A cacique Valdelice e o professor Casé Angatu são os palestrantes convidados para o encontro Diálogos Indígenas, nesta terça-feira (29), às 9h, no auditório do Curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. Parte das atividades do Abril Indígena, o evento é organizado pelo Laikos, programa de extensão do Departamento de Ciências Jurídicas da Uesc, em parceria com o Colegiado de História.
Maria Valdelice Amaral de Jesus, cacique Jamopoty, é filha de Nivalda Amaral de Jesus, que faleceu em 2018, aos 86 anos, e deixou legado de luta pela terra e pela estruturação da educação indígena no distrito de Olivença, em Ilhéus. Há 25 anos, Jamopoty lidera a Aldeia Itapuã, em Águas de Olivença. Das principais referências da reinvindicação dos tupinambás pela demarcação do território reconhecido como indígena pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas desde 2009, a cacique é Doutora Honoris Causa pela Uesc.
Já Casé Angatu é professor doutor da Uesc e da Universidade Federal do Sul da Bahia. Morador de Olivença, é uma voz combativa em defesa dos povos indígenas do Brasil e autor de livros sobre o tema. Após as palestras, os tupinambás vão fazer o ritual Porancy na área verde em frente ao pavilhão Adonias Filho.
Segundo a Uesc, o evento reforça o compromisso da instituição com a valorização e o reconhecimento dos povos originários, especialmente em um mês tão importante para a conscientização sobre suas lutas e a preservação de suas culturas. Por isso, conforme a Universidade, a participação de toda a sociedade é fundamental para fortalecer essa discussão e construir pontes entre diferentes saberes.
Ainda ecoa a sábia definição do escritor Umberto Eco sobre essas tais: “As redes sociais deram o direito à palavra a legiões de imbecis que, antes, só falavam nos bares, após um copo de vinho e não causavam nenhum mal para a coletividade”.
Luiz Conceição
“Aqui, esses beleguins de tropa militar não entram, porque entrar na universidade só através de vestibular”, disse o reitor da Universidade do Brasil, Pedro Calmon Muniz de Bittencourt, que durante o regime militar proibiu a entrada da polícia militar no campus.
Memória desse instante de coragem e lucidez surge a propósito do que ora acontece na nação que um dia foi o farol da civilidade e democracia e agora asfixia Harvard, Columbia e outras Universidades, assim como muitas instituições de caridade e grupos religiosos, isentos do pagamento de imposto de renda federal. Tudo em nome da estupidez que lhe é natural e contagiosa.
Aliás, democracia que, no passado recente, impunha a outros povos e nações na base da desestabilização social, política e econômica, dinheiro ou porrete. De triste e saudosa memória, o século XX tem fartos exemplos dessas ações da então considerada maior democracia do ocidente.
Apesar disso, é bom recordar que sua cooperação e interação nos últimos 80 anos deu azo a organismos multilaterais como Organização das Nações Unidas (ONU) e agências congêneres na saúde, educação, infância, e Organização dos Estados Americanos (OEA), finda a Segunda Grande Guerra.
O que se vê neste quarto do século XXI é um Nero de cabelo exótico,sem cítara e cântico a tudo incinerando com áulicos grosseiramente falando bobagens e atrocidades que serão lembradas como atraso civilizatório mas desconcertante de todos os tempos. Como pode tamanho retrocesso? Qual foi a chave para se abrir essa caixa para sair tanta desgraça, que nem Pandora desejaria na mitológica história dos antigos gregos?
Na infância, o desafio era aprender a ler e escrever. Na adolescência,ser visto e ouvido. Na juventude descobrir o mundo, suas nuanças, histórias e possíveis segredos. Foram muitos ensinamentos ouvidos: “vai estudar, vai estudar”.
Agora sei que a leitura de clássicos da literatura e de obras atuais e do passado são janelas abertas a dar vazão e a concretizar sonhos e trazer conhecimento, liberdade e equilíbrio mental., já que a inteligência é inata ao homem.
Na atualidade, o que se vê é gente desinteressada nos estudos e nos livros, analfabetos funcionais, analógicos e digitais enquanto a mídia comercial, vinculada a grupos econômicos e financeiros, vender o Novo Mundo da Inteligência Artificial (IA), um novo “Bezerro de Ouro” que vai tirar empregos e extinguir profissões, inclusive de jornalistas e outros profissionais da cultura, lazer e entretenimento e até de motoristas.
