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Marcos Coimbra, para o Correio Braziliense

As eleições são muitas coisas na vida de um país, desde um salutar reencontro dos cidadãos com sua capacidade de ação, limitada pela complexidade do estado moderno, até uma oportunidade para avaliar sua trajetória recente, quando os eleitores decidem o que nela deve ser mantido e o que deve ser mudado. São mais que uma troca da pessoa que está à frente do governo.

Votar em um candidato a presidente é se pronunciar sobre um amplo conjunto de questões, importantes para o presente e o futuro da sociedade. Não é surpresa, portanto, que seja um ato que causa ansiedade e tensão na maioria das pessoas, tanto maior quanto menos informadas elas se sentem para tomar a melhor decisão.

Nossa experiência com eleições presidenciais democráticas é, lamentavelmente, pequena. Nem dá para falar nas que tivemos antes de 1930, pelas restrições severas ao sufrágio. Há 100 anos, por exemplo, Hermes da Fonseca se elegeu presidente da República com o voto de 400 mil eleitores (todos, aliás, do gênero masculino, pois as mulheres eram proibidas de votar). Rui Barbosa, seu oponente, teve 200 e poucos mil. Somados, fizeram menos que os eleitores de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, o 15º município brasileiro em termos de eleitorado.

Depois do Estado Novo e antes da redemocratização, só fizemos quatro eleições presidenciais. Comparadas às da República Velha, foram mais abertas, mas ainda cheias de limitações, pois jovens e analfabetos não podiam votar e os partidos de esquerda estavam proibidos. Se pensarmos que se passaram 90 anos entre a primeira eleição direta (a de Prudente de Morais) e a vitória de Tancredo, é muito pouco.

Quando, após a Constituição de 1988, voltamos a eleger presidentes pelo voto dos cidadãos, foi como se começássemos do zero. Havia, é verdade, uma parcela do eleitorado que tinha memória de haver votado antes, mas era pequena, menos que 10% dos que estavam aptos em 1989. A imensa maioria das pessoas não fazia idéia de como escolher um presidente.

A dificuldade aumentava pela ausência de identidades políticas estruturadas. A ditadura não havia apenas suprimido o direito de voto, mas cerceado a organização partidária, extinguindo os velhos partidos e inventando outros, distantes de nossa cultura política. O novo sistema partidário que emergiu com seu fim estava em seus primórdios, com todos os problemas da primeira infância: excesso de siglas, volatilidade, não-diferenciação, infidelidade doutrinária, migração errática dos eleitos de um partido para outro.

Em um sistema como esse, a saída para o cidadão era criar seus próprios critérios de escolha. Privado do aprendizado que vem da experiência e sem ter como referência organizações partidárias estáveis (e confiáveis), só lhe restava chamar a si a responsabilidade integral de identificar “o melhor”, dentro do cardápio que o sistema político oferecia.

Até o final dos anos 1990, um tipo de depoimento se repetia nas pesquisas qualitativas, traduzido em uma imagem: o “olho no olho”. As pessoas diziam que escolhiam candidatos “olhando em seus olhos” na televisão, procurando identificar sua honestidade, sua sinceridade, se tinham ou não bons propósitos. Pobres e ricos, jovens e velhos, com maior ou menor escolaridade, todos concordavam com essa ideia absurda. De que, magicamente, enxergariam a verdade dos candidatos lá onde ela menos se revela, na televisão.

Uma das coisas boas da democracia é que ela avança. Com o tempo, os cidadãos amadurecem, aposentam mitos e deixam ilusões para trás. Hoje, cada vez menos se fala no “olho no olho”. Cada vez mais, os eleitores percebem que a escolha de um presidente não é um desafio íntimo, a procura épica de um “melhor” idealizado, à qual se segue a epifania de uma descoberta.

Escolher candidatos se tornou mais simples: olhar o que representam, de que lado estão, qual é sua turma. Podendo, também comparando o que faz cada lado, cada turma, quando governa.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Vox Populi.

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Júlio César é campeão italiano pela Inter.

A Inter de Milão não decepcionou neste domingo e garantiu o pentacampeonato italiano, ao vencer o Siena por 1 a 0, fora de casa. Candidata ao título, a Roma fez a sua parte, ao superar o Chievo, mas não conseguiu evitar a conquista dos rivais.

