vez mais igual ao PT. A ex-candidata à presidência da República pelo PSOL, a gaúcha Luciana Genro, diria que é “o sujo falando do mal lavado”.
Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.
(Foto Pimenta).
AÉCIO, O MAIS CHATO
Pois é. O delator Carlos Alexandre Rocha, mais conhecido como Ceará, trabalhava como entregador de propina para o doleiro Alberto Youssef. Na sua delação, disse que Aécio Neves, ex-candidato à presidência da República e atual presidente nacional do PSDB, “era o mais chato para cobrar o dinheiro”.
Já estou imaginado o tucano do outro lado da linha, com aquele seu jeito, pressionando o Ceará: “Cadê, cadê, cadê o meu?
Todos nós sabemos que a Emasa não precisa de 400 funcionários para atender bem a população. Mais de 70% do seu quadro funcional é para atender as demandas político-partidárias.
Para quebrar paradigmas, excluir vantagens, contrariar interesses e buscar o que é melhor para a comunidade é preciso coragem. Em artigo publicado neste site, o prefeito de Itabuna Claudevane Leite, não fugindo do seu script habitual, faz as lamentações de como pegou a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), para depois afirmar que não fará concessão – e muito menos privatização – da estatal municipal e que buscará empresas interessadas em realizar um Procedimento de Manifestação de Interesses (PMI) , sem ônus para o município, a fim de diagnosticar a viabilidade técnica e econômico-financeira da Emasa.
Todos nós sabemos que o município não dispõe de recursos para investir na melhoria do saneamento da cidade. Em qualquer período de maior estiagem, estamos condenados a sofrer com a falta d’água e consumir água salgada – quando esta chega nas torneiras.
O governador Rui Costa propôs ao prefeito a devolução da Emasa para a Embasa com a finalidade de viabilizar uma Parceria Público Privada (PPP) para investir na melhoria do saneamento de Itabuna. Pela declaração do prefeito em seu artigo, isso não vai acontecer, porque o nosso mandatário acredita que é melhor garantir os 400 empregos que existem na Emasa – para não contrariar interesses de Sindicato e de partidos políticos – a devolver a empresa para o Governo do Estado para que ocorram investimentos necessários no setor do saneamento. Todos nós sabemos que a Emasa não precisa de 400 funcionários para atender bem a população. Mais de 70% do seu quadro funcional é para atender as demandas político-partidárias.
A Emasa é um grande cabide de emprego, não só nessa gestão, como nas anteriores. Vão questionar: “você quer pagar uma tarifa cara?” Respondo: prefiro pagar uma tarifa cara e ter o líquido precioso na torneira do que pagar barato e não ter – se bem que nossa tarifa não é tão barata assim. Pagamos taxa de esgoto e o mesmo corre “a céu aberto”. O Rio Cachoeira recebe todos os nossos dejetos sem o menor tratamento, as estações elevatórias de esgoto estão abandonadas. Enquanto o sistema de saneamento estiver sobre o controle do município, essa situação não mudará. Para solucionar essas questões é preciso coragem. Muita coragem.
Não privatizaremos a Emasa, não faremos uma concessão da empresa. O que estamos buscando é uma parceria que traga recursos necessários para o avanço do sistema, que garanta o emprego dos servidores, que não represente aumento na tarifa e que ofereça um serviço de excelência à sociedade.
Ao assumirmos a Prefeitura de Itabuna encontramos a Emasa falida. Mais de R$ 20 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, pendências junto ao INSS, PIS/PASEP e FGTS, salário dos servidores atrasados, dívidas com fornecedores (a apenas uma empresa mais de 2 milhões de reais), oito anos em débito com aluguéis de imóveis, inclusive de sua sede administrativa, e uma cidade sem nenhum percentual de esgoto tratado.
Atualmente 25% do que a empresa arrecada e que poderiam estar sendo aplicados em novos investimentos são utilizados para pagar débitos de administrações passadas. Mesmo assim, estamos salvando a empresa e fazendo o que é possível para investirmos em saneamento. Hoje já contamos com 14 por cento de esgoto tratado e trabalhamos, com recursos já garantidos, para chegarmos ao final de 2016, com o índice de 25 por cento. Mas, reconheço: há limitação para novos investimentos.