Por isso, é desconcertante ouvir e ler tantas tolices daquilo que era uma vez a américa amplificadas nas ditas redes digitais que de sociais nada têm e na mídia comercial daqui e do estrangeiro. Como decaiu o jornalismo como advento da internet que deveria ser veículo de conhecimento, inteligência e verdade. Mas…
Aliás, ainda ecoa a sábia definição do escritor Umberto Eco sobre essas tais: “As redes sociais deram o direito à palavra a legiões de imbecis que, antes, só falavam nos bares, após um copo de vinho e não causavam nenhum mal para a coletividade”, declarou, ao receber o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, norte da Itália, em 2015.
Não há definição mais precisa, inclusive se olharmos com atenção as ditas big-techs ávidas por dinheiro e poder, não necessariamente nessa ordem, que agora tutelam governos.
Luiz Conceição é bacharel em Direito (1994), leitor de temas econômicos e jornalista, desde 1975 (época em que era muito, mas muito feliz!).
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da morte de um homem, no final de semana, em Santa Cruz da Vitória, no sul da Bahia. Mário dos Santos Araújo foi atingido por golpes de faca e morreu na casa onde morava. Ele tinha 33 anos.
O crime ocorreu no sábado (26). A esposa de Mário, Diele Meira, é a principal suspeita e foi presa no mesmo dia. De acordo com a Polícia Militar, que a deteve, a mulher foi encontrada nas imediações de um posto de saúde, com roupa e corpo melados de sangue.
As informações sobre o depoimento da suspeita sinalizam que ela confessou a autoria das facadas, sob alegação de legítima defesa. À Polícia, Diele disse ter discutido com o marido e que ele a agrediu com um tapa no rosto, quando ela teria reagido e golpeado Mário com uma faca. O homem sofreu um corte profundo no pescoço e outro na mão.
A suspeita foi levada para a 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Itabuna. Com G1.
Dos 4.480 inscritos para o processo seletivo da Prefeitura de Itabuna, cerca de 1.100 faltaram à prova objetiva do certame, que foi aplicada neste domingo (27), informa a gestão municipal. O número de ausentes equivale a 24,5% das inscrições homologadas.
O processo seletivo ofertou 130 vagas de níveis médio, técnico e superior em 51 cargos de diferentes áreas de atuação. Para o secretário de Gestão e Inovação de Itabuna, Antônio José Brandão Calhau, a prova transcorreu dentro da normalidade. “Nossa avaliação é bastante positiva, salvo algumas ocorrências pequenas, que foram solucionadas pela Comissão [Organizadora]”.
O gestor avalia que o número de candidatos inscritos demonstra a credibilidade social do processo seletivo. “Todos os participantes entenderam que a Prefeitura de Itabuna segue procedimentos legais, dentro do que exigem os órgãos de controle, a exemplo do Ministério Público do Estado da Bahia, que acompanha o procedimento”.
Na primeira etapa, as provas versaram sobre conhecimentos gerais e específicos, além de Língua portuguesa, Interpretação de Textos e Gramática. A divulgação do gabarito oficial está prevista para esta terça-feira (29), quando será aberto o prazo de recurso, que seguirá até 1º de maio. Já o resultado definitivo da prova objetiva deverá ser publicado no dia 13 de maio, segundo o cronograma do edital.
Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Jequié têm oferta total de 267 empregos e Jovem Aprendiz nesta segunda-feira (28) com a intermediação do SineBahia em áreas como construção civil, comércio e serviços.
São 110 vagas em Eunápolis, 98 em Jequié, 44 em Ilhéus e 15 em Itabuna nesta segunda-feira para profissionais estofador de móveis, caldeireiro de manutenção, fiscal de prevenção de perdas, mecânico de refrigeração e climatização, gerente e conferente de depósito, dentre outros.
O cadastramento é feito exclusivamente nas unidades do SineBahia nestes quatro municípios até as 16h em Itabuna, Ilhéus e Eunápolis e até as 17 em Jequié. O interessado deve levar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.
ONDE FICA O SINEBAHIA
A unidade SineBahia em Ilhéus atende na Rua Eustáquio Bastos, ao lado do Mercado do Artesanato e em frente à Praça Cairu, no Centro. A unidade de Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon.