A equipe da capital chegou a ficar com as mãos na taça até o intervalo, quando vencia por 2 a 0, fora de casa. A vitória e o empate sem gols da Inter garantia o título à Roma, já que os dois times ficariam empatados na classificação geral e os milaneses levavam desvantagem no confronto direto (primeiro critério de desempate).

Mas o argentino Milito, mais uma vez, salvou a Inter ao marcar aos 12 minutos da segunda etapa. O time de José Mourinho chegou aos 82 pontos, dois a mais que a Roma, e assegurou o quinto título consecutivo da competição. Ao todo, soma 18 troféus do Campeonato Italiano, superando o arquirrival Milan. Agora, a Inter só está atrás da Juventus, que acumula 27 títulos.

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Prezado Pimenta,

A nota transmitindo parte da entrevista do candidato Fábio Lima na programa Resenha da Cidade, da rádio Jornal de Itabuna de que Augusto Castro como pré-candidato “vem derramando dinheiro no sul da Bahia para obter apoio de lideranças regionais e votos” não condiz com a realidade, muito menos com a prática adotada na conquista e na articulação política realizada pelo candidato, não se coadunando também por óbvio com as condutas das lideranças e apoios políticos por este conquistados.

As aleivosias lançadas pelo pré-candidato Fábio Lima além de não serem verídicas encontram-se ausente de provas, depondo contra a moralidade de todas as lideranças e apoios conquistados não só por mim, como também por outros candidatos.

A perda de apoio político por ele apontada encontra guarida tão somente na falta de articulação e plataforma política por ele apresentada, não sendo prudente fazer germinar fatos destituídos de provas contra mim ou qualquer pessoa que esteja disputando uma vaga na AL, tentando representar o município de Itabuna nas eleições de 2010.

Quanto a eleição de 2008 da vereadora Rose Castro, a lisura naquele pleito restou demonstrada no próprio processo eleitoral pelo que me consta, não havendo nenhuma denúncia ou representação por partido, candidato ou Ministério Público contra a candidata, devendo esclarecer que a pré-candidatura deste nada tem a haver com a vereadora.

No mais agradeço a atenção dispensada, esperando que os leitores desse blog possam dissociar a cólera do candidato seja pela falta de traquejo ou articulação política, impedindo desta forma que acusações levianas venham a manchar ou deturpar a conquista de apoios de lideranças políticas na base do diálogo e de um projeto político que vise melhorias e avanços a Itabuna e ao Estado da Bahia.

Atenciosamente,

Augusto Castro.

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Político habilidoso e já experiente, apesar dos 31 anos de idade, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto – ou simplesmente ACM Neto (DEM) – esteve em Itabuna nesta sexta-feira (14) e concedeu entrevista exclusiva ao Pimenta na Muqueca.

Confrontado com uma pergunta sobre as relações do prefeito de Itabuna, seu correligionário, com políticos e pré-candidatos de todos os quadrantes, Neto partiu em defesa de Azevedo. As conversas deste com o governador Jaques Wagner (PT) e com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) – na visão do democrata – estariam circunscritas ao âmbito institucional e não refletirão apoio nas eleições de outubro.

O neto de ACM diz que o governo itabunense é bom, assegurando que dispõe de pesquisas internas que indicam essa situação. Ele também vê perseguição do governo estadual ao prefeito Capitão Azevedo, o que explicaria – no entendimento dele – os problemas na gestão da saúde no município, por exemplo.

O jovem parlamentar, que tentará o seu terceiro mandato na Câmara, faz críticas severas ao governador Jaques Wagner, ataca a gestão da segurança pública e diz que, para voltar ao poder, bastará ao DEM “falar a verdade”. Neto também questiona um presumido crescimento de Geddel Vieira Lima na corrida sucessória e acredita que haverá segundo turno nas eleições, entre um candidato do governo (Wagner ou Geddel) e Paulo Souto (DEM). Ao final da entrevista, ele confessa ser um leitor assíduo do Pimenta.

