Reportagem deste final de semana d´O Estadão revela que 3 mil professores deixam a rede estadual de ensino em São Paulo. Essa tem sido a média dos últimos cinco anos. A justificativa é uma suma de “salários baixos, pouca perspectiva e más condições de trabalho estão entre os motivos para o abandono de carreira”. Outros 782 deixam a rede municipal na capital do Estado.
Segundo a reportagem, “os docentes que abandonaram o Estado migraram para escolas particulares, redes municipais ou dão adeus às salas de aula”. Como reação às baixas anuais altas, o governo estadual planeja uma espécie de “Mais professores”. Confira clicando aqui.

Com a intenção de “brincar” com o público, na casa de eventos Wet’n Wild, Flausino saiu-se com esta:
– Aqui em Salvador o povo já não trabalha. Amanhã, domingão, nem f… né?
A plateia do show respondeu com uma sonora vaia e o roqueiro, constrangido, teve que pedir desculpas.
Assista ao vídeo:

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Em todos os contos, a boa literatura
Em Ponte estreita… não há liame claro entre os textos, e o locus da narrativa nem sempre é identificado. Às vezes, tal percepção soa irônica, como em “Cemitério”, que se passa em Cruz das Almas, ou em “O pacto”, quando um sujeito que tem acordo com o Capeta vai dar com os costados em Senhor do Bonfim. Há crítica social em “O caso do outdoor” e “Lôro d´água”, laivos de thriller policial em “O eletricista” e “Punhal de prata”, sugestões de humor negro em “O quinto suicídio de Sabrina Miranda” e “Joana e Avelino”. Na maioria dos contos, uma pitada de suspense e em todos a boa invenção literária, feita por mão madura, sem as pegadas deixadas pelos amadores.
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“A morte, pra mim, era meio de vida. Coisa que sabia fazer muito bem, por que não trabalhar com isso? Se Deus existe, acho que estou perdoado, pois não matei ninguém com raiva, nem por vingança, nem pra roubar. Nunca foi pessoal. Eu só ficava sabendo o nome do escolhido que era para poder encontrar e realizar o contrato. Se mereceu, nem quero saber. É tão somente um serviço. Só aperto o gatilho, ou encravo a faca, é morte que eu não decido, só faço aquilo que nem todo mundo sabe fazer, por fé, por covardia, ou falta de jeito, três coisas que eu não tenho” (de Punhal de prata, com epígrafe de Alceu Valença – pág. 60).
Por certo a gentil leitora e o exigente leitor conhecem o poemeto Política literária, de Drummond: “O poeta municipal/ discute com o poeta estadual/ qual deles é capaz de bater o poeta federal./ Enquanto isso o poeta federal/ tira ouro do nariz”. É uma celebração da pequenez fantasiada de grandeza, algo próprio dos eternos arrogantes, invejosos e ciumentos. Pela parte que me toca, se minha pobre prosa for lida na rua onde moro já me darei por satisfeito. Não tenho “colegas” a bater, não concorro, não reclamo, o êxito dos outros, em vez de me deprimir, me enleva. Acordo para este despertado por Woody Allen.Conversa de novato com grande estrela
Um ótimo diálogo de Meia-Noite em Paris (aqui comentado há dias, com a aprovação dos leitores que conhecem o filme) está no primeiro encontro dos personagens Gil Pender (Owen Wilson) e Ernest Hemingway (vivido por Corey Stoll). Pender é um escritor iniciante, e Hemingway é… Hemingway! Diante da hesitação do novato, o autor de Por quem os sinos dobram? joga duro: “Nenhum tema é ruim se a história é verdadeira e se a prova é limpa e honesta”. E o melhor é quando Pender, timidamente, pede para Hemingway ler os originais do livro em preparo. “Eu só queria uma opinião”, diz. “Minha opinião é que detesto”, ouve.
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Diante da frase grosseira, Pender argumenta: “Você nem leu…”, ao que faz Hemingway voltar à carga: “Detesto textos ruins. E se for bom, terei inveja e detestarei mais. Não queira a opinião de outro escritor. Escritores são competitivos”. Pender contemporiza: “Não vou competir com você…” e Hemingway volta a agredir: “Você é modesto demais, não é muito masculino. Se você é escritor diga que é o melhor escritor (dá um murro na mesa). Mas não será enquanto eu viver, ou quer decidir isso no braço?” O personagem mostra um tipo comum no meio intelectual, onde abundam egos grandes e pesados (na foto, Corey Stoll, agressivo, de dedo em riste).

