
Queremos dignidade e o que temos é politicalha, política pública exercida por uma facção de canalha.
Rui Barbosa, um dos maiores juristas e políticos que o Brasil já teve, intelectual brilhante do seu tempo, disse um dia: “A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”. Sábias e atualíssimas palavras.
Num período em que a Fé mundial tende a ser renovada com a escolha de um novo líder religioso, aqui no Brasil a nossa esperança escoa pelo ralo a cada eleição, a cada mudança de gestão. Queremos política de resultados e temos politicalha, política mesquinha de interesses pessoais, de intrigas tacanhas, de jogo com a pobreza e a miséria do povo.
Habemus politicalha, por exemplo, quando assistimos homens serem exonerados de cargos públicos por incapacidade técnica ou corrupção num dia sendo nomeados dias depois em cidades vizinhas.
Habemus politicalha quando vemos grandes obras estagnadas por governantes que se recusam a executar ideias e feitos de antecessores por serem de partidos opostos e adversários.
Habemus politicalha quando assistimos mafiosos ocupando cargos interessados apenas nas verbas atreladas à carteira e não na solução das questões a que lhe são atribuídas.
Queremos política séria, direção, organização e administração. Queremos a execução e cumprimento de regras morais, leis e costumes respeitáveis para o povo. Queremos Homens de bem e de coragem nos representando e lutando pelos nossos direitos.
Infelizmente, o que temos é uma politicalha desmedida, uma indústria de escândalos inacreditáveis, roubos excessivos e falta de vergonha na cara. Queremos dignidade e o que temos é politicalha, política pública exercida por uma facção de canalha.
Manuela Berbert é publicitária, jornalista e colunista do Diário Bahia.
O empresário Possidônio João Marçal, 65 anos, morreu neste domingo à noite, dia 31, em acidente na BA-263, próximo a Rio do Meio, distrito de Itororó. A esposa, a bancária Maria Ieda Cardoso Oliveira, 51, sofreu ferimentos leves. O acidente ocorreu por volta das 19h30min.
O casal viajava no VW Polo, preto, placa NYP-6596, e retornava de Minas Gerais para Itabuna. Segundo o Itororó Já, Marçal tentou frear o veículo ao avistar animal na pista. O VW Polo caiu em uma ribanceira e o corpo do motorista foi atirado para fora do veículo.
Maria Ieda conseguiu quebrar vidro e sair do carro ainda no princípio do incêndio. O Polo foi destruído pelo fogo. Ela foi levada para o Hospital e Maternidade de Itororó.
Lanche indigesto teve a administradora de empresas Lorena Marques. Ontem à noite, ela pediu hambúrguer e refrigerante no McDonald’s, no Shopping Jequitibá, em Itabuna. Comeu, bebeu… E a surpresa veio ao final, segundo conta.
– Ao terminar o lanche, fui abrir o copo para pegar pedras de gelo. Encontrei uma barata esmagada.
Se o inseto causou nojo, o atendimento do gerente da lanchonete provocou indignação. Segundo Lorena, o gerente apenas perguntou se ela queria outra bebida. Não houve nem pedido de desculpas. Lorena promete recorrer à justiça e à Vigilância Sanitária.
O PIMENTA tentou contato com a rede de lanchonetes em Itabuna, mas ninguém atendeu à ligação.
Especialistas temem as consequencias jurídicas do trabalho que fazem no trecho federalizado da BR-415 entre Nova Ferradas, em Itabuna, e Ilhéus. A fiscalização do trecho cabe à Polícia Rodoviária Federal. Para que as multas e ocorrências registradas nesta área pelos patrulheiros estaduais tenham efeito, é necessário que haja assinatura de convênio entre Departamento de Infraestrutura de Transporte (Dnitt) e o seu equivalente em nível estadual, o Derba.
Como a assinatura não ocorreu até agora, qualquer motorista multado neste período no trecho pode alegar incompetência da polícia estadual. A transferência ocorreu há um ano, durante processo pela duplicação dos trechos entre os dois municípios.
DA ALEGRIA INOCENTE AO RACISMO GRAVE

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Alienação absoluta, conformismo total
Outro texto que tem interpretações diversas, de acordo com a época, é Opinião (Zé Kéti), do show do mesmo nome, de 1964 (logo após o golpe militar). Voltado para a problemática social do Brasil, o espetáculo Opinião absorveu a música Opinião como revolucionária (ao lado de Carