Decisão foi tomada em assembleia da categoria || Foto Adusc
Tempo de leitura: < 1 minuto

Professores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, decidiram paralisar suas atividades, por 24h, na próxima quarta-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia, na terça-feira (4). Segundo a Associação dos Docentes da Uesc (Adusc), essa é uma forma de cobrar ao Governo do Estado a abertura de diálogo com a categoria, que está em campanha salarial.

De acordo com o Sindicato, que citou dados do Dieese, os professores das quatro universidades estaduais da Bahia acumulam perda salarial de 53,33%, considerando a inflação acumulada nos últimos oito anos. Nesse período, o Estado concedeu apenas um reajuste de 4%, em 2022, acrescido de reposição escalonada.

Ainda conforme a Adusc, o escalonamento violou o Estatuto do Magistério Superior, e a reposição de 4% sequer cobriu a inflação do ano passado. Além disso, acrescenta a entidade, o Estado impôs aumentos da contribuição previdenciária dos servidores.

MOBILIZAÇÃO

O movimento dos educadores da Uesc é articulado com a mobilização dos docentes das demais universidades do Estado. No dia 12, a categoria fará ato unificado na Secretaria da Educação da Bahia, em Salvador. Na véspera, haverá panfletagem e café da manhã coletivo no campus da Uesc.

Política de repressão a drogas atinge mais jovens negros, segundo pesquisadora || Foto Agência Brasil
Tempo de leitura: 4 minutos

Daniel Mello || Agência Brasil

Mulheres presas acusadas de tráfico de drogas são na maioria negras e com poucas oportunidades de estudar, diz a pesquisadora Dina Alves que analisa as condições de mulheres encarceradas.

“A política de drogas é instrumento de extermínio da juventude negra. Porque são jovens e são negras. São mulheres que nem sequer tiveram a oportunidade de acessar a universidade”, enfatiza.

Para a pesquisadora, a forma como está estabelecido o combate aos mercados ilícitos de drogas é uma maneira de perseguir populações sem oportunidades. “Se as mulheres negras que estão encarceradas compõem o mesmo perfil de mulheres negras fora do sistema prisional que estão desempregadas, que são mães com mais de um, dois ou três filhos, que exercem função muitas vezes de subemprego – de empregada doméstica, de babá, de faxineira ou de vendedoras ambulantes – elas já estão em um lugar de vulnerabilidade”, aponta.

PERSEGUIÇÃO A NEGRAS E PERIFÉRICAS

Essas mulheres são atingidas ainda, segundo Dina, pela forma como as ações que têm como pretexto o enfrentamento ao tráfico de drogas são direcionadas a determinadas comunidades.

“As mulheres que são acusadas de tráfico com penas muito severas sobre os seus corpos, não exerciam nenhuma função de gerência no microtráfico de drogas. Muitas estavam no varejo ou exerciam um lugar de aproximação ao que se chama de tráfico. Porque elas já moram em comunidades criminalizadas como lugar de produção do tráfico”, acrescenta.

Como marco nesse processo, a pesquisadora destaca a promulgação da lei de drogas de 2006, que estabeleceu penas mais duras às pessoas acusadas de tráfico. Essa mudança, na visão de Dina, faz parte de um recrudescimento da repressão a nível global que aconteceu a partir da década de 1990.

“Desde que a lei foi promulgada, a gente vê um alarmante crescimento de mulheres encarceradas sob a justificativa que são perigosas traficantes de drogas”, diz. “De 2000 a 2016, se a gente for fazer esse recorte, foi um crescimento de 525% – encarceramento de mulheres.”, acrescenta.

O fato dessas prisões atingirem, na grande maioria, pessoas negras, é, na avaliação da pesquisadora, um reflexo do racismo que descende do regime escravocrata brasileiro, que vigorou legalmente até 1888. “Se existe uma perseguição histórica contra negros e indígenas no Brasil, a gente tem que enxergar e compreender o sistema de justiça criminal como um dos braços mais expressivos do Estado de extermínio dessa população.”

SEM CONDENAÇÃO E SEM ESTUDO

Dados do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Sisdepen) apontam que, em junho de 2022, estavam nas prisões brasileiras 45,5 mil mulheres. Dessas, pelo menos 29%, cerca de 13,2 mil, não tinham condenação.

As informações relativas ao perfil racial e a escolaridade só abrangem 33,3 mil das encarceradas. Nessa amostragem, o número de analfabetas, que totalizam 675, supera daquelas que tem curso superior (661). Há ainda 1,5 mil que são alfabetizadas, mas não frequentaram o ensino regular e 13,8 mil que não concluíram o ensino fundamental.

