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denise coutinho - ufsbDenise Coutinho | denisecoutinho1@gmail.com

para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo […] / E se encorpando em tela, entre todos, / se erguendo tenda, onde entrem todos, /se entretendendo para todos, no toldo / (a manhã) que plana livre de armação. / A manhã, toldo de um tecido tão aéreo / que, tecido, se eleva por si: luz balão (João Cabral de Melo Neto).

A Universidade Federal do Sul da Bahia já começa com histórias para contar. Uma das inovações pedagógicas que vem sendo experimentada desde o primeiro dia de aulas é o componente curricular (semelhante ao que antes se chamava disciplina ou matéria) denominado “Fórum Interdisciplinar: Experiências do Sensível”.
Não há, entre nós, registro de qualquer universidade brasileira que tenha  ousado tanto em termos de inclusão curricular. A proposta é compatível com os projetos mais arrojados de educação no mundo. Trata-se de incluir na pauta da formação universitária, de modo concreto e visível, elementos de sensibilidade, convivialidade e afetividade, tendo como foco a produção de subjetividade por parte do estudante e, inevitavelmente, também do professor.
Apreender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer e aprender a conviver são os quatro pilares da educação do futuro proferidos no documento “Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI”. Dentre as tensões a serem superadas no mundo da educação, o documento da UNESCO diagnostica a tensão entre o global e o local: “o esquecimento do caráter único de cada pessoa, de sua vocação para decidir seu destino e realizar todas as suas potencialidades, conservando a riqueza de suas tradições e de sua própria cultura, se não forem tomadas as devidas providências, corre o risco de desaparecer sob a influência das mudanças em curso” (UNESCO, 2010).
Conclui o documento:

Somos levados, portanto, a revalorizar as dimensões ética e cultural da educação e, nesse sentido, a fornecer os recursos para que cada um venha a compreender o outro em sua especificidade, além de compreender o mundo em sua busca caótica de certa unidade; mas, previamente, convém começar pela compreensão de si mesmo em uma espécie de viagem interior, permeada pela aquisição de conhecimentos, pela meditação e pelo exercício da autocrítica (UNESCO, 2010).

Os primeiros relatos dos docentes da UFSB são eloquentes no que diz respeito ao alcance da proposta  e demonstram que esta inovação pedagógica veio para ficar e, com o tempo, será certamente multiplicada no sistema universitário brasileiro.
Vejamos o que relatam as Professoras Lívia Santos Lima Lemos, Doutora em Genética e Biologia Molecular pela UESC e Márcia Nunes Bandeira Roner, Doutora em Ciência Animal, ambas docentes do Campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas: “Caros colegas, venho, em meu nome e de Márcia, expor o quanto foi prazeroso a primeira aula de ‘Cores da terra’ do CC: Fórum Interdisciplinar. Os textos produzidos pelos alunos foram emocionantes. Experiências de vida relatadas a partir daquela pequena amostra de terra, que nos deixaram muito entusiasmadas e satisfeitas.
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Geraldo Simões 3Geraldo Simões

O então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chegou a anunciar, num encontro de reitores, que a reitoria da UFSB seria em Porto Seguro. Fizemos gestões junto ao ex presidente Lula e à presidente Dilma, além do governador Jaques Wagner, para que Itabuna ficasse com a reitoria, o que de fato aconteceu.

O Sul da Bahia vive um dia histórico nesta segunda-feira, 8 de setembro, com duas importantes conquistas: o início das atividades da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no campus Jorge Amado, em Itabuna, que também é a sede da reitoria; e o anúncio, pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e pelo governador Jaques Wagner, da licitação para a realização das obras de duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna.
A Universidade Federal do Sul da Bahia começou a ganhar corpo em 2003, quando, como prefeito de Itabuna,  solicitamos a implantação de uma universidade federal em Itabuna ao então presidente Lula. Em 2004, chegou-se a ventilar a implantação de um campi da Universidade Federal da Bahia (Ufba), como foi eleito outro candidato, este não se interessou pela proposta.
Como deputado federal, iniciamos a mobilização junto à bancada baiana no Congresso Nacional para que a reitoria e o campus principal fossem em Itabuna, ação retomada assim que tomamos conhecimento de que a presidenta Dilma Rousseff pretendia implantar uma universidade federal no Sul da Bahia.
O então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chegou a anunciar, num encontro de reitores, que a reitoria da UFSB seria em Porto Seguro. Fizemos gestões junto ao ex presidente Lula e à presidente Dilma, além do governador Jaques Wagner, para que Itabuna ficasse com a reitoria, o que de fato aconteceu.
Participamos na Câmara dos Deputados e acompanhamos no Senado, todo o processo que culminou na sanção da presidente Dilma, criando a universidade que hoje dá seus primeiros passos. Certamente, se consolidará como umas das principais instituições de ensino superior do país, beneficiando milhares de jovens sul-baianos e criando em torno de si toda uma cadeia que impulsiona a economia nas cidades em que ela está inserida.
A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna é a consolidação de um sonho de várias décadas e terá impacto positivo nas duas maiores cidades do Sul da Bahia, que, longe de serem rivais, se completam em suas atividades socioeconômicas e em suas potencialidades
Desde nosso mandato como deputado estadual, na década de 90, como líder da bancada do PT, trabalhamos por essa obra. Mas, infelizmente, apesar de sucessivas promessas,  a proposta foi ignorada pelos sucessivos governos calistas, incapazes de compreender a importância da duplicação e de retribuir o muito que essa região contribuiu com o estado nos tempos em que o cacau era a base da economia baiana.
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Karoline VitalKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

