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Davidson Magalhães artigoDavidson Magalhães | davimagalhaes@uol.com.br

Na Bahia, o Estatuto da Metrópole abrirá um importante debate sobre os rumos da Região Metropolitana de Salvador, a regulamentação da Região Metropolitana de Feira de Santana e a criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia.

As regiões metropolitanas (RMs) foram criadas no Brasil pela Lei Complementar nº 14/1973. Sob a direção da União, estes espaços receberam tratamento prioritário com canalização de recursos e incentivos. Com uma concepção autoritária e tecnicista de governança, centralização e controle do território, e objetivos limitados de ordenamento territorial estas experiências lograram uma frágil herança de gestão.

A Constituição Federal (CF) de 1988 (Art. 25 § 3º) conferiu aos Estados a atribuição de instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões. A União, mesmo perdendo a atribuição na criação das RMs, manteve um destacado protagonismo na gestão metropolitana devido às políticas setoriais e seus critérios de elegibilidade e o poder na transferência de recursos para os municípios metropolitanos.

De nove Regiões Metropolitanas constituídas pela União em 1973, hoje contamos com 55, estabelecidas pelos Estados a partir de critérios diversos. São muitas as razões para a proliferação de RMs: redução das tarifas telefônicas locais para ligações entre municípios inseridos na mesma RMs, a possibilidade de compartilhamento da gestão de algumas funções públicas, e principalmente, a busca dos estados e municípios de se qualificarem para receber recursos federais, estimulados por meio de algumas das políticas da União de investimentos em infraestrutura social e urbana.

A ineficiência das gestões das RMS foi potencializada pelo vazio jurídico deixado pela Constituição de 1988. Os Estados assumiram a gestão em um novo contexto onde os municípios fortaleceram o seu protagonismo na gestão dos seus territórios (Estatuto da Cidade) e a União continuou sendo a grande provedora de recursos e políticas de desenvolvimento urbano. A ausência de uma regulamentação para as RMs ampliou as dificuldades já existentes na relação entre atores e agentes dos processos de decisão, tornando a gestão pouco eficiente, e em algumas experiências meras formalizações institucionais.

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ed ferreiraEd Ferreira | Photossintese

Os herdeiros do cacau, que mal conhece seus marcos divisórios, sempre afetaram a Mata Atlântica com derrubadas para formar pastagens, cacau, quando não com práticas maléficas

Nos próximos dias, a equipe da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) estará avançando no trecho 01 de Ilhéus, mais precisamente nas zonas  que  envolvem as Fazendas São Domingos, Theodolinda, Corumbá e São Pedro, na Rodovia Ilhéus -Uruçuca.

Enquanto meia dúzia de empresários do cacau, pseudos ambientalistas e parte da imprensa vendida alardeiam que o projeto Fiol é inviável, a obra ignora todas as armadilhas e continua a todo vapor.

Os herdeiros do cacau, que mal conhece seus marcos divisórios, sempre afetaram a Mata Atlântica com derrubadas para formar pastagens, cacau, quando não com práticas maléficas, a exemplo do uso indiscriminado do antigo BHC, o qual dizimou centenas de espécies de animais e deixou muitos trabalhadores com vestígios de câncer.

“Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos” é ditado popular que se encaixa perfeitamente nos reclames de alguns empresários que alegam os estragos que a Fiol faz ao construir o leito da ferrovia. Nada que não possa ser reparado pela própria natureza.

Há ainda uma linha de equivocados que afirmam que a Fiol  e o Porto Sul são inviáveis! Esses com certeza não vivem na região ou não conhecem nada da realidade econômica do país.

Setores e pessoas que fazem uma oposição cega a um projeto tão interessante como este, certamente não pensam grande ou na melhoria regional. Olham apenas para seus umbigos. A grande maioria nem aqui vive, apenas recebeu de herança uma propriedade que produz cacau e se autodenomina fazendeiros quando, na verdade, não passam de empresários do cacau.

Outra mentira que alardeiam é que a ferrovia seria desviada para o Porto de Aratu. O tal porto está em seu limite e não há uma logística operacional que venha oferecer tranquilidade para o escoamento da produção do centro Oeste do Brasil.

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FOTO ARTIGOS JULIO GOMESJulio Cezar Gomes | juliogomesartigos@gmail.com>

Para constatarmos esta avalanche de violência sexual contra crianças e adolescentes, não precisamos recorrer às estatísticas oficiais. Basta ligarmos o rádio, a TV ou acessarmos à internet, e todos os dias nos depararemos com casos similares.

Causa-me forte impressão o descuido de muitas mães de hoje em dia com a conduta de suas filhas ainda crianças, tanto nas classes mais populares como, até mesmo, nas mais abastadas e bem escolarizadas.

