"Dona Maria" é acusada de ser a maior criminosa da Bahia || Foto Alberto Maraux/SSP
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A Justiça decretou, nesta quarta-feira (26), a prisão preventiva de Jasiane Silva Teixeira, conhecida como “Dona Maria”, apontada como uma das principais líderes do tráfico de drogas na Bahia. O mandado foi expedido pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos de Organização Criminosa de Salvador.

“Dona Maria” é investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que a denunciou no último dia 20 por crime de lavagem de dinheiro. A decisão judicial determina que a acusada seja transferida de São Paulo para a Bahia.

Ela é acusada de comandar o tráfico de drogas e armas na região de Vitória da Conquista e outras áreas do sudoeste baiano. Além disso, ela é suspeita de ser sócia do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de liderar o Bonde do Neguinho (BDN).

Jasiane foi presa em janeiro deste ano, em São Paulo, onde foi encontrada com R$ 66 mil, 10 celulares e documentos contábeis relacionados ao tráfico de drogas, ocasião em que ainda teria tentado destruir provas ao perceber a presença da polícia, conforme informou o Ministério Público da Bahia.

A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e econômica, além de evitar que a acusada interfira na instrução criminal ou fuga da aplicação da lei. Jasiane integra o chamado ‘Baralho do Crime’ da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e responde a quatro ações penais por crimes de homicídio e tráfico de drogas.

SUSPEITA DE LIDERAR UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

De acordo com o Gaeco, “Dona Maria” administrava facção criminosa de tráfico de drogas na região de Vitória da Conquista, sendo responsável pela contabilidade da Orcrim e dos seus fluxos de caixa.

As investigações apontaram que “Dona Maria” ocultava os lucros criminosos pulverizando os recursos em contas de diversas pessoas, mediante depósitos fracionados. Os valores, segundo o MP-BA, retornavam para ela mesma ou para outros membros da organização criminosa sem possibilidade de rastreamento pelos órgãos de controle financeiro e de persecução penal.

Segundo denúncia do Gaeco, “Dona Maria” lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas usando até a conta de sua filha menor de idade. A mulher nega os crimes. Ela seria casada com um líder uma facção criminosa.

PRESA MULHER APONTADA COMO LÍDER DE FACÇÃO NA BAHIA; DONA MARIA ESTAVA COM R$ 66 MIL

Delegado Nilton Tormes é exonerado da Depom || Imagem G1
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) publicou, nesta quarta-feira (26), a exoneração do delegado Nilton Tormes da coordenação do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (Depom). O membro da Polícia Civil é suspeito de envolvimento no desvio de fuzis apreendidos durante uma operação, em 2024.

O delegado afirmou que recebeu o comunicado sobre o inquérito com surpresa e que vai colaborar com a investigação. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A operação investiga o desvio de 14 fuzis apreendidos durante ação policial em julho de 2024, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A equipe policial que participou da ação informou que seis fuzis foram apreendidos, mas a denúncia indicou que havia pelo menos 20 armas do tipo no local, além de pistolas.

A denúncia ainda apontou o desaparecimento de joias e dinheiro que estavam no local alvo da ação. Na ocasião, os policiais também apreenderam uma metralhadora, mil munições, coletes balísticos e 10 quilos de pasta base de cocaína.

Bolsonaro é 1º ex-presidente réu por tentativa de golpe || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (26) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro se torne réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. A decisão foi unânime.

É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos Artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático de Direito) do Código Penal brasileiro.

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

Até o momento, seguiram o relator os ministros Flávio Dino e Luiz Fux. Ainda devem votar a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo e onde tramita a denúncia sobre golpe.

Em seu voto, Dino buscou garantir que as defesas terão oportunidade de construir suas próprias narrativas, que serão levadas em consideração no momento adequado. “Justiça é diferente de justiçamento”, disse ele.

