Tempo de leitura: < 1minutoMichelle (à direita) ficou em segundo lugar no concurso (foto site Na Zoera)Candidata nasceu em 1980 e não poderia ter participado do concurso
A Expoita (Exposição Agropecuária de Itabuna) terminou neste domingo (20) e os organizadores fazem balanço positivo do evento, apesar de percalços como os shows da Galinha Pintadinha e de Leo Magalhães.
Porém, a última celeuma da Expoita se deu no Concurso da “Garota Proibida”, cujas regras restringiam a participação a mulheres de 18 a 28 anos de idade. Ocorre que Michelle Farias Dócio de Paula, de 33 anos, ficou em segundo lugar na disputa.
A transgressão ao regulamento do concurso gerou o maior zum-zum-zum e outras candidatas exigem a anulação do resultado. Mais parece, no entanto, que a coisa foi feita de propósito.
Ora, o nome do concurso era “Garota Proibida” e o mesmo foi promovido pela cerveja Proibida, patrocinadora da exposição. Tudo a ver a participação de uma concorrente que, em tese, deveria ter sido proibida de participar.
Tempo de leitura: < 1minutoSocorrinho, Carmem, Carlos Coelho e Joilson Rosa deverão migrar para o novo partido
O recém-nascido Partido Republicano da Ordem Social (Pros) pode se tornar a legenda com o maior número de representantes na Câmara de Vereadores de Itabuna.
A articulação com esse objetivo é comandada pelo vereador Carlos Coelho, que acaba de deixar o DEM para assumir o comando da comissão provisória da nova agremiação. Nos bastidores, o ex-Democratas trabalha para atrair mais três vereadores para o Pros.
As conversas estão bem amadurecidas com os vereadores Joilson Rosa (PSDC), Valter Socorrinho (PTN) e Carmem do Posto Médico (PR), e as mudanças partidárias deverão ocorrer no início desta semana.
Pelas regras da legislação eleitoral, políticos que exercem mandato têm até o dia 23 de outubro (quarta-feira) para ingressar nos partidos recém-criados, sem incorrer em infidelidade partidária.
Tempo de leitura: < 1minutoMenezes faleceu em setembro (Foto Alita).
Em 2011, a Justiça determinou ao município de Itabuna que retirasse o nome de pessoas vivas de prédios e vias públicas por ser inconstitucional.
Passados mais de dois anos, a lei começou a ser cumprida somente agora, trazendo consigo uma infeliz coincidência.
Um dos prédios públicos afetados é a Escola Antônio Menezes, que passa a ser chamada de Berenice Menezes, mãe do ex-deputado.
Onde está a infeliz coincidência: a decisão judicial tanto demorou a ser cumprida que ocorreu justamente um mês após o falecimento de Antônio Menezes (confira aqui).
Tempo de leitura: 2minutosPesquisa foi feita com biscoito Oreon, nos Estados Unidos (Foto Celine Grs-Stock Xchng).
Da Exame
Várias pesquisas já mostraram que comidas com alto teor de açúcar e de gordura causam efeitos cerebrais semelhantes às drogas. Além de confirmar essa teoria, um novo estudo americano mostrou que o biscoito da marca Oreo, considerado o favorito dos Estados Unidos, estimula o cérebro assim como os entorpecentes, ativando mais neurônios “centro de prazer” do órgão do que as substâncias alucinógenas.
A pesquisa foi realizada por alunos e um professor de psicologia da Connecticut College. Entre as razões para a escolha do Oreo para o experimento estão o fato de o biscoito ser o preferido no país, de ele ser bastante palatável para as cobaias, ter altos níveis de açúcar e gordura, e, além disso, de ser um produto muito presente no mercado de poder aquisitivo mais baixo.
Com a ajuda de ratos de laboratório, eles descobriram outro fato curioso: assim como a maioria das pessoas, os roedores preferem comer primeiro o recheio da guloseima, para depois comer o biscoito propriamente dito. Para descobrir isso, os pesquisadores colocaram os ratos famintos em um labirinto em que, de um lado, eram recompensados com Oreo e, de outro, recebiam um bolinho de arroz. Depois, os animais poderiam escolher em qual área de recompensa queriam ficar e o tempo em que ficavam por lá foi medido.