Na época em que era criança – nasci em 1965 – cresci ouvindo as mães advertindo suas filhas para que tivessem “modos” e “cuidado”. Uma das expressões mais ouvidas, quando as meninas se sentavam displicentemente, com as pernas abertas, mostrando em público a calcinha ou parte dela, era o famoso: “fecha as pernas, menina, e senta direito.”

Isso valia para ricos e pobres. Para negros e brancos. Para filhas de doutor ou de trabalhador rural. A preocupação das mães com o pudor e com não expor suas filhas permeava toda a sociedade.

Hoje, no Brasil, temos índices vergonhosos de violência sexual praticada contra crianças. Incorporou-se plenamente ao vocabulário cotidiano uma palavra antes quase desconhecida, que designa este tipo de crime: pedofilia.

Os números são alarmantes. Segundo o Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes no Brasil, publicado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos, com base em registros do SINAN, foram atendidos, em 2011, um total de 10.425 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A grande maioria do sexo feminino: 83,2%, sendo que a maior incidência de atendimentos registra-se na faixa de 10 a 14 anos.

Estes números não traduzem senão muito palidamente a realidade, que é muitíssimo pior, pois a criança ou adolescente simplesmente não dispõe, na imensa maioria das vezes, de meios para denunciar seu agressor, que quase sempre é um familiar com forte ascendência sobre ela, passando a sofrer a violência calada, por anos a fio.

Acrescente-se que, em muitos casos, após cometer o abuso ou a violência sexual, o criminoso, buscando não ser identificado, mata barbaramente a criança indefesa, trazendo-nos outra palavra bem pouco pronunciada em anos passados: infanticídio.

Para constatarmos esta avalanche de violência sexual contra crianças e adolescentes, não precisamos recorrer às estatísticas oficiais. Basta ligarmos o rádio, a TV ou acessarmos à internet, e todos os dias nos depararemos com casos similares.

No Brasil em que as leis são normalmente ineficazes para conter a prática de crimes, resta às famílias – sobretudo às mães – dar as orientações cabíveis quanto à conduta e manter a vigilância necessária em favor de suas filhas e filhos. E denunciar imediatamente qualquer fato suspeito.

Aqui, mais do que nunca, mais vale prevenir do que remediar.

Julio Cezar Gomes é professor, formado em História e Direito pela Uesc.

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erick maiaÉrick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

Falar em Parceria Público-Privada (PPP) para o saneamento em Itabuna é realmente preocupante, por uma razão muito simples: é entregar o patrimônio público sem riscos de investimento à iniciativa privada e com altas margens de lucratividade.

Sem nenhuma dúvida, essas são as condições para implantação de uma PPP, que nada mais é que uma privatização disfarçada, onde a água é similar a uma mercadoria, invertendo-se assim, a lógica da água como um direito humano fundamental.

Segundo o teólogo Leonardo Boff, “quem domina a água tem poder sobre a vida, e quem tem poder sobre a vida tem poder total”. Nesse sentido, a defesa do saneamento público passa a ser uma questão estratégica de interesse social, o que não é compatível com o ambiente de negócios privados.

Vários são os exemplos do fracasso da privatização da água ao redor do mundo. Na América Latina, chama atenção a “guerra da água” na Bolívia e o processo de reestadualização na Argentina. Mas o caso mais emblemático é, com certeza, o da remunicipalização dos serviços de águas em Paris em 2010, que, após 25 anos nas mãos das maiores empresas privadas do setor, voltou ao controle público, trazendo benefícios tangíveis em relação a qualidade e ao preço dos serviços de saneamento.

Além disso, dos casos de privatização dos serviços de abastecimento de água pelo mundo, o que se sabe é que poucos benefícios trouxeram às populações, principalmente as de regiões periféricas e com baixo poder aquisitivo. A gravidade desta situação levou as Nações Unidas a estabelecer o objetivo de reduzir para metade, até 2015, a percentagem da população mundial que não tem acesso à água potável de forma satisfatória. Estima-se que mais de 1 bilhão e quatrocentos mil pessoas não têm acesso à água potável no mundo e mais de 30.000 morrem todos os dias por problemas de saúde que têm a ver com o acesso à água.

Em relação a Itabuna, a EMASA (Empresa Municipal de Águas e Saneamento) é, certamente, a maior empresa municipal de saneamento da Bahia, cujo potencial econômico e social é reconhecido em todo o estado, apesar de enfrentar uma situação delicada por falta de investimentos em esgotamento sanitário e em controle de perdas de água, que afetam, significativamente, a regularidade do abastecimento e o faturamento da empresa.

Assim, as discussões sobre os serviços públicos de saneamento no município, que durante todo o ano de 2014 foram intensificadas pelos governos estadual e municipal, mas sem a participação da sociedade, volte em 2015 incluindo os principais interessados nesse processo: a população grapiúna e os trabalhadores da EMASA.