Em época de campanha, os babões ostentam a praguinha do candidato no peito como uma medalha de honra. Saem colando adesivos nas janelas de casa, no carro, na moto, na agenda, naquela pasta cheia de papéis velhos que ninguém sabe a serventia.

Eu não me lembro de quando aprendi sobre relações ecológicas, na escola. Aquele lance dos modos de relacionamento entre seres vivos de diferentes espécies: comensalismo, mutualismo, inquilinismo, parasitismo, etc. Em que série foi eu não sei, mas tenho certeza absoluta de que faz muito tempo!
Há alguns dias, assistindo à série prematuramente cancelada The Crazy Ones (assim como a vida de seu protagonista, Robin Williams), fui lembrada do relacionamento entre as rêmoras e os tubarões, chamado comensalismo. Como os pequenos peixes se grudam com ventosas para se alimentar dos alimentos que caem da bocarra dos grandões e ainda viajam longas distâncias. Outras relações – que a Wikipedia me ajudou a recordar – são entre os seres humanos e os urubus, as hienas e os leões.
Em tempos de campanha eleitoral, podemos incluir a relação ecológica entre os políticos e os babões. Funciona bem parecido com o papel desempenhado pelas rêmoras, urubus e hienas. Arrumam um “poderoso” para colar e beliscar alguma coisinha que o grandão não faça muita questão. Como se trata de alguém insignificante para o provedor, não causa incômodo ou prejuízo.
puxa-sacoMuitos comensais políticos se orgulham de sua condição. Afinal, além de alimento, ainda ganham proteção e passeios gratuitos. Ser babão é seu meio de vida, pois não sabem fazer muita coisa útil. Pelo seu papel na relação, não abocanham nada grandioso. Se muito, uma boca-livre em um restaurante devidamente paga com dinheiro público, uma gasolina, um vale em um supermercado, ingressos para eventos, e até, quem sabe, algum cargo comissionado de pequeno porte, cuja função não seja muito específica e nem exija qualificação profissional.
Os babões não acrescentam em nada na vida do político provedor. Uns fazem questão de valorizar os seus feitos dispensáveis e as vantagens que conseguiu para si e os seus chegados, principalmente quando estão entre pessoas de fora do seu ambiente “profissional”. Porque entre os “peixes maiores”, se muito, são motivo de piada, do quanto mostram os fundilhos ao se abaixar catando os restos.
Cômicos de verdade são os babões que sofrem de mania de perseguição. Mas os motivos reais e concretos do desespero se perdem entre achismos e fofocas ilógicas. Apesar da aparente falta de noção, eles sabem que seu papel insignificante torna-os facilmente descartáveis. Por isso, sustentam o sentimento constante de uma conspiração que coloca suas migalhas em xeque.
Em época de campanha, os babões ostentam a praguinha do candidato no peito como uma medalha de honra. Saem colando adesivos nas janelas de casa, no carro, na moto, na agenda, naquela pasta cheia de papéis velhos que ninguém sabe a serventia. Ligam para os programas de rádio defendendo o seu candidato, postam ofensas em blogs ou perfis de adversários. Em caminhadas, conferências e qualquer tipo de reunião onde seu político esteja, urram o nome do seu provedor e batem palmas tão alto até esfolar as mãos, se assim for preciso. Afinal, não é o político que estão defendendo, e sim a própria sobrevivência.
Karoline Vital é jornalista.

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professor júlio c gomesJulio Cezar de Oliveira Gomes | advjuliogomes@ig.com.br

Pressionada, entre outros, pelo poderoso pastor Silas Malafaia, Marina recuou na proposta de reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, restringindo-se a apoiar o que, simplesmente, já existe: a legalidade da união civil homoafetiva com base em decisões do STF.

