É uma conta relativamente simples. A prefeitura de Ilhéus injeta, mensalmente, cerca de R$ 250 mil nas empresas do transporte coletivo, para adquirir passes (‘carregamento’ dos smart cards) para seus funcionários. Essas empresas pagam, a título de Imposto Sobre Serviços (ISS), cerca de R$ 60 mil. Para esse valor, a uma alíquota de 6%, o faturamento das empresas deveria ficar em torno de R$ 1 milhão por mês.
Ora, se apenas os funcionários da prefeitura (só os que utilizam o buzu) gastam R$ 250 mil em transporte por mês, como poderia o restante da população (mais de 200 mil pessoas) representar apenas R$ 750 mil aos cofres das empresas?
Essa pergunta foi feita na sessão especial que debateu o transporte coletivo em Ilhéus, na Câmara Municipal, na quarta-feira (29). Como o tema era “palpitante”, como sugeriu o presidente Zé Neguinho, os debates descamparam para o bate-boca e ninguém respondeu a questão.
