Érick Maia é diretor da base do Sindae e coordenador do Grito da Água de Itabuna.

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marco wense1Marco Wense

O objetivo do novo agrupamento político, com o vereador Ruy Machado, o radialista Roberto de Souza, o médico Edson Dantas e a professora Acácia Pinho, é indicar o vice de Geraldo Simões na sucessão de 2016.

O óbvio ululante é que todos eles, respectivamente do PTB, PR, PSB e PDT, são pré-candidatos para compor a chapa majoritária encabeçada pelo petista.

A posição do ex-prefeito de Itabuna nas pesquisas de intenção de votos, ocupando a dianteira, em empate técnico com o também ex-alcaide Fernando Gomes, oxigena a “nova” frente.

Machado, Souza, Dantas e Acácia vão disputar o cargo de vice-prefeito. O problema é que o candidatíssimo Geraldo Simões não quer nenhum deles como companheiro de chapa.

É evidente que Simões vai alimentar, até o limite do possível, que pode escolher no quarteto o seu vice. A “nova” frente já é chamada de “Frente dos Vices de Geraldo Simões”, abreviadamente FVGS.

Quando questionado sobre quem será o candidato a prefeito de Itabuna, o doutor Edson Dantas, que já foi edil, diz que “ainda não há esse tipo de discussão”.

Ora, ora, esse “tipo de discussão” nunca vai existir. O candidato é Geraldo Simões e ponto final. A possibilidade de o próprio Edson sair candidato é nula.

Edson Dantas, Acácia Pinho, Roberto de Souza e Ruy Machado sequer serão prefeituráveis, contrariando a máxima de que na política tudo é possível.

Vale lembrar que a atual comissão provisória do PDT, hoje sob o comando de Acácia Pinho, pode ser destituída a qualquer momento. O PDT vai ter candidatura própria.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Jackson LessaJackson Lessa | jacksonslessa@hotmail.com

A Europa está “grávida de acontecimentos”. Poderemos ter novos tiroteios, novas explosões, perseguições aos muçulmanos, intensificação da Islamofobia. Não será esse o desejo dos radicais? Provocar uma verdadeira guerra de civilizações?

O recente ataque à sede de uma revista francesa será mais um sintoma do chamado choque de Civilizações? Não podemos nos dar ao luxo de restringir a discussão em torno apenas da liberdade de expressão. Os meios de comunicação parecem se incomodar mais com o fato de ter sido um veículo de imprensa do que o fato de terem sido vidas humanas.

Na verdade, torna-se necessário compreender as possíveis causas desse ataque. Apesar de injustificável, ele é resultado de uma política de intolerância, que não se limita ao estilo jornalístico da revista e, sim, ao comportamento de grande parte da sociedade europeia, e até mesmo ocidental, em relação aos muçulmanos.

Vale lembrar que alguns fundamentalistas não representam a totalidade dos seguidores da religião. Esse evento francês envolve várias esferas, diferindo-se do 11 de setembro, nos EUA, principalmente por ter ocorrido na Europa, e em um momento em que o continente está em convulsão política e econômica.

Historicamente, a Europa ocidental sempre encarou outros continentes e outras religiões com preconceito. Em inúmeras ocasiões, os europeus olharam o diferente como divergente, e acharam essa diferença ameaçadora, quase uma maldição.

Após os ataques à Revista Charlie Hebdo a palavra mais utilizada foi DEMOCRACIA. Mas podemos falar realmente em democracia quando imigrantes são considerados invasores, além de difundir-se uma espécie de islamofobia?

Dois dias antes do referido crime, na Alemanha, várias pessoas foram às ruas protestar contra o que eles chamavam de islamização do país, dando sinais claros de preconceito religioso e xenofobia, fazendo com que a chanceler, Ângela Merkel, tivesse que se pronunciar oficialmente contra esse movimento.

Pesquisas apontam que 57% dos alemães consideram o islamismo uma ameaça, e 60% acham que a religião é incompatível com o Ocidente. A palavra-chave para esse lamentável acontecimento é TOLERÂNCIA. Entretanto, para quem faltou tolerância? Os fundamentalistas que não aceitaram críticas satirizadas ou os jornalistas que atingiram a imagem do islamismo?

A situação é complexa. Autoridades do mundo inteiro, entre eles Obama e Dilma, falaram que é inadmissível atingir valores democráticos como uma instituição da imprensa. Verdade, a imprensa deve ser a porta-voz da sociedade e por isso podemos, sim, considerar que a sociedade democrática foi atingida, de forma covarde, e isso precisa de punição. Porém, é admissível atingir valores sagrados da religião alheia?