A cidade sente, mais uma vez, o drama da falta de água. Um problema antigo. Tão antigo quanto a necessidade de investimentos no sistema público de água e esgoto do município. Aliado a estas questões, vivenciamos a pior crise hídrica na história desta região, resultado de uma estiagem prolongada e sem perspectiva de chegar ao fim. A falta d´água, além de atingir a população, compromete novos investimentos públicos e privados, e o funcionamento das indústrias instaladas na cidade, por exemplo.
Desde o início do nosso mandato buscamos recursos federais para investir no setor. Apresentamos diversos projetos em Brasília, mas não conseguimos sensibilizar as autoridades para a importância deste investimento. Estamos trabalhando em novos caminhos.
Esta semana lancei um Chamamento Público para Procedimento de manifestação de Interesses visando à realização de estudos que demonstrem a viabilidade técnica, econômico-financeira da empresa. Também de nova modelagem jurídica e institucional adequada para subsidiar a implantação de um novo modelo de gestão dos serviços públicos de saneamento básico, inclusive o fornecimento de água e esgotamento sanitário no Município de Itabuna.
A Emasa precisa se modernizar para prestar um serviço de excelência e oportunizar condições técnicas para que a população futuramente não enfrente os mesmos problemas de desabastecimento e de oferta de água com excesso de cloretos como ocorre atualmente, consequência da falta de planejamento já referida, baixa reservação e escassez nos mananciais dos rios Cachoeira e Almada que, além de Itabuna, fornecem água a outros municípios nas duas bacias hidrográficas, que enfrentam situação semelhante à nossa.
Parou tudo. Se não acontecer algum fato novo, a discussão em torno da sucessão de Claudevane Leite (PRB) vai ficar na expectativa de quem será o candidato do governismo e da oposição.
O processo sucessório de Itabuna, que já causa certo alvoroço com a pré-candidatura do médico Antônio Mangabeira (PDT), vive o seu momento de hibernação.
Aquele início eletrizante, com os partidos se movimentando em busca da composição da chapa proporcional, como se os pretendentes fossem “ouro em pó”, passou. Escafedeu-se.
As alterações nos prazos para a mudança de partido de quem já tem mandato e para filiação partidária de quem quer disputar o pleito, seja para vereador ou prefeito, provocaram essa passageira calmaria.
A impressão que fica é que tudo foi em vão, que vai começar tudo de novo, que o acordado pode ser alterado, perdeu consistência. Novas rodadas de conversas serão agendadas.
Os senhores políticos, principalmente os detentores de mandato e candidatos à reeleição, podem mudar de legenda sem correr o risco de qualquer punição. A tal da janela de 30 dias joga o instituto da fidelidade partidária na lata do lixo.
Parou tudo. Se não acontecer algum fato novo, a discussão em torno da sucessão de Claudevane Leite (PRB) vai ficar na expectativa de quem será o candidato do governismo e da oposição.
O que se pode prever é que o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) farão de tudo para evitar duas candidaturas na base aliada. Ambos sabem que a união de forças é imprescindível para ganhar a eleição.
Esse marasmo, no entanto, não pode deixar o jornalismo político inerte. Se não há novos fatos, lança-se mão de especulações, que são aceitáveis quando assentadas em uma lógica.
Especular que o governador Rui Costa pode apoiar Roberto José, que é do PSD, legenda situacionista, não é a mesma coisa de dizer que Fernando Gomes (DEM) trabalha para ser o vice de Geraldo Simões (PT) e vice-versa.
Previsões esquisitas, estapafúrdias e bizarras, principalmente quando protagonizadas por quem não tem credibilidade, devem ser desdenhadas pelo cidadão-leitor-eleitor-contribuinte.
A especulação com responsabilidade, dentro de uma razoável lógica, é inerente ao jornalismo político. Deplorável é a invencionice, a má-fé e o costumeiro e vergonhoso toma-lá-dá-cá.
Os outros postulantes, quando comparados com os integrantes do “trio incendiário”, como é chamado por alguns petistas, demistas e tucanos, são “mauricinhos”. O pega-pega fica mais eletrizante nos debates ao vivo.
São vários critérios para a definição do nome que vai encabeçar a chapa majoritária, entre eles o do pré-candidato que tem mais facilidade de atrair aliados, coligações e diferentes forças políticas.
Pesa também na escolha, quase sempre feita pelo comando estadual da legenda, de maneira unilateral e impositiva, o aspecto financeiro. Se o pretendente tem facilidade de arrumar o dinheiro da campanha.