Ouça a entrevista feita pelo repórter Fábio Roberto:

PARTE 1

PARTE 2

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Deu na Istoé

Com as pesquisas de opinião na ponta da língua, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), acredita que pode ser reeleito no primeiro turno. “Repare, essa é a fotografia de hoje”, disse à ISTOÉ, mas ressalvando que é cedo para cantar vitória.

Segundo levantamento do Instituto Campus, Wagner tem 48,8% das intenções de voto, contra 22% do ex-governador Paulo Souto (DEM) e 10,5% do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). “Há que aguardar o programa eleitoral em agosto, mas, se não houver um fato novo, a tendência atual deve ser mantida”, prevê Wagner. Estaria pesando a seu favor a geração de 201 mil empregos desde 2007.

— Afinal, quando foi feita esta pesquisa, governador?

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Dilma passa à frente de Serra, segundo Vox Populi.

Dois meses depois do esperado, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) passou à frente do ex-governador paulista José Serra (PSDB) na série de levatamentos do Instituto Vox Populi. A pesquisa ouviu dois mil eleitores em 117 cidades brasileiras, de 8 a 13 de maio, e foi encomendada pela Rede Bandeirantes.

De acordo com este levantamento, Dilma Roussef está com 38% (era 31% em abril) e Serra com 35% (34%. Ela está à frente, mas em situação de empate técnico. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. Marina Silva, do PV, pontua com 8%.

Em um eventual segundo turno, Dilma teria 40% contra 38% de Serra.

Quando apurado o voto espontâneo, quando o eleitor diz em quem vai votar sem que lhe apresentem uma lista de candidatos, Dilma vai a 19% e Serra alcança 15%. Em janeiro, ambos tinham percentuais idênticos: 9%.

O Vox Populi traz números preocupantes para Serra na região Sudeste, onde estão concentrado o maior percentual de eleitores do país. Lá, a situação é de empate técnico entre os dois principais candidatos.  Dilma alcança 44% no Nordeste e 41% no Norte. Serra lidera no Sul, com 44%.

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ALFABETIZADO QUE NÃO LÊ, ANALFABETO É

Ousarme Citoaian
Há algum tempo, em Itabuna, uma professora de alfabetização infantil, na solenidade de “licenciatura” de seus alunos, recomendou aos mesmos que lessem. “A gente se alfabetiza para ler, pois, se não fosse assim, não valeria a pena o meu esforço, nem dos pais de vocês, nem de vocês”. O discurso me emocionou. Se não o aplaudi de pé, solitário, solidário e esperançoso, foi com receio de ser internado com urgência em nosocômio psiquiátrico credenciado pelo SUS. Está certíssima a professora: se não leio, para quê me alfabetizei? A alfabetização é irmã siamesa da leitura e prima carnal da escrita.

A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS

Tenho dificuldade para explicar o assunto. Mas imagino que o alfabetizado que não lê é como aquele indivíduo que cursa a faculdade, licencia-se, por exemplo, em Direito e, depois, monta uma loja de calçados. Com todo respeito, para ter êxito com uma empresa comercial necessita-se de alguma técnica (que pode ser apreendida na prática da observação) e talento para os negócios. Então, ir à escola para ser comerciante é dissipar inteligência, perder tempo importante a estudar o que não interessa, usar a linha curva para ir de um ponto a outro, quando a reta é a menor distância.

CAMINHO PARA A TRANSFORMAÇÃO

A propósito de professores, aproveito para registrar dois textinhos, com sugestão de que pensemos a respeito deles: “Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Falou e disse o educador brasileiro Paulo Freire (foto); “O professor medíocre conta; o bom professor explica; o professor superior demonstra; o grande professor inspira”, sentenciou Arthur Ward, administrador americano.

HOJE É DIA DO PROFESSOR

Conservadora e preconceituosa (isto está comprovado em vários estudos), a sociedade brasileira tem ojeriza ao novo. Certos setores sofrem ataques agudos de urticária tão logo entram em contato com alguma coisa fora da mesmice. Isto é perceptível também quanto ao conhecimento. Todos nós já ouvimos a expressão calhorda “quem sabe faz; quem não sabe, ensina”. Uma grosseria contra o professor. Se é possível graduar as profissões, esta fica ao lado ou à frente do que há de mais importante. Vá o comentário por conta do Dia do Professor. É 15 de outubro? E daí? Façamos de conta que é hoje também.