A proposta de socorro de urgência para cães e gatos é reflexo das novas políticas de cuidados para animais e deve se multiplicar pelas grandes cidades.
Após a ação pacífica ontem (30), os produtores rurais de Buerarema, Una, São José da Vitória e Ilhéus afetados pela demarcação de terras consideradas tupinambás decidiram fazer protesto em Itabuna, na próxima terça (3), às 9h.
Os produtores sairão em passeata do Jardim do Ó até a Praça Adami. Na convocação, eles dizem considerar o relatório de demarcação da Fundação Nacional do Índio (Funai) “fraudulento”.
A assessoria da deputada Alice Portugal informou a este blog que a parlamentar não pôde participar da sessão de quarta (28) porque está em missão na China. Do país asiático, a deputada federal lamentou que a Câmara não tenha cassado o mandato de Natan Donadon, preso em presídio federal devido a gatunagem na Assembleia Legislativa de Rondônia.
No período em que foi diretor financeiro do parlamento, Donadon embolsou R$ 8,4 milhões, segundo as investigações.
9 deputados baianos deixaram de votar na sessão que livrou o parlamentar da degola. Quatro registraram presença, mas se abstiveram na “Hora H” (reveja aqui), e cinco estavam ausentes.

Usuários de ônibus em Itabuna estão sofrendo dobrado. Com o afrouxamento na fiscalização, as empresas estão encurtando alguns itinerários. Dentre as vítimas, estão usuários que residem ou se deslocam para o Jaçanã.
A contadora Carolina Araújo chegou no ponto de ônibus do Jardim do Ó às 8h40min. O relógio marcava 9h25min e ela ainda estava no ponto esperando ônibus para o Jaçanã. “Eles saem do Shopping [Jequitibá] direto para o São Caetano”, denuncia. Ou seja, encurtam o itinerário utilizando a Rótula Tancredo Neves, deixando de passar pelo Jardim do Ó.
A demora tem ocorrido constantemente, segundo Carolina. “Não é só hoje, é todo dia”, afirma ela, que, quando pode, caminha mais de 500 metros para pegar o ônibus na Praça Camacã. “A passagem é cara [R$ 2,20] e o serviço é ruim. As pessoas têm que tomar atitude. Isso aqui parece terra de ninguém”, indigna-se.
Resta saber se a “encurtada” no itinerário é consentida pela Prefeitura de Itabuna. Certo é que a “aliviada” para as empresas está incomodando quem paga pelo serviço. E caro.

Recomenda-se calmante a alguns dos vereadores que integram a bancada do prefeito Jabes Ribeiro na Câmara de Ilhéus, já que nesta terça-feira, 3, será apresentado o documento que propõe a abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) com a missão de investigar possíveis irregularidades no sistema de transporte coletivo.
A expectativa é de que os sete vereadores que compõem o bloco de oposição votem a favor da instalação da CEI. Esse é exatamente o número de votos necessários para iniciar as investigações.
Na quarta-feira, 28, uma discussão sobre a CEI terminou em pancadaria que envolveu o líder do governo, Alzimário Belmonte, o “Gurita” (PP). O irmão do vereador, identificado como “Bereta”, desferiu um soco no rosto de um militante do movimento Reúne Ilhéus, que defende a redução do preço da passagem de ônibus.
Para o vereador Lukas Paiva (PMN), o episódio gerou constrangimento para a Câmara e deixa a casa com o dever de dar uma satisfação à sociedade. “A Câmara precisa dar uma resposta positiva à população, e não a Jabes”, afirmou Paiva. O oposicionista disse ainda que a abertura da CEI não significa a condenação prévia das empresas de transporte coletivo.

Moradores do bairro São Judas têm se queixado das péssimas condições da Rua Inglaterra, que é o principal acesso ao condomínio Real Ville.
A pavimentação de qualidade sofrível, feita pelo governo passado, já está quase inteiramente tomada por buracos e o estrago aumentou com as chuvas dos últimos dias. Para completar, a Emasa fez reparos na rede de abastecimento e até hoje a Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedur) não mandou ninguém recuperar o asfalto.
As “vítimas” dizem ainda que houve recentemente o início de um trabalho de recapeamento na rua, mas a operação não foi adiante.