Dina alerta que é preciso ter cuidado ao fazer análises a partir das informações fornecidos pelo Poder Público, que tem sido, segundo ela, um dos principais violadores de direitos dessas populações. “A gente não pode confiar nos dados que o Estado produz sobre as suas próprias violações”, afirma.

Por isso, em seus trabalhos, ela tem optado por ouvir diretamente as pessoas afetadas. “Existem outros dados que devem também ser considerados que são as narrativas que se produzem dentro do sistema prisional, a narrativa das mulheres”, ressalta. Essas escutas embasaram o espetáculo de Dança Rés, montado pela Corpórea Companhia de Corpos em 2017.

INDULTO E DESENCARCERAMENTO

A socióloga e cofundadora da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas, Nathália Oliveira, defende que seja feita uma inflexão na forma como o Estado brasileiro lida com a questão das drogas.

“A gente pode ter neste ano um bom indulto de mulheres. Muitas dessas mulheres são presas por baixas quantidades, são vítimas do tráfico de drogas, não necessariamente apenas agentes de violência, como é colocado pela mídia”, diz ao defender que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promova uma anistia a mulheres presas por acusações de tráfico a partir do indulto presidencial. É costume que na época de Natal o presidente conceda perdão a grupos de pessoas condenadas.

Esse gesto poderia, na opinião de Nathália, ser um indicativo de mudança na atual política de drogas. “Nós precisamos desenvolver uma relação pacífica com a indústria que envolve a produção, circulação e consumo de substâncias em geral. Uma relação racional do ponto de vista da nossa sociedade. Isso é fundamental. Não faz sentido a gente ficar investindo o nosso orçamento público em uma agenda de morte em vez de investir em uma agenda de garantia de direitos”, ressalta.

A secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Martha Machado, diz que o Ministério da Justiça não deve atuar pela mudança na atual legislação sobre o tema. “Essas decisões devem ser resolvidas ou pelo STF [Supremo Tribunal Federal] ou pelo legislativo”, diz. O ministério promoveu em março um seminário sobre os impactos da política de drogas na população feminina e lançou um edital, com inscrições até 21 de abril, para apoiar grupos que trabalham com essas pessoas.

Segundo Marta, a secretaria tem feito ações para reduzir o número de mulheres presas acusadas de tráfico. “A gente já tem uma lei que não penaliza o usuário. A gente entende que tem muito o que fazer para evitar os vieses de aplicação dessa lei. Trabalhar junto às audiências de custódia. Existe uma experiência exitosa no CNJ [Conselho Nacional de Justiça] de fomentar as audiências de custódia, de melhorar a qualidade, de trabalhar na porta de entrada do sistema de justiça criminal, auxiliando o juiz”, diz.

As audiências de custódia são o momento em que as pessoas presas em flagrante são ouvidas por um juiz para averiguar a legalidade ou necessidade daquela pessoa ser mantida privada de liberdade. Nessa ocasião, o magistrado pode optar por liberar o acusado ou determinar medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, em substituição à prisão.

“Então, a gente tem como modelo de ter uma rede psicossocial de profissionais – psicólogos, assistentes sociais, pessoas ligadas ao sistema de saúde que, por exemplo, atendem essa pessoa antes do encaminhamento ao juiz e conseguem fazer um laudo que ajude o juiz. O laudo pode mostrar mais claramente se a pessoa é usuária ou traficante. Nessa separação a gente acha que isso é muito importante”, acrescenta a secretaria.

Dina Alves defende a adoção de uma agenda ampla de desencarceramento e de reconhecimento dos erros cometidos pela política instituída até aqui. “Um dos primeiros passos é reconhecer essa memória escravocrata, que é póstuma na memória e na existência das instituições. Reconhecer a formação política, com perspectiva racial para a sociedade. Mas, principalmente, eu acho que o cárcere precisa ser aberto na sociedade. A gente precisa falar sobre a desmilitarização da polícia como agenda urgente. E também políticas de desencareramento. Que as políticas de desencarceramento sejam efetivas.”

Tempo de leitura: < 1 minuto

O professor Júnior Brandão deixou a Secretaria de Educação e assumirá a Pasta da Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), após articulação do prefeito Augusto Castro (PSD) que oficializou a entrada do PCdoB no Governo. O partido indicou a professora Adriana Tumissa para a Secretaria de Educação.

