Tempo de leitura: < 1 minuto

Edlane Brandão

Infelizmente, a coisa pública em nosso país é tão desacreditada que uma falha técnica gera tantos comentários negativos e ofensivos. A Emtran de maneira nenhuma agiu de má-fé com relação às inscrições. A data foi amplamente divulgada. O que houve foi uma subestimação do interesse das pessoas em uma vaga na escola, até porque esse cálculo é muito subjetivo. Dessa forma, o sistema não suportou mais de 6 mil acessos simultâneos. Entretanto, não sabemos o porquê de algumas pessoas terem conseguido realizar inscrição, como informou a empresa responsável. Isso também está sendo avaliado.

Precisamos deixar claro que, de maneira nenhuma, houve link intermediário para beneficiar quem quer que seja! Fato é que essas inscrições serão invalidadas para não haver injustiça. Em uma nova data, com ampla divulgação, todos terão oportunidade de, no mínimo, acessar a página, já que serão apenas 300 vagas e quem for mais rápido conseguirá.

A Emtran hoje é uma realidade, tem muitos “pais”, mas o fato é que a gestão atual batalhou muito para que a mesma fosse colocada em prática e beneficiasse a população. São quase 200 alunos habilitados e com convicção podemos dizer que esses alunos foram atendidos com qualidade e profissionalismo, por profissionais capacitados e comprometidos com o trabalho.

Talvez por isso, a surpresa! Escola pública de qualidade? Por essa razão é que houve subestimação dos responsáveis técnicos pelo sistema. Não acreditaram que tantas pessoas fossem se interessar pela vaga. Desejamos, sinceramente, que tudo se resolva o mais breve possível e as pessoas tenham o direito, no mínimo, ao acesso à página e à informação clara e honesta.

Edlane Brandão é diretora da Escola Municipal de Trânsito de Itabuna (Emtran).

Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

O vereador Dilson Fortes, de Caicó (RN), talvez preocupado com o próprio futuro, apresentou projeto obrigando a distribuição de viagra.

 

O deputado Roberto Carlos (PDT/BA) apresentou projeto na assembleia proibindo a colocação de sal nas mesas de restaurantes, bares e lanchonetes. O ingrediente só pode ser levado após solicitação do cliente e o objetivo é desestimular o consumo do produto que pode provocar hipertensão.

Projeto similar entrou em vigor mês passado em Vitória (ES) e causou polêmica. O dono de um restaurante criticou “a intromissão do poder público” e vestiu camisa com a frase, “sou contra: o excesso de sal e que mandem na minha vida”. O garçom pendurou saleiros no pescoço pra evitar “idas e vindas” à cozinha.

Outro projeto que está gerando comentários é o do deputado Sandro Régis (DEM/BA) propondo a inclusão do cartão de débito entre as formas de pagamento dos pedágios.

Justifica que as pessoas não circulam com dinheiro inclusive por medo de assalto. Os críticos argumentam que vai provocar o aumento dos engarrafamentos e teria que ser um ladrão muito mixuruco pra levar quantia equivalente ao valor da taxa.

Já a iniciativa do deputado Sargento Isidório (PSC/BA) é hilária. Ele propôs a criação, pelo governo do estado, de centros de assistência psicológica para vítimas de infidelidade conjugal. O apelidado Projeto dos Cornos foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.

Antes de ouvir a surrada e, em minha opinião, equivocada frase do ex-governador Otávio Mangabeira sobre nossa primazia em relação a absurdos, me debrucei em busca de outras propostas hilárias.

Encontrei pesquisa do jornal Região Noroeste (Fernandópolis, SP) sobre projetos bizarros que foram apresentados em cidades do país. Selecionei alguns:

“A crase não foi feita pra humilhar ninguém”, afirmou há décadas o poeta Ferreira Gullar. Discordando da frase, o deputado João Herman Neto (PDT/SP) propôs a eliminação do uso do acento que “só serve pra humilhar muita gente”.