Em Escultura, composição gravada por Nelson Gonçalves, Adelino Moreira (1918-2009), que não se notabilizava pelos bons versos (apesar da aprovação popular) fala da mulher idealizada, “esculturada”, assim: “Dei-lhe a voz de Dulcineia/ a malícia de Frineia/ e a pureza de Maria”. Tiremos Maria desse rolo, para não pormos a mão em casa de maribondo, e fiquemos com Dulcineia e Frineia, especulando a respeito de quem sejam essas personagens. Dulcineia, com origem no D. Quixote de la Mancha (Miguel de Cervantes), está deslocada, tendo entrado na canção como Pilatos no credo, pois sua voz não era grande coisa.
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Voz que “se assemelha ao som um sino”
A única referência de que conheço sobre a voz de Dulcineia del Toboso (este é seu nome no livro) vem da pesquisadora Célia Navarro Flores, da Universidade Federal de Sergipe, colhida numa “fala” de Sancho Pança, o escudeiro de D. Quixote. Ele diz que a voz da moça “se assemelha ao som de um sino”. Talvez voz boa pra protestos de rua, em moda, mas nada muito acariciante para intimidade de lençóis e travesseiros. Parece apelação, o que, aliás, é frequente em Adelino Moreira, mau poeta, mas grande vendedor de discos. Porém, no que tange a Frineia e sua “malícia”, aí sim, ele acertou a mão.
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Advogado pede “piedade para a beleza”
Frineia é descrita como prostituta de enorme beleza, a mais deslumbrante que a Grécia já vira. Diz Mariano Tudela (Biografia da prostituição) que, em Atenas, ela levava vida discreta “quase como uma mulher honesta”. Mas nas festividades de Netuno mandava ver: tirava as roupas, para delírio do público, até a última peça. É a primeira stripper da história, creio. Condenada, teve a defendê-la “o mago da oratória”, Hiperides. Este, ao sentir a causa perdida, rasgou o manto de Frineia, deixando-a como veio ao mundo, e pediu aos julgadores que esquecessem seus argumentos e tivessem “piedade para com a beleza”. De queixo caído, eles a absolveram (na foto, Frineia no Areópago, quadro de Jean-Léon Gérôme, de1861).
Estudantes me procuram, pelo telefone, com a proposta de que eu lhes dê uma entrevista. “Por que logo eu?” – me ocorre perguntar. “O senhor não é o escritor?” – ouço como resposta, e a construção da frase me deixa ainda mais encabulado. Se não me julgo “escritor”, o que dizer se me chamam “o escritor”? Senti eu algum ventinho de sarcasmo a embalar a pergunta? Não sou escritor, sou, no máximo, mediano fazedor de crônicas, a anos-luz de distância dos mestres desse gênero essencialmente brasileiro (Rubem Braga, Fernando Sabino, Drummond, para não falar em precursores, como Machado de Assis e João do Rio). Voltemos aos alunos.
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Pessoas ocupadas com o próprio umbigo
A escola, em sua confusa maneira de agir, encaminha alunos a essa fauna de cronistas, ensaístas, poetas e romancistas (vagamente chamados de escritores), suspeitando que isto facilite o aprendizado. Não sabem que estranhos animais são esses, na maioria incapacitados para tratar com jovens, cheios de má vontade com tudo que não alimente sua vaidade. Mandar estudantes à cata de escritores é imaginar que estes se interessam por aqueles, o que é ilusório. Sem compromisso social, a maioria da fauna é incapaz de ceder seu precioso tempo de “criação” para responder a perguntas. Muito ocupados com o próprio ego, deveriam pregar à porta um cartaz: “Silêncio! Gênio trabalhando!”