Antes de assumir a SEMPS, o professor Josué Brandão Júnior foi titular da Secretaria de Governo, de janeiro de 2021 a maio de 2022, e da Secretaria Municipal da Educação, onde passou a liderar o processo de reforma e requalificação de 90 unidades escolares da Rede Municipal de Ensino e a criação Escola Municipal João Rodrigues da Silva, no Bairro Pedro Jerônimo, processos iniciados com a advogada e professora Janaína Araújo.

Nova secretária de Educação de Itabuna, Adriana dos Santos Souza Tumissa é pedagoga, professora efetiva da rede estadual desde 2001. Ela é pós-graduada em Comunicação Social e foi gestora do Ciso-Estadual no período de 2016 a 2020.

Conforme Sesau, pendências foram sanadas e Samu não parou
Tempo de leitura: 2 minutos

O enfermeiro Cyomar de Mattos Dias e a médica Joanne Souza, coordenadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), afirmam que médicos plantonistas contratados pela Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) vão paralisar suas atividades, a partir desta quarta-feira (5), devido à falta de pagamentos referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. A informação está na Comunicação Interna (CI) nº 041/2023, dirigida ao secretário de Saúde do município, André Cezário. O PIMENTA teve acesso ao documento.

Segundo os coordenadores, os médicos com pagamentos atrasados foram contratados como pessoas jurídicas e alegaram que a Sesau tem conhecimento dos atrasos.

“Sendo assim, comunico que os médicos efetivos plantonistas da escala diária de hoje dia 04/04/2023 não têm disponibilidade de continuar o serviço no dia posterior, pois os mesmos estão em plantão em outras unidades e instituições”, diz o trecho final da Comunicação Interna, emitida nesta terça-feira (4).

Comunicação Interna dirigida à Sesau

OUTRO LADO

O PIMENTA entrou em contato com o secretário André Cezário para obter posicionamento da Sesau a respeito da CI. “Não estamos e nem ficaremos sem médicos”, afirmou o gestor, hoje (5), em mensagem de texto ao site.

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota sobre o problema. Segundo a pasta,  não procede a informação de que os profissionais estavam há três meses sem salários. “Ocorre que a prestação de serviços médicos entre as empresas e a administração pública é feita mediante contrato e dentro dos prazos legais para pagamento”, diz a nota.

A Sesau também afirma que os pagamentos foram feitos hoje e que o funcionamento do Samu não foi interrompido. “O atraso, de 20 dias, se deu por questões administrativas com alguns médicos que desempenham a função como PJs. A Sesau acrescenta que é imprescindível estar com a documentação regularizada e manter os impostos em dia para efetivação do pagamento, caso contrário, o repasse ficará pendente, ocasionando atrasos”, acrescenta o comunicado da gestão.

Governo quer atrair R$ 120 bilhões para saneamento básico || Foto Agência Brasil
Tempo de leitura: 2 minutos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta quarta-feira (5), em cerimônia no Palácio do Planalto, dois decretos que regulamentam o setor de saneamento do país. O objetivo é destravar e atrair R$ 120 bilhões em investimentos públicos e privados para universalizar os serviços de água e esgoto até 2033.

Os decretos regulamentam a Lei 11.445/2007, alterada pela Lei 14.026/2020, que define as diretrizes para o saneamento no país. A norma estabelece que os serviços devem garantir abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente.

Entre as mudanças está o fim do limite de 25% para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPP) pelos estados. “Com isso, busca-se ampliar a participação da iniciativa privada e atrair novos investimentos para o setor”, explicou a Presidência, em comunicado.

Segundo o governo, a medida vai beneficiar 29,8 milhões de habitantes, que residem em 1.113 municípios. Pelas regras atuais, esses municípios tiveram seus contratos com os prestadores estaduais declarados irregulares e, portanto, não poderiam contar com verbas federais para buscar a universalização.

“Os ajustes trazidos pelos novos decretos permitirão que 1.113 municípios voltem a acessar recursos de saneamento básico do governo federal para que cumpram a meta de universalização, dando nova oportunidade para que empresas estaduais possam comprovar sua capacidade econômico-financeira de realizar os investimentos”, diz o comunicado.

FISCALIZAÇÃO RIGOROSA

O governo ressalta que todos os processos de comprovação e regularização terão uma “rigorosa fiscalização”. “As agências reguladoras vão acompanhar o cumprimento das metas com transparência. Os que não cumprirem as metas serão impedidos de receber recursos públicos”, destacou o comunicado.

Leia Mais

Segundo Bernadete, obra de distribuição de água deveria ter sido entregue há seis meses
Tempo de leitura: 2 minutos

A ialorixá Bernadete Souza (PSOL) reivindica a conclusão das obras que levarão água potável aos moradores do distrito de Banco do Pedro, na zona rural de Ilhéus. Segundo ela, originalmente, o fim do trabalho estava previsto para setembro de 2022. “Prometeram entregar antes das eleições”, disse Bernadete ao PIMENTA, nesta terça-feira (4).