Uma das grandes características da modernidade é a multiplicidade religiosa, o que exige de todos, independente do credo, a prática da tolerância, que seria a capacidade de aceitar o diferente, “o que não é espelho”. Relembrando Frei Betto: “das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu, incentiva disputas e guerras, dissemina ódio em vez de amor”.

Não podemos ver apenas a árvore, precisamos perceber a floresta. Os próximos dias e meses poderão ser muito complicados. A Europa está “grávida de acontecimentos”. Poderemos ter novos tiroteios, novas explosões, perseguições aos muçulmanos, intensificação da Islamofobia. Não será esse o desejo dos radicais? Provocar uma verdadeira guerra de civilizações? E agora? Será que veremos liberdade e tolerância?

Jackson Lessa é professor de Geografia e Atualidades em escolas e cursos pré-vestibulares de Itabuna e região.

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allah3Allah Góes | allah.goes@hotmail.com

Aquilo era apenas a antecipação do que viria a sentir dali a alguns instantes, pois quando chegou a minha vez de ser informado, chorei mais que da vez em que nasceu meu primeiro filho

Quem disse que a vinda de um segundo filho é tranquila e sem emoções, pois nada mais é novidade, tudo se repete, diz isto por nunca ter sido pai por uma segunda vez? Na segunda vez, a emoção do primeiro nascimento se intensifica, e aquilo que entendíamos como “experiência, repetição”, se esvai e a “tremedeira” vem a partir do momento em que a nossa esposa diz: “Chegou a hora!”.

De fato, o nascimento de Gabriel Jorge, nosso segundo filho, foi melhor planejado que o nascimento do primeiro filho, João Alberto, pois enquanto no primeiro nascimento eu me encontrava distante, lutando para chegar a Itabuna, com Gabo (como nós da família o chamamos), os cálculos feitos por Dr. Eduardo Leach, bateram certinho. Melhor, pudemos até antecipar, pois poderíamos esperar até o dia 29 de dezembro.

E assim, até mesmo para que não tivéssemos que passar o réveillon na Maternidade, ou que por conta das eleições de Mesas de Câmaras, estivesse eu fora da cidade, optamos por trazer “Gabo” ao mundo no dia 26 de dezembro, um dia após o Natal, um dia após o que seria o aniversário de 43 anos de casados de meus pais.

nascimentoEsta data também ficou interessante pois, como comentou meu amigo e colega de segundo filho em 2014, o qual também se chamou Gabriel, Gustavo Melo: “dia 25, nasceu o filho de Deus, e dia 26 nasceu o filho de Allah”. Brincadeiras à parte, até para não ser taxado de ser pouco cristão e estar fazendo graça com coisa séria, acredito que o destino escolheu o melhor dia possível para a vinda de “meu anjo”, e isto até por conta de gostar do simbolismo por trás dos números: 26, 12 e 14.

Desta forma, às 8 horas do dia 26 de dezembro, nos dirigimos à Maternidade Manoel Novaes, onde tão logo chegamos fomos encaminhados ao quarto, iniciando-se a “espera do grande momento”. E isto até próximo do meio-dia, pois parece que todo mundo resolveu “dar a luz” naquele dia (foram 7 partos antes do nosso), o que impossibilitou que pudesse acompanhar “ao vivo” o parto de meu segundo e último filho, pois não havia mais roupa apropriada para que eu pudesse entrar no centro cirúrgico.

Mas quem disse que a emoção foi menor por conta de não estar com a minha esposa, Alana, na “Sala do Parto”? Acredito até que foi maior a agonia de ficar na “Sala de Espera”, pois ali estavam outros pais que, como eu, ficavam aflitos a cada barulho de choro que transpassava a porta da “Sala de Parto,” imaginando, assim como eu: “Será que é o choro de meu filho?”.

Para você ter uma ideia da carga de emoção daquela antessala, quando a enfermeira veio informar que o “choro de neném” não era de meu filho, mas do filho de um outro angustiado pai, e que dali a alguns momentos traria aquele pequeno ser para que todos o vissem. Me uni ao choro de felicidade de seu pai, parecendo não alguém que acabava de conhecer, mas que era um amigo de longa data.

Mas aquilo era apenas a antecipação do que viria a sentir dali a alguns instantes, pois quando chegou a minha vez de ser informado, chorei mais que da vez em que nasceu meu primeiro filho e, agarrado à minha mãe, fiz uma oração à Deus, pedindo tudo de bom para meu “Gabo”.

Obrigado meu Deus por ter me dado a oportunidade de ter dois lindos e saudáveis filhos. Seja bem-vindo à nossa família, Gabriel Jorge, meu filhote.