João Caldas (PL/AL) apresentou projeto que obrigaria os aviadores a dizer tudo que sabem sobre extraterrestres. Já o vereador Dilson Fortes, de Caicó (RN), talvez preocupado com o próprio futuro, apresentou projeto obrigando a distribuição de viagra. Alega que a disfunção erétil abala a autoestima e pode estimular violência, alcoolismo e suicídio.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

 

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

 

Com invejável tempo no horário eleitoral, o PMDB, presidido por Pedro Arnaldo, se tornou a noiva mais cobiçada da sucessão municipal de 2016.

Essa cobiça é a prova inconteste de que o partido não tem pré-candidato a prefeito de Itabuna, que os nomes ventilados, como o do médico Sílvio Porto, Fernando Vita e Juvenal Maynart, são pretendentes a vice-prefeito.

Ora, se o PMDB tivesse realmente prefeiturável, como tem o PDT com Mangabeira e o PSB com Carlos Leahy, não haveria tanta investida sobre a legenda.

A última ofensiva, querendo ser candidato de cima para baixo, foi do capitão José Azevedo. Deu no que deu: voltou da capital sem ser atendido pelos irmãos Vieira Lima.

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

A dobradinha tucano-democrata está sendo construída pelo deputado federal Jutahy Júnior com o aval da cúpula estadual. A contrapartida é o apoio do PSDB à reeleição de ACM Neto para o Palácio Thomé de Souza.

O dilema do PMDB lembra o da mulher rica. O PMDB desconfia que o interessado esteja só de olho no horário eleitoral. A mulher rica no dinheiro.

MAYNART, O CONSELHEIRO-MOR

JuvenalMaynart CeplacQuando a pauta é a sucessão do prefeito Claudevane Leite, o ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima, gosta de ouvir o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.

Geddel, que é o presidente estadual do PMDB, hoje aliado do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quer o fiel escudeiro na frente das conversas sobre o processo sucessório.

Toda essa confiança em Juvenal é fruto da sua sinceridade quando trata do PMDB de Itabuna. Ou seja, que a legenda não dispõe de um nome com viabilidade eleitoral para disputar a eleição de 2016.

Maynart vem trabalhando para levar Roberto José para o PMDB. O secretário de Trânsito e Transporte encabeçaria a chapa majoritária em uma composição com o PSD e o PRB.

A iniciativa maynartiana, com o nítido objetivo de isolar o PCdoB, tem a simpatia dos irmãos Vieira Lima e, obviamente, do núcleo vanista, sob o comando de Oton Matos, controlador-geral do município.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

Ana Paula LucenaAna Paula Reis Lucena

 

O processamento auditivo é a interpretação dos sons que chegam na orelha e caminham até o cérebro. O DPAC é a falha que acontece nesse processo.

 

Seu filho não presta atenção no que os outros dizem? Parece distraído na maior parte do tempo? Você pode imaginar que isso seja uma fase ou até mesmo a personalidade hiperativa dele. Mas cuidado. Isso pode ser DPAC.

O Déficit do Processamento Auditivo Central (DPAC), como o nome já diz, é um distúrbio da percepção auditiva. O processamento auditivo é a interpretação dos sons que chegam na orelha e caminham até o cérebro. O DPAC é a falha que acontece nesse processo. Ou seja, o ouvido recebe os sons, mas o cérebro não sabe o que fazer ou faz em ritmo mais lento.

Quem possui DPAC vive numa confusão de sons. Atividades simples tornam-se muito complicadas em decorrência da dificuldade de prestar atenção nos sons que realmente interessam.

Dentro de uma sala de aula, por exemplo, o barulho do ventilador pode acabar se sobrepondo ao da voz da professora. Falar ao telefone nem sempre é fácil por causa da distorção dos sons da fala que o aparelho causa na ligação.

Os indivíduos com DPAC podem apresentar uma ou mais das seguintes manifestações comportamentais abaixo (e se apresentar mais de um, a orientação é para que procure um fonoaudiólogo assim que possível:

– Atenção ao som prejudicada;
– Dificuldade em escutar em ambiente ruidoso;
– Não entendem o que foi dito;
– Dizem muito Anh? O quê? Não entendi? Pode repetir?
– Problemas de fala envolvendo os sons /r/ e /l/ principalmente;
– Dificuldades com o significado das palavras;
– Atrapalham-se ao contar uma história ou dar um recado;
– Inversões de letra (fala e/ou escrita);
– Dificuldade em compreender o que lê; e
– Dificuldade em associar letras do alfabeto com seus respectivos sons.