Liderança do Assentamento Dom Helder Câmara, Bernadete afirma que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) são responsáveis pelas obras, que estão paradas. “Após a enchente, canos instalados se soltaram e ficaram em cima das pedras, abandonados”, denuncia.

Embasa e Cerb não informaram à comunidade quando os trabalhos serão concluídos, lamenta Bernadete. Enquanto isso, crianças, adultos e idosos têm apenas uma forma de acesso à água em Banco do Pedro, o uso de cisternas, que submete a população ao contato com microrganismos danosos à saúde.

“As cisternas são construídas nos quintais. Como Banco do Pedro não tem saneamento básico, o risco de contaminação da água é sempre grande, é uma realidade”, conclui.

OUTRO LADO

Canos da rede estão abandonados, segundo Bernadete

Ouvido pelo PIMENTA, o coordenador regional da Cerb, Luís Alberto Sellmann, afirmou que a Companhia já concluiu sua parte do empreendimento e, agora, cabe à Embasa terminá-lo e iniciar a distribuição da água.

Segundo o coordenador, originalmente, a obra foi delegada à Cerb, mas, antes mesmo de encaminhar o material para o início da execução, a empresa descobriu a existência do compromisso da Embasa de prover o abastecimento de água em Banco do Pedro. “Então, fizemos um ajuste do modelo Cerb para o modelo Embasa e executamos a obra”, relata. Ainda conforme o gestor, a mudança foi informada à comunidade, que consentiu.

A Cerb, acrescenta Luís, fez toda a parte de construção civil e instalou os quatro reservatórios e as redes adutora e de distribuição de água, além das ligações das residências e um módulo de tratamento de água. Com a mudança de modelo, conclui Luís Alberto, a Embasa vai ampliar o sistema de tratamento e instalar os hidrômetros nos imóveis para iniciar a operação do sistema.

Também contatada pelo PIMENTA, a assessoria da Embasa ficou de emitir nota de esclarecimento sobre o protesto de Bernadete Souza e o andamento da obra em Banco do Pedro. A resposta não foi enviada até o fechamento desta matéria.

Nome de Fernando (à esq.) é proposta por Israel para a nova rodovia || Fotos Divulgação e ZéDrone
Tempo de leitura: < 1 minuto

A nova ligação Ilhéus-Itabuna, a BA-649, deverá ser batizada de Rodovia Fernando Gomes Oliveira, caso a Assembleia Legislativa e o governo baiano aceitem a indicação do vereador Israel Cardoso (Agir), de Itabuna. A sugestão deverá ser feita pelo legislativo ao governador Jerônimo Rodrigues.

Fernando Gomes foi o principal nome da política sul-baiana. Ele faleceu em 24 de julho do ano passado (relembre aqui). Na indicação, Israel enfatiza que o político a ser homenageado foi deputado federal por duas vezes e prefeito de Itabuna por cinco mandatos.

– A indicação reconhece as importantes contribuições que esse grande político proporcionou para o desenvolvimento da região. As administrações dele deixaram um legado de obras e ações que mudaram a cara da cidade de Itabuna – afirma Israel em seu projeto.

INVESTIMENTO DE R$ 195 MILHÕES

A nova ligação Ilhéus-Itabuna está em construção desde dezembro de 2021. A obra, iniciada no governo de Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil do Governo Lula, tem custo estimado de R$ 195 milhões. A ligação, no curso direito do Rio Cachoeira, deverá ter extensão de 17,9 quilômetros e ligação com a atual rodovia, a BR-415, por meio de 4 pontes – das quais uma começou a ser construída.

A obra é executada com recursos do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), tendo à frente o Consórcio SVC/Paviservice. A construção da rodovia está dentro do cronograma, mas a construção de pontes sofreu atraso devido à cheia registrada no final do ano passado. A previsão é de entrega da obra em janeiro de 2024, mas o atraso na execução das pontes deve adiar a entrega. No vídeo abaixo, feito por Zédrone, confira andamento da obra.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Da bancada de sustentação e do mesmo partido do prefeito Augusto Castro, Erasmo Ávila (PSD) foi à tribuna do Legislativa, nesta segunda-feira (3), para cobrar o retorno do estacionamento rotativo na região central de Itabuna, a Zona Azul.

