
Do Comunique-se
Um dos programas de rádio mais antigos do país, ‘A Voz do Brasil’ é um entulho do autoritarismo e não faz sentido que emissoras comerciais sejam obrigadas a reproduzir o conteúdo.
A comparação foi um dos momentos mais quentes de um bate-papo ocorrido nesta quinta-feira, 23, na ESPM, entre os diretores das rádios Bandeirantes, Estadão/ESPN e Jovem Pan. Rodrigo Neves, Acácio Costa e Paulo Machado de Carvalho Neto, respectivamente, afirmaram que manter a obrigatoriedade é impedir a prestação de serviço.
Para o diretor da Jovem Pan, emissora que atualmente lidera uma campanha contra o programa do governo, é importante entender que a história evoluiu, o rádio acompanhou as mudanças e o que era necessário nos anos 1940 não se aplica aos dias de hoje. “A veiculação deveria ser opcional. Estamos em uma cidade grande, com problemas sérios de trânsito e deixamos de prestar serviço às 19h em função de um programa feito de uma forma absolutamente discordante”. Carvalho critica o formato da ‘A Voz do Brasil’ que, segundo ele, está desatualizado.
Neves trouxe para o debate a questão da flexibilização do horário, que seria para ele a melhor opção. Se aprovado, o projeto permitirá que as rádios transmitam o programa até às 23h.