Allah Góes é advogado e pai-coruja de Gabriel Jorge

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marco wense1Marco Wense

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Discordo do falatório de que o petista Geraldo Simões esteja perto do seu fim político, como apregoa o antigeraldismo, hoje protagonizado por Davidson Magalhães, figura-mor do PCdoB.

Que Geraldo Simões vive o seu pior momento político é inconteste e inegável. Sua derrota para o Parlamento federal, impedindo o terceiro mandato consecutivo, é fato complicador.

A imprudente, descabida e atabalhoada candidatura do filho Tiago Feitosa a deputado estadual fica como a causa principal da não recondução de Geraldo Simões ao Legislativo.

Geraldistas mais lúcidos tentaram dissuadir Tiago Feitosa da ideia de se lançar candidato. Mas logo desistiram: o filho era mais renitente do que o pai.

O inferno astral de GS não se resume só a seu fracasso eleitoral na eleição de 2014. O enfraquecimento político decorre de um somatório de acontecimentos.

O início de tudo, do desmoronamento político, foi o lançamento da candidatura de Juçara Feitosa na segunda tentativa de torná-la prefeita de Itabuna, contrariando o então governador Jaques Wagner.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina temia, com toda razão, em decorrência da cisão oposicionista, uma vitória do candidato do DEM, Capitão Azevedo (reeleição).

A sorte de GS é que Vane do Renascer, hoje Claudevane Leite, saiu vitorioso. Se o democrata ganha, seria um Deus nos acuda para o teimoso ex-alcaide de Itabuna, cujo sonho era ser o primeiro-damo.

Geraldo continua respirando, avalia Wense.
Geraldo continua respirando, avalia Wense.

Sem seguir uma ordem cronológica, de memória e sem consultas, alguns posicionamentos de GS: 1) Defendeu a candidatura de Waldir Pires ao Senado. Deu no que deu: Otto Alencar eleito senador. 2) Não queria Everaldo Anunciação no comando do PT. Deu no que deu: Anunciação é o presidente estadual da legenda. 3) Torceu intensamente pela derrota de Josias Gomes. Deu no que deu: Josias, além de se reeleger, é o secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa. 4) Trabalhou contra Aldenes Meira. Deu no que deu: o comunista é reconduzido à presidência da Câmara de Vereadores. 5) Queria Wáater Pinheiro como candidato do PT a governador. Deu no que deu: Rui Costa eleito no primeiro turno. 6) Ainda tem Davidson Magalhães assumindo o mandato de deputado federal.

A tábua de salvação de Geraldo Simões são as pesquisas de intenção de votos para a sucessão municipal de 2016. Em todas elas, GS aparece na frente, empatado tecnicamente com Fernando Gomes.

Essa viabilidade eleitoral deixa Geraldo Simões vivo. Esse momentâneo favoritismo é seu balão de oxigênio. A sabedoria popular diria que GS não é nenhum “cachorro morto”.

Geraldo Simões continua respirando, mesmo com dificuldades.

Marco Wense é articulista político do Diário Bahia.

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wenceslau júnior olho entrevista pimenta2 05.06.12Wenceslau Júnior
 

Para os pessimistas e a turma do atraso, que apostam no quanto pior melhor, ponham as barbas de molho. 2015 será o melhor ano para Itabuna em comparação aos últimos 30 anos.

 
Embora as dificuldades enfrentadas em 2014, o governo Vane obteve vitórias significativas no ano que finda.
O retorno da Gestão Plena da Saúde, mesmo com a defasagem financeira, recoloca o município como ente capaz de assumir a gestão do complexo sistema de saúde publica.
Mesmo na área da saúde, obtivemos vitórias importantes. Às vezes pouco propagadas, mas de grande alcance. Fechamos o ano com o número de leitos de UTI triplicados no Hospital de Base (de três para nove), emergência completamente reformada e equipada e uma equipe que foi capaz de atender sem sobressaltos as vítimas da rebelião que ocorreu no presídio.
A sede do SAMU foi completamente reformada e novas ambulâncias foram adquiridas. As unidades de Saúde dos Bairros Santa Inês, Maria Pinheiro, Manoel Leão, São Roque e a sede do Pros-Hiperdia foram devolvidas à população completamente reformadas. Estão sendo concluídas ampliações e reformas nas unidades da Urbis IV, Ferradas, São Lourenço, São Pedro, Pedro Jerônimo, Santo Antônio, Lomanto, Sesp e Canecos, Rua de Palha e Itamaracá, entre outras. Iniciamos a construção de duas UPA´S (Unidades de Pronto Atendimento), uma no Monte Cristo e outra no Fonseca.
Finalmente, iremos contratar mais agentes de endemias para reduzir ainda mais o índice de infestação predial do mosquito da dengue (já reduzimos mais de 50%).
Nossas campanhas de vacinação têm superado as metas e o trabalho da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica tem tido êxito extraordinário. Estamos no Mais Médicos e ampliamos o número de médicos e de especialidades na Policlínica.
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Gabriel Nascimento UnBGabriel Nascimento

só teremos que engolir uma Kátia Abreu no Ministério da Agricultura e uma equipe econômica conservadora (inclusive anunciando abertura de capital da Caixa Econômica Federal), porque a bancada de esquerda dentro da bancada do governo diminuiu.