Afirmando que representava o comércio, o vereador fez apelo ao prefeito Augusto Castro, além da Secretaria da Fazenda. “A gente precisa retornar urgente a Zona Azul. É um apelo que a cidade faz, essa licitação está meio complexa, mas eu preciso de uma resposta para que Itabuna retome a organização do nosso trânsito. A Zona Azul gera emprego, gera receita para o município, não tem por que não fazer o dever de casa”, disse.

Antes de fazer cobranças, o presidente da Casa massageou o prefeito. Agradeceu por ter atendido a pedidos de obras de macrodrenagem, saneamento e pavimentação. “O prefeito está atendendo alguns pedidos nossos; claro que não dá para tudo de vez. Tem ruas que não passava máquina há quase 20 anos. Então, a comunidade está muito contente”, disse.

TJ-BA restabelece resultado de eleição interna da Câmara
Tempo de leitura: < 1 minuto

O desembargador Marcelo Silva Britto, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), acatou recurso da Câmara de Vereadores de Ilhéus e derrubou, nesta segunda-feira (3), a decisão provisória que suspendeu a eleição para a Mesa Diretora da Casa, proferida pela Vara da Fazenda Pública de Ilhéus (relembre).

Com o novo posicionamento da Justiça, o vereador Abraão Santos (PDT) retorna ao exercício da presidência da Casa, assim como os demais membros da Mesa. No entanto, o mérito do mandado de segurança impetrado pelo vereador Evilásio Valverde (Podemos), que deu origem à decisão agora revertida, ainda não foi julgado.

JUIZ REITERA PARTE DE DESPACHO

O juiz Alex Venícius Campos Miranda informou, nos autos do processo sobre a eleição da Câmara, que as ordens presentes no despacho do último sábado (2) permanecem em vigor, exceto no que diz respeito à comunicação do estado de flagrante atribuído ao vereador Abraão Santos, que obteve habeas corpus.

No referido despacho, o magistrado determinou que o prédio da Câmara de Ilhéus só poderá ser reaberto após avaliação da Vigilância Sanitária e/ou Corpo de Bombeiros, em razão de irregularidades constatadas durante inspeção judicial.

“Reitero o cumprimento do despacho de id 378961784, à exceção das comunicações às Polícias sobre o estado de flagrância do Presidente do Legislativo Ilheense, ABRAÃO OLIVEIRA DOS SANTOS pelo delito do art. 299 do CP c/c seu parágrafo único, uma vez concedida ordem de habeas corpus ao mesmo. No entanto, oficie-se à 7ª COORPIN-Ilhéus, para que informe, na maior brevidade possível, as conclusões sobre o inquérito policial que investiga o suposto crime, uma vez que, não indiciado, pugnará esse magistrado pela não aplicação da multa por “ato atentatório à dignidade da Justiça”, diz trecho do novo despacho da Vara da Fazenda Pública, divulgado nesta segunda-feira (3).

Lula comanda terceira reunião ministerial ampliada || Foto AB
Tempo de leitura: 2 minutos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (3), que não concorda com as “avaliações negativas” que preveem crescimento do país em menos de 1%. “Vamos ver o que vai acontecer quando a chamada economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões desse país. Vamos ver o que vai acontecer quando as pessoas começarem a produzir mais, a comprar mais, a vender mais. Vamos perceber que a economia vai dar um salto importante”, disse.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano é de 0,9%, segundo o boletim Focus de hoje. O Ministério da Fazenda projeta o Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6%. Há também as previsões do Banco Central, que é de 1,2%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado semana passada, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que prevê um PIB de 1,4% neste ano.

Lula comandou hoje a terceira reunião ampliada com ministros, desta vez da área produtiva e institucional, no Palácio do Planalto. Ele retomou as agendas públicas após o afastamento para tratar de uma pneumonia.

No mês passado, o presidente já reuniu ministros da área de infraestrutura, para discutir o novo plano de investimentos do governo federal, em substituição ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e ministros da área social. O objetivo dessas reuniões é que cada pasta apresente um balanço e a projeção do que será anunciado no marco de 100 dias de governo, na semana que vem, além dos planos para 2023 e os próximos anos.

Para Lula, o Brasil crescerá mais do que “os pessimistas estão prevendo”, desde que o governo também acredite nesse crescimento e faça os investimentos necessários.

“Vai acontecer mais coisa no Brasil do que as pessoas estão esperando e vai depender muito da disposição do Governo. Vai depender muito da disposição e do discurso do pessoal da área econômica, da área produtiva, porque se ficarmos apenas lamentando aquilo que a gente acha que não vai acontecer, ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está em uma corrida de cavalos dizendo que seu cavalo é pangaré, que seu cavalo está com gripe, que está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta”, argumentou o presidente.