Definitivamente, a agenda e as propostas conservadoras tomaram conta das eleições de 2014, sobretudo no que toca à disputa pela Presidência da República.
Após a morte de Eduardo Campos e a ascensão de Marina Silva à cabeça da chapa de sua coligação e ao topo da disputa, o que se passou a ver, de forma cada vez mais explícita, foi a disputa pelo voto mais conservador, por meio das negociações com os líderes desses setores, traduzindo-se em compromissos políticos e programáticos cada vez mais próximos daquilo que desejam os chamados setores da direita.
Foi assim que, pressionada, entre outros, pelo poderoso pastor Silas Malafaia, Marina recuou na proposta de reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, restringindo-se a apoiar o que, simplesmente, já existe: a legalidade da união civil homoafetiva com base em decisões do STF.
Estes mesmos setores exigem de Marina uma posição formal quanto à não legalização do aborto e das drogas, solidamente calcados nos milhões de votos que possuem.
Para não ficar para trás, e tentando recolocar-se no centro da disputa presidencial Aécio Neves incluiu formalmente em suas propostas a revisão da legislação que trata de pessoas com 16 e 17 anos que cometem crimes graves, tais como homicídio.
Esta corrida ao conservadorismo deixa a presidente e candidata Dilma em uma situação muito difícil. Ceder a este tipo de programa político seria, em princípio, romper com as expectativas daqueles que historicamente votam nela; e não fazê-lo significa deixar a bola da vez e as demandas sociais nas mãos de seus adversários, sobretudo de Marina Silva, que muda suas propostas de governo com rapidez e facilidade de causar inveja até às mais velhas e ferinas raposas da política brasileira.
Em parte, é preciso dizer, os brasileiros se sentem contemplados por esta agenda conservadora, sobretudo no que toca à segurança pública. Não podemos mais dar tanta atenção aos direitos das chamadas minorias sociais em um país onde ocorreram, em 2012, 56 mil homicídios, segundo números do próprio Governo Federal; onde não se tem mais tranquilidade para trabalhar ou sair às ruas, e onde o Estado parece curvar-se cada vez mais diante do crime.
Quanto à sexualidade, me coloco entre aqueles que entendem que a vida privada e afetiva é problema de cada um, desde que guardem o devido respeito às demais pessoas. Mas não sei se a maior parte da população brasileira pensa deste mesmo jeito, ou se só diz isto para parecer “moderninho”, uma atitude muito ao gosto do brasileiro.
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Do Blog do Juca Kfouri
Parece mentira, mas no país que recebeu a Copa do Mundo de futebol neste ano e que receberá a Olimpíada em 2016, é como se o esporte não existisse para os candidatos à presidência da República.
Ontem houve o segundo debate e mais uma vez não se ouviu nenhuma palavra sobre esportes, nem como fator de prevenção para saúde pública, num país em que o ministério da Saúde deveria ser chamado de ministério da Doença.
Dados da Organização Mundial da Saúde, da ONU, revelam que cada dólar investido em acesso à prática esportiva corresponde a três dólares economizados em saúde pública.
Mas o tema não sensibiliza nossos políticos nem sob a ótica da massificação, nem sob a dos esportes de competição.
Nem depois do 7 a 1.
Gol da Alemanha, dos Estados Unidos, da Inglaterra e, até, de Cuba.

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claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | aclaudiors@gmail.com

Sem uma reforma política que mude esse atual processo, essa “Nova Política” do discurso da ex-ministra de Lula nada mais é que uma peça de seus marqueteiros.

A trágica morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos alçou à cabeça de chapa na disputa pela presidência da República a sua candidata a vice, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Todos sabem que Marina ingressou no PSB aos 48 minutos do segundo tempo, após ter o registro do seu partido, o Rede, negado pelo TSE.
A candidatura da ex-senadora despertou no eleitorado brasileiro o desejo de mudança que o falecido Eduardo Campos e o senador Aécio Neves não conseguiram despertar. Mas algumas posições da candidata do PSB/Rede devem ser questionadas e precisam de respostas para que o desejo de mudança não se torne um salto no escuro. Marina defende uma “Nova Política” e, caso chegue ao Planalto, afirma que irá governar com os bons políticos que estão no banco de reserva.
A Constituição de 1988 transformou o Poder Executivo em refém dos partidos e institucionalizou a política do “toma lá, dá cá”. Como administrar o País sem a tão afamada “governabilidade”, que nada mais é que a troca de cargos pelo apoio dos partidos no Congresso, em que cada ministério vira feudo de partidos e dutos de desvios de recursos? Quem não se lembra da famosa limpeza no início do governo Dilma, que trocava o ministro, mas não o partido? Foi assim com FHC, com Lula e Dilma e assim será com qualquer outro que assumir a presidência.
Sem uma reforma política que mude esse atual processo, essa “Nova Política” do discurso da ex-ministra de Lula nada mais é que uma peça de seus marqueteiros. Outro ponto que caracteriza a candidata do PSB/Rede é sua intransigência religiosa. Ela é radicalmente contra as pesquisas com células-tronco, que é esperança de milhares de pessoas portadoras de necessidades especiais e que sofrem com algum tipo de doença degenerativa. Vale lembrar que o Brasil é um dos países líderes no processo de pesquisa com células-tronco. Suas posições contrárias às de setores do agronegócio, carro-chefe da balança comercial brasileira, também merecem ser esclarecidas.
Com relação à união homoafetiva, qual a real posição da ex-senadora? Suas convicções religiosas permitirão a união entre pessoas do mesmo sexo? De quem a candidata Marina irá se cercar caso chegue a presidência do Brasil?
Sabemos que a única experiência administrativa de Marina foi quando ocupou a pasta do Ministério do Meio Ambiente na gestão do ex-presidente Lula. Por lá, travou uma série de divergência com os colegas das demais pastas por inviabilizar licenças ambientais para a realização de obras essenciais para o desenvolvimento do País. É inegável a sua história na luta pela preservação do meio ambiente, mas isso não é certificação de experiência administrativa.
A eleição da ex-senadora Marina Silva é aventurar, é a incerteza, uma grande interrogação, e aventura é para os super-heróis da ficção, não para um presidente do Brasil.
Cláudio Rodrigues é empresário.