Ana Paula Reis Lucena é fonoaudióloga especialista em Terapia de Voz e Linguagem e Processamento Auditivo Central (Avaliação de dificuldade de aprendizado).

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

Para facilitar e proporcionar ao eleitor-cidadão-contribuinte um melhor entendimento da sucessão do prefeito Claudevane Leite, vamos distribuir os postulantes em cinco grupos.

Essa didática arrumação, que pode ser alterada a qualquer momento, é o primeiro passo para esclarecer o cada vez mais turvado cenário político-eleitoral.

A indefinição do chefe do Executivo, que continua enigmático em relação ao segundo mandato, se disputa ou não a reeleição, deixa a neblina mais densa.

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

O engraçado é que o toma-lá-dá-cá só é vergonhoso, só é repugnante quando parte do eleitor para o candidato. Entre os senhores políticos é tudo normal, faz parte do jogo e da desenfreada luta pelo poder.

Deixando o alcaide de fora, vamos para os grupos: 1) Davidson Magalhães e Roberto José. 2) Fernando Gomes, Geraldo Simões e Azevedo. 3) Carlos Leahy, Antônio Mangabeira e Leninha Duarte. 4) Augusto Castro. 5) PSOL, PCB e o PSTU.

Grupo 1 – Representa os pré-candidatos do Centro Administrativo Firmino Alves. Davidson Magalhães, deputado federal pelo PCdoB, disputa com Roberto José, secretário de Transporte e Trânsito, o apoio de Vane. Uma composição entre eles é tida como improvável. A legenda do prefeito, o PRB, sob a batuta da Igreja Universal, já descartou qualquer possibilidade de apoiar o comunista. Tudo caminha para um inevitável e iminente racha, com a prefeitura virando um barril de pólvora.

Grupo 2 – São os ex-prefeitos querendo ser novamente prefeito. Fernando Gomes atrás do quinto mandato, Geraldo Simões do terceiro e Azevedo do segundo. Em comum o receio de que o discurso da mudança, de que é preciso renovar, possa provocar estragos nas suas pretensões políticas.

Grupo 3 – Leninha Duarte já ensaiou candidatura em outras eleições. O ex-presidente da CDL, Carlos Leahy, trabalhou no então governo Azevedo como secretário de Indústria e Comércio. Quem realmente protagoniza a verdadeira mudança é, sem dúvida, o médico Antônio Mangabeira (PDT).

Grupo 4 – Augusto Castro, até mesmo por ser deputado estadual pelo PSDB, é quem mais encarna o oposicionismo, principalmente ao PT e, por tabela, ao governo do Estado. Como o prefeito de Itabuna é aliado do governador Rui Costa, o tucano faz oposição ao governo municipal. Vale ressaltar que Fernando Gomes e Azevedo podem pertencer a este grupo.

Grupo 5 – São os prefeituráveis de legendas de pouca ou quase nenhuma representatividade no Congresso Nacional.

O traiçoeiro mundo da política pode trazer junções inimagináveis, como uma inusitada aproximação entre Fernando Gomes e Geraldo Simões ou, quem sabe, um civilizado pacto de não-agressão.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

manu berbert foto artigoManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

Torço por uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

O tempo tem passado rapidamente. Num piscar de olhos, já é aniversário de Itabuna mais uma vez. Lembrei-me da semana festiva e saí passeando por aí, observando algumas mudanças e suas inúmeras necessidades. Bendito é o povo simples itabunense, que, apesar de tudo, não desiste da sua terra e engole como dever o que, teoricamente, lhe seria de direito.

Nas cadeiras do poder, enxergo uma grande força de vontade de alguns, e lamentavelmente uma torcida fúnebre de outros. Há sempre dois times em campo, um torcendo contra o outro, com muito descaso pelo que deveria ser feito. Como aves de rapina, seres que ficam sobre escombros olhando as construções e torcendo para que as paredes caiam.