“Temos que aferir a conduta, uma a uma, independentemente do julgamento moral que tenhamos sobre a pessoa”, assegurou.

Fux destacou que o voto do relator detalhou ponto a ponto as condutas e crimes imputados a Bolsonaro e outros sete aliados. “Em relação à autoria e a materialidade, a procuradoria e o ministro Moraes legaram à turma e à sociedade tudo quanto nós precisávamos saber para o recebimento da denúncia”.

O ministro ressalvou, contudo, que durante o processamento da ação penal deverá apresentar divergências em relação ao cálculo das penas. “Confesso que em determinadas situações me deparo com uma pena exacerbada”, afirmou.

ACUSAÇÃO

Conforme a acusação da PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

Em seu voto, Moraes afirma “não haver dúvidas” sobre conhecimento de Bolsonaro acerca do documento:

“Não há dúvida que o denunciado Jair messias Bolsonaro conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta de golpe”.

Qual a implicação desse conhecimento para o cometimento dos crimes imputados pela PGR deve ser ainda verificada durante a instrução da ação penal, disse Moraes. “A interpretação do fato vai ocorrer durante a instrução penal.”

No voto, Moraes frisou que o plano de Bolsonaro começou a ser posto em prática em julho de 2021, quando em uma transmissão ao vivo pela internet o ex-presidente “atacou as urnas eletrônicas sem nenhum fundamento e sem apresentar nenhum elemento concreto”.

O objetivo seria insuflar aliados e criar o clima para que Bolsonaro permanecesse no poder mesmo com derrota na tentativa de reeleição, em 2022, conforme narra a denúncia, destacou Moraes.

A denúncia “aponta o aumento da intensidade da agressividade de forma progressiva, integrando a execução de seu plano” autoritário, destacou Moraes.

OITO RÉUS

A maioria da Primeira Turma votou ainda para que mais sete aliados de Bolsonaro se tornem réus na mesma ação penal sobre o golpe. Todos compõem o chamado “núcleo crucial” da denúncia. São eles:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
Augusto Heleno, general do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

DETALHAMENTO

Em um voto longo, com mais de uma hora e 40 minutos de duração, Moraes recorreu a vídeos, tabelas e estatísticas para rebater cada uma das oito defesas. Ele começou por destacar a violência dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores de Bolsonaro.

Um vídeo com cenas da “batalha campal”, como descreveu o ministro, foi colocado durante a sessão da Primeira Turma do Supremo, colegiado responsável por julgar o caso. Para rebater as alegações de falta de provas, Moraes apresentou, na parte final de seu voto, uma tabela relacionando dos os atos apontados pela PGR como criminosos e todas as provas documentais colhidas pela Polícia Federal (PF).

Para Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, “descreveu satisfatoriamente os fatos típicos ilícitos, com todas as circunstâncias, dando aos acusados o amplo conhecimento dos motivos e das razões pelas quais foram denunciados”.

O ministro destacou que o julgamento desta quarta tem por objetivo somente verificar se há indícios materiais suficientes para se abrir uma ação penal, na qual as defesas terão a plena oportunidade de construir suas próprias narrativas sobre os fatos apresentados pela acusação. Da Agência Brasil.

Leandro foi morto a tiros no Hernani Sá || Foto Fábio Roberto Notícias
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Criminosos assassinaram um jovem a tiros, na noite desta terça-feira (25), no Hernani Sá, bairro da zona sul de Ilhéus. Ao PIMENTA, a Polícia Civil informou que a vítima foi identificada como Leandro Batista dos Santos, de 25 anos. Um homem de 41 anos, que estava com Leandro, também foi baleado, mas sobreviveu.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) prestou os primeiros socorros à segunda vítima e a levou para o Hospital Regional Costa do Cacau. Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.

De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram praticados por dois homens, que utilizaram uma motocicleta para fugir. A 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) instaurou inquérito para investigar a autoria e a motivação do homicídio e da tentativa de homicídio.