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josé roberto toledoJosé Roberto de Toledo | Estadão.com

Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades disruptivas encontram a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto.

Há data e hora marcados para todo mundo ficar sabendo o que a turma diferenciada já vislumbrou desde suas coberturas: a candidatura de Marina Silva (PSB) está surfando uma onda de opinião pública de proporções havaianas. Será nesta terça-feira, às 18h, quanto o Estadao.com divulgar a pesquisa Ibope que está em campo. O que ninguém sabe é quão longe a onda vai chegar.
Por força da legislação eleitoral, o eleitor indiferenciado só tem acesso às pesquisas registradas pelos institutos. A divulgação dos números de pesquisas não registradas e das sondagens telefônicas diárias é punível com multa alta pela Justiça eleitoral – para jornal, jornalista e instituto.
A lei provocou um oligopólio informativo dos mais excludentes. Uma quantidade anormal de pesquisas foi encomendada mas não divulgada desde a morte de Eduardo Campos e a assunção de Marina. Só candidatos, partidos e operadores do mercado financeiro já conhecem os resultados – e estão assombrados.
As mudanças são diárias e na mesma direção. Indicam uma tendência que vai além do impacto emocional provocado pela morte de Campos e de seus auxiliares. A tragédia foi o despertador do público para a eleição, mas não só. Também catalisou um sentimento difuso de insatisfação com a política, com a polarização PT x PSDB. Ambos correm risco de afogamento, mas os tucanos foram pegos primeiro, em local mais fundo.
O “swell” Marina tem origem na mesma tempestade que causou as turbulências de junho de 2013. Uma sensação coletiva de que é preciso mudar, mas não se sabe bem como nem o que. Ao se reconhecer no outro, a inquietude individual se espalha e se multiplica em muitas direções, com efeito potencialmente devastador quando chega à praia. A praia pode ser a urna.
Ou não. Em 2002, a onda Ciro Gomes quebrou antes do tempo e derrubou o presidenciável de sua prancha eleitoral. Dez anos depois, o fenômeno Celso Russomanno parecia irrefreável rumo à cadeira de prefeito paulistano, mas se desfez tão rapidamente quanto surgiu. Ambos se autoimolaram. O cearense destratou um ouvinte numa entrevista; o outro sinalizou que quem mora longe deveria pagar mais caro pelo transporte público.
Pelo histórico, Marina é também o pior inimigo de Marina. Saiu do governo Lula ao não conseguir fazer o que queria. Saiu do PT quando não viu o futuro que almejava para si. Saiu do PV ao não alcançar o controle que pretendia. Saiu do projeto da Rede sem criar um partido onde 32 outros conseguiram. Mal entrou no PSB, já provocou saídas. Não é exatamente uma agregadora.
Mas é em momentos de insatisfação coletiva que personalidades disruptivas encontram a sua chance. A onda é de Marina, e os adversários não a enfrentarão de peito aberto. Subirão onde der e, olimpicamente, torcerão para que faça espuma logo.
Dilma Rousseff (PT) tem mais chance de escapar à correnteza do que Aécio Neves (PSDB), mas não está a salvo. Ela se equilibra no saldo de popularidade que, segundo o Ibope, mantém em ao menos 15 estados, mas com grande variância: do pico de 51 pontos no Piauí a rasos 5 pontos em Santa Catarina.
O lugar mais difícil para a presidente se manter no seco é o Sudeste. A popularidade de Dilma está soçobrando nos maiores colégios eleitorais: tem saldo negativo de 19 pontos em São Paulo, de 11 no Rio de Janeiro e de 1 em Minas Gerais.
Pergunte aos acreanos. Lula diz que Marina foi candidata a presidente em 2010 porque não se reelegeria senadora no Acre. Presidenciável, ela acabou em 3º lugar no próprio Estado. José Serra teve lá o seu melhor desempenho no país. No Acre, seria eleito presidente no primeiro turno. Ninguém é governado há mais tempo por petistas do que os acreanos: 16 anos. Lá, Marina e PT têm mais em comum do que em qualquer outro lugar.

