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O jornalista Joselito Reis teve uma crise hipertensiva e foi internado há pouco no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. Joselito é assessor de comunicação da Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento) e, segundo informações, teria passado mal após saber que seria exonerado.
Depois que a confusão foi instalada, a Emasa correu para desmentir a exoneração do jornalista. Segundo o diretor-financeiro da empresa, Juscelino Azevedo, que foi ouvido pelo programa Resenha da Cidade – Esporte e Notícia, na Difusora, tudo não passou de uma “brincadeira de mau-gosto”. O diretor não revelou quem foi o autor da “brincadeira”.
No hospital, onde foi atendido pelo médico Raimundo Freire, Joselito Reis recebeu um telefonema do prefeito Capitão Azevedo, que o tranquilizou quanto à permanência no cargo.
Exonerados na Emasa, por enquanto, só os sete funcionários que participaram da passeata de protesto na última quarta-feira (27), na avenida do Cinquentenário (confira).

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Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com
Quando se acha que nada mais surpreende naquilo que a política tem de pior, dada a sucessão de escândalos e os incontáveis exemplos de má utilização dos recursos públicos, ainda é possível se indignar, mesmo que diante de um ato, digamos, menor diante da dimensão monstruosa das estripulias cometidas pelos nossos bravos representantes (isso mesmo: eles nãos representam, foram eleitos pelo sufrágio universal!).
Na última quinta-feira, dia 28, o presidente do Senado, José Sarney, conseguiu provocar aquela sensação que mistura nojo e incredulidade.
Flagrado recebendo auxílio-moradia, uma das incontáveis mordomias concedidas a senadores e deputados, mesmo tendo uma mansão luxuosa em Brasília, Sarney apareceu diante das câmeras de televisão para dizer que não pediu para receber o “mimo” e que -acreditem- não percebeu que esses recursos estavam sendo depositados em sua conta. Isso depois de ter negado receber tal auxílio e ser desmentido pelos fatos.
Recebeu sim e agora anuncia que vai devolver o dinheiro ganho ilegalmente, cerca de 3 mil e 800 reais por mês. Pediu desculpas com uma cara de pau merecedora de hectolitros de óleo de peroba e ficou por isso mesmo.
Sempre fica por isso mesmo.
Inacreditável Sarney, esse primor de desprendimento, que não percebe nem o dinheiro que cai na sua conta. Ou, por outra leitura, 3 mil e 800 reais é pouca coisa para ele.
José Sarney representa o secular coronelismo político que é uma marca da política brasileira. Controla o Maranhão com mão de ferro e paralelamente ao domínio da máquina estatal, construiu um patrimônio invejável.
Ícone da ditadura militar, o acaso deu-lhe a presidência da República após a redemocratização do Brasil. Foi um presidente de triste memória, virou senador pelo insignificante Amapá e, no melhor estilo PT de escolher aliados, quando parecia viver o ocaso político, ganhou a presidência do Senado no início do ano.
Sua posse foi como a abertura de uma porteira, ou da tampa de uma privada. Não passa uma semana sem que algo de errado brote das entranhas do Senado. Embora, é sempre bom repetir, sempre fica por isso mesmo.
Acabou o espetáculo de caradurismo?
Ainda não. Nunca acaba.
Flagrado Sarney e, justiça seja feita ele não está sozinho nisso, flagrados outros senadores recebendo auxílio-moradia sem precisar, veio a explicação do próprio Senado: tudo não passou de um erro administrativo.
Isso mesmo: um reles erro administrativo.
Seria o caso de rolar de rir. Mas, decididamente, não é esse o caso.
Não é mesmo.
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Reza a história que no ano 40 d.C., o imperador romano Caio César, o Calígula, nomeou seu cavalo, Incitatus, para o Senado Romano. Um Incitatus no Senado Brasileiro de hoje causaria menos estupor.
E sairia bem mais barato.