O SineBahia Eunápolis fica na Rua 5 de Novembro, no Centro. Em Jequié, na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas anunciadas para hoje.
Clientes e comerciários viveram maus bocados durante assalto a uma loja, neste sábado (26), no Calçadão da Ruy Barbosa, Centro de Itabuna. Armados, dois criminosos renderam as vítimas e roubaram os celulares delas e o dinheiro do caixa do estabelecimento.
Os assaltantes não se deram ao trabalho de cobrir os rostos e ficaram na loja por mais de três minutos. Sem saber do crime em andamento, ao menos duas clientes entraram na loja e também tiveram seus aparelhos telefônicos levados pela dupla.
Segundo informações, um dos suspeitos teria sido identificado como Jeferson Carlos de Jesus, que seria morador de Ilhéus. Assista ao vídeo.
A Secretaria da Educação da Bahia publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (26), o edital de inscrição para a edição do primeiro semestre de 2025 do Programa Mais Futuro. O projeto de auxílio permanência é voltado a estudantes do Ensino Superior em condições de vulnerabilidade socioeconômica das universidades públicas estaduais da Bahia.
As inscrições estarão abertas no período de 28 de abril a 28 de maio, por meio do endereço eletrônico http://maisfuturo2.educacao.ba.gov.br/acessoestudante. Serão contemplados estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
O programa do Governo do Estado visa elevar o nível de aprendizagem e a formação de novos profissionais na Bahia ao conceder auxílio básico, no valor de R$ 400, para os estudantes custearem as despesas durante o curso de graduação, ou auxílio moradia, no valor de R$ 800, para universitários que residem a uma distância superior a 100 quilômetros da universidade.
QUEM PODE TER ACESSO
Para ser beneficiado pelo Mais Futuro, é necessário ser estudante regularmente matriculado em curso de graduação presencial nas universidades públicas estaduais, desde que não tenha concluído qualquer outro curso de nível superior e que esteja comprovadamente em situação de vulnerabilidade socioeconômica, conforme marcos regulatórios e orientações complementares definidos para o programa.
Os alunos interessados no auxílio deverão ter registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e identificar, no momento da inscrição, o enquadramento nos perfis Básico, Moradia ou Complementar.
O estudante que tiver sua inscrição homologada pela universidade e validada pela SEC, e que tenha cumprido com todos os critérios de elegibilidade previstos nos marcos legais do edital, receberá o valor mensal equivalente ao respectivo perfil.
A periodicidade do pagamento do auxílio permanência será de oito meses do ano calendário civil ao estudante beneficiário inserido no Perfil Básico e de 12 meses ao beneficiário enquadrado no Perfil Moradia. Além de atender os contemplados com a bolsa, o programa oferece a oportunidade de estágio nos órgãos estaduais após a conclusão de dois terços do curso.
Moradores de uma comunidade conhecida como Beribau 3, em Coaraci, no sul da Bahia, tiveram uma noite de sábado (26), violenta, com tiros, uma mulher assassinada e uma criança baleada. Ana Carla Coitinho dos Santos, de 37 anos, foi morta no interior da casa onde morava. A filha dela, uma menina de 12 anos, também foi baleada.
O suspeito do assassinato e tentativa de homicídio seria o companheiro de Ana Carla. Preso em flagrante, o acusado não teve o nome divulgado pela Polícia Civil. Ele também atirou contra a menina, que teria tentado defender a mãe. A criança foi levada para um hospital de Itabuna. Seu estado de saúde não foi divulgado.
A polícia investiga a motivação para o ataque contra a mulher e criança. Existem suspeitas de que o autor dos disparos seja integrante de uma facção criminosa que atua no sul a Bahia. A polícia também investiga se existem outras pessoas envolvidas no assassinato de Ana Carla Coitinho. Não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento da vítima.
Thiago Dias
O PIMENTA foi o primeiro veículo de imprensa a repercutir a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou dois dispositivos da Política de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade do Estado da Bahia . No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.007, o STF declarou inconstitucionais o parágrafo único do artigo 19 e o segundo parágrafo do artigo 139 da Lei Estadual 10.431/2006, ambos criados pela Lei Estadual 13.457/2015.