Presentes na reunião, Lula citou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad. “Se olhar para a cara do ministro Fávaro, que voltou da China com um grupo de empresários, vocês vão perceber que é 150% de otimismo. Se olhar para a cara do Haddad depois do marco regulatório que ele fez, olha a cara dele de felicidade, significa que estamos acreditando que vai passar a nossa tão sonhada nova política tributária nesse país”, exemplificou o presidente sobre o otimismo da equipe com seus projetos.

Para ele, a “obsessão” do Governo é fazer investimentos e impulsionar a geração de empregos. “Temos que ter como obsessão fazer esse país voltar a crescer. Porque o país crescendo, vai gerar emprego, vai gerar salário, vai gerar aumento de consumo do povo, a roda gigante da economia volta a funcionar e todo mundo vai voltar a ser otimista nesse país”, disse.

CEM DIAS 

Na próxima segunda-feira (10), o governo completa 100 dias de atividades e, segundo Lula, haverá uma reunião com todos os ministros para apresentar o plano de trabalho para os próximos períodos.

Segundo ele, a nova gestão conseguiu recuperar quase todas as políticas sociais que haviam sido “desmontadas” pelo governo anterior. “Parece que falta o Água para Todos ou Luz para Todos, esse programa que é o último programa social que vamos lançar”, disse. Agência Brasil.

Abraão não pode ser preso em flagrante por suposto crime de falsidade ideológica, segundo desembargadora || Foto INI
Tempo de leitura: < 1 minuto

A desembargadora Aracy Lima Borges, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), acolheu, neste domingo (2), pedido de habeas corpus do presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Abraão Santos (PDT). A magistrada entendeu que havia a urgência necessária ao julgamento do pedido no plantão do Tribunal, sob a sua responsabilidade, e suspendeu despacho da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, que, ontem (1º), comunicou às autoridades policiais do Estado que Abraão estava em flagrante delito e deveria ser preso (veja aqui).

De acordo com a desembargadora, o crime de falsidade ideológica, imputado ao vereador, concretiza-se instantaneamente. Ou seja, o parlamentar não pode mais ser preso em flagrante por ter determinado na última sexta-feira (31), a suspensão do expediente da Câmara de Ilhéus. Segundo a Vara da Fazenda Pública, a portaria foi publicada em desvio de finalidade para obstruir cumprimento de ordem judicial e a possibilidade de prisão em flagrante se estenderia até o fim de sua vigência, nesta segunda-feira (3).

Ao suspender o despacho, a desembargadora esclareceu que isso não impedirá eventual investigação da suspeita de falsidade ideológica contra o vereador. “Diante disso, tratando-se de crime instantâneo e considerando que o documento produzido pelo paciente no qual incide suspeitas de possível fraude foi publicado desde o dia 31 de março de 2023, não é mais possível falar em estado de flagrância de delito, sem prejuízo de ulterior apuração dos fatos e de adoção das providências cabíveis”, escreveu Aracy Lima Borges. Com informações do Blog do Gusmão.

Abraão Santos: vereador está em flagrante delito, segundo juiz || Foto CMI
Tempo de leitura: 2 minutos

O juiz Alex Venícius Campos Miranda, titular da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, determinou a prisão em flagrante do vereador Abraão Santos (PDT). Eleito presidente da Câmara de Ilhéus em dezembro passado, Abraão é acusado de usar o aparato do Poder Legislativo para obstruir o cumprimento de outra decisão do mesmo magistrado, que, na última quinta-feira (30), suspendeu o pleito que conduziu o parlamentar à presidência da Casa (relembre).

Após a suspensão da eleição, o presidente baixou portaria suspendendo o expediente da Câmara de sexta-feira (31) a segunda-feira (3), alegando que o prédio do Legislativo seria dedetizado. Suspeitando de desvio de finalidade do ato, o juiz Alex Venícius inspecionou a sede da Câmara, colheu relatos sobre a dedetização e concluiu que Abraão contratou o serviço às pressas como forma de justificar o fechamento do prédio e, desse modo, tentar impedir o cumprimento da decisão judicial do dia 30.

No entendimento do juiz, a conduta do vereador deve ser enquadrada como crime de falsidade ideológica em documento público. O titular da Vara da Fazenda Pública também constatou que equipamentos de segurança da Câmara, a exemplo dos extintores de incêndio, estão irregulares. Além disso, segundo o juiz, há risco de intoxicação no prédio, que só poderá ser reaberto após avaliação da Vigilância Sanitária e/ou Corpo de Bombeiros.