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Felipe de PaulaFelipe de Paula | felipedepaula81@gmail.com

A Universidade Federal do Sul da Bahia, que recebe seus primeiros estudantes no mês que vem, propõe uma formação diferenciada. A centralidade está no estudante.

Lembro-me de, há alguns anos, estar no meio de uma aula na universidade e perceber uma estudante com o celular apontado para mim, filmando minha explicação. Ao ser “flagrada” ela pareceu bastante tímida e foi logo se desculpando. Interrompi as explicações e disse: tudo bem, pode gravar. É até bom que, em caso de dúvidas, pode rever alguma explicação.
Depois de algum tempo e de atentar para falas de alguns colegas docentes, percebi o motivo da preocupação demonstrada pela estudante após ter seu ato notado: muitos professores se incomodam com a ideia de sua aula ser gravada.
Recentemente, ouvi professores se queixarem da ideia de terem suas aulas registradas. Poderiam, entre outros argumentos, não “estar inspirados” naquele dia. Ora, independente das tecnologias envolvidas, onde fica então o planejamento? Onde ficam os objetivos da ação educativa?
Particularmente, creio que a função de um professor (em sala ou fora dela) deva ser orientar a obtenção da maior quantidade de conhecimento possível para o maior grupo possível de estudantes. Não há sentido no conhecimento para poucos. A universidade não é um panteão para privilegiados detentores do saber. Ela deve ser um espaço de fronteiras cada vez mais alargadas – assim como os conhecimentos que ela propaga.
E, nesse processo, o centro nunca deve ser no professor. O centro é o estudante. No mundo repleto de tecnologias em que vivemos, não vejo o menor sentido em negar a um estudante que faltou a uma aula a chance de assisti-la em casa. Ou proibir aquele que não entendeu bem de ouvir novamente a explicação.
Toda celeuma em torno da presença da tecnologia em sala – seja gravando aula ou servindo de fonte de pesquisa – passa, no meu entendimento, por um processo de insegurança dos docentes. É mais simples “controlar o ambiente” e repetir o mesmo conteúdo por sucessivos períodos letivos. O estudante com visão ampliada, com as paredes da sala de aula derrubadas, representa sempre um desafio maior, um “incômodo” para muitos docentes.
A Universidade Federal do Sul da Bahia, que recebe seus primeiros estudantes no mês que vem, propõe uma formação diferenciada. A centralidade está no estudante. Todos terão suas formações baseadas em pedagogias ativas. A tecnologia é uma parceira e uma edificadora do aprendizado e não uma inimiga.
A sociedade contemporânea exige que sejamos todos educadores (e consequentemente aprendizes). Que bom que cada vez mais as “novas” tecnologias estão sendo aproveitadas. O papel e a caneta que os estudantes utilizavam são tecnologias. O papel evoluiu, o caderno evoluiu. Qual o pecado em, ao invés de copiar, fotografar o quadro? Gravar o áudio de uma explicação ou filmar uma aula? A sociedade mudou. A relação com o conhecimento mudou. O modo de aprender mudou. O modo de ensinar, também. Aprendem aqueles que ensinam. Estejamos todos dispostos a aprender.
Felipe de Paula é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

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marco wense1Marco Wense

Lídice, em tom de advertência, quer que Marina seja mais transparente em relação a sua participação nas campanhas onde ela desaprovou as alianças realizadas por Eduardo Campos.

Ficou para hoje, vigésimo dia do mês de agosto, a oficialização da candidatura de Marina Silva pelo Partido Socialista Brasileiro, o PSB do saudoso Eduardo Campos.
A ex-ministra do Meio Ambiente vai disputar o Palácio do Planalto sob a desconfiança da cúpula do PSB, já que Marina mudará de legenda assim que a Rede Sustentabilidade ficar quites com a justiça eleitoral.
Mas o que mais chama atenção nesse emaranhado jogo político, onde o menos esperto consegue beliscar azulejo, é o PSB ficar dizendo que não irá impor condições para que Marina assuma a candidatura.
É evidente que o discurso é voltado para o eleitorado simpatizante de Marina, passando a impressão de que o PSB respeita a posição da ambientalista, que o partido é democrático e etc e tal.
Não é bem assim. Com o aval do PSB, a senadora Lídice da Mata, candidata ao governo da Bahia, quer que a ex-petista assine uma carta com os compromissos eleitorais assumidos por Eduardo Campos.
Ora, a obrigatoriedade de assinar a tal da carta, sob pena de ter a candidatura vetada, é a prova inconteste de que o PSB não confia na enigmática e imprevisível Marina.
É bom lembrar que entre os vários acordos protagonizados por Eduardo Campos – a maioria discordante com o pensamento de Marina – está o apoio do PSB à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo de São Paulo.
Lídice, em tom de advertência, quer que Marina seja mais transparente em relação a sua participação nas campanhas onde ela desaprovou as alianças realizadas por Eduardo Campos.
PSB e a candidata precisam acertar os ponteiros, sob pena de o eleitor começar a acreditar no discurso oposicionista de que a confusão em um eventual governo Marina vai ficar incontrolável.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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ariel (1)Ariel Figueroa | colunadeturismo@gmail.com
 