Mais de 100 anos de existência e temos que lidar com uma politicagem descarada que atravanca o progresso da cidade, numa rotina insustentável de muitas promessas em períodos eleitorais e pouquíssimas ações eficazes durante o tempo seguinte. Quem paga a conta da expectativa do que nunca vem?

Enquanto a iniciativa privada encara a crise com muita criatividade, o poder público esbarra no partidarismo egoísta que nada faz. Deputados estaduais e federais entram e saem do governo, e o que vem deles quase sempre são outdoors estampando suas carinhas de pau em agradecimento aos milhares de votos e, tempos depois, nos felicitando em datas festivas. Apenas isso.

Prefeitos e vereadores também entram e saem – e quase sempre seus quatro anos de mandato são divididos em “metade arrumando a casa e a outra metade na corrida pela reeleição”. O Centro de Convenções virou lenda, o Centro de Cultura não funciona, a segurança pública amedronta os mais otimistas e a saúde anda sobrevivendo de promessas, atolada em dívidas para manter de pé os hospitais que possui.

Torço por um poder público coerente e honesto à frente da minha cidade. Por secretários técnicos qualificados para os cargos, e não “cabeças de partidos” inertes. Por escolas de qualidade em amplo funcionamento, e investimentos sensatos nas mais distintas vertentes. Torço por uma cidade que ofereça qualidade de vida aos que aqui nascem e aos tantos que chegam diariamente. Uma cidade onde os eleitos para o bem comum não enxerguem apenas um único partido ou o próprio bolso.

Manuela Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Designado a solicitar liberação das músicas de um festival em Itabuna, fui à Divisão de Censura de Diversões Públicas da PF em Salvador. O agente proibiu a letra de uma composição e esbravejou: vai ter gente nossa lá, se tocar o festival acaba.

Não se tratava de ameaça, era um aviso. Estávamos em 76, período da cruel ditadura militar. Grupos paramilitares havia invadido o teatro Ruth Escobar e espancado atrizes e atores da peça Roda Viva (Chico Buarque e José Celso Martinez).

Já na gravadora Philips, o Exército quebrou os compactos da música Apesar de você. A canção havia sido liberada, mas Sebastião Nery publicou em sua coluna que seus filhos cantavam como se fosse o Hino Nacional.

O jornalista foi intimado e o censor que liberou punido. Chico, quando interrogado, disse que a composição se refere a uma mulher mandona e autoritária.

Tragicômico era o nível de conhecimento de quem julgava o que população poderia ter acesso. Por exemplo, o livro O vermelho e o negro foi proibido por que o título parecia “coisa de comunista”. A obra é do francês Stendhal, escrita em 1830.

Outra hilária, agentes do Dops invadiram o Teatro Municipal de SP para prender o autor de Electra, o subversivo Sófocles. “Ficou difícil”, o dramaturgo morreu na Grécia há quase 2.500 anos.

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Ainda sobre Chico, no autoexílio na Itália recebeu a visita de Toquinho que compôs uma música e pediu pra ele escrever a letra. Nasceu Samba de Orly. Quando retornou ao Brasil, mostrou a Toquinho na presença de Vinicius.

Só para participar, o poeta pediu pra trocar os versos pede perdão/ pela duração dessa temporada, argumentando que a frase era muito branda para quem passou tanto tempo na Itália. E sugeriu: “Pede perdão/Pela omissão um tanto forçada.”

A censura cortou exatamente estes versos. Quando Toquinho telefonou pra Vinicius, ele respondeu: “a frase eles podem proibir, mas a parceria não.” E o nome do poeta foi mantido na autoria.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

Antônio Mangabeira, também diplomado em administração de empresa e bacharel em direito, vai ter que trabalhar – e muito – para viabilizar eleitoralmente sua candidatura, sob pena de não levá-la até o fim.

O deputado federal Félix Júnior, comandante-mor do PDT baiano, deixou bem claro que a legenda brizolista só tem um pré-candidato a prefeito de Itabuna: o médico Antônio Mangabeira.