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Machado de Assis admitiu amar elogios
Fernando Sabino popularizou a história do escritor que vivia à cata de “um elogiozinho, pelo amor de Deus…”. Na matriz dessa maldade (?) está Nelson Rodrigues, que assistira a um encontro de Clarice Lispector com Jorge de Lima, quando este se identificou como poeta, esperou o elogio… e o elogio não veio! Teria o vate alagoano ficado muito magoado com a autora de A hora da estrela. Se isto é verdade (Nelson Rodrigues era grande criador de situações), não tenho como provar. Mas tende a ser, pois é assim grande parte da fauna. Escritores quase nunca têm a franqueza de Machado de Assis, mestre, que reconheceu: “Amo elogios. Eles fazem bem à alma e ao corpo”.
Nossa mídia continua a fazer uma inquietante confusão entre reclame e reclamo, os substantivos, não os tempos verbais. A expressão campeã é “reclames da população”, mas é possível encontrar nos arquivos da internet abusos como “reclames dos trabalhadores”, “reclames do povo”, “reclames dos moradores” – e por aí vai o andor, pois o que mais se faz neste momento do Brasil brasileiro é protestar. Protestar? Pois é aí que a porca torce o rabo, como diz o outro, pois quem protesta em língua portuguesa (seja contra o tribunal lento, o vizinho chato, os maus políticos ou o alto preço do feijão) não usa reclame, mas reclamo.
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Bela interpretação, apesar dos erros
Em Três apitos (supõe-se que dedicada a Josefina, uma de suas namoradas), Noel Rosa usa bem o termo: “Quando o apito/ da fábrica de tecidos/ vem ferir os meus ouvidos/ eu me lembro de você…” – é o apito que chama os operários ao trabalho. Mais adiante, ele reitera: “Mas você é mesmo/ artigo que não se imita/ quando a fábrica apita/ faz reclame de você”. Orestes Barbosa usou tal palavra em Arranha-Céu: “Cansei de olhar os reclames e disse ao peito: ´não ames/ que teu amor não te quer´”. No vídeo, Três apitos, em bela leitura de Elizeth Cardoso e Jacob, apesar dos erros (a que, por descuido, acrescentei mais um, que cabe ao leitor descobrir). A canção está com 100 anos.
Na audiência pública realizada nesta sexta-feira (18), em Itabuna, com a finalidade de discutir a questão das obras do Centro de Convenções do município, o sempre polêmico radialista Val Cabral utilizou-se do microfone para afirmar todo o seu pessimismo com relação à possibilidade de conclusão do projeto. Segundo ele, o Estado não tem atendido bem a cidade em questões básicas, como a segurança e a saúde, portanto não haveria chance de realizar um investimento na cultura.
Mas o que chamou mesmo atenção no discurso de Cabral foi um dado estatístico por ele apresentado, segundo o qual Itabuna teria atualmente em funcionamento um total de 68 prostíbulos, ou “bregas”, como fez questão de vociferar o orador, que sacou a informação a pretexto de reforçar a situação de precariedade social do município.
Entre os que ouviram o número surpreendente de lupanares, reações diversas.
Uns se espantaram. Outros concluíram que, se de fato for verdade, é um sinal de que Itabuna recupera sua pujança econômica, haja vista os indícios de que a mais antiga profissão do mundo costuma vicejar onde existe muito dinheiro circulando. Um terceiro grupo não se deu ao trabalho de fazer conjectura; simplesmente procurou o radialista ao final da audiência para saber o endereço das “casas das meninas”.
Por pouco a Bahia não perdeu o sorteio da Copa do Mundo, marcado para dezembro. A Fifa queria 15 milhões de reais do governo baiano para realizar o evento, m as conseguiu arrancar apenas 6,4 milhões de reais de Jaques Wagner. A Fifa ameaçou com um plano B, mas recuou.
Foi criticada a ausência do deputado estadual Gilberto Santana (PTN) na audiência pública que discutiu a questão do Centro de Convenções de Itabuna, na tarde desta sexta-feira (18). Em vez de comparecer, o parlamentar enviou ofício com justificativas. Não convenceu e despertou comentários negativos no plenário.