A Bahiatursa perdeu o rumo, perdeu o sentido de sua existência. Se for para fazer festinhas juninas para agradar prefeitos, se for isso, é melhor fechar as portas.

 
A principal função de um ente governamental de turismo e a promoção turística. Sensibilizar e seduzir um cliente cada vez mais bombardeado com informações de todos os lados. O turista é alvo de todos os estados e todos os países. A Bahiatursa não age assim. A Bahiatursa perdeu o rumo.
A atual gestão entrou num momento crítico, a uma semana do Salão de Turismo da Bahia, onde vários desencontros foram detectados, porém relevados. Imaginamos que, devido à falta de conhecimento do setor, os rumos ainda iriam se encaminhar para os interesses comuns, ou seja, uma Bahia cada vez mais forte no turismo, setor que tem um poder de distribuir emprego e renda como nenhum outro e com o investimento mais baixo que os setores do comércio e da indústria.
Vieram duas “cortinas de fumaça”, São João e Copa Fifa, e parece que a Bahiatursa se perdeu. Todos esperávamos que, já com tempo suficiente de casa, fossem retomados os investimentos em promoção turística. Ledo engano, agora que as cortinas de fumaça se esvaíram, o que aparece é o “não trabalho”. A ausência da Bahiatursa em eventos importantes é imperdoável.
No final de julho, aconteceu o Workshop Visual no Comandatuba, de cuja cobertura participamos. Para nossa surpresa, encontramos as equipes de Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Maranhão, Ceará e nada de Bahia. Evento importante ocorrendo na Bahia e a Bahiatursa não estava lá? Inadmissível. Não estou falando de um evento em Porto Alegre ou Manaus, estou falando do município de Una. Hoje começou a Feira da Avirrp em Ribeirão Preto-SP. A Bahiatursa não vai estar presente. O mais importante evento do interior mais rico do Brasil, onde existe um público disputado aos tapas pelos estados, municípios e hotéis, mas simplesmente a Bahiatursa não está lá. A Bahiatursa perdeu o rumo, perdeu o sentido de sua existência. Se for para fazer festinhas juninas para agradar prefeitos, se for isso, é melhor fechar as portas, acredito que a Secretaria de Cultura pode fazer melhor.
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walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Novo na idade, mas experiente na arte de fazer política, fez escola com um dos grandes mestres da luta pela democracia, o seu avô Miguel Arraes.