Mas o critério, digamos, mais robusto, é o das pesquisas de intenções de voto. E quando a consulta é realizada por um instituto de credibilidade, a metodologia fica fortalecida.
Essa é a regra. As exceções ficam por conta das legendas que lançam seus candidatos para marcar posição, independente de avaliações. São favas contadas Pedro Eliodório (PCB), José Roberto (PSTU) e Zem Costa (PSOL).
Os outros postulantes, quando comparados com os integrantes do “trio incendiário”, como é chamado por alguns petistas, demistas e tucanos, são “mauricinhos”. O pega-pega fica mais eletrizante nos debates ao vivo.
Nos bastidores do processo sucessório, longe do povão de Deus e dos holofotes, o que se comenta é que o prefeiturável precisa passar dos 5% para continuar sonhando com a candidatura. O prazo limite é o final de abril.
Dos vinte e poucos pré-candidatos que juram que vão disputar o comando do cobiçado centro administrativo Firmino Alves, apenas seis, no máximo oito, serão candidatos de verdade, já incluindo aí a “tríade incendiária”.
Tudo caminha na direção de que governo e oposição tenham um só candidato, como deseja o governador Rui Costa (PT) e como quer o prefeito ACM Neto (DEM).
Davidson Magalhães (PCdoB), Geraldo Simões (PT) e Roberto José (PSD) disputam a indicação pelo situacionismo. Fernando Gomes, o capitão Azevedo, ambos do DEM, e o tucano Augusto Castro pelo oposicionismo.
Dos que sobressaem nas pesquisas, o pré-candidato pelo PDT, o médico Antônio Mangabeira, é o único que pode afirmar, de maneira incisiva, que vai levar sua candidatura até o dia 2 de outubro.
Mangabeira não tem nenhuma ligação com as velhas raposas da política de Itabuna. Tem a garantia do deputado federal Félix Júnior, presidente estadual do PDT, de que sua campanha vai até o fim.
Portanto, aposto em seis candidatos na sucessão do prefeito Claudevane Leite: Pedro Eliodório, Zem Costa, José Roberto, um da oposição, um da situação e o doutor Mangabeira.
O leitor atento perguntaria: Por que no máximo oito? É que deixo mais duas vagas para uma possível rebeldia por parte do Capitão Azevedo e de Roberto José. Os dois, sentido o forte cheiro da fritura, iriam atrás de outro abrigo partidário.
Muitos pré-candidatos – e de legendas expressivas – não chegarão a 5% nas pesquisas de intenções de voto. É bom lembrar que os senhores dirigentes partidários não gostam de balançar os “Mateus” da política.
Diante de uma audiência planetária, lá estava Wendell Lira, ao lado de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques, para receber o troféu Puskas. O gol mais bonito do ano é do Brasil, é de um brasileiro.
No universo do futebol, Neymar e Wendell Lira estão separados por milhões e milhões de anos-luz. Num hipotético Sistema Solar da bola, Neymar seria Júpiter, o planeta gigante, e Wendell Lira, Plutão, que tempos atrás foi rebaixado à categoria de planeta anão.
Uma realidade absurdamente desigual separa Neymar de Wendell Lira.
Neymar, dono absoluto da camisa 10 da Seleção Brasileira e astro inquestionável no Barcelona estelar de Messi, Lui Suárez e Iniesta, dispensa apresentações.
Wndell Lira era mais um desses milhares de jogadores anônimos que tentam ganhar a vida num time igualmente anônimo. Era sério candidato a passar pelo futebol sem deixar um mero registro de rodapé, posto que habita a base de uma pirâmide em que pouquíssimos – como Neymar – chegam ao topo.
Wendell com o Prêmio Puskás.
Até que, num jogo que não valia nada, atuando pelo Goianésia, time de Goiás de quem até então poucos haviam ouvido falar, Wendell Lira marcou um daqueles gols que Pelé, Maradona, Messi e (olha ele aí de novo) Neymar assinariam com prazer. Um golaço aço aço, como diriam os narradores de antanho. Digno de placa no estádio.
Ainda assim, um gol desse era sério candidato a exagero, se contado pelos gatos pingados que testemunharam a obra prima no estádio, não fosse um detalhe: a partida estava sendo transmitida por uma tevê a cabo, que compra os direitos de transmissão e, para encher a grade de programação, cobre até a quinta divisão do campeonato acreano.