Com os dois artigos, o Estado da Bahia delegou aos municípios a competência para fazer o licenciamento ambiental de empreendimentos na zona costeira e o poder de autorizar, nas áreas urbanas, a derrubada de vegetação nativa da Mata Atlântica em todos os estágios de regeneração.
Na votação unânime, o plenário do Supremo acatou a ação da Procuradoria-Geral da República (PGR), concluindo que a lei baiana resultou da violação das regras de distribuição da competência legislativa sobre matéria ambiental, pois a zona costeira e a Mata Atlântica são áreas protegidas como patrimônio nacional e não podem ser objeto de leis estaduais menos protetivas ou feitas em desacordo com a Constituição Federal. O poder para decidir sobre elas é da União, que, em regra, atribui licenciamentos nessas áreas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama).
Dono de litoral com mais de 70 quilômetros de extensão – o maior da Bahia – e de áreas de conservação da Mata Atlântica, o município de Ilhéus foi o exemplo levado ao STF, no caso da ADI 7.007, pelas advogadas Jurema Cintra e Marta Serafim.
Voluntárias do Coletivo Preserva Ilhéus, elas ingressaram na Ação como Amicus curiae, nome dado a quem atua nesse tipo de julgamento para colaborar com o debate jurídico e defender uma das teses em disputa. Representando o Instituto Nossa Ilhéus (INI) e o Instituto de Estudos Socioambientais da Bahia, as advogadas encamparam a posição vitoriosa da PGR.
“É UMA GRANDE TRAGÉDIA”
A decisão do Supremo alcançou todos os municípios baianos que têm conselhos municipais de meio ambiente. A existência do conselho foi o requisito para que o município pudesse receber do estado, por meio dos dispositivos inconstitucionais, a delegação para licenciar empreendimentos na zona costeira ou com supressão da Mata Atlântica em áreas urbanas.
Ao PIMENTA, a advogada Jurema Cintra explicou o que torna o caso ilheense exemplar para a discussão levada ao Supremo:
– O impacto disso a gente sentiu em tudo que aconteceu em Ilhéus. Todo esse crescimento verticalizado na zona sul, sem nenhum critério de desenvolvimento urbano. Tem dezenas de prédios, mas onde estão os estacionamentos, as escolas, os postos de saúde? Onde está a parte comercial, de mobilidade? Não tem nada disso pensado. É uma grande tragédia.
Segundo a advogada, tornou-se comum ver animais silvestres que perderam seu espaço natural. “A gente tem visto animais na praia, teiú, tatu, mico-leão-da cara-dourada. Tem ouriço sendo resgatado dentro das barracas de praia, porque a perda de habitat é muito grande”.
EFEITOS DA DECISÃO
O ministro Cristiano Zanin assumiu a relatoria da ADI 7.007 quando substituiu o ex-ministro do STF e atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em 2023. Antes, em outubro de 2021, ano em que a PGR contestou a lei baiana, Lewandowski concedeu medida cautelar suspendendo os efeitos dos dispositivos dos artigos 19 e 139, recordou a advogada Marta Serafim em entrevista ao PIMENTA. “Portanto, os municípios não poderiam ter autorizado os empreendimentos em área costeira desde então”, explicou.
Até onde se tem notícia, boa parte dos municípios baianos ignorou o impedimento da decisão cautelar e seguiu o baba. A Prefeitura de Ilhéus, por exemplo, continuou a conceder licenças a empreendimentos de grande porte na zona costeira, como prédios e mercados tipo atacarejo.
Como os artigos declarados inconstitucionais começaram a valer em 2015, os efeitos do julgamento devem retroagir até aquele ano, esclareceu Marta Serafim. É difícil, no entanto, imaginar um cenário em que se pudesse anular os licenciamentos feitos desde então. Parecem mais relevantes os efeitos sobre os licenciamentos a partir de agora. Devem ser paralisados? O Ibama deverá assumir os atuais e futuros?
Para Marta Serafim, está claro que os municípios devem paralisar os licenciamentos em curso. “É uma questão de segurança jurídica. Trata-se do cumprimento do que foi determinado em julgamento pelo Plenário do STF, tendo inclusive já transitado em julgado, não podendo haver mais recurso. Os municípios não podem mais licenciar nestas áreas”.