“A demanda que, até então, versava sobre uma simples questão regimental, pela irresponsabilidade e falta de espírito com a coisa pública, tomou proporções de possível crime contra a saúde pública da cidade de Ilhéus”, escreveu o juiz. Mais à frente, acionando a Polícia Civil e o comando da Polícia Militar, o magistrado informa às autoridades do Estado que o vereador Abraão está em flagrante delito e deve ser preso.

Trecho do despacho da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus

“ABSURDOS E IRRESPONSABILIDADE”

No mesmo despacho, o juiz Alex Venícius Campos Miranda chama atenção da sociedade para a forma absurda e irresponsável como, segundo ele, a máquina pública foi conduzida neste caso.

– Veja o grau dos absurdos e da irresponsabilidade com a coisa pública: I) publica-se uma portaria para obstar o cumprimento de uma decisão judicial; ii) suspende-se o expediente, prejudicando a população; iii) deixa os servidores ganhando sem trabalhar; e iv) gasta-se o dinheiro público para falsear a mentira, contratando uma empresa sem licitação, sem qualquer controle, v) colocando em risco a vida/saúde de todos os cidadãos que precisam do serviço da Câmara Municipal de Ilhéus. E agora, pelo grau de intoxicação que esses produtos podem causar, ninguém sabe quando o prédio poderá voltar a ser liberado – escreveu o magistrado.

Jerbson fala sobre suspensão de eleição e comenta resistência ao seu nome no grupo de Marão || Foto CMI
Tempo de leitura: 2 minutos

Declarado vencedor da eleição à presidência da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Abraão Santos (PDT) recebe os cumprimentos de seu único adversário no pleito, Augustão (PT). Logo em seguida, o então presidente Jerbson Moraes (PSD) aproxima-se do sucessor eleito e o parabeniza. Abraão retribui com um beijo na cabeça do interlocutor.

O gesto de gratidão do novo presidente não deixava dúvidas, aquela também era uma vitória de seu antecessor. Por isso, o afastamento da Mesa Diretora, ordenado pela Justiça na quinta-feira (30), repercutiu como revés político de Jerbson, que, em dezembro, foi o principal articulador da candidatura bem-sucedida do colega.

Jerbson deseja ser candidato a prefeito em 2024 com apoio do mandatário atual, Mário Alexandre (PSD), e admite que a eventual escolha de seu nome não agradará a todo mundo no grupo de Marão. Ele falou sobre o assunto neste sábado (1º), em entrevista ao Central Interativa, na Rádio Interativa FM, de Itabuna.

Abraão beija Jerbson após ser eleito presidente da Câmara || Imagem CMI

Convidado a participar do programa pelo radialista Neto Terra Branca, Thiago Dias, do PIMENTA, questionou a Jerbson se ele considera que suas articulações visando à disputa pelo Executivo geraram resistência no grupo do prefeito e se a reviravolta na eleição da Câmara poderia ser entendida como reflexo dessa contenda interna pela sucessão de Mário Alexandre.

– Primeiro, a eleição de Abraão foi ganha com vereadores da base do prefeito. Segundo, essa intervenção judicial no Poder Legislativo, se nós tivermos outra eleição hoje, Abraão ganha de novo. Terceiro, decisão judicial não se discute, recorre – iniciou Jerbson Moraes.

Ele acrescentou que o Legislativo já reverteu outras decisões do juiz Alex Venícius Campos Miranda, titular da Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, de onde partiu a ordem de afastamento da Mesa Diretora, a pedido do vereador Evilásio Valverde, Nino (Podemos), um dos nove parlamentares que não votaram no pleito de dezembro. O prefeito Mário Alexandre, asseverou Jerbson, não interveio na eleição da Mesa.

“NUNCA FALEI QUE SOU UNANIMIDADE”

Na sequência, Jerbson Moraes voltou a falar das ressalvas internas ao seu nome e enfatizou que ninguém tem 100% de aprovação dentro de um grupo.

“Tem outras pessoas do grupo que também pretendem se candidatar. Quem segue esse pré-candidato não apoia Jerbson. Nunca falei que sou unanimidade. Não quero me sobrepor a ninguém. Apenas reafirmo que sou o candidato natural do PSD, vereador de segundo mandato, o mais votado da cidade [em 2020] e ex-presidente da Câmara. Mas, em nenhum momento estou dizendo que tenho unanimidade no grupo. Agora, na hora que for escolhido, o grupo vai estar unido em torno do candidato. Pode ter certeza”, concluiu.