Não se trata de intolerância, é que as ausências do deputado em debates sobre problemas sul- baianos têm sido recorrentes. Alguém lembrou que ele também não esteve nas audiências que discutiram o conflito entre índios e pequenos produtores rurais em Buerarema, realizadas no dia 5 de setembro naquela cidade e também em Itabuna.
Da Assembleia, compareceram hoje à Câmara de Vereadores os deputados Augusto Castro (PSDB) e Pedro Tavares (PMDB).
Ao mesmo tempo em que tenta conseguir o que é praticamente impossível: ser a candidata de Wagner para encabeçar a chapa majoritária em 2014, a senadora Lídice da Mata (PSB) opera em outra frente. A estratégia é atrair o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), para sua chapa. No caso, Nilo seria o candidato a vice.
Em tempo: o deputado ainda tenta, assim como a senadora, obter as bênçãos do governador para uma sonhada candidatura ao principal cargo político do Estado. Caso não consiga, a união com o PSB poderá se tornar uma opção.
Tempo de leitura: 2minutosAudiência discute situação das obras do Centro de Convenções (foto Pedro Augusto)
O inacabado Centro de Convenções de Itabuna já recebeu recursos públicos no montante de R$ 17 milhões, segundo recibos que constam nos autos de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual contra o ato de reversão do terreno da obra para o patrimônio do ex-prefeito Fernando Gomes.
A reversão, prevista em cláusula do contrato por meio do qual o ex-prefeito doou a área ao município, é questionada pelo MP, que vê ilegalidade no ato. A medida foi determinada em agosto de 2012, pelo então prefeito José Nilton Azevedo. Não houve publicação do decreto nem consulta prévia à Câmara de Vereadores.
“Houve um despojamento de bem público, no qual já foram gastos R$ 17 milhões, sem falar no valor do terreno”, declarou o promotor Inocêncio Carvalho, na audiência pública realizada na tarde desta sexta-feira (18), no plenário do legislativo municipal, para discutir a situação das obras. Carvalho observou que, mesmo diante de uma cláusula de reversão prevista contratualmente, a alienação de um bem público depende de autorização legislativa.
Segundo o promotor, hoje o Ministério Público não pode tomar nenhuma medida para exigir que o Estado conclua as obras, já que o terreno voltou a integrar o patrimônio de Fernando Gomes. Na audiência, o médico Amilton Gomes, afirmando que falava em nome do político, disse que Fernando Gomes estaria disposto a desistir da reversão. Carvalho declarou que, caso isso ocorra, o MP desistirá da ação.
RÉUS
A ação do MP que questiona a reversão tem como réus os ex-prefeitos José Nilton Azevedo e Fernando Gomes, a ex-procuradora Juliana Burgos e o ex-secretário de Assuntos Governamentais do município, Carlos Burgos. O judiciário já concedeu liminar, declarando a indisponibilidade da área onde está a obra do Centro de Convenções.
A audiência pública realizada na Câmara é uma iniciativa da subseção local da OAB, juntamente com o Sindicato dos Professores e a Associação Cultural dos Amigos do Teatro (Acate).
A Secretaria de Comunicação de Ilhéus (Secom) confirmou que a próxima segunda-feira (21) não será feriado municipal. Em resposta a consulta feita pelo PIMENTA, a secretaria informa que esta será apenas data comemorativa alusiva ao Dia dos Comerciários.
Tanto repartições públicas como agências bancárias funcionarão normalmente em Ilhéus, apenas o comércio não abrirá. Havia a expectativa de edição de decreto estabelecendo feriado, o que não ocorreu.
FERIADO EM ITABUNA
Itabuna também decidiu, por meio de acordo entre comerciários e patrões, antecipar para o dia 21, próxima segunda, o Dia dos Comerciários. A diferença é que, ao contrário de Ilhéus, haverá feriado em Itabuna. O decreto foi assinado pelo prefeito Claudevane Leite e publicado na edição eletrônica do Diário Oficial.
Tempo de leitura: < 1minutoO assédio moral é definido como uma prática abusiva que atinge a dignidade do trabalhador
O assédio moral em estabelecimentos bancários será debatido em um ato público, programado para esta segunda-feira (21), a partir das 14 horas, no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia, que fica na Avenida Sete de Setembro, 308, em Salvador.
