

Particularmente não acredito no fim da corrupção com a condenação dos réus do mensalão, mas carrego comigo a certeza de que a luz do fim do túnel da impunidade foi ele quem acendeu. Abre o olho, ministro!
Não precisa estar morando em Brasília para sentir que estão tentando transformar o processo do mensalão, que poderia ser um marco na moralização da política nacional, numa enorme pizza mal cheirosa e indigesta. Tudo começou quando o revisor do caso, Ricardo Lewandowski, comentou que Joaquim Barbosa estava atrasando a entrega do seu relatório. O ministro revidou afirmando que os autos estavam disponíveis eletronicamente na base do Supremo Tribunal Federal, alegando inclusive que se estavam ignorando-o era por preguiça ou vontade de que prescrevesse, garantindo a vitória e absolvição da corja.
É preciso ressaltar que estamos falando de algo assustador: além do montante roubado descaradamente dos cofres públicos, são 40 acusados e mais de 650 testemunhas elencados em mais de 49 mil páginas. Embora delicadeza não faça mesmo parte da sua conduta pessoal e profissional, o prazo para o julgamento fez com que Joaquim Barbosa fosse grosseiro com o também ministro Lewandowski, pedindo que não se excedesse nas falas. Era o que faltava para que se instalasse um caos na alta Corte da justiça do país.
Acusam Joaquim Barbosa de debochado, soberbo e autoritário. O jornalista Ricardo Noblat, reconhecido nacionalmente, chegou a escrever em artigo bombástico que falta a ele “conhecimento de assuntos de direito”, afirmando que grandes juristas da primeira linha do país atestam essa opinião. “Quem o Ministro Joaquim Barbosa pensa que é?” questionou para, em seguida, afirmar que o mesmo fora indicado pelo então presidente Lula por ser negro, e que seria politicamente correto para o partido agir assim à época.
Acontece que é aí que mora o X da questão: o desempenho dele desagrada ao PT. Como deve ao partido sua nomeação para o STF, esperavam que atuasse de forma errônea e não fizesse essa devassa na vida de grandes nomes da política nacional. Tornou-se um anjo preto para o povo brasileiro porque teve a coragem de enfrentar a maior roubalheira já vista por aqui. Agora, como era de se esperar, querem puxar o seu tapete.
Particularmente não acredito no fim da corrupção com a condenação dos réus do mensalão, mas carrego comigo a certeza de que a luz do fim do túnel da impunidade foi ele quem acendeu. Abre o olho, ministro!
Manuela Berbert é publicitária, jornalista e colunista do Diário Bahia.

Há poucos dias, quando da inauguração da nova sala de imprensa do legislativo, o secretário municipal da Saúde, Plínio Adry, enganchou a calça no “artefato” e a roupa do médico foi rasgada. Por pouco o homem não saiu ferido.
Apesar do episódio, a direção da casa não tomou nenhuma providência para eliminar o perigo e o afiado – e enferrujado – objeto metálico continua lá, a espera de novas vítimas.
Todo cuidado é pouco.
Em meio ao pandemônio instalado em Ilhéus há mais de 40 dias, o vereador Fábio Magal (PSC), neo-adversário do prefeito Jabes Ribeiro (PP), tentou aprovar um requerimento para a convocação do chefe do executivo. Magal afirma que desejava ouvir explicações sobre a crise, que afeta toda a cidade e tem reflexos no comércio.
A possibilidade de ver Jabes aperreado na Câmara, no entanto, não será concretizada porque a bancada do prefeito cuidou de evitar o constrangimento. O pedido de Magal foi derrubado por sete votos a seis.
“Jabes está blindado na Câmara”, diz o vereador.

