Pesquisa de intenções de voto para governador em Ilhéus, feita nos dias 15 e 16 de maio, aponta uma ‘virada’ para o petista Jaques Wagner. Segundo um levantamento de consumo interno, ele teria praticamente a soma de votos dos seus principais oponentes, Paulo Souto e Geddel Vieira Lima. A diferença pró-oposição é de mísero meio ponto percentual.
A situação de Wagner em Ilhéus é melhor do que em Itabuna, onde a sua vantagem para Souto, por exemplo, era pequena. E, na pesquisa Vox Populi, incluiu-se Itabuna e Ilhéus ficou fora. O levantamento ouviu eleitores de 36 municípios baianos.
A polícia já identificou todas as quatro vítimas da chacina ocorrida nesta madrugada, na favela do Gogó da Ema, bairro São Caetano, em Itabuna. Além de Hugo Soares da Silva Filho, 45 anos, morador do local, foram mortos Lucas Santos Oliveira, o “Buiú”, de 19 anos, que morava no bairro Mangabinha; Afonso Santos Pereira, 16, que residia na Vila Anália; e Mateus Santos de Jesus, conhecido como “Maicon” ou “Neguinho”, do bairro Novo Jaçanã.´
Buiú, segundo informou uma parente do próprio ao repórter Oziel Aragão, do Xilindró, era o alvo do assassinos, juntamente com o Maicon. Os outros dois teriam morrido por estar no mesmo local.
Testemunhas revelaram que os assassinos escondiam os rostos com máscaras negras, portando escopetas e uma metralhdora. O crime tem provável ligação com o tráfico de drogas.
É evidente que o apoio do ex-prefeito Fernando Gomes ao médico Renato Costa, presidente do PMDB de Itabuna e pré-candidato a deputado estadual, vai criar uma enxurrada de constrangimentos.
Fernando, com toda sua “delicadeza”, dizia horrores de Renato. A língua de Fernando ficou mais afiada quando Renato se aproximou do petista Geraldo Simões, se tornando o seu principal aliado.
Renato Costa, no entanto, não teve outra saída que não fosse a de aceitar o apoio do ainda vivo fernandismo, sob pena de contrariar o ex-ministro Geddel, o responsável direto pela inesperada e inusitada reaproximação.
GEDDEL E SOUTO
O presidente Luis Inácio Lula da Silva só espera o apoio formal do PMDB a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República, para tomar um posicionamento em relação ao imbróglio envolvendo os dois partidos em alguns estados da federação.
Lula, com sua popularidade lá no céu, já admite a presença de Dilma em dois palanques, como vai acontecer na Bahia com as candidaturas do governador Jaques Wagner (reeleição) e do ex-ministro Geddel.
Lula não vai aceitar é que em um segundo turno entre o PT e o DEM, o PMDB, que passou todo o governo usufruindo das benesses do poder, com mais de cinco ministérios, fique com o candidato do DEM, ex-Partido da Frente Liberal (PFL).
Para o presidente Lula, não tem cabimento Dilma subir no palanque de Geddel e, depois, lá na frente, em uma segunda etapa eleitoral, o ex-ministro passe a apoiar o ex-governador Paulo Souto.
Em conversas reservadas, Lula diz que um possível apoio de Geddel a Paulo Souto seria uma inominável e imperdoável traição.
Por que a Ponte Presidente Dutra, que interliga Juazeiro e Petrolina, está duplicada do meio até o lado pernambucano e é pista única na banda baiana? O DEM prepara uma peça publicitária para atacar o assunto.
O povo, que não perdoa, já está chamando a Presidente Dutra de Ponte Picolé (palito baiano e sorvete pernambucano).
Quatro pessoas foram assassinadas em um barraco no Gogó da Ema, na região do São Caetano, em Itabuna. As execuções ocorreram por volta da 1h deste domingo. Três homens invadiram um barraco na rua Hélio Aragão e efetuaram os disparos, informa o Xilindró Web.
Das quatro vítimas, só uma foi identificada até agora. Chamava-se Hugo Soares da Silva Filho, 45 anos. Outro executado pelos bandidos foi reconhecido apenas pelo prenome Lucas.
Os homens estavam fortemente armados. Usaram escopeta, espingarda calibre 12 e uma metralhadora. O atendimento foi feito pela Polícia Militar, já que a Civil está em greve desde o dia 19. As investigações somente serão iniciadas com o fim da paralisação nacional.
A polícia já teria identificado e os taxistas sentem na pele: em Itabuna, uma quadrilha se especializou em roubar táxis. Nos últimos meses, cinco carros foram ‘levados’ somente na praça da estação rodoviária.
Um casal entra no táxi e solicita corrida para outra cidade, alegando ter perdido o ônibus e haver urgência em chegar ao destino. O clima é de apreensão na categoria.