A enfática manifestação de apoio foi dada na Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (17), no encontro do partido para formalizar a posse de Mangabeira como presidente da comissão provisória, substituindo a professora Acácia Pinho.

No discurso de despedida, Acácia deixou transparecer que não ficou nada satisfeita com o novo PDT, mesmo com a promessa de que irá integrar o diretório estadual.

A campanha do neopedetista começa com uma constatação interessante: muitos eleitores dizendo que é o melhor candidato, mas não sabe se vai votar nele. O que não deixa de ser um bom começo.

Antônio Mangabeira, também diplomado em administração de empresa e bacharel em direito, vai ter que trabalhar – e muito – para viabilizar eleitoralmente sua candidatura, sob pena de não levá-la até o fim.

Nas entrelinhas, Félix descartou qualquer possibilidade do PDT apoiar o prefeito Claudevane Leite (reeleição) e, muito menos, a candidatura do petista Geraldo Simões. Cobrou também fidelidade partidária por parte de Acácia Pinho.

O pai de Félix Júnior, Félix de Almeida Mendonça, ex-prefeito de Itabuna, não escondia o entusiasmo com a pré-candidatura de Mangabeira: “É o melhor nome para governar Itabuna, a verdadeira mudança”.

O Partido Democrático Trabalhista, o PDT do saudoso Leonel Brizola, vive um novo momento: deixa de ser coadjuvante para exercer o papel de protagonista no processo sucessório.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

O artista olhou pra ele, pediu mais uma, chegou mais perto e gritou: “é claro, porra!”

Perdoem-me a overdose “waldickiana”. Mas, além de comentários através de telefonemas e mensagens, o secretário Estadual de Cultura, Jorge Portugal, me contou duas histórias. Começo opinando sobre comentário do leitor, Sergio Malvar:

“Marival bem que poderia ter feito uma abordagem do lado positivo do artista baiano. Bem sei que o ser humano é composto de dualidade, daí só abordar o lado negativo é complicado.”

Meu caro Sergio, entendo que o embate em Itabuna teve desfecho positivo. Em vez de ficar magoado, Waldick foi cantar gratuitamente na janela do hotel. Atitude inusitada e grandiosa.

Do amigo Antonio Lopes, jornalista e escritor de mão-cheia: “Muito bom (não Waldick, o texto!). Não sabia desse arranca-rabo dele com meu compadre Hercílio Nunes, grande figura. Tenho lido semanalmente, com prazer, suas publicações no Pimenta. Bola pra frente!”

Uma informação fora deste contexto que merece ser compartilhada. Com bom humor e criatividade características, Lopes informa que está “finalizando um livrinho, que pretendo apresentar à Editus ainda este mês, esperando que cometam a insensatez de publicá-lo.”

De Cuiabá, a jornalista Luana Rodrigues escreveu: Fiquei saudosa. “Aos oito anos, em Fortaleza, cheguei empolgada para a professora e mostrei um autógrafo ‘de um artista famoso que me recebeu super bem no aeroporto.’ Ela olhou e disse: ‘Não tinha outro artista melhorzinho que o Waldick Soriano, não?’. Fiquei chateada e frustrada, kkkkkk. Beijos.”

Já o também compositor Jorge Portugal, me contou que, ainda garoto em Santo Amaro, entrou num bar e fez uma pergunta/provocação: “Waldick , Tortura de amor é realmente composição sua?”

O artista olhou pra ele, pediu mais uma, chegou mais perto e gritou: “é claro, porra!”

Anos depois, Portugal produziu show do cantor. Um grupo de ciganos ficou em frente ao palco. Quando ele chegou, tiraram o chapéu, curvaram-se e o chefão falou: “Sr. Waldick, estamos ao seu dispor”.

Encerro com mais uma confissão de Waldick: “passei dois anos num garimpo sem ver uma mulher. A salvação foi que meu pai mandou um presente.”

O que ele recebeu, não revelo nem sob tortura.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no PIMENTA.

Tempo de leitura: 2 minutos

Jaciara CoachJaciara Santos | jaciarasantos@primoreconsultoria.com.br

Sugiro coragem e determinação. Sugiro evolução e empenho em recomeçar quantas vezes forem necessárias e, sobretudo, desejo sucesso para todos vocês!