Sobre a segunda questão, a advogada entende que o mais provável é mesmo que o Ibama assuma o licenciamento de empreendimentos na zona costeira dos municípios baianos. “No caso de Ilhéus, o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos é o órgão estadual que já vem autorizando a supressão de vegetação nativa, visto que o município não é aparelhado para tal”, acrescentou
PRUDÊNCIA
Além de parar os licenciamentos em curso, naturalmente, os municípios não podem dar início a novos processos, ressalta Marta Serafim. “É prudente que o município aguarde o que deve vir como orientação [sobre a ADI 7.007]. Na avaliação da advogada, a prudência também deve falar mais alto na Terra da Gabriela:
– Todos sabemos que os perigos de dano irreparável permeiam a zona costeira de Ilhéus, cujo modelo de expansão urbana – posto em prática até hoje – permite adensamento e verticalização na faixa litorânea, zonas especialmente reconhecidas como de interesse nacional para uso da coletividade, protegidas pela Constituição Federal.
A advogada Jurema Cintra também recorreu ao exemplo de outro município sul-baiano onde a política ambiental tem sido objeto de disputas. “Maraú vive situações terríveis. Tem diversas ações judiciais em que o Ministério Público Estadual e a Defensoria Estadual estão defendendo os direitos de pescadores, quilombolas, comunidades tradicionais”. Neste mês, a Justiça obrigou a Prefeitura a executar desocupação de área e demolição de imóveis não habitados na Praia de Taipu de Fora, um dos paraísos da Península de Maraú.
As advogadas avaliaram a decisão do Supremo como vitória de toda a sociedade e da defesa da legislação ambiental brasileira. E ressaltaram a importância do trabalho voluntário das pessoas e o apoio das instituições que integram o Preserva Ilhéus. Na frente judicial, o Coletivo atua em mais de 20 ações em defesa do meio ambiente.
O debate que resultou no julgamento da ADI 7007, segundo Jurema Cintra, também foi uma expressão prática do funcionamento da política e das mediações entre os Três Poderes e a sociedade civil organizada. “A democracia é assim, um sistema de freios e contrapesos”.
A temporada de cruzeiros na Bahia foi encerrada, na quarta-feira (23), com a chegada do navio italiano Costa Diadema ao porto de Salvador, trazendo a bordo mais de quatro mil passageiros. De outubro de 2024 a abril de 2025, aproximadamente 300 mil cruzeiristas passaram pelo estado.
Foram 82 atracações nos portos da capital e de Ilhéus, além de operações marítimas em Morro de São Paulo, Itacaré, Porto Seguro e Abrolhos. O segmento turístico movimentou cerca de R$ 150 milhões na economia baiana.
Na despedida da temporada, os cruzeiristas do Costa Diadema, entre brasileiros e estrangeiros, tiverem receptivo especial da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), no desembarque em Salvador. Baianas típicas, roda de capoeira e a percussão do bloco afro Muzenza deram as boas-vindas, em clima de festa.
Os cruzeiros deram contribuição significativa para a Bahia ter uma movimentação recorde de turistas na alta temporada, com a posição de Salvador também como porto de embarque, o que aumentou o tempo de permanência do visitante na cidade, analisa o secretário estadual de Turismo, Maurício Bacelar.
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Não posso deixar de contar o que acontecia com um conhecido, sem formação superior, que ao ir a instituições importantes, fazia uma ligação telefônica prévia para saber se o doutor fulano de tal (ele mesmo) já tinha chegado e deixava um pseudo recado para ele mesmo.
Walmir Rosário
O título de doutor enobrece aos que são distinguidos por essa forma de tratamento, não resta a menor dúvida. Entretanto não há legislação pertinente no Brasil que destine essa honraria aos diplomados (existem dúvidas). Mas no Império, a forma de tratamento de doutor aos advogados, estava na forma da lei, melhor, do Decreto Imperial de 1º de agosto de 1825, de Dom Pedro I.
E para reforçar, dois anos depois, em 11 de agosto de 1827, uma nova Lei Imperial cria os cursos de Ciências Jurídicas e Sociais em São Paulo e Olinda e introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado. Vale dizer que até hoje a validade dessa legislação é questionada, embora não haja revogação explícita ou tácita, inclusive no novo Estatuto da OAB, criado por lei.