COISAS DE MARSHAL MCLUHAN

Ligo a tevê e, num lance de má sorte, dou de cara com um ilustre especialista em nutrição, explicando as excelências da vitamina Ê. Assim mesmo: vitamina Ê. “A vitamina Ê faz, a vitamina Ê acontece”, e por aí segue. As vitaminas são identificadas por letras (A, B, C, D, E e K, com ligeiras variações) – e não existe em língua portuguesa a letra Ê. Interligada pela tecnologia – veja conceito de aldeia global de McLuhan (foto) –, a sociedade brasileira parece condenada a repetir bobagens linguísticas que, dicionarizadas mais tarde, adquirem status de consagração. Mas continuam sendo o que são: bobagens.

DIFERENÇA ENTRE LETRA E FONEMA

Dizem os conhecedores da língua (aqueles que não têm disposição para “consagrar” babaquices) que esse Ê não é letra, mas fonema. A quinta letra do nosso alfabeto (também segunda vogal) chama-se E (com som aberto). Não se trata de implicância nem de regionalismo nordestino, mas da pronúncia correta. Vale para qualquer canto do Brasil. Quem fala Ê é paulista mal informado ou quem repete a televisão, como se ela fosse, mal comparando, a Bíblia. Assim, vamos chamar IBGÊ e não IBGÉ, sendo que aquele famoso colégio de Ilhéus (o I.M.E., na foto de Mendonça), baianamente dito IMÊÉ, passa a se chamar IMÊÊ. Lá ele!

PRECONCEITO ATINGE NOMES DE  MULHER

Marcos de Castro, aqui várias vezes referido, nos chama a atenção para o imenso preconceito que a gramática alimenta contra as mulheres. E destaca a questão dos nomes próprios, que me passara despercebida: “Boa parte deles nasce de nomes masculinos e só se tornam nomes de mulher quando recebem desinência feminina”. O jornalista e filólogo aponta uma exceção, aliás nome muito bonito, de sonoridade cristalina e origem “nobilíssima”: Mariana. Trata-se da justaposição de Maria e Ana (Nossa Senhora e sua mãe). De Mariana nasceu Mariano, uma formação rara.

EM CASA DE JOÃO, MULHER ERA JOÃOZINHO

Entre os romanos, as mulheres eram tão sem importância (tanto em casa quanto na sociedade) que muitos dos seus nomes eram somente diminutivos dos nomes masculinos. Agripina (de Agripa) e Messalina (de Messala) são os exemplos citados por mestre João Ribeiro. É algo que soa hoje tão ridículo quanto se a um homem chamado João correspondesse uma mulher batizada como Joãozinho. Ao acaso, alguns nomes que nasceram do masculino: Manuela, Getúlia, Paula, Lúcia, Júlia, Maura, Antônia, Célia, Fernanda, Márcia e Patrícia.

PATRÍCIA AMORIM É PRESIDENTA DO FLA

Patrícios eram os nobres romanos, a elite à qual se conferia alta dignidade, em determinado período. Mais tarde, o substantivo comum transformou-se em próprio, e de Patrício veio Patrícia (que nada tem a ver com as atuais patricinhas). Por falar nisso, Marcos de Castro sugere que a nadadora Patrícia Amorim reaja às tentativas de chamá-la de presidente, dizendo aos repórteres: “Por favor, sou mulher e mãe, e tenho o direito de ser tratada por uma forma feminina. Sou presidenta do Flamengo, não sou presidente”. Dá neles, Patrícia!

DA ARTE DE ESCREVER BEM

O pesquisador Jorge de Souza Araujo me espanta a cada página. Num dos seus livros mais recentes, Graciliano Ramos e o desgosto de ser criatura, vejo que Quebrangulo, onde nasceu o Velho Graça, significa “matador de porcos”, em quimbundo. Jorge aponta forte semelhança entre o autor de Vidas secas e o escritor e ativista italiano Antonio Gramsci (foto): os dois foram criticados pelos seus partidos comunistas (PCB e PCI) por “falta de vigor revolucionário”, estiveram presos, adoeceram na cadeia e voltaram à liberdade no mesmo ano (1937). Gramsci, vítima do fascismo de Mussolini; Graciliano, do de Getúlio. O brasileiro escreveu Memórias do cárcere; o italiano, Cartas do cárcere.