Pelo terceiro ano seguido, a empresa Bahiagás dará apoio ao Mutirão do Diabético, que realiza sua nona edição no dia 9 de novembro. O evento é uma iniciativa da Associação dos Diabéticos de Itabuna (Asdita) e do Hospital de Olhos Beira Rio, sendo considerada uma das maiores mobilizações do País pelo tratamento e prevenção do diabetes.
Segundo o diretor da Bahiagás, Davidson Magalhães, o apoio se encaixa na política de responsabilidade social da empresa. Ele afirma que a estatal investe parte dos lucros em projetos como o Mutirão do Diabético e programas de incentivo ao esporte, cultura e inclusão social”.
O médico Rafael Andrade, que coordena o mutirão, diz que o apoio permitirá ampliar “as ações de prevenção na Feira da Saúde, como a realização de exames de glicemia e pressão arterial e a distribuição de kits com material educativo”.
Aline Leal Valcarenghi | Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 21, que até o final do ano 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil para atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Na segunda-feira, dia 26, chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.
Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que vai intermediar o acordo com o governo cubano, sabem dizer quanto estes profissionais vão receber pelo trabalho. “O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba. O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa.
As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil. O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Itabuna apresentou no período um saldo negativo de 568 postos de trabalho, no balanço entre admissões e desligamentos. Também considerados os sete primeiros meses do ano, Ilhéus registrou 287 demissões a mais que o número de contratos de empregados com carteira assinada.
O Caged aponta que o setor de serviços continua como forte gerador de empregos formais em Itabuna, com saldo positivo de 162 vagas no período apurado. Já a indústria teve saldo negativo de 399 postos de trabalho.
Em Ilhéus, o melhor saldo foi na construção civil, com balanço favorável de 82 vagas. Já o comércio ficou devendo, com 157 desligamentos a mais que o número de admissões.
A Bahia foi o estado com o sexto melhor saldo na aferição do Caged entre janeiro e julho deste ano. Houve 67.856 contratações e 64.576 desligamentos, registrando-se saldo positivo de 3.280.

Ontem à tarde, cinco membros do movimento Reúne Ilhéus foram notificados de liminar judicial que assegura a circulação de ônibus às empresas Viametro e São Miguel. A liminar foi concedida em favor Associação das Empresas de Transporte de Passageiros de Ilhéus (Atranspi) pelo juiz da 4ª Vara dos Feitos Cíveis, Comerciais e de Relações de Consumo, Jorge Luiz Dias Ferreira, e prevê multa de dez salários mínimos caso o movimento impeça a entrada e saída de pessoas e veículos nas garagens da São Miguel e da Viametro.
Um traficante foi preso acusado de manter uma mulher em cárcere privado em Eunápolis, no sul do estado, segundo informações da delegacia da cidade. Gideon Gomes Ribeiro, 19 anos, ainda é suspeito por pelo menos cinco homicídios, todos com ligação com o tráfico de drogas da cidade, segundo a Polícia Civil. Gideon foi autuado por estupro e cárcere privado.
A vítima, de 21 anos, que está tendo o nome preservado, era companheira de Gideon e contou que não saia do lugar há 2 meses. Ela foi encontrada pela Polícia Militar bastante debilitada em uma casa no bairro Alecrim II.
O delegado Élvio Brandão disse que na casa foram apreendidos materiais que teriam sido usados para provocar lesões na vítima, como fios de TV, chaves de fenda e pé de cabra. “Ela também relatou que sofria violência sexual, era obrigada a ter relação sexuais com ele”, disse Brandão ao Radar64.
O delegado falou sobre os homicídios que Gideon é suspeito, que tiveram muita crueldade na execução. “Como é o caso do Rafael, que teve os olhos arrancados. Uma moça que há pouco tempo foi encontrada com a cabeça esmagada. Um outro indivíduo que teve o braço decepado”, explica Brandão. Cada morte é investigada por um inquérito diferente. Informações do Correio.