E durante todo esse tempo as discussões sobre o título de doutor ao advogado dá o que falar, muitas vezes por ser confundido com os títulos de Doutorados Acadêmicos regidos pela Lei nº 9.394/96 (lei de Diretrizes e Bases da Educação). Sem dúvida, além de diplomado em Ciências Jurídicas (Direito), o doutor precisa estar com o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Nos ambientes jurídicos, especialmente nos fóruns, esse tratamento ganha ares de sagrado, a começar pelo endereçamento de qualquer petição ao juízo, e dou um exemplo: “Exmo. Sr. Dr(a). da (…) Vara tal, da Comarca Tal)”, além do qualificado tratamento de Excelência – em todo o texto – dispensado ao magistrado. Ritual que deve ser cumprido rigorosamente.
Se no campo jurídico o doutor faz parte como exigência, o meio médico não dispensa esse tratamento. Lembro-me bem que na faculdade o acadêmico em direito começa a colocar o “trem nos trilhos” desde cedo, com as recomendações dos professores – advogados, promotores, juízes – para que os alunos se ambientem no futuro campo de trabalho.
E para ilustrar, conto aqui uma passagem verdadeira, embora me reserve ao direito de omitir os atores, no sentido de evitar qualquer constrangimento do pretérito. Muitos de nós éramos amigos de alguns professores e durante uma aula um aluno chamou o professor pelo seu nome de batismo, omitindo o sagrado tratamento de doutor, no que foi imediatamente repreendido.
– Doutor! Pode ir se acostumando por aqui, pois nos tribunais não há espaço para intimidades. Lá o tratamento é formal e a quebra desse preceito poderá causar sérios dissabores a quem infringir essa norma. Portanto, reserve esse tratamento chulo para a mesa de bar – repreendeu com sisudez o mestre.
Se no ambiente jurídico o tratamento é uma regra que extrapola as paredes dos tribunais, fora dele são vistas com desdém por algumas pessoas que afirmam ser o tratamento de doutor apenas para os que defenderam teses acadêmicas. Ledo engano, o doutor na academia está estipulado em outro diploma legal, a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
Apesar de presente na legislação brasileira, o título de Doutor remonta a tempos antigos, o século XII, conferidos aos filósofos, a exemplo de Doctor Sapientiae, Doctor Angelicus, dentre outras denominações. E ainda existe o de Doutor Honoris Causa, concedido a personalidades de destaque (nem sempre). Há quem diga que doutor é todo aquele sabe e pode ensinar, neste caso, poderíamos incluir os mestres, especialistas e professores sem esses títulos.
Embora muitos acadêmicos não concordem, costumo dizer que teses são construídas diariamente por muitos profissionais e expostas a um público especializado, que o analisa, aprova, constrói e desconstrói, de acordo com a veracidade da peça. O advogado nos tribunais, os médicos em suas pesquisas, os jornalistas nos seus textos, os engenheiros nos projetos e materiais.
Ao tentar mostrar uma divergência corriqueira, posso ser criticado por falar asneiras num assunto de deveras importância, que exige muita pesquisa e capacidade intelectual para reunir conhecimentos e relacioná-los, argumentá-los. Acredito que se gasta muita saliva para debater qual o título de doutor que tem validade, pois todos são amparados em lei.
Não posso deixar de contar o que acontecia com um conhecido, sem formação superior, que ao ir a instituições importantes, fazia uma ligação telefônica prévia para saber se o doutor fulano de tal (ele mesmo) já tinha chegado e deixava um pseudo recado para ele mesmo. Ao chegar se apresentava à secretária, que o tratava por doutor à vista de todos e passava a informação. E ele se sentia satisfeito e feliz da vida.
Muitas vezes não há diferença entre o conhecimento intelectual e científico expostos no dia a dia pelo profissional, de um título impresso num simples cartão de visitas.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.
O Campeonato Amador de Uruçuca vai começar neste domingo (27). A data foi definida durante reunião de representantes da Diretoria de Esportes da Prefeitura e dirigentes de times.
A prefeita Magnólia Barreto destacou que o esporte é uma ferramenta fundamental de inclusão social, saúde e cidadania. Magnólia afirmou que a gestão segue firme no compromisso de apoiar e fortalecer iniciativas que unem a comunidade, despertam talentos e promovem qualidade de vida para todos.
A rodada de estreia começa às 15h deste domingo, no Estádio Ferreirão.