O jornal Valor traz, no cadernoFim de Semana, uma reportagem reconstituindo o período mais complicado do Governo Lula, em 2005, quando estourou o episódio do Mensalão. A certa altura, se diz que a medida da crise era o consumo de bebidas e comidas.
O comunista Aldo Rabelo sorvia generosas doses de cachaça. O hoje governador da Bahia, Jaques Wagner, enxugava tranquilamente – e sozinho – um litro de uísque, às vezes alternado por rum ou vinho, conta a reportagem. Os dois faziam parte do grupo que monitorava a crise e propunha saídas. Wagner, apesar das altas doses, mantinha “a compostura e a língua afiada”.
A reportagem também revela que a principal arapuca pra tentar pegar o presidente Lula no episódio do Mensalão foi armada pelo senador Antônio Carlos Magalhães e o deputado federal ACM Neto, que arquitetaram a tomada do depoimento quase “camicase” do publicitário Duda Mendonça.
Tempo de leitura: < 1minutoAzevedo: espaço pra "Marcão" (Foto arquivo 30.06.09).
E não é que a turma do ex-assessor municipal Marcos Gomes voltou a mandar na saúde… Na semana que passou, Marcão, como é chamado pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM), conseguiu derrubar Álvaro Catarino, do cargo de coordenador administrativo do Samu 192 em Itabuna.
Marcão colocou em seu lugar (no lugar de Catarino, bem entendido!) um amicíssimo, deslocado da unidade de saúde do Pedro Jerônimo. Tá podendo!
Na gestão do ex-prefeito e pai Fernando Gomes, Marcos, aquele de nome e sobrenome, mandava e desmandava na pasta da Saúde. As suas garras voltaram a crescer. Afiadíssimas, pois.
O estudante José Denisson da Silva Neto, de 17 anos, foi assassinado brutalmente na porta do Colégio Ciso, em Itabuna, na tarde de quinta-feira, dia 20.
Denisson estava na porta da escola, quando dois homens se aproximaram em uma moto e um deles deflagrou quatro tiros que atingiram o estudante na perna direita, abdome, braço esquerdo e nas costas. O jovem, que cursava a oitava série, morreu na hora.
“Não, José Denisson não era apenas um estudante e sim um jovem envolvido com o tráfico de drogas, que morreu numa guerra pela disputa dos pontos de venda”, bradaram os simplistas, reverberando o noticiário policial, quase que com o alivio de que há um marginal a menos em circulação.
Mas não é tão simples assim.
José Denisson era apenas um estudante, jovem da periferia paupérrima de Ilhéus que se mudou para a periferia paupérrima de Itabuna.
O consumo de drogas foi o caminho natural de uma existência em meio a grandes dificuldades e nenhuma perspectiva de futuro.
(Foto Pimenta na Muqueca – 20.05.10).
Um perfil que se encaixa perfeitamente no padrão de crianças e adolescentes que são recrutados pelos traficantes.
De consumidor, ele passou a vendedor de drogas.
Um desses inúmeros soldadinhos do tráfico, que comercializam pequenas quantidades em portas de escolas e bares, ganhando um dinheirinho que mal dá pra sustentar o próprio vício.
E que de tão abundantes no, digamos, mercado, acabam se tornando absolutamente descartáveis, visto que não faltam peças de reposição.
José Denisson foi apenas mais uma peça descartada nessa engrenagem macabra, em que o tráfico encurta a vida de milhares de jovens e adolescentes.
No momento em que José Denisson deixou de ser apenas estudante para se tornar estudante e soldadinho do tráfico, selou o próprio destino.
Morreu como morrem tantos e tantos soldadinhos, tombados numa guerra que quase sempre só atinge a parte de baixo do submundo das drogas.
É lícito supor que se existissem políticas públicas de inclusão de jovens e adolescentes, José Denisson não estaria na porta do colégio, onde encontrou a morte, mas na sala de aula, onde poderia encontrar um futuro melhor.
Inúteis perorações, verborragia pura, diante de um corpo estendido no chão, diante dos colegas de escola, testemunhas de uma lição de violência cotidiana que assusta, mas que não se faz absolutamente nada para evitar.
Não foram apenas quatro tiros que mataram José José Denisson.
Foi também uma arma letal que atende pelo nome de omissão.
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor do recém-lançado Vassoura.
Em busca de explicações para a aceleração do crescimento da pré-candidata do PT à Presidência da República, conforme o último Datafolha, caciques tucanos concluíram que Dilma Rousseff foi beneficiada pela superexposição que vem tendo na mídia neste mês de maio. Referem-se especialmente às inserções e ao programa do PT, no qual Lula cantou e decantou as qualidades de sua escolhida.
Para o tucanato, a partir de junho o pré-candidato José Serra irá recuperar o terreno perdido.