“Oitivas e diligências estão em andamento para esclarecer o caso. As guias perícias foram expedidas e o corpo de Leandro removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT)”, acrescentou a corporação em nota enviada ao site.

Delegado Nilton Tormes é investigado pela Polícia Civil || Imagem G1
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A Polícia Civil da Bahia investiga a suspeita de envolvimento de um membro da corporação no desvio de fuzis apreendidos durante operação deflagrada em 2024. O delegado Nilton Tormes, coordenador do Departamento de Polícia Metropolitana de Salvador (Depom), passou a ser investigado após uma denúncia à Corregedoria da instituição.

O delegado afirmou que recebeu o comunicado sobre o inquérito com surpresa e que vai colaborar com a investigação. Na última sexta-feira (21), a Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar a denúncia feita à Corregedoria.

A operação investiga o desvio de 14 fuzis apreendidos durante ação policial em julho de 2024, no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A equipe policial que participou da ação informou que seis fuzis foram apreendidos, mas a denúncia indicou que havia pelo menos 20 armas do tipo no local, além de pistolas.

A denúncia ainda apontou o desaparecimento de joias e dinheiro que estavam no local alvo da ação. Na ocasião, os policiais também apreenderam uma metralhadora, mil munições, coletes balísticos e 10 quilos de pasta base de cocaína. Com G1.

Titular da PGR, Paulo Gonet lê resumo de denúncia em sessão do STF || Imagem TV Justiça
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A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal de início, nesta terça-feira (25), ao julgamento da denúncia contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro e os outro setes denunciados formaram o núcleo central da intentona golpista.

Caso aceite a denúncia, o STF tornará réus Bolsonaro; Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022; general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; e Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Além do crime de organização criminosa armada e tentativa de golpe de estado, eles são acusados de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas pode chegar a até 36 anos de prisão.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou as acusações, alegou não ter tido acesso total às provas e solicitou que o plenário – e não a 1ª Turma – do STF julgue o caso. Também pediu a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino do processo.

A TV Justiça transmite a sessão de julgamento no seu canal no YouTube.

Governador anuncia mudanças nas forças de segurança da Bahia || Foto Joá Souza/GovBA
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O governador Jerônimo Rodrigues promoveu mudanças no comando das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Polícia Técnica (DPT). As nomeações estão publicadas no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (25).

O coronel Antônio Carlos Silva Magalhães assume o comando-geral da Polícia Militar em lugar do coronel Paulo Coutinho. O novo subcomandante-geral é o coronel Antônio do Nascimento Lopes.

Na Polícia Civil, o delegado André Viana foi nomeado delegado-geral, substituindo a delegada Heloísa Brito. O novo delegado-geral terá como delegada-geral adjunta Márcia Pereira dos Santos, ex-diretora do Draco, referência nacional no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Jerônimo com os novos comandantes || Foto Joá Souza/GovBA

O coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes será o sucessor de Adson Marchesini no comando do Corpo de Bombeiros. No Departamento de Polícia Técnica, o perito criminal Osvaldo Silva assume como diretor-geral em lugar da perita Ana Cecília Bandeira.

O governador agradeceu aos policiais que deixam seus cargos e falou das escolhas para os comandos das forças de segurança. “É natural que mudanças aconteçam para oxigenar o trabalho. Os novos dirigentes chegam com respaldo técnico, experiência acumulada e credibilidade interna, prontos para impulsionar políticas de segurança mais modernas, articuladas e eficazes para a sociedade baiana”, disse o governador.

Pataxós acusam estado de agir na ilegalidade || Foto Tiago Miotto/Cimi
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O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e indígenas pataxós se manifestaram contra a Operação Pacificar, deflagrada nesta semana, no extremo-sul da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA). Policiais Civis e militares cumpriram 12 mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão contra o Povo Pataxó, na quinta-feira (20), em aldeias no município de Prado.