A morte de Eduardo Campos, candidato a presidente do Brasil pelo PSB, o Partido Socialista Brasileiro, pegou a todos de surpresa. E os brasileiros ainda choram o seu desaparecimento, mesmo não sendo ele um político conhecido pela maioria da população.
Neto do ex-governador Miguel Arraes, se afastou do governo de Pernambuco para empreender um voo mais alto: disputar a Presidência da República. E morreu lutando por esse ideal, ao se deslocar do Rio de Janeiro para São Paulo, onde cumpriria compromissos de campanha.
E a vida Eduardo Campos foi interrompida aos 49 anos, no dia 13 de agosto, mesma data em que morreu seu avô, que também foi governador de Pernambuco. Agosto é um mês que causa pavor aos políticos, dado ao grande número de catástrofes. Entre elas, a que causou mais comoção foi a morte de Getúlio Vargas, quando presidente da República.
Eduardo Campos ocupava o terceiro lugar na intenção dos votos do eleitorado brasileiro. Mas a campanha estava ainda começando e o seu discurso era tido como moderno e esperançoso. Prometia fazer com o Brasil o que fez em seu estado.
Quer queira, quer não, mesmo os adversários respeitavam o político Eduardo Campos, que soube fazer história. Deixou a grande coligação que ajudou a eleger Lula e Dilma Rousseff presidentes do Brasil para empreender uma grande mudança na política brasileira.
Ele prometia e todos acreditavam numa nova forma de se fazer política, de governar o país. Para tanto, promoveu o crescimento do PSB em todo o Brasil e costurou alianças com partidos políticos alinhados com seu pensamento em todos os estados brasileiro.
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ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com
Há pouco mais de seis meses, a notícia do nascimento do garoto Miguel, filho do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, chamou minha atenção. Não por ser o filho de um pré-candidato à Presidência (o quinto) nem por ter a Síndrome de Down, mas pela frase de outro filho de Campos. “O Miguel nasceu na família certa”, disse o irmão.
O tanto de acolhimento e amor que a frase despertava fez surgir uma admiração por aquela família numerosa e que parecia tão unida. Ainda que percebesse na divulgação do nascimento certa estratégia para dourar a imagem do futuro candidato, era plausível que houvesse um fundo de verdade na aparente ação de marketing.
Por essas e outras, Campos acabou por encarnar o bom moço das eleições presidenciais. Jovem, idealista, construiu imagem de bom gestor. E amarrou o discurso no combate à “velha política”, criticando o sistema de coalizão e propondo um governo sem atrelamento fisiológico. Uma cantiga boa de ouvir, mas com toda certeza muito difícil de ser tocada na prática.
Num contraste com a utopia, havia certas incoerências. Esteve ao lado do PT por mais de dez anos, até descobrir, já quando decidido a se candidatar, que o partido cometia graves equívocos. Formou chapa com Marina Silva, mesmo com tantas divergências, como as relacionadas ao debate entre desenvolvimento e conservação.
Prematuramente desaparecido, Campos deixa a imagem do bom pai e marido, do sujeito que defendia a renovação da política e a definitiva extinção de certos dinossauros que simbolizam o atraso e as mazelas nacionais.
Não se sabe até que ponto o socialista considerava viável a empreitada de enterrar a velha política, mas a ideia era (e é) alentadora. Está aí um debate que não pode ser sepultado com o homem que o propunha.
Ricardo Ribeiro é advogado e jornalista.

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PROF ELTON OLIVEIRAElton Oliveira | srelton@hotmail.com

Uma solução sustentável para a melhoria da mobilidade urbana seria a construção de um Complexo de Ciclovias, cortando a área urbana do município de norte a sul e de leste a oeste, conectando estes a uma via central integrado ao campus da UFSB.

A chegada da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vai exigir do poder público obras estruturantes, como a construção de uma Cidade Universitária, que poderá se beneficiar de um Complexo de Ciclovias ligando as diversas áreas do município à Sede Administrativa, onde funcionará a Reitoria da instituição. Apesar de hoje a Reitoria funcionar em Ferradas, defendo que esses equipamentos sejam instalados na região do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (Hblem), mais especificamente na área destinada ao Parque Ecológico do Povo.
Ressalto ainda, que a defesa de tal localização se baseia no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Itabuna (PDDU), que prevê a expansão urbana do município de Itabuna naquela direção. O objetivo do plano é orientar a política de desenvolvimento urbano, tendo o foco na proteção ambiental, no desenvolvimento econômico sustentável e no desenvolvimento social e institucional. A escolha é técnica e não aleatória.
Em minha opinião, a UFSB deverá primar em atender ao “Território Litoral Sul”, que é composto por 26 municípios que se encontram no entorno do município de Itabuna. Assim, a sua localização estratégica, na BR-101 e próximo à BR-415, além de situada no Semi-Anel Rodoviário, possibilitará que os estudantes oriundos de todos os municípios cheguem rápido até a instituição, sem ter que enfrentar o trânsito caótico do centro da cidade de Itabuna.
Acredito que, após a instalação da UFSB em Itabuna, a cidade receberá um grande contingente de jovens oriundos de várias Regiões e Estados do Brasil, quiçá de outros Países da América Latina. Diante desta nova realidade, uma solução sustentável para a melhoria da mobilidade urbana seria a construção de um Complexo de Ciclovias, cortando a área urbana do município de norte a sul e de leste a oeste, conectando estes a uma via central integrado ao campus, com o objetivo de garantir a segurança e o conforto tanto no deslocamento para o trabalho, estudo e lazer nos finais de semana, para toda a população grapiúna.
Na minha ótica, essa localização possibilitará ao município de Itabuna a oportunidade de planejar a sua ocupação urbana. Por exemplo, no entorno do campus da UFSB poderá ser construído um novo bairro residencial e comercial, completamente planejado, que se chamaria Cidade Universitária.
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Manuela BerbertManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

O grande problema é que para essa Geração Hipocrisia do século XXI, que cria mitos e astros diariamente, a depressão do vizinho é apenas um drama, um chiliquezinho a mais.