GRACILIANO RAMOS EPIGRAMISTA

Graciliano Ramos, o que surpreende quem lê sua prosa descarnada, fez incursões na poesia.  Ele disse que compunha sonetos “para adquirir ritmo”, sem nunca ter pretendido ser poeta. “Aprendi isso para chegar à prosa, que sempre achei muito difícil”, afirmou. E o estoque de inusitados nesse Graciliano Ramos de Jorge Araujo (ganhador do Concurso Nacional de Literatura da Academia Alagoana de Letras) ainda guardava um inesperado Velho Graça epigramista: “De sífilis terciária, um dia, enfim, morreu/Este de alcoice imundo ignóbil filho espúrio/E a terra que o comeu/Entrou logo a tomar injeções de mercúrio”, escreveu ele contra desafeto anônimo.

ROBERTO DAMATTA E AS BALAS PERDIDAS

Sou um raro brasileiro que nunca viu (nem pretende ver) Tropa de elite. Também não quero ler Elite da tropa. Fico com a opinião de Roberto DaMatta, quando diz que “o cinema brasileiro é uma deprimente, com as exceções de praxe: só mostra pobreza, miséria, sofrimento, prostituição e bandidagem”. Prefiro o faroeste, a violência lá longe, antiga e vingada. Para ver polícia e bandido trocando tiros, basta estar na rua de uma grande cidade. Bom pra quem gosta de emoções fortes. No faroeste há justiça; no dia-a-dia das balas perdidas, não (e quando digo faroeste, me refiro aos americanos). A ficção não supera a realidade.

ITALIANO EM TEMPO DE TELENOVELA

 Faroeste italiano é como acarajé feito por baiana branca, se vocês me entendem. Já se vê, sou seletivo: Sergio Leone, o grande nome do spaghetti western, não entra em minha lista. Seu Era uma vez no Oeste, por exemplo, não me agrada, porque tem timing de telenovela (e eu detesto telenovela). Se a crítica adora Era uma vez, azar da crítica. Vamos fazer uma lista de dez ou vinte? Eu dou a saída com Matar ou morrer (Fred Zinnemann), Onde começa o inferno (Howard Hawkins), Os Brutos também amam (George Stevens), O homem que matou o facínora (John Ford), El Dorado (refilmagem de Onde começa) e Paixão de fortes (Ford).
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as

ESTRANHA FORMA DE DIZER “I LOVE YOU”

Filmes de caubói (como se dizia antigamente), às vezes, têm referências surpreendentes. Em Onde começa o inferno, Angie Dickson ameaça vestir uma roupa que deixa as pernas à mostra e ouve do desajeitado xerife John Wayne: “Se você usar isso em público, eu vou prendê-la”. E ela, chorando de felicidade: “Até que enfim! Pensei que você nunca ia dizer que me ama”. Ele, espantado: “Eu disse que ia prendê-la. Ela: “É a mesma coisa”. Em Paixão de fortes, Henri Fonda, caído por Cathy Downs, busca ajuda no velho Farrell Mac Donald: “Você já esteve apaixonado?”. Resposta: “Não. Sempre fui barman”. Filme americano com humor inglês…

O HOMEM, O RIFLE E O CAVALO

Outro recurso recorrente no cauboi é a música. High noon (Matar ou morrer), My Darling Clementine (Paixão de fortes) são bons exemplos. Em Onde começa o inferno, há um intervalo na tensão de quatro homens à espera de uma quadrilha inteira, quando Dean Martin e Rick Nelson cantam um tema country (My rifle, my pony and me), com a ajuda do “doidinho” Walter Brennan, tendo John Wayne como plateia. É a síntese do gênero: o vaqueiro, a arma, o cavalo e a mulher amada. Confira em vídeo:
 
 

(O.C.)
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Há pouco, no início desta noite de sábado, um policial militar, a serviço na sede da 1ª Companhia da PM, no bairro da Conceição, coibia o tráfego de bicicletas pela ponte Góes Calmon (a chamada Ponte Velha). De fato, alguns ciclistas teimam em desrespeitar a proibição de circular por aquela via, ignorando inclusive as placas ali existentes.