O Cimi afirmou que policiais revistaram casas e fizeram disparos de arma de fogo durante a ação na Terra Indígena Barra Velha. Helicópteros e 20 viaturas foram empregados na operação. O Cimi também apontou a presença de policiais sem identificação e denunciou que “fazendeiros e pistoleiros” atuaram junto com as forças de segurança pública. “Fizeram uma espécie de varredura, sobretudo em áreas retomadas no entorno do Monte Pascoal”, diz a nota divulgada pela entidade indigenista.

O Conselho, que é vinculado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Igreja Católica, acusa a Secretaria de Segurança Pública do Estado de promover a invasão de casas “sem apresentar mandado [de busca e apreensão]”.

Por meio da página Pataxó News, do Instagram, os indígenas afirmaram que 14 e não 12 pataxós foram presos e denunciaram o desaparecimento de outros 25 membros da etnia originária. Também alegaram que a prerrogativa do emprego da força na região é da Polícia Federal e não das polícias Civil e Militar.

No último dia 11, o pataxó Vitor Braz foi assassinado por pistoleiros dentro da Terra Indígena Barra Velha. No mesmo dia, os pataxós reivindicavam, em Brasília, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicasse a portaria declaratória de reconhecimento oficial do território indígena.

O OUTRO LADO

O PIMENTA entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para obter posicionamento sobre as denúncias dos indígenas. A Pasta afirmou que “reforçou as ações preventivas e de inteligência, através da Força Integrada de Combate a Crimes Comuns Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais, buscando ampliar a manutenção da paz no Extremo Sul da Bahia”.

De acordo com a SSP-BA, a Operação Pacificar cumpriu determinações da Justiça. “Todos os procedimentos foram acompanhados por instituições estaduais e federais”.

A Secretaria também informou que o policiamento segue reforçado na região, por tempo indeterminado.

Breno (no destaque) foi morto a tiro no bairro Jorge Amado || Imagens Verdinho Itabuna
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A Polícia Militar deteve um adolescente de 16 anos suspeito de assassinar outro adolescente, nesta sexta-feira (21), no Jorge Amado, em Itabuna. A vítima foi identificada como Breno Rafael Santos Santana, de 13 anos.

Breno foi morto com um disparo de arma de fogo. Segundo as primeiras informações, o adolescente apreendido teria confessado que fez o disparo, mas alegou que agiu de forma acidental. Por ter menos de 18 anos, ele pode ser autuado por ato infracional análogo ao crime de homicídio.

Ainda conforme a versão do adolescente detido, quando tudo ocorreu, ele e Breno assistiam a um filme de ação em uma residência na Rua Pitanga. Informações divergentes apontam que o adolescente já havia feito ameaças contra Breno.

A PM também apreendeu um revólver calibre 38. A arma estava escondida em um terreno próximo à casa onde Breno foi morto.

A Polícia Civil vai instaurar inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Breno Rafael. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. Com Verdinho Itabuna.

Crime foi cometido em frente à UPA da Esperança || Imagem Redes Sociais
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Criminosos mataram dois homens e feriram um adolescente num ataque a tiros, nesta quarta-feira (19), em frente à Unidade de Pronto Atendimento da Esperança, na Avenida Governador Roberto Santos, em Ilhéus. Ao PIMENTA, a Polícia Civil informou que as vítimas foram identificadas como Ronaldo Lima da Silva, de 50 anos, e Ilysson de Jesus Fernandes, de 21.

A 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) investiga a autoria e motivação do crime. Conforme a apuração, o adolescente, que tem 15 anos, não era alvo dos criminosos. “Ele estava do outro lado da rua e foi ferido pelos tiros”, acrescentou a Polícia Civil em nota enviada ao site.