Nesses tempos de comunicação instantânea, da imagem valendo mais do que o conteúdo (com o adendo de que o gol em questão tem imagem e conteúdo), o lampejo de gênio de Wendell Lira foi parar nas redes sociais e, numa linguagem cibernética, viralizou.
Findo o Campeonato Goiano, Wendell Lira, como milhares de jogadores que não foram bafejados pelos deuses da bola, ficou desempregado.
E eis que, talvez numa concessão relâmpago desses mesmos deuses da bola, o gol de Wendell Lira foi parar na lista dos 10 mais bonitos da FIFA.
Wendell quem, perguntavam todos?
Wendell Lira, um brasileiro. Humilde, lutador, à procura de um time para ganhar o pão com o suor na sua camisa e que adquirira fama mundial, ainda que fugaz.
Um conto de fadas meio torto que obviamente produziu o efeito esperado. Uma imensa mobilização de brasileiros das redes sociais, já que a escolha do gol mais bonito se dá através de votação pela internet.
Na já memorável tarde/noite europeia, diante de uma audiência planetária, lá estava Wendell Lira, ao lado de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques, para receber o troféu Puskas.
O gol mais bonito do ano é do Brasil, é de um brasileiro.
A tarde/noite que poderia ter sido de Neymar, afinal batido na escolha de melhor jogador do mundo por Messi e Cristiano Ronaldo, embora chegar ao topo seja questão de tempo, foi a tarde/noite de Wendell Lira.
Certo que não muda a ordem das coisas, Neymar continuará trilhando seu caminho de pedras douradas, enquanto Wendell Lira continuará tentando driblar as pedras de um tortuoso caminho, mas pelo menos dá um pouco de poesia nesse futebol tão movido pelo deus dinheiro, mas que ainda consegue produzir um pouco de poesia, que resgata a beleza perdida do jogo.
Daniel Thame é jornalista e edita o Blog do Thame.
Cada vez estou mais convicto que este Brasil pode ser uma terra de oportunidade para seus filhos, bastando, para isso, que usemos como exemplo a conduta exemplar de um homem como Afrísio Vieira Lima.
Chora a Bahia, chora o Brasil, chora Canavieiras com a perda do ilustre brasileiro Afrísio Vieira Lima. E ele desaparece justamente numa hora em que a classe política está em baixa junto à opinião pública. Justamente Afrísio, que poderia contribuir para forjar novos homens públicos, como fez com os filhos – não menos ilustres – Geddel Vieira Lima, que ocupou vários cargos no legislativo e executivo; e Lúcio Vieira Lima, reconhecidamente um dos melhores e mais desenvoltos deputados da Câmara Federal.
Afrísio conseguiu transferir seus genes físicos, morais e políticos para os filhos. Como homem público, exerceu funções e cargos nos três poderes. Foi vereador, deputado estadual, federal, secretário da Segurança Pública da Bahia, diretor-presidente da Codeba, superintendente do Centro Industrial de Aratu, superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e presidente da Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb).
Durante toda sua vida contribuiu para que pudéssemos viver num país melhor, exercendo sua influência para que Canavieiras participasse dos recursos estadual e federal com a construção de obras e serviços. Fez o que deveria: recebeu os votos dos canavieirenses, retribuiu com muito trabalho e dedicação. Coisa que somente um homem público de sua estirpe consegue fazer ao assumir um compromisso.
Se na política agia com determinação, na vida familiar não foi diferente ao transferir seu DNA político aos filhos Geddel e Lúcio Vieira Lima, homens públicos que conseguir se distinguir dos demais pela conduta exemplar. Antes da política, aprenderam no convívio familiar a se relacionar com as pessoas como amigos. E verdadeiros amigos.
Todos – pai e filhos – são homens do bom combate, daqueles que sabem reconhecer os adversários e não apenas tratá-los como inimigos, pois no futuro poderão comungar com seus ideais. São pessoas que nunca precisaram “vender a alma ao diabo”, como comumente ouvimos falar na política, pois sabem traçar o norte, sempre de acordo com princípios altruístas.
Quando são citados políticos do PT, PMDB, PP e de outras legendas, as afirmações dos delatores têm todo o crédito, são verdadeiras. Quando envolvem tucanos, e tucanos de plumas exóticas, aí é armação, intriga da oposição.
A sabedoria popular costuma dizer que “quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho”. É assim que o senador Aécio Neves vem se comportando diante dos escândalos diários que tomam conta do país.