De acordo com o MPT, o setor bancário é hoje um dos mais afetados pelo assédio moral, considerada uma prática abusiva contra a dignidade do trabalhador, ou sua integridade física ou psíquica.
O tema será debatido por representantes dos bancos, trabalhadores, órgãos de fiscalização, Justiça Trabalhista e pesquisadores. O MPT fará, durante o ato, o lançamento de uma cartilha sobre o assédio moral e distribuirá cartazes para serem afixados nas agências.
Os servidores municipais de Itabuna elegem nesta sexta-feira (18) a nova diretoria de seu sindicato, o Sindserv. A votação começou às 8 horas e será concluída às 17h, havendo três urnas itinerantes que estão sendo levadas até as repartições, e uma fixa na sede da entidade, na Rua Ruffo Galvão.
Apenas uma chapa, apoiada pela atual diretoria, está inscrita no pleito. Ela é encabeçada pela técnica de enfermagem Wilmaci Oliveira.
Foi suspenso pregão eletrônico que visava abastecer a dispensa oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo matéria da Folha, o pregão previa, pelo menos, dez quilos de carnes, diariamente, na mesa do político. Eram 133 tipos de carnes e um total de 1,7 mil quilos do produto.
Dentre as carnes, destaque para filé mignon (R$ 4.050,00), salmão (R$ 1.710,00) e picanha ( R$ 1.975,00). A lista inclui ainda a compra de carne de marreco e pato. O pregão foi suspenso porque, segundo a assessoria do senador, havia “muito erro na quantidade” dos produtos, “itens em excesso” e “preços superfaturados”.
Tempo de leitura: 2minutosPlacar exibido pelo movimento nos 90 dias de resistência.
Os meninos e meninas do coletivo Reúne Ilhéus dão uma demonstração de resistência e certeza de objetivos aos movimentos sociais no sul da Bahia. Estão prestes a completar 100 dias em frente ao Palácio Paranaguá, em Ilhéus, para cobrar do município respostas concretas e que resultem em melhoria do sistema de transporte coletivo.
É natural que um movimento assim não encontre respaldo tanto no governo – afinal, está sendo acossado – e em outros setores da sociedade que fazem questão de se tornarem dependentes do Poder Público.
Se não têm apoio de movimentos organizados do patronato e de poderes públicos, as doações de alimentos recebidas de empresários e de ilheenses comuns reforçam a justeza de propósito do movimento. Afinal, o ilheense tem uma das passagens mais caras do interior do país – R$ 2,40, concedido pelo governo anterior – e só não houve reajuste por causa da pressão da sociedade e, claro, da resistência dos membros do Reúne Ilhéus, que pedem tarifa a R$ 2,00.
Mas o “Reúne” demonstrou que não é só isso. É exigir o passe-livre estudantil, é exigir que se abra a caixa-preta do transporte coletivo urbano – e cobrar melhorias no sistema. É, também, cobrar dos vereadores que investiguem a “mina de ouro” ilheense.
É natural, pois, que este movimento contrarie muitos, pois as mesmas empresas que são alvos do Reúne Ilhéus são aquelas que, geralmente, beneficiam políticos em busca de conquistar – ou manter – mandatos.
O prefeito Jabes Ribeiro, por exemplo, recebeu R$ 150 mil da família Carletto em sua campanha pelo Palácio Paranaguá. E a família é, justamente, a controladora da ViaMetro, uma das empresas que exploram o transporte público urbano no município.
Força, Reúne Ilhéus. Haverá quem, ainda hoje, diga que o movimento pode ficar desacreditado. Estes, podem estar sendo financiados pelos ocupantes do poder de plantão. Ou pelas empresas…
P.S.: Hoje, o grupo já é considerado o maior ato de ocupação do País. Estranho é que muitos poderosos se unam para que o movimento se desfaça, mas não se reúnem para analisar as propostas da “gurizada”. É a sociedade que temos…