O crime foi cometido à noite, por dois homens, no passeio da UPA. Atingidos por vários disparos, Ronaldo Lima e Ilysson morreram no local. Como já estava perto da UPA, o adolescente foi levado para a unidade e, depois, transferido para o Hospital Regional Costa do Cacau. Não há detalhes sobre o estado de saúde deles.

Os investigadores escutam testemunhas e fazem outras diligências para esclarecer o crime e localizar os autores.

PRF recuperou caminhão e resgatou motorista || Foto PRF
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) frustrou um assalto no quilômetro 430 da BR-101, em Ubaitaba, no sul da Bahia. Durante patrulhamento, a equipe foi alertada por usuários da rodovia sobre a presença de dois veículos em atitude suspeita, na noite desta terça-feira (18). Ao chegar ao local, os policiais flagraram a ação criminosa, na qual um caminhoneiro era mantido refém dentro da cabine de seu veículo.

Com a aproximação da PRF, os suspeitos fugiram, abandonando os dois veículos utilizados no crime. Durante a varredura na área, os policiais localizaram o caminhão Mercedes Benz/Accelo, parcialmente saqueado, com parte da carga espalhada no chão. O motorista foi resgatado ileso.

A carga, composta por diversos produtos, incluindo mercadorias adquiridas em plataformas de compras online, foi recuperada. O veículo e a carga foram encaminhados para os procedimentos cabíveis.

Carlos Eduardo foi denunciado por 11 mulheres por diversos crimes || Foto Redes Sociais
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A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta terça-feira (18), o jogador de futebol Carlos Eduardo Bastos dos Santos, de 25 anos, conhecido como “Tico Baiano”. Investigado pelos crimes de estupro, assalto e extorsão, ele foi detido em Feira de Santana. O atleta teve passagens por times baianos, como Barcelona de Ilhéus, Bahia de Feira e Fluminense de Feira.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, 11 mulheres, com idade de 18 a 43 anos, fizeram denúncias contra o jogador desde junho de 2024, quando as investigações começaram.

Garotas de programa estariam entre as vítimas do suspeito. À Polícia, elas afirmaram que o jogador se passava por cliente e, ao chegar no local do encontro, utilizava arma de fogo para extorquir e roubar as mulheres. Ele teria as obrigado a fazer transferências bancárias. Tico também é suspeito de roubar dinheiro em espécie das vítimas.

Estudantes também denunciaram o jogador. Conforme a SSP-BA, Carlos Eduardo teria preferência por universitárias que moravam sozinhas. Uma delas foi vítima de roubo e extorsão quando saía de casa. Outras duas acusam o suspeito de invadir suas residências e de ameaçá-las com uma faca. No último caso, as mulheres ficaram pelo menos três horas sob a ameaça do suspeito.

Preso de forma preventiva, o jogador foi submetido a exames, passou por interrogatório e está à disposição da Justiça. Neste ano, Tico disputou o Campeonato Goiano de Futebol pelo CRAC.

Tiago dos Santos é acusado de cometer três homicídios em quatro dias || Fotos Plantão de Notícias de Itacaré
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O Ministério Público da Bahia denunciou Tiago da Silva dos Santos por dois homicídios qualificados e um latrocínio, cometidos no município de Ibirapitanga, no sul da Bahia, no intervalo de 25 a 29 de dezembro de 2024. As vítimas foram Joseilton dos Santos Silva, Rafael José dos Santos e Marilene Silva Nascimento. Ele responderá ainda pelos crimes de furto e ocultação de cadáver.

Conforme a denúncia protocolada nesta segunda-feira (17) pelas promotoras de Justiça Letícia Coutinho e Rafaella Carvalho, o réu matou um homem por motivo fútil no dia 25 de dezembro de 2024, em uma residência localizada na Fazenda Nova Estrela, zona rural de Ibirapitanga, valendo-se de meio cruel e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima.