Está claro para os mais de 54 milhões de eleitores de Dilma na última eleição que ela ganhou por causa do voto popular, alinhado sempre ao clamor da militância. O PSDB causa tanto medo quanto desconforto que, uma possível eleição de Aécio foi enxergada muitas vezes como a ruína das conquistas dos últimos dez anos de governos trabalhistas.
Porém, ao que parece, Dilma iniciou seus ajustes de mudança ministerial com mãos de ferro. Na equipe econômica, acariciou o mercado. Na agricultura, alisou o agronegócio. Acaba de destacar os nomes de importantes ministérios, como é o caso da Educação para Cid Gomes e a pasta dos Esportes para George Hilton.
Essas indicações causaram muito desconforto aos eleitores que nunca foram indecisos sobre voto na presidenta. Em parte porque o eleitor não elege um presidente, mas consigo uma pauta que o eleitor deseja ver cumprida. Na contrapartida, as escolhas da presidenta são altamente políticas.
O desejo contingente da presidenta se estabelece entre a tentativa de acalmar o coro fisiologista na bancada governista no congresso. Liderado pelo PMDB, esse coro agora será comprado por 5 ministérios. O mesmo se deu com a variedade de partidos atendidos com ministérios. Essa é uma prova de que as escolhas quiseram cobrir qualquer tentativa do congresso em desestabilizar o segundo mandato da presidenta.
Uma coisa é certa: só teremos que engolir uma Kátia Abreu no Ministério da Agricultura e uma equipe econômica conservadora (inclusive anunciando abertura de capital da Caixa Econômica Federal), porque a bancada de esquerda dentro da bancada do governo diminuiu.
A Dilma do segundo mandato é aquela que pisa em ovos, que ganhou por causa da militância tradicional, mas a que vai governar se o congresso permitir. É uma encruzilhada necessária numa democracia em que as alianças colocadas são para garantir governabilidade e não recondução. Um governo de coalizão é resultado da disputa na correlação de forças, em que a bancada do governo no congresso segue dirigida pelo PMDB.
Gabriel Nascimento é professor, mestrando em Linguística Aplicada pela UnB, presidente da APG Ieda Delgado-UnB e vice-presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos.

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marco wense1Marco Wense
Nem chegou 2015 e lá vem Marco Wense com 2016, é o que vou escutar durante toda semana no Café Pomar, tradicional ponto de encontro para o bate-papo político e o famoso cafezinho.
Se for um médico pediatra, que gosta de usar o palavreado da profissão no dia a dia, vai questionar a prematuridade da análise, que ela nasceu antes do tempo.
Alguns leitores vão buscar o ditado popular de que não se deve colocar a carroça na frente dos bois, que o artigo é intempestivo, consequência dos devaneios políticos do modesto colunista.
A discussão sobre a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB) já é assunto obrigatório. E a maior dúvida é se o chefe do Executivo vai disputar o segundo mandato (reeleição).
Ora, ora, se está na boca do povo e a voz do povo é a voz de Deus – Vox Populi, Vox Dei –, então nada de precipitado e extemporâneo: o processo sucessório já começou.
A primeira legenda a colocar lenha na fogueira da sucessão é o PSDB do prefeiturável Augusto Castro. Pessoas bem próximas do tucano espalham que Vane não será candidato porque tem um acordo com o PCdoB.
São favas contadas a candidatura de Geraldo Simões pelo Partido dos Trabalhadores. O único petista com condições eleitorais para disputar o Centro Administrativo Firmino Alves.
O DEM de Maria Alice, ex-dama de ferro do ainda vivo fernandismo, tem a opção do médico Antonio Vieira, que não esconde a vontade, o esforço e a determinação de ser o candidato da legenda.

Bandeira é citado como nome do PDT.
Bandeira é provável como nome do PDT.