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O jornalista José Adervan, dono do Jornal Agora, cobrou do prefeito Capitão Azevedo o cumprimento de uma promessa de campanha. Não foi nenhuma obra, mas uma postura: planejamento. Para ilustrar a preocupação, resgatou uma expressão do repertório popular.
“Durante a campanha, você afirmava que sua administração seria pautada no planejamento, que é o norte de qualquer gestão. Hoje vemos obras sendo feitas na ‘bestunta’. Quando o município vai planejar suas ações, inclusive para dar a Itabuna uma cara de século 21?”
Como exemplo de obra da bestunta do Capitão, Adervan citou a ponte do São Roque. “Você mesmo disse que essa obra foi decidida num dia em que passava de carro pelo local e viu as dificuldades das pessoas. Não foi fruto de um planejamento, embora ela seja muito importante”. A ‘assistência’, mais até do que o Capitão, ficou abestada com a incisão de Adervan durante a coletiva de Azevedo com a imprensa regional.
Em tempo: Azevedo respondeu que resultado de planejamento só aparece após, pelo menos, um ano. “Estamos reunindo dados. Depois é só apertar o botão do computador que as necessidades serão apontadas e as soluções serão implementadas”. Prático, não?
Atualizado as 12h37min

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Curto-circuito entre os secretários municipais Maurício Athayde (planejamento) e Fernando Vita (desenvolvimento urbano), há pouco, antes do prefeito Capitão Azevedo iniciar a entrevista coletiva para fazer o que os gestores municipais mais sabem nestes últimos meses: lamentar-se das dificuldades financeiras.
Athayde explicava que a educação absorve 40% dos gastos com a folha de pagamento, a saúde outro tanto considerável… E aí o peemedebista Fernando Vita observou que a sua secretaria, a Sedur, não estava no gráfico.
Athayde se desculpou pelo “esquecimento”, mas informou que a Pasta de desenvolvimento urbano consumia apenas 4% da folha.
Vita não aguentou: – 4%, né? E vocês ainda querem uma cidade arrumada?
O clima ficou quente. Vita até agora comenta com jornalistas que a prefeitura não lhe dá as condições necessárias para trabalhar.
Estaria sendo fritado, secretário?
Em tempo: a coletiva começou há cerca de 20 minutos, no Itabuna Palace Hotel.

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A avaliação do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 76,2% em março para 81,5% em maio, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, informa a Folha. A aprovação ao governo subiu de 62,4% para 69,8%, e a reprovação oscilou de 7,6% para 5,8%. Na pesquisa presidencial espontânea, Lula teria 26,2%, José Serra (PSDB), 5,7%, e Dilma Rousseff (PT), 5,4%. Já num segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano teria 49,7% contra 28,7% da petista.

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A turma do Centro de Apoio Pedagógico aos Deficientes Visuais (CAP), em Salvador, até ficou feliz quando soube que receberia um incentivo do Governo do Estado. Só que ninguém entendeu quando as caixas foram abertas… Tratava-se de 23 televisores, equipamentos não muito úteis para um órgão que trabalha com pessoas que não possuem o sentido da visão.
As TVs continuam encaixotadas e o CAP espera que elas sejam trocadas por algo de maior serventia.

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Em um encontro realizado ontem, na sede da UPB em Salvador, as lideranças estaduais do PR – à frente o senador César Borges – manifestaram o desejo de unir-se ao DEM, PSDB e ao PMDB para derrotar o projeto de reeleição de Jaques Wagner.
A proposta foi ouvida com atenção pelo presidente do diretório do PMDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, que é conduzido por controle-remoto pelo irmão Geddel.
O PMDB continua naquela de não deixar claro com quem vai ficar. Claro, o objetivo é manter todos os pretendentes na expectativa e escolher aquele que oferecer o maior dote.
Jarbas Vasconcelos já explicou o método do partido.

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Em novembro, os advogados vão eleger os novos presidentes da OAB (nacional, estaduais e nos municípios).
Oduvaldo Carvalho, que comanda a subseção da Ordem em Itabuna, já avisou que não vai disputar reeleição.  E um grupo numeroso de advogados escolheu um candidato que, a princípio, nem pensava na hipótese, mas vai acabar sendo convencido pelo “clamor da massa”.
O nome do ungido é Andirlei Nascimento, figura queridíssima entre os profissionais do Direito. Esse, se for mesmo candidato, é praticamente imbatível.