O dicionário dedica várias definições para a palavra “trabalho”, e dois desses significados são: labutação, lida.  Esta definição poderia fazer entender que o trabalho durante muito tempo vem sendo considerado como um peso, um fardo, uma espécie de vilão da livre vontade do indivíduo.

Nos últimos meses, o tema crise tem sido muito abordado. E haveria uma variedade de crises, mas a crise que trataremos será a existencial. E esta atingiria todas as áreas da vida da pessoa.

A busca pelo “emprego dos sonhos” permeia a vida de muitos (ou da maioria) dos cidadãos quer estejam inseridos ou não no mercado de trabalho.

No entanto, há alguns espinhos que declaram dificuldades a todos aqueles que se embrenham na esfera do mundo do trabalho: falta de vagas, falta da vaga que pretendia, além de, durante o percurso, surgirem dúvidas com relação ao que, de fato, buscariam. Enfim…

Porém, há uma situação no mínimo controversa. Muitas das vagas que são disponibilizadas aqui em Itabuna e região ficam carentes por muitas semanas, às vezes, meses, fazendo com que os recrutadores encontrem elevada dificuldade em localizar algum profissional para preenchimento de tais oportunidades de emprego.

A crise existencial, que incidiria em várias frentes da vida em sociedade, incapacitaria o indivíduo de ir à busca dos seus objetivos. E, pior, o incapacitaria de saber, de fato, o que quer; quais seriam seus objetivos; o que pretende com relação ao trabalho; à vida… O que pretende com relação a si mesmo.

Infelizmente não existe fórmula mágica. E cada indivíduo tem de se perceber isoladamente. A caminhada do encontro de si mesmo e do que se pretende é, mesmo, uma escalada ímpar. No entanto, existem instrumentos que podem facilitar essa procura: capacitar-se e reavaliar a vida.

Timothy Gallwey diz que “Coaching é uma relação de parceria que revela, liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar o desempenho delas”.

Nesse sentido, pode-se dizer que o processo de Coaching utiliza ferramentas que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento  do ser humano.

Sugiro coragem e determinação. Sugiro evolução e empenho em recomeçar quantas vezes forem necessárias e, sobretudo, desejo sucesso para todos vocês!

Jaciara Santos é professional and self coach.

 

Tempo de leitura: < 1 minuto

marcowenseMarco Wense

“Não sofra calada à desresponsabilização do Legislativo e do Judiciário no aumento das despesas. Vete os gastos propostos de quase R$ 80 bilhões nos próximos três anos, que nas últimas semanas foram postos no seu caminho. E vá à televisão mostrar à sociedade, com clareza, que, para desgastá-la, alguns oportunistas recusam os caminhos institucionais e ensaiam jogar o Brasil no caos financeiro”.

Se Delfim Neto, economista e ex-ministro da Fazenda, não quer dar nome aos bois, a modesta Coluna Wense diz que Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves, respectivamente presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e ex-presidenciável, são os “bois” do quanto pior, melhor. São os mosqueteiros do golpismo.

A mais recente “desresponsabilização” é o projeto, já aprovado no Senado, que autoriza criação de mais de 200 municípios. É bom lembrar que a megalomaníaca proposta já foi vetada duas vezes pela presidente Dilma.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos
Milhares de pessoas se concentraram na lavagem das escadarias da Igreja Matriz (Foto Wagnevilton Ferreira).
Milhares de pessoas se concentraram na lavagem das escadarias da Igreja Matriz (Foto Wagnevilton Ferreira).

Fiéis católicos de Canavieiras encerram nesta terça (14) as homenagens São Boaventura, santo padroeiro do município. Os nativos da Canes sul-baiana completam 300 anos de devoção a São Boaventura em 1718. Ontem (12), milhares de pessoas se uniram em uma mistura de sagrado e profano na procissão e lavagem das escadarias da Igreja Matriz.