Na edição de hoje (11) da Folha de São Paulo, o ex-candidato à presidência da República, pelo PSDB, escreve um artigo que só fala da crise econômica: PIB negativo, inflação de dois dígitos, contas públicas fora do controle, 59 milhões de consumidores inadimplentes, empresas brasileiras como as mais endividadas dos países emergentes e, por último, a perda de bom pagador por duas agências de risco.
Em relação à crise moral, roubalheira na Petrobras, os escândalos envolvendo as empreiteiras e a safadeza com o dinheiro público, o tucano é só silêncio. Não diz nada.
Pois é. Aécio já foi citado em duas delações premiadas e caminha para ter seu nome envolvido em mais três. O exótico tucano já perdeu a condição de candidato natural do PSDB à sucessão de Dilma Rousseff. Não à toa que Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, recuou da sua intenção de ir para o PSB.
Operação Lava Jato? Aécio foge dela como o diabo da cruz. Não só por causa do seu rabo de palha, mas também pela preocupação que tem com os companheiros do PSDB, principalmente com o guru Fernando Henrique Cardoso.
Nestor Cerveró acaba de apontar propina de US$ 100 milhões na era FHC. A compra da empresa argentina Pérez Companc pela Petrobras, por UU$ 1,02 bilhão, em julho de 2002, gerou o “faz me rir atucanado”. E mais: o senador Delcídio Amaral, ex-tucano, hoje petista, disse em depoimento que assumiu o cargo na estatal “atendendo convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso”.
E o que foi que FHC disse para se defender? Ora, ora, a mesma coisa que os outros dizem: “… as afirmações são vagas, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.
Quando são citados políticos do PT, PMDB, PP e de outras legendas, as afirmações dos delatores têm todo o crédito, são verdadeiras. Quando envolvem tucanos, e tucanos de plumas exóticas, aí é armação, intriga da oposição.
Que coisa, hein!? A conclusão não pode ser outra: São farinhas do mesmo saco e bananas do mesmo cacho.
Os planos A e B, com Lula e Jaques Wagner, podem ser sucumbidos pela Operação Lava Jato. Nos bastidores, já se conversa sobre o plano C. O que faz lembrar o ABC do Cabloco Alencar.
O ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner é o segundo nome do PT para disputar à sucessão presidencial de 2018. O primeiro da fila é Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-governador da Bahia tem feito de tudo para agradar a militância do Partido dos Trabalhadores. Anda criticando a gestão do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e dizendo que o impeachment do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é só uma questão de tempo.
E por falar em Cunha, não tem como não concordar com o deputado federal Jarbas Vasconcelos, um dos fundadores do PMDB: “Cunha é doente, cínico e psicopata”.
Sobre Levy, Wagner morde e assopra. Fala do processo de desgaste na relação com o Congresso e diz que “a dose aplicada na economia no lugar de ser remédio, virou veneno”. Assopra dizendo que Levy “é uma pessoa de boa fé”.
Cheguei a dizer, por mais de uma vez, assim que escolheram o titular da Fazenda, que sua permanência não seria duradoura, que a ala gastadora do PT, acostumada com o derrame de dinheiro público, fritaria Levy.
Pois é. Não deu outra. O esperado aconteceu. Bastou o ano eleitoral de 2016 aproximar, para que o “Fora Levy” viesse à tona. A gastança do PT não seria compatível com um ministro conhecido como “Joaquim da Tesoura”.
Não sou nenhum economista. Mas o óbvio ululante, seja no setor público como no privado, é que não deve gastar mais do que se arrecada. Ou se faz o ajuste fiscal, dando um chega-prá-lá na banda irresponsável do PT, ou, então, a descida para o abismo. O caos. O fim do PT e do petismo.
O problema é que quanto mais se fala na opção Wagner para a sucessão de 2018, fica a impressão de que o comando nacional do PT jogou a toalha em relação ao ex-presidente Lula.
O plano B é a prova inconteste de que os petistas passaram a acreditar que a Operação Lava Jato pode incriminar sua liderança-mor, tornando-a eleitoralmente inviável na busca do terceiro mandato.
Mas nem tudo são flores para o carioca-baiano. A cúpula do petismo e algumas de suas principais lideranças ficaram danados da vida com a declaração de Wagner de que o PT “se lambuzou” no poder.
Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, disse que a confissão de Wagner foi “profundamente infeliz e desrespeitosa”, que faz “coro com o antipetismo raivoso que anda em moda na direita e na extrema direita do país”.
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