Quatro dos deputados baianos estavam presentes na sessão que acabou por livrar da degola Natan Donadon agiram como Pôncio Pilatos. Lavaram as mãos. Donadon, lembremos, é aquele parlamentar que teve os seus direitos políticos cassados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido a desfalque de R$ 8,4 milhões na Assembleia Legislativa de Rondônia, no período em que foi diretor financeiro.
Edson Pimenta, José Carlos Araújo e Sérgio Brito – todos do PSD – e Cláudio Cajado (DEM), embora estivessem no plenário, abstiveram-se.
No final, foram 233 votos pela cassação de Donadon, 131 contra e 41 abstenções – é nesse último grupo, o dos seguidores de Pôncio Pilatos, que estão os quatro baianos, conforme os registros eletrônicos da votação da última quarta (28).
Fica, aqui, a pergunta, quanto aos outros cinco deputados que faltaram à sessão, dentre eles Josias Gomes e Alice Portugal: onde estavam, o que faziam na tarde/noite da cassação de Donadon?

Sindicalistas ligados à Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e à CUT acabam de interditar a Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), no quilômetro 24, em frente ao Makro. Os manifestantes fecharam as duas pistas e atearam fogo em pneus e madeiras. A promessa é de que a rodovia será liberada por volta das 11h.
Ao PIMENTA, o comando dos protestos diz que a interdição da rodovia é parte das atividades do dia nacional de paralisações. Eles protestam contra projeto de lei da terceirização (PL 4330) e pedem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, dentre outras reivindicações.
Hoje à tarde, a partir das 14h, está programada passeata de movimentos populares na Avenida do Cinquentenário, em Itabuna. Dentre as bandeiras, a redução da tarifa de ônibus no município sul-baiano.
O vereador Solon Pinheiro (DEM) abraçou a causa do ex-prefeito Capitão Azevedo, na briga deste com a presidente do diretório municipal do DEM, Maria Alice Pereira. A informação é do blog Políticos do Sul da Bahia.
Segundo o blog, Solon convidou Azevedo para ir a Salvador, participar de uma audiência com o prefeito ACM Neto. A intenção do vereador seria encontrar apoio para assumir o comando do DEM em Itabuna e dar suporte à candidatura de Azevedo, provavelmente a deputado estadual.
Há poucos dias, Maria Alice fez duras críticas ao ex-prefeito e praticamente sugeriu que ele arrumasse as trouxas e fosse buscar abrigo em outra legenda. Azevedo pode se filiar ao PSL.

Itabuna é o quinto município mais populoso da Bahia e chega a 218.124 habitantes, de acordo com os critérios de estimativa populacional do IBGE. Os números divulgados ontem (29) servem para definir repasses constitucionais federais e estaduais aos municípios. O mesmo levantamento revelou que o Brasil tem hoje mais de 201 milhões de habitantes.
Pelas estimativas do IBGE, o número de habitantes do principal município sul-baiano cresceu mais de 6% entre 2010 e 2013. Há três anos, conforme o censo, Itabuna possuía 204.667 moradores.
Ilhéus cresceu em contingente populacional no mesmo período, mas muito pouco. Saltou de 184.236 para 184.616 habitantes. O município mais populoso do estado é Salvador (2.883.672), tendo Feira de Santana (606.139) e Vitória da Conquista (336.987) na sequência.
OS 10 MAIORES EM POPULAÇÃO NA BAHIA
1º Salvador 2.883.672
2º Feira de Santana 606.139
3º Vitória da Conquista 336.987
4º Camaçari 275.575
5º Itabuna 218.124
6º Juazeiro 214.748
7º Ilhéus 184.616
8º Lauro de Freitas 184.383
9º Jequié 161.391
10º Teixeira de Freitas 153.385
Pelas estimativas do IBGE, os contingentes populacionais dos pequenos municípios sul-baianos encolheram ainda mais nos últimos três anos. Almadina, Coaraci e Itapé são alguns destes exemplos. Nos últimos anos, o número de habitantes estagnou nestas cidades ou registrou queda.
Veja o caso de Itapé. Em 2010, o município possuía 10.995, caindo para 10.682 nesta estimativa. Almadina perdeu 30 habitantes. Eram 6.357 há três anos. Coaraci saiu de 20.964 para 20.620 agora.
Contrariando o exemplo, aparece Arataca, que saltou de 10.392 para 11.822 moradores. No geral, todos eles têm em comum a grande dependência do cacau.
Abaixo, confira a estimativa populacional para cada um dos 417 municípios baianos. Basta clicar no “leia mais”.