A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna promove, na próxima segunda-feira (28), às 19h, no auditório do Hospital Calixto Midlej Filho, o Workshop MitraClip: Reparo Mitral Percutâneo – Evidências e Seleção de Pacientes. Especialista reconhecido internacionalmente na área de hemodinâmica e intervenções cardíacas, Diego Vilela vai ministrar o workshop.
Titular da Sociedade Brasileira De Hemodinâmica com especialização em endovascular pela Santa Casa de São Paulo e pesquisa clínica pela Universidade de Harvard e treinamento em Mitral e Tricuspid Interventions pela Universidade de Zurique, Diego Vilela abordará as principais evidências científicas sobre o uso do MitraClip, tecnologia inovadora para o tratamento da insuficiência mitral, e discutirá critérios de seleção de pacientes para o procedimento.
O workshop é direcionado a médicos, estudantes de medicina e profissionais da área de saúde interessados em avanços na cardiologia intervencionista.
A prévia da inflação oficial registrou 0,43% em abril, pressionada pelos preços dos alimentos e itens de saúde. O resultado, apurado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), representa desaceleração em relação a março, quando ficou em 0,64%.
Em 12 meses, o índice soma 5,49%. Em abril do ano passado, o IPCA-15 marcou 0,21%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, oito apresentam alta, com destaque para o de alimentação e bebidas, que acelerou de 1,09% para 1,14% na passagem de março para abril, respondendo por 0,25 ponto percentual do IPCA-15 deste mês.
O grupo saúde e cuidados pessoais passou de inflação de 0,35% para 0,96% no mesmo período. Os dois grupamentos juntos representam 88% da prévia de inflação do mês.
Confira, abaixo, a variação e os impactos dos grupos na prévia da inflação de abril.
A iluminação da Ponte Jorge Amado e dos acessos viários sul e norte, em Ilhéus, é responsabilidade da Prefeitura, segundo a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra-BA). A informação da Pasta confronta discurso recente do deputado estadual Pedro Tavares (UB), que, na Assembleia Legislativa, cobrou do Governo do Estado a recuperação da iluminação da ponte.
No pronunciamento, o parlamentar sugeriu que o estado passasse ao município a responsabilidade pela manutenção da iluminação da ponte. Ontem (24), em publicação nas redes sociais, o vereador Odailson Aranha (Podemos) chamou atenção para os postes danificados da BA-001 e também cobrou a manutenção ao estado. No entanto, conforme a Seinfra-BA, desde agosto de 2023, a responsabilidade pelos equipamentos é da Prefeitura.
Naquele ano, o município chegou a recuperar parte dos equipamentos. Mas, hoje, no trecho da Avenida Soares Lopes até a cabeceira da pista do Aeroporto Jorge Amado, a maioria dos postes da BA-001 está sem lâmpadas. A ponte – primeira estaiada da Bahia – também perdeu a iluminação cênica.
Além de ser a principal ligação entre a zona sul e o restante do município, a Jorge Amado e suas vias de acesso se transformaram em área para atividades físicas, especialmente nas primeiras horas da manhã e ao cair da tarde. À noite, sem iluminação adequada, o local inspira menos segurança para uma caminhada ou corrida. A escuridão também reduz a segurança na ciclovia.

Questionada pelo PIMENTA sobre o problema, a Seinfra-BA afirmou que, em agosto de 2023, a Prefeitura de Ilhéus assumiu junto à Neoenergia Coelba a titularidade dos três contratos de fornecimento de energia da Ponte Jorge Amado e dos acessos viários. Isso, conforme a Pasta estadual, também conferiu ao município a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos.
Já a manutenção da rodovia, mesmo no trecho urbano, permanece sob a responsabilidade da Seinfra-BA, apesar da autorização concedida ao município para a construção de novo acesso da BA-001 para a via marginal sentido sul (Avenida Ruy Carvalho). “Foi emitida uma carta anuência pelo órgão responsável pelas rodovias estaduais para a prefeitura local executar a obra”, esclareceu a Pasta em nota enviada ao site.
O PIMENTA também entrou em contato com a Prefeitura de Ilhéus em busca de informações sobre a manutenção da iluminação pública naquele trecho da BA-001 e aguarda retorno. O posicionamento será acrescentado à matéria, caso a gestão municipal se manifeste.