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Ruy quer a liderança, mas governo quer Solon
Ruy quer a liderança, mas governo quer Solon

Apesar de toda a esperteza que lhe caracteriza, o vereador itabunense Ruy Machado (PRP) não consegue emplacar-se na liderança do governo Azevedo. Querer ele quer e muito, tanto que até já se anunciou líder, mas era “conversa pra boi dormir”.
Pior é que, para tristeza de Ruy, o seu atual quase desafeto político, Solon Pinheiro (PSDB), é procurado a todo momento pelo prefeito e seus emissários para assumir o posto de líder na Câmara.
Solon, que é o vereador mais novo de Itabuna, mas não demonstra a menor inocência, diz que prefere acordos pontuais com o governo, sem ficar com o carimbo de governista. E muito menos de líder!
 – Não quero ter que defender o governo mesmo quando ele estiver errado. E isso um líder precisa fazer – explica o novato, com ares de raposa política.

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Do Política Livre
O deputado federal Geraldo Simões, vice-lider do PT na Câmara, fez um alerta para o risco de conflito na região de Olivença/Ilhéus, Una e Buerarema, a partir de um parecer da Funai que admite a existência de 47 mil hectares como uma possível área de demarcação para os índios tupinambás.
A área em questão envolve centenas de propriedades rurais, além de uma parte de Olivença, que possui hotéis, pousadas, equipamentos de lazer e um complexo comercial e de prestação de serviços  que gira em torno do turismo.
“Embora a posição da Funai ainda deva passar por várias etapas e não exista nenhuma garantia de que os 47 mil hectares serão transformados em reserva tupinambá, a medida criou um clima de insegurança na área e já começa a existir uma animosidade, que pode descambar para uma situação de maior gravidade”, afirma  Geraldo Simões.
Ele já fez gestões junto ao governo federal e ao governo do Estado  para que seja buscado o consenso. “Os índios têm direito de reivindicar uma área onde possam viver com dignidade, mas deve ser respeitado também o direito dos produtores que trabalham em suas terras obtidas de forma legítima, assim como das pessoas que vivem nas áreas urbanas”, afirma o deputado.
Uma decisão inicial da Funai, sem valor de lei, ressalta Geraldo, não pode ser utilizada como pretexto para invasões e ameaças às famílias de agricultores, como já vem ocorrendo.

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Veja como é a política. Um dos amigos mais chegados do prefeito Newton Lima, de Ilhéus, o secretário de Serviços Públicos, Carlos Freitas, é tido e havido como o homem que mais ajudou na reeleição do atual mandatário.
Para quem não lembra, Newton usou e abusou da falta de projetos e se garantiu no que ele próprio chamava de ‘política do feijão com arroz’: tapar buraco, emendar calçamento, fazer canteiros… Carlinhos, literalmente, pavimentou o caminho de Newton de volta ao Palácio Paranaguá. Sem falar que é o único a peitar a oposição para defender o prefeito.
A ironia disso tudo é que Carlos Freitas, mesmo gozando da amizade privada do prefeito, subiu no telhado. Dificilmente pula a fogueira de São João como secretário. A origem do bombardeio tem endereço bem próximo ao gabinete de Newton. E o engraçado disso tudo é que o prefeito ilheense talvez seja o único da região a poder bater no peito e dizer que ganhou a eleição sem dever favor – nem dindim – a quase ninguém. Em tese, deveria ter o controle do governo.
Vai entender o que se passa por baixo daquele vistoso topete…

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Leitor do Pimenta vinha de Ilhéus para Itabuna no final da tarde de hoje. Quando passava pelo Salobrinho, avistou num boteco às margens da pista um grupo de estudantes e um senhor de barba branca e abundante, no maior bate-papo.
O velhinho não era Papai Noel, mas John “Maddog” Hall, o guru do Linux, que acabara de proferir palestra na universidade.