No dia 27 de dezembro, em outra residência localizada no mesmo município, ele matou uma mulher, de modo cruel, e ocultou o seu cadáver em um matagal, acusam as promotoras. Dois dias depois, Tiago da Silva matou a tiros um homem na região de Jacuba, também zona rural de Ibirapitanga, segundo a denúncia. Na ocasião, a vítima foi socorrida com vida, mas veio a óbito em razão das lesões sofridas.

De acordo com o MP, Tiago foi reconhecido logo depois, na estrada, conduzindo a motocicleta roubada da vítima, momento em que se assustou, abandonou a moto e fugiu a pé pela mata.

O denunciado está preso, de forma preventiva, no Conjunto Penal de Jequié. O MP-BA solicitou a manutenção da prisão, alegando que se trata de um homem de alta periculosidade, responsável pela prática de crimes contra a vida em um pequeno intervalo de tempo e no mesmo município.

O QUE DIZ A DEFESA

Responsável pela defesa de Tiago da Silva dos Santos, o advogado Igor Dias afirmou que não há provas de que seu cliente tenha cometido os crimes pelos quais foi denunciado. Na avaliação do advogado, o cliente é alvo de condenação antecipada devido à circulação de notícias sobre o caso, o que ele chamou de “fake news” à época da conclusão do inquérito (leia mais aqui). Até o momento, o advogado não se pronunciou sobre a denúncia do MP-BA.

Ivanilson Gomes ficou 36h sob ameaça de sequestradores || Imagem Reprodução/Salvador FM
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A Polícia Civil da Bahia prendeu mais três suspeitos de envolvimento no sequestro do presidente estadual do Partido Verde, Ivanilson Gomes. O trio foi detido nesta segunda-feira (17), três dias após o crime. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, uma das prisões ocorreu na Ilha de Itaparica, e as outras duas no bairro da Ribeira, em Salvador.

Ao todo, quatro suspeitos já foram alcançados. Um deles foi preso ainda no dia do sequestro, horas após a ação (veja aqui), e os demais tiveram mandados de prisão cumpridos depois, após determinação da Justiça.

As investigações e operações de inteligência começaram nas primeiras horas do crime, ocorrido na última sexta-feira (14). Após a libertação da vítima, no sábado (15), a Polícia Civil ingressou com os pedidos de prisão. Os presos foram encaminhados para a unidade especializada, passaram por exames e estão custodiados à disposição da Justiça. A polícia busca outros possíveis envolvidos no sequestro.

Aderson Marcelo deixa Delegacia após ser detido durante protesto
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A Polícia Civil libertou o professor Aderson Marcelo Borges Ferreira, que havia sido preso na manhã de hoje (17), no Centro de Ilhéus, durante protesto contra problemas no transporte público do município. Segundo apuração do PIMENTA, a Polícia Militar prendeu o manifestante sob a acusação de desacato (assista ao vídeo do momento da prisão).

No depoimento à Polícia Civil, o professor de Filosofia negou a acusação e disse que foi detido porque fazia imagens da ação policial contra os manifestantes. Segundo Marcelo, um membro da Polícia Militar tomou o seu celular, e o aparelho desapareceu.

Presidente da Associação dos Trabalhadores Contratados da Educação de Ilhéus, o professor Aderson Marcelo assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência e foi liberado.

“Eu estava apenas filmando o que estava acontecendo para garantir a segurança das lideranças da manifestação, que estavam entrando em um carro da Prefeitura para ir ao encontro do prefeito [Valderico Junior, UB]”, disse o professor. Assista ao depoimento dele após deixar a Delegacia.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

O PIMENTA entrou em contato com a Polícia Civil em busca de informações sobre a causa da prisão do professor. Ao site, a corporação confirmou que a Polícia Militar acusou Aderson Marcelo de desacato.

“De acordo com informações do relato da ocorrência, o homem desacatou um policial militar durante uma manifestação na cidade. Oitivas e diligências estão em andamento para esclarecer os fatos”, acrescentou a Polícia Civil.