
A Base Comunitária de Segurança instalada provisoriamente na baixada do Bairro Monte Cristo, em Itabuna, é a oitava entregue pelo governo baiano. Inspiradas nos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as bases comunitárias são inauguradas em áreas sob domínio do tráfico ou de grande número de homicídios. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que Itabuna terá uma segunda unidade, em área ainda a ser definida.
Barbosa concedeu entrevista ao PIMENTA e disse que a quadra poliesportiva que a prefeitura cedeu como área para instalação da base será devolvida, recuperada, em quatro meses, quando a Base Comunitária permanente será inaugurada.
De acordo com ele, as próximas unidades a serem inauguradas serão as de Porto Seguro e Feira de Santana. A base de Itabuna será comandada pela tenente
PIMENTA – O governo tem dito que o combate à violência não é feito somente com polícia. Não é incoerência, então, construir a Base Comunitária justamente numa quadra poliesportiva?
MAURÍCIO BARBOSA – Não é incoerência, mas prioridade. A ocupação não é definitiva. Estamos aqui iniciando um projeto de segurança para beneficiar, aproximadamente, 30 mil pessoas e, temporariamente, ela vai ficar aqui, até a construção definitiva da base e a recuperação da quadra para os jovens.
A base definitiva sai em quanto tempo?
Acreditamos que, no máximo, em oito meses, mantendo-se a mesma equipe (efetivo) policial. Infelizmente, não tivemos outra opção para acelerar o processo de instalação provisória do terreno e posterior recuperação da área de lazer.
A instalação da unidade provisória tem a ver com índices de criminalidade ou, como se comenta, com o período eleitoral?
A questão é logo trazer os policiais que já estavam formados desde o início do ano. A nossa previsão era de que as obras físicas já estivessem prontas. Então, para não perdermos mais tempo, fizemos a opção de construir essa base provisória nos moldes de como têm sido feitas as UPPs cariocas.
Existem fortes críticas quando à localização da Base, considerada vulnerável pela própria geografia do local…
A questão da vulnerabilidade vai exatamente do trabalho que a polícia veio aqui para fazer. O trabalho policial oferece riscos. Minimizamos esses riscos (com a operação deflagrada em agosto). A população não pode ficar à mercê da bandidagem.
