O cortejo teve início às 11h30min, saindo da praça Maçônica, percorrendo a avenida Octávio Mangabeira (rua 13) até chegar à praça São Boaventura, onde está localizada a Igreja Matriz. O percurso foi animado pela Banda Selva Branca, no trio elétrico Atrevido, acompanhada de blocos, grupos de baianas, caboclos, capoeira, charangas e fanfarra.

Ao chegar na praça São Boaventura, o cortejo deu lugar ao comando das baianas e grupos de candomblé, que lavaram a escadaria da Igreja de São Boaventura e aspergem água de cheiro na cabeça das pessoas, num cerimonial que simboliza a purificação da vida. Esse simbolismo contagia a todos, que buscam a proteção do Santo e da entidades que representam o sincretismo das entidades do candomblé.

Prefeito e fiéis participam de lavagem (Foto Walmir Rosário).
Prefeito e fiéis participam de lavagem (Foto Walmir Rosário).
Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Na verdade, em atos falhos, o senador Aécio Neves, outro inconformado, logo após a convenção tucana declarou que foi “reeleito presidente da República”.

A sugestão do jornalista Ricardo Boechat a Silas Malafaia gerou comentários e paródias nas conversas pessoais e na internet. Nunca antes na história deste país as rolinhas fizeram tanto sucesso. Não sei se o pastor acatou e foi caçar o passarinho. Aproveito pra lembrar outras frases históricas.

Quando Brizola se elegeu governador do Rio de Janeiro, em 1982, o irmão do então presidente-general João Batista Figueiredo, o militar Euclydes Figueiredo, inconformado, disse que o eleito era “um sapo que a gente engole e depois expele”.

Brizola também utilizou o anfíbio, numa comparação, no segundo turno da eleição para presidente em 1989. Ao declarar apoio a Lula, provocou: “Política é a arte de engolir sapo. Não seria fascinante fazer agora a elite brasileira engolir o Lula, este sapo barbudo?”

Com relação à mídia, destaco duas frases, uma bem humorada e criativa, outra raivosa: “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.” (Luis Fernando Veríssimo). “A mídia é safada.” (ACM), ao provar do próprio veneno, sobre a cobertura da mídia quando ele fraudou o painel eletrônico do senado.

Voltando à disputa para presidente, a atriz e ex-deputada estadual Ruth Escobar ofereceu jantar ao casal Ruth Cardoso e Fernando Henrique. Na reunião, a anfitriã discursou: “Nesta eleição, temos duas opções, votar em Sartre ou escolher um encanador. ”

Dia seguinte um batalhão de jornalistas foi entrevistar Lula sobre a declaração. “Diga a dona Ruth que uma dona de casa pode viver sem um filósofo, mas não vive sem um encanador”, respondeu o candidato. A atriz pediu desculpas, mas o comentário já estava nos principais veículos.

Recentemente, duas frases fizeram sucesso e, utilizando linguagem dos internautas, viralizaram nas redes sociais. Na verdade, em atos falhos, o senador Aécio Neves, outro inconformado, logo após a convenção tucana declarou que foi “reeleito presidente da República”. Na mesma entrevista, afirmou que o PSDB é o maior partido de oposição ao Brasil.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.

Tempo de leitura: 2 minutos

Jackson LessaJackson Lessa | jacksonslessa@hotmail.com

O primeiro passo para fugir do pesadelo é acordar. Caso contrário, teremos que parafrasear Paulinho da Viola e dizer “Rio Cachoeira, foi um rio que passou em nossas vidas”.

Estamos diante de um problema sem precedentes na cidade de Itabuna, a morte de um rio. É um pesadelo prestes a se tornar realidade, também tornando inquestionável a urgência em enfrentar esse problema. Essa crise não se limita ao aspecto natural, envolve também a história e cultura do município. Enfrentar a crise é olhar para o futuro. Precisamos trazer o tema para o centro do debate, seria o ponto de partida para um verdadeiro programa de salvação do Cachoeira.

É necessário criar uma agenda local para garantir uma gestão racional desse recurso hídrico, um projeto que envolva também os municípios vizinhos. Que estejam incluídos, seus afluentes, mata ciliares, famílias que vivem da pesca, da agricultura e da criação de gado.