O presidente estadual do PDT, deputado Félix Júnior, não abre mão de candidatura própria. Dois nomes são citados nos bastidores da legenda brizolista: o do médico Antonio Mangabeira e do juiz Marcos Bandeira.
Tem Leninha Alcântara, a Leninha da Autoescola Regional. O problema é que a simpática postulante não sabe o que quer. É sempre hesitante, sem lado, politicamente sem rumo. É a Leninha versus Leninha.
O PMDB de Renato Costa, o PPS de Mariana Alcântara, o PTB do vereador Ruy Miscócio Machado e o PV do também edil Glebão não terão sequer pré-candidatos. São coadjuvantes.
O grande mistério é se Claudevane Leite vai disputar o segundo mandato. A decepção do alcaide com os políticos e a desilusão com a política são cada vez mais perceptíveis. Saltam aos olhos.
O chamado “núcleo duro” do vanismo, representado por Oton Matos, Marcos Cerqueira e Silas Alves, respectivamente controlador-geral, secretário de Finanças e chefe de gabinete, vem fracassando nas diversas tentativas de diminuir o PCdoB.
Geraldo Simões e Augusto Castro torcem para que o pega-pega entre comunistas e anticomunistas fique mais acirrado. Petistas e tucanos falam até em conflito com viés religioso.
Adianto aos assíduos clientes do Café Pomar, sempre ávidos e ansiosos por informações, que nem o próprio Vane sabe se será ou não candidato à reeleição. Pelo andar da carruagem, não.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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erick maiaErick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

De acordo com estudos do próprio município, a média de perdas de faturamento está em torno de 56% e ainda existem regiões da cidade que ultrapassam estratosféricos 70%, bem acima da média baiana de 30,27% e da nacional, 38,8%.

Garantir água com qualidade, quantidade e regularidade, conforme preconiza a Lei Nacional de Saneamento, tornou-se um grande desafio, principalmente para as médias e grandes aglomerações populacionais. Um exemplo emblemático é a crise da água em São Paulo, por se tratar da maior e mais rica cidade brasileira. Em Itabuna, em um passado não tão recente, porém não tão longe, tivemos que conviver com crises gravíssimas de abastecimento d’água. Aqui, além das estiagens prolongadas, pesou a falta de reservação, que afetou, à época e ainda hoje, a qualidade de vida da população e o crescimento da economia local.
Recentemente, conseguiu-se a primazia de ter em solo grapiúna um importante indutor de desenvolvimento econômico que é o gás natural. Raríssimos municípios do estado da Bahia foram beneficiados com essa matriz energética de baixo custo e menos poluente. Contudo, nada disso é relevante sem um componente elementar, a água.
Nesse sentido, a construção de uma barragem que atenda as demandas socioeconômicas de Itabuna, há décadas, vem sendo discutida pelas lideranças políticas locais e pela própria sociedade. Várias alternativas foram analisadas, desde a captação no rio das Contas, passando pelo rio do Braço e Almada, até que, definitivamente, concluiu-se, através de estudos de viabilidade ambiental, técnica e econômica, que a melhor solução para o momento seria no rio Colônia.
Hoje temos uma indicação concreta do Governo do Estado, apesar dos percalços envolvendo licitações, de que a tão esperada barragem será construída no município de Itapé. Contudo, cabe um questionamento importante a ser feito. Será que a barragem do rio Colônia resolverá, realmente, a demanda por água em Itabuna?
Um estudo de impacto ambiental realizado pela CERB (Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia) revelou que a construção da Barragem no Rio Colônia atenderia a duas finalidades principais. A primeira referia-se ao abastecimento de água, já a segunda, ao controle de enchentes no Rio Cachoeira, que, periodicamente, afetam as comunidades ribeirinhas.
Outro aspecto citado foi a garantia de uma vazão mínima, ecológica, que contribuísse em épocas de estiagem para diluição dos esgotos lançados no Cachoeira e, por consequência, inibisse o mau odor exalado pelo rio, além da proliferação das chamadas “baronesas”. Assim sendo, fica entendida a relação de ganhos ambientais, e até certo ponto sociais, da construção da barragem do rio Colônia.
Porém, ainda não está claro, se, finalizando-se a obra, o abastecimento de água à população e as indústrias de Itabuna estará garantido. Um indício é que a construção da barragem não contempla a adutora que, teoricamente, traria a água do município de Itapé até Itabuna. Se nada for feito, a alternativa será continuar captando água no rio Cachoeira, nas intermediações do bairro Nova Ferradas, cuja qualidade da água é inferior a do rio Colônia e seu tratamento muito mais caro e complexo.
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marco wense1Marco Wense
Quem diria, hein! João Luiz Woerdenbag Filho, conhecido como Lobão, é o mais novo guru da direita brasileira. Uma espécie de guia espiritual.
A última manifestação pró-impeachment, na Avenida Paulista, em São Paulo, deixou o músico irritado, se achando um bobo da corte: “Cadê os parlamentares? Cadê o Aécio, o Caiado? Estou pagando de otário”.
Lobão passou a tarde toda procurando pelo ainda candidato Aécio Neves, que, num vídeo postado, convocava as pessoas a ir para a rua, dando a entender que ele seria o primeiro a chegar no “Fora Dilma”.
O jornalista Paulo Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo, definiu bem a ausência do tucano-mor: “Se Lobão imaginou que Aécio gastaria uma tarde ensolarada de sábado para ir a um protesto, é mesmo um otário”.
O vocalista Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, aconselhou Lobão a cair fora do golpismo: “Se liga… Estão te deixando sozinho nessa. Já tem um monte de maluco pedindo intervenção militar e o negócio tá ficando estranho”.
Santa Cruz insinua que Lobão vai continuar como “otário” se teimar em ser o porta-voz do “Fora Dilma”: “Esses caras são bons de falar na internet, na hora de ir para as ruas ninguém aparece”.
Como não bastasse ser uma figura engraçada, até mesmo folclórica, Lobão, que já representa os engravatados da Avenida Paulista, corre o risco de ser o “Mané do impeachment”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense
Se não for para fazer um discurso diferente, até mesmo rebelde, dando um chega pra lá nas velhas e ultrapassadas lideranças, é melhor o reeleito deputado Augusto Castro (PSDB) ficar no Parlamento, onde faz um bom trabalho.
O indispensável conselho é que mantenha distância dos ex-prefeitos de Itabuna, sob pena de sua pré-candidatura não empolgar o eleitorado ávido por mudanças.
Se ficar de tititi com Fernando Gomes, com convescote de bastidores, vai terminar na vala comum da mesmice, farinha do mesmo saco, como diz a sabedoria popular.
PREVISÃO FUTURISTA
Que coisa, hein! Como se não bastassem os denunciados de hoje, tem também os do futuro. Parece brincadeira. Mas é a pura verdade.
Deu na coluna Painel da Folha: “O Palácio dos Bandeirantes estuda criar uma espécie de seguro para que os técnicos do governo que sejam citados em casos de suspeita de corrupção possam custear advogados”.
OPOSIÇÃO RAIVOSA

