O governador Jaques Wagner discursa na praça do Canhão, em Itacaré, e desferiu petardos contra os seus opositores ao falar de questões delicadas no sul da Bahia: a demarcação de terras indígenas na região de Olivença (Ilhéus), o quase-falecido aeroporto Jorge Amado e recursos para a lavoura cacaueira.
– A 11 meses das eleições, cuidado com os profetas do apocalipse, que têm solução para tudo e todos.
O governador disse receber “com humildade” as cobranças pelo funcionamento pleno do aeroporto Jorge Amado (confira aqui) e que as cobranças relativas a esta questão serão transmitidas ao presidente Lula. Em agosto, o governo federal e o próprio governador anunciaram que o aeroporto voltaria a operar sem restrições em outubro, o que não ocorreu.
Ao abordar a questão demarcatória de 47 mil hectares de terra em Olivença (Ilhéus), Una, Buerarema e São José da Vitória, ele disse ser a favor de uma tomada de decisão racional. A área é reivindicada pelos tupinambás. “Sou amplamente favorável ao direito das populações originais, mas não acho razoável [a posse definitiva aos tupinambás], porque aqui não se trata de latinfundiários ou de [produtores] que usurparam a terra”.
Wagner ainda observou ser necessária a criação de uma comissão demarcatória, principalmente numa região “que há anos vem sofrendo com a vassoura-de-bruxa” e agora o aeroporto e a demarcação de terra. “Alguém que vive numa terra há cem anos [os pequenos produtores], não pode ser expulso”, complementou.
O governador ainda discursa numa praça tomada por aproximadamente cinco mil pessoas. Ele está companhado do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e uma comitiva de secretários estaduais e mais de 10 deputados federais e estaduais, além de prefeitos.



