A Avenida J.S. Pinheiro foi interditada por cerca de uma hora, hoje (21), em protesto por melhorias e saneamento básico na 3ª Travessa. Os moradores fecharam os dois sentidos da avenida com barricadas de pneus e madeira e atearam fogo.
O protesto gerou grande engarrafamento e as pistas foram liberadas por volta das 18h30min. Cláudio Miranda, um dos manifestantes, disse que os moradores da Travessa J.S. Pinheiro cobram asfaltamento das ruas e saneamento básico. “Este é o nosso terceiro protesto”, disse.
Segundo Cláudio, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcos Monteiro, prometeu a realização do serviço há 30 dias. Uma máquina fez encascalhamento das vias, mas esqueceram da pavimentação.
A promessa não foi cumprida e os moradores realizaram outro protesto há duas semanas. A comunidade decidiu realizar outra manifestação, desta vez interditando as duas pistas da J.S. Pinheiro. Cerca de 30 policiais militares foram mobilizados e acompanharam a manifestação. O fogo foi debelado pelo Corpo de Bombeiros.
Um emissário do ex-prefeito Capitão Azevedo sorria de orelha a orelha no plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna na tarde desta quarta-feira, 21. Motivo: o “soldado” dava como certa a aprovação das contas do chefe, referentes ao exercício de 2011.
Azevedo teve esta semana um encontro a portas fechadas com alguns vereadores, para discutir o tema delicado, principalmente porque o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) viu horrores na gestão do milico e recomendou sua rejeição, assim como fez com as contas e 2009 e 2010.
Pelo que indica o otimismo dos azevedistas, o parecer do TCM será solenemente ignorado. São necessários 14 votos para garantir a indecência.
A conferir.

O Comando Popular Itabuna (CPI) rejeitou convite para integrar comissão que estudará a tarifa de ônibus no município. Numa nota distribuída hoje, o CPI acusa o Governo Vane de querer “institucionalizar a luta” pela redução da passagem e “engessar o movimento popular”. O comando também enxerga no convite para compor a comissão uma tentativa de “transferir responsabilidades” e “prorrogar decisões políticas”.
O movimento cobra do governo “ações concretas e imediatas” pela melhoria do transporte público no município. A tarifa de ônibus em Itabuna custa R$ 2,20. As ações do movimento brecaram o reajuste para R$ 2,50, em junho, quando centenas de estudantes secundaristas e universitários foram às ruas, sob o grito de ordem “se a tarifa aumentar, Itabuna vai parar”.
O município tem uma das frotas mais antigas da Bahia. Veículos com 14 anos são colocados pelas empresas para atender a população.
Movimento que não tem líderes, assim como o Passe Livre (MPL), o Comando Popular de Itabuna cobra a meia passagem para pré-vestibulandos, estudantes de ensino a distância, cursos profissionalizantes e de pós-graduação. Um documento com a pauta foi entregue aos representantes do município no dia 5 de julho.
O CPI tem entre as reivindicações o passe livre para estudantes, desempregados e idosos e melhoria na qualidade do serviço, além de regulamentação do serviço mototáxi, investimento em mobilidade urbana e o fim da dupla função para motoristas (“motocobra”). Outro ponto polêmico defendido pelo movimento é a municipalização do transporte público.

Pessoas com idade a partir dos 60 anos poderão ter direto à gratuidade no transporte coletivo em Itabuna. A proposta, de autoria do vereador Júnior Brandão (PT), antecipa o direito em relação ao que é previsto no Estatuto do Idoso, pelo qual o benefício vale a partir dos 65 anos.
Segundo Brandão, a legislação federal faculta aos municípios a concessão da gratuidade na faixa etária dos 60 aos 64 anos de idade. Na sessão plenária desta quarta-feira, 21, a Câmara aprovou a proposta por unanimidade em primeira votação.
O petista disse não ter recebido pressão das empresas que operam o sistema de transporte coletivo por causa do projeto. Já o líder do governo na Câmara, vereador César Brandão (PPS), declarou que obteve do prefeito Claudevane Leite (PRB) o compromisso de que não vetará a proposta.

A Queiroz Galvão, por meio da sua subsidiária QGEP, anunciou a descoberta de petróleo na Bacia do Jequitinhonha, em Canavieiras, no sul da Bahia.
A descoberta ocorreu em um poço (1-QG-5A-BAS) do bloco BM-J-2, 100% sob controle da empresa, e está a 20 quilômetros da costa brasileira. A notícia foi publicada no site de economia Infomoney.
A Queiroz Galvão emitiu nota na qual explica que a potencialidade da bacia será determinada após conclusão da perfilagem e testes.
A empresa continuará a prospecção até o final do trimestre. O trabalho começou em 2011, numa área de 10 mil metros quilômetros quadrados.
Nesta mesma bacia, a Petrobras já havia detectado a existência de gás natural em 2009 (relembre aqui).






