Outra leitura do Datafolha, principalmente quando se observa o crescimento das manifestações espontâneas a favor da ex-ministra, projeta exatamente o contrário do que os serristas almejam.
Marco WenseLúcio e Geddel Vieira (Foto Pimenta arquivo 30-08-2009).
Não é verdade que o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB ao cobiçado Palácio de Ondina, esteja despreocupado com a mais recente pesquisa de intenção de voto do instituto Vox Populi.
Na sondagem, o peemedebista aparece na terceira posição com 9%, atrás do democrata Paulo Souto (32%) e do petista Jaques Wagner (41%). O presidente estadual da legenda, Lúcio Vieira Lima, esperava um resultado perto dos 15 pontos.
É evidente que Geddel , para evitar um crescente movimento de desânimo em sua campanha, principalmente entre os prefeitos do PMDB, faz de tudo para não demonstrar qualquer tipo de preocupação com as pesquisas eleitorais.
Toda boa articulação do PMDB, atraindo o senador César Borges para compor a chapa majoritária e vários partidos para apoiar o ex-ministro, não surtiu o efeito desejado pelos peemedebistas.
Correligionários bem próximos de Geddel, que apostavam em uma melhora do ex-ministro, alguns até falando em uma situação de empate técnico com Paulo Souto, começam a perder a esperança.
Um segundo turno entre Wagner e Geddel parece cada vez mais distante.
RUMO AO HEXA
Victor Wense, meu filho, com seus 12 anos de vida, aluno do Colégio Sagrado Coração de Jesus, assim que recebeu a tabela da copa do mundo de 2010, fez a seguinte previsão.
Oitavas de Final: França x Nigéria, Inglaterra x Sérvia, Alemanha x EUA, Argentina x Uruguai, Holanda x Paraguai, BRASIL x Chile, Itália x Camarões e Espanha x Costa do Marfim.
Quartas de Final: Holanda x BRASIL, França x Inglaterra, Argentina x Alemanha e Itália x Espanha.
Semifinais: Inglaterra x BRASIL e Argentina x Espanha. A grande final: BRASIL x Espanha.
Para Victor Wense, a Argentina perde da Espanha e ganha da Inglaterra, ficando em terceiro lugar. A seleção brasileira, com o placar de 3×2, ganha da Espanha. O terceiro gol, o da vitória, será marcado pelo zagueiro Lúcio.
Soou no mínimo como falta de sensibilidade o convite da Associação dos Magistrados da Bahia para um “happy hour comemorativo”, programado para o dia 28 de maio, na sede da associação, em Salvador.
De acordo com a Amab, os comes e bebes vão comemorar os aniversários e promoções ocorridos no semestre. Os críticos, no entanto, ponderam que a atual situação do judiciário baiano – enlameado pela denúncia dos supersalários e paralisado pela greve dos serventuários – não torna o convescote muito oportuno.
Será realizado de 26 a 28 de maio, na Casa de Angola – Bahia, em Salvador, o III Seminário: Preconceito na fala, preconceito na cor. O evento é coordenado pela professora Antônia Santos e tem confirmada a presença do doutor Kabengele Munanga, da USP, como palestrante principal.
Os organizadores propõem um debate sobre uma identidade e um nível de igualdade entre as pessoas, independentemente da cor, atentando para as mais variadas formas de preconceito, seja linguístico, racial, religioso ou social.
O evento, nos dias 26, 27 e 28 de maio, terá atividades sempre no horário das 8h às 12h e das 14h às 17h.
Acidente matou Regiane e feriu Edgard e Tiago (Fotomontagem Agravo).
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de habeas corpus ao foragido Thadeu Silva Oliveira, acusado de atropelar e matar os estudantes Regiane Vitório e José Fernando Bispo, em 14 de março deste ano. Thadeu e o amigo Adriano Barreto participavam de um racha na avenida Lomanto Júnior, no Pontal, que resultou na morte dos estudantes. Outras três pessoas ficaram feridas.
O pedido de habeas corpus foi negado pelo ministro Dias Toffoli. O advogado de Thadeu, Djalma Eutímio de Carvalho, alegou falta de fundamentação para o decreto de prisão preventiva contra o comerciário, o que seria um “constrangimento ilegal”. O ministro do STF não entendeu assim. Para o magistrado, a defesa errou ao recorrer ao Supremo sem que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) julgasse o mérito do pedido.
Caso o STF, assim como o STJ, decidisse sobre o caso, haveria “supressão de instância”. Ou seja, como o pedido de HC ainda não havia sido julgado pelo TJ-BA, tanto o STJ e o STF estão impedidos de analisar o pedido. Thadeu está foragido. O outro participante do “pega fatal”, Adriano Barreto, está preso no Ariston Cardoso, em Ilhéus.