E, de repente, todo mundo leu Viva o povo brasileiro, quando Rubem Alves morreu. Não, pera!, esse texto era do João Ubaldo Ribeiro, jornalista e também escritor, que faleceu algum (muito pouco, inclusive!) tempo depois. E eu fiquei me perguntando quantas pessoas de fato sabiam sequer quem eram aqueles caras e o que eles acrescentaram para a cultura nacional. Não, pera, quem acrescentou mesmo foi o Ariano Suassuna, aquele que escreveu novelas para a toda-poderosa-salve-salve Rede Globo. Não? Ele não escreveu novelas? Ah, sei lá, só sei que eu lembro muito bem do Selton Mello interpretando um cara meio nordestino, meio sertanejo, na telinha do Plim Plim, e soube que foi ele quem inventou o cara. E assim, entre erros, acertos e achismos, caminha a incrível Geração Hipocrisia, aquela que compartilha tudo nas redes sociais, ainda que não saiba do que de fato se trata!
Que geração é essa, que aguarda ansiosamente pela edição brasileira daquele evento bombástico, o Tomorrowland? Ela sabe que a atração principal desse mega show não é a Ivete Sangalo?! Que geração é essa que adora a Rihanna e a Jude Law? Não, a Jude na verdade é O Jude? É homem? Ah, tudo bem, ele também é ator, mas num lapso de segundos de esquecimento achei que fosse aquela gostosona que até veio cantar na abertura da Copa do Mundo com a Claudia Leitte. É que, sei lá, mas de alguma forma, como a abertura foi bastante criticada nas redes sociais, eu também esqueci o seu nome.
Ok, essa é a Geração Hipocrisia! E ela agora lamenta profundamente a morte daquele ator americano (e eu na verdade nem sei se ele é mesmo americano ou marciano), e fico pensando como pode um cara que sempre fez comédia, morrer depressivo. Depressão mata, e mata muito. E tem matado cada vez mais. O grande problema é que para essa Geração Hipocrisia do século XXI, que cria mitos e astros diariamente, a depressão do vizinho é apenas um drama, um chiliquezinho a mais. Ah, sei lá porque fulano tá depressivo! Eu tô aqui super ocupado com a informação de que o clipe novo da Madonna não teve o mesmo número de acessos do último, e o seu upload no youtube já passa dos cinco minutos! Nossa, como ela deve estar arrasada com isso! Diva, minha querida, meus sinceros sentimentos!
Manuela Berbert é publicitária, colunista do Diário Bahia e blogueira no www.colanamanu.com.br

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josias gomesJosias Gomes

E assim, caminha o povo brasileiro, em marcha batida contra o caminho que lhe procura traçar os oposicionistas, para, enfim, em outubro próximo, reconduzir a presidenta Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

Retomando a mania que a oposição brasileira adquiriu, nos últimos tempos, de brigar com a realidade, optando pelo lado pessimista na projeção econômica, novos fatos estão se encarregando de desmoralizar os arautos da desgraça.
Os novos fatos de ontem e hoje detonam a aversão que têm os oposicionistas com as evidências reais. Para desconsolo tucano, a inflação oficial de julho subiu insignificantes 0,01%, ficando bem abaixo do que esperava o mercado. Bom para o Brasil. Péssimo para os oposicionistas.
Com isso, a inflação volta a ficar dentro da meta anual projetada pelo governo, não devidamente levada em conta pela oposição. E, aos poucos, vai se firmando a convicção da presidenta Dilma sobre os rumos positivos da economia brasileira.
Nesta quinta-feira (7), ainda, outra boa notícia, a pulverizar os maus fluidos dos que insistem nas teses pessimistas: a Petrobras voltou a ser a empresa com maior valor de mercado na América Latina. Mesmo com todo o bombardeio das oposições contra a empresa.
A Petrobras atingiu o valor de mercado de US$ 110,896 bilhões, ultrapassando a Ambev, segunda colocada com valor de mercado de US$ 107,046 bilhões. A liderança no ranking de valor de mercado é resultado da valorização das nossas ações desde o início de 2014.
Deveria despertar mais a curiosidade das oposições, e de seus aliados na mídia nacional, o fato de a presidente Dilma Rousseff continuar liderando com boa margem de diferença a corrida presidencial deste ano, no país. Se mais curiosos fossem, perceberiam que o pessimismo deles não está dando certo, mesmo.
Mais uma informação: Nesta quinta-feira (7), mais uma rodada Ibope revela que Dilma, pelos números de hoje, venceria a disputa presidencial já no primeiro turno, apesar de toda a artilharia pesada que busca transformar bobagens em escândalos.
É que mais além da propaganda oposicionista, o povo brasileiro aprendeu bem claramente a fazer a separação entre a mentira e a verdade, entre os pregões falsos e a força da realidade que, no Brasil, graças aos governos Lula-Dilma, e ao povo, é uma realidade bastante positiva.
E assim, caminha o povo brasileiro, em marcha batida contra o caminho que lhe procura traçar os oposicionistas, para, enfim, em outubro próximo, reconduzir a presidenta Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.
Afinal de contas, é pra frente que a gente caminha.
Josias Gomes é deputado federal pelo PT-BA.