Primeira etapa de obras da Emasa deve ser entregue até dezembro, segundo Raymundo Filho
Tempo de leitura: < 1 minuto

A primeira etapa do projeto de ampliação da rede de distribuição de água de Itabuna deve ficar pronto ainda neste ano, segundo informou o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, neste sábado (1º). O executivo da empresa municipal participou do Frequência Política, programa transmitido pelas rádios Difusora e Interativa, quando falou do andamento do Projeto Mais Água para a Cidade.

Após citar as obras como compromisso do prefeito, o presidente da Emasa informou que mais de 50% do projeto já foi executado. “Estamos correndo para entregar a primeira etapa no final do ano. Isso não é uma promessa, é uma previsão e assim todos os bairros da zona sul, no entorno do São Caetano, terão água todos os dias”, prevê Raymundo.

De acordo com o projeto, serão implantados cerca de 6 mil metros de rede adutora e 2 mil metros de rede secundária, além de modernização da Estação Tratamento de Água (ETA), no Bairro São Lourenço, e a instalação de dois grandes reservatórios, um no Loteamento Dilson Cordier, para armazenar 5 milhões de litros de água, e outro no Novo Lomanto, com capacidade de armazenamento 3 milhões de litros de água.

Estudante é perseguido em repressão promovida pela ditadura no país
Tempo de leitura: 2 minutos

Nas primeiras horas do dia 1° de abril de 1964, tropas do Exército partiram de Juiz de Fora (MG) em direção ao Rio de Janeiro. Estava deflagrado o golpe militar que, neste sábado, completa 59 anos. O Brasil assistiu, naquele dia, intenso movimento nos meios políticos e a vacância do cargo de presidente da república.

Por pouco, naquele dia, as divisas do Distrito Federal não foram palco de um confronto. Uma divisão de cavalaria deixou o Mato Grosso para ocupar a capital. Um batalhão da guarda presidencial chegou a ser enviado para conter os invasores, mas não houve confronto, já que a adesão ao movimento golpista foi aumentando ao longo do dia dentro do exército.

O presidente João Goulart – conhecido como Jango – enfrentava reações contrárias após discursar na Central do Brasil em março, no Rio de Janeiro (foto). Ele prometeu reforma agrária e mais direitos trabalhistas. Naquele 1º de abril, Goulart chegou em Brasília no meio da tarde e ainda tentou organizar uma resistência, mas não conseguiu. Antes da meia noite, estava com a família em um avião com destino ao Rio Grande do Sul, seu estado natal.

DIREITOS POLÍTICOS CASSADOS

No Congresso Nacional, os parlamentares se reuniram em uma sessão que varou a madrugada. No dia 2 de abril, foi declarado vago o cargo de presidente da República. Dez dias depois, Jango teve seus direitos políticos cassados após a publicação do ato institucional número um, que praticamente eliminou a oposição no país. Naquele momento, houve apoio de vários setores da sociedade e as tentativas de resistência foram sufocadas.

“Qualquer tentativa a partir daquele momento resultaria provavelmente em fracasso, uma vez que o grupo do presidente Goulart decidiu, depois de um certo embate interno, por não resistir ao alegar que poderia haver um banho de sangue no Brasil”, avalia o historiador Virgílio Arraes.

Ele justifica esse posicionamento da equipe de Jango. “ Tendo em vista a constatação de que a maioria do oficialato, de que segmentos importantes da indústria, da agricultura, da igreja, os três principais estados do Brasil naquela altura estavam contrários a ele, o grupo ponderou que ainda que houvesse uma resistência ela seria, no médio prazo, infrutífera.”

No momento do golpe militar, a população de Brasília era relativamente pequena, formada basicamente por servidores públicos. O peso da iniciativa privada era similar ao de servidores e as formas de comunicação da capital ainda eram incipientes do ponto de vista da telefonia, por exemplo. Assim, o governo militar rapidamente assumiu o controle das mensagens que seriam veiculadas para a população.

REPRESSÃO

Um dos locais onde a repressão da ditadura se fez mais presente foi na Universidade de Brasília (UnB). Entre as vítimas está Honestino Guimarães, estudante de geologia e então presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele desapareceu em outubro de 1973 e se tornou um símbolo da luta contra a ditadura.

Matheus Guimarães, sobrinho do Honestino, conta que ele dedicou a vida por essa causa, pela construção de um mundo melhor, em defesa das liberdades, da soberania e do povo brasileiro. “É importante que a gente olhe para o passado, aprenda com os erros, com os equívocos e também com os acertos, para que esse aprendizado possa nos permitir dar passos mais firmes no presente em direção ao futuro que a gente quer construir”, ressalta Matheus. Informações d´Agência Brasil.