Até aí, o policial não cumpria mais do que o seu legítimo dever. O incompreensível na história é que o PM não se conformava em parar e advertir os ciclistas. Ele gritava, esbravejava e humilhava as pessoas sem a menor necessidade.

Um homem, que levava  recipientes de água mineral em sua bicicleta, foi parado, levou uns bons gritos e teve a bicicleta apreendida. Seguiu a pé com os dois garrafões  que transportava. Voltou minutos depois, em companhia de uma mulher, para tentar conversar com o valentão e recebeu mais uma dose de gritos.

Infelizmente, tem gente que confunde autoridade com autoritarismo e extrapola. É o caso desse nervosinho.

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Segundo a empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos em Itabuna, uma das maiores dificuldades para a realização desse serviço é o hábito de muitos moradores de deixar o lixo na via pública fora do horário, além de mal-acondicionado.

Pois vejam o exemplo da própria Câmara de Vereadores. Nesta sexta-feira  (14), havia pilhas de caixas, cadernos, livros e papeis soltos, tudo esparramado em um ponto da área externa do prédio.

O flagrante é do fotógrafo Waldir Gomes, que identificou até obras da literatura no meio do “lixo” da Câmara.

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Obra prossegue na Cinquentenário

Em mensagem enviada ao Pimenta, o empresário Fernando Florêncio levanta dúvida sobre o teste ao qual a Prefeitura de Itabuna diz ter submetido as pedras que vão compor os novos passeios da avenida do Cinquentenário.

A avaliação, feita na Uesc, teria aferido somente a resistência à pressão, mas o teste mais importante é o que mede a capacidade do piso de suportar a chamada abrasão. Em outras palavras, isso significa o atrito produzido pelo pisoteio no revestimento.

Observa o empresário, que atua no setor de pisos, que os dois únicos laboratórios habilitados a realizar o teste de abrasão situam-se em São Paulo. São eles o Laboratório Falcon Bauer e a Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica).

Florêncio afirma ainda que o material produzido à base de cimento tem baixa resistência à abrasão e, portanto, não é recomendado para a utilização em pisos.

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Bruno Barros Barboas, de 23 anos, morreu neste sábado (15) no Hospital Calixto Midlej Filho. Ele estava internado desde a noite de terça-feira (11), após ter sido baleado quando fazia sexo dentro de um carro, nas proximidades do Grapiúna Tênis Clube.

Informações do site Radar Notícias dão conta de que Bruno estava em companhia de uma garota de programa de 16 anos e teria sido abordado por um assaltante. Ao reagir, levou dois tiros, que lhe atingiram na cintura e em uma das pernas.

O corpo do rapaz foi trasladado para Salvador, sua cidade de origem.

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O fornecimento de energia elétrica à Casa dos Artistas, em Ilhéus, foi religado nesta sexta-feira (14), como informa o diretor do espaço, Romualdo Lisboa. Segundo ele, a medida foi determinada pelo gestor regional da Coelba, Carlos Moraes, atendendo a “súplicas da sociedade ilheense”.

O Pimenta noticiou na quinta-feira (13) o corte da energia da Casa dos Artistas, que foi motivado por um débito atrasado de R$ 1,5 mil. O espaço cultural, que recebe subsídio da Secretaria Estadual da Educação, espera agora reativar um convênio com a Prefeitura.

Com a normalização do fornecimento de energia, a Casa retorna com os espetáculos noturnos de teatro, violão, cordel, oficinas e a sessão semanal do Cineclube Équio Reis.

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O ex-zagueiro Emerson Nonato da Silva, o Borgel, do Itabuna Esporte Clube e Colo Colo, foi preso ontem à noite com sete papelotes de cocaína, na porta da Boate Ballo, na avenida José Soares Pinheiro.

O ex-atleta, na versão da polícia, estava vendendo a droga na porta da boate e tentou se desfazer de parte do “pó”. Borgel negou que a droga lhe pertencesse. Segundo o blog Xilindró Web, o atleta foi autuado em flagrante e passará alguns dias no Conjunto Penal de Itabuna.