Os 53 milhões de eleitores que votaram em Dilma Rousseff são cúmplices da corrupção na Petrobras.
Do jornalista global Alexandre Garcia.

CLÁUDIO HUMBERTO
A prova inconteste de que o quesito imparcialidade não é fundamental no jornalismo político é o prêmio Engenho de Comunicação recebido por Cláudio Humberto.
Humberto é antipetista radical, assim como Paulo Henrique Amorim é antitucano ferrenho. É melhor ser parcial convicto do que imparcial camuflado.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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josias gomesJosias Gomes

Quero dar o testemunho de quem conviveu com a atual senadora Kátia Abreu, ao tempo em que ela exercia a função de deputada federal, e, juntos, participávamos da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Tem muito de rebate exagerado no que a mídia divulga sobre as reações de petistas à indicação da senadora Kátia Abreu para futura ministra da Agricultura do segundo governo da presidenta Dilma Rousseff.
Apesar do exagero, é conveniente reconhecer a existência, sim, de divergências decorrentes de posições firmes, de um lado e do outro, na defesa de pontos de vista econômicos, e, até, políticos, durante a história mais recente da política nacional.
Nada, porém, que a própria história, ora em diante, não consiga fazer superar a partir de uma visão de complementaridade entre a agricultura que se pratica em larga escala e a agricultura familiar. Ambas, da maior importância para a agricultura brasileira.
Fundamental que se reconheça o papel desempenhado pelos governos Lula e Dilma no fortalecimento da agricultura brasileira como um todo. Uma agricultura que se impõe de forma irresistível no cenário econômico mundial.
Assim, considero absolutamente acertada a decisão da presidenta Dilma Rousseff em convocar a senadora Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, decisão tomada pela presidente com os olhos voltados para um presente e um futuro de unidade total da agricultura brasileira.
Em segundo lugar, porque a provável futura ministra da Agricultura é filiada a um partido da maior importância na aliança estabelecida pelo PT no governo, que é o PMDB. O mesmo PMDB do vice-presidente reeleito, Michel Temer.
Volto a destacar, pelo bem da verdade: nunca a agricultura brasileira como um todo foi tão beneficiada no Brasil quanto aconteceu desde 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu e nomeou para ministro da Agricultura o empresário Roberto Rodrigues.
Desde aquela data que o Ministério da Agricultura bem representa os negócios da agropecuária em escala de alta produção, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário passou a representar – bem, e sem contestação – a agricultura familiar.
Nessa medida, Kátia Abreu deve assumir a Agricultura para dar continuidade a uma política que elevou a agricultura nacional a padrões internacionais de produtividade, com o reconhecimento do mundo inteiro.
O PT está firme no propósito de ajudar a presidenta Dilma na continuidade do seu excelente governo, apesar de reconhecer a existência de questionamentos localizados, e legítimos, mas possíveis de serem superados.
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