O rio desaparecerá se nada for feito. Devemos entender que a intervenção na gestão do rio também tem relação com a luta contra a pobreza e a melhoria das condições econômicas e ambientais da região. Será que temos a capacidade de enfrentar essa crise?

O grande obstáculo para solucionar essa questão é assumir a responsabilidade. As pessoas da cidade reclamam da estética, se incomodam com o mau-cheiro, se lamentam da presença de mosquitos, falam sobre a possibilidade da proliferação de doenças, mas não tomam nenhuma atitude realmente efetiva para “ressuscitar” o rio. Não podemos mais esperar pela ação do poder público, nossos governos, em sucessivas gestões não planejaram nada referente à recuperação do rio e se milagrosamente planejaram erraram na execução. Dessa forma, passa a ser dever dos cidadãos a iniciativa de lutar pela existência de nosso Cachoeira.

Sabemos que há um distanciamento do governo com o povo, o que provoca a redução da participação cidadã e consequentemente um esvaziamento dos processos democráticos. Infelizmente, os partidos políticos não conseguem definir prioridades para o município e muito menos assimilar as manifestações organizadas pela população ou movimentos sociais.

Precisamos da atuação de grupos que ajam de forma paralela ao mundo da política, associações que organizem debates, universidades, escolas, igrejas. É fundamental contar com o apoio de toda a sociedade, porém precisamos informá-la, transferir responsabilidades, democratizar a gestão.

O primeiro passo para fugir do pesadelo é acordar. Caso contrário, teremos que parafrasear Paulinho da Viola e dizer “Rio Cachoeira, foi um rio que passou em nossas vidas”.

Jackson Lessa é professor de Geografia e Atualidades em escolas e cursos pré-vestibulares de Itabuna e região.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

Os principais defensores do impeachment podem ser réus a qualquer momento.

Se existisse outra oposição, diferente dessa protagonizada por tucanos (PSDB) e democratas (DEM), o governo da presidente Dilma Rousseff estaria mais fragilizado, sem força para reagir.

Quando o assunto é a desenfreada cobiça do poder, o PT e o PSDB são a mesma coisa, comportam-se do mesmo jeito. Rezam na cartilha de que o fim justifica os meios. O petismo com o mensalão e o petrolão. O tucanato com os escândalos da reeleição e das privatizações.

Ora, não é a vontade de partidos e de lideranças pregadoras do golpismo, ainda inconformadas com o fracasso nas urnas, que vão respaldar um pedido de impeachment, e sim provas sólidas obtidas pelas instituições.

Os principais defensores do afastamento da presidente Dilma podem ser réus a qualquer momento. O presidente da Câmara dos Deputados, o incendiário Eduardo Cunha, é alvo da Operação Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já é réu em processo na Justiça Federal de Brasília. O senador é acusado de ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Agripino Maia, dirigente-mor do diretório nacional do DEM, coordenador da campanha do candidato Aécio, é acusado de receber propina de R$ 1 milhão para aprovar uma lei que torna obrigatório a inspeção veicular no seu estado, o Rio Grande do Norte.

Como não bastasse, tem o depoimento do doleiro Alberto Youssef dizendo que Aécio Neves pegava mesada de US$ 120 mil. O ex-presidenciável comandava uma das diretorias de Furnas no então governo FHC.

Ainda vem o José Serra defendendo a implantação do parlamentarismo, querendo ser primeiro-ministro, como se o parlamento brasileiro, adepto do toma-lá-dá-cá, estivesse preparado para tal missão.

E, para finalizar, o sincero e corajoso depoimento de Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB: “Os tucanos não são capazes de dizer o que fariam se tivessem vencido as eleições presidenciais. Nós não temos um projeto de país”.

Portanto, uma óbvia e inquestionável conclusão: a oposição, desprovida de credibilidade e coerência, não tem moral para acusar ninguém. É o sujo falando do mal lavado, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro.

PS – Se a presidente Dilma Rousseff, na condição de ex-presidente da República do Brasil, resolvesse escrever um livro sobre a banda podre do PT, o título seria “Nunca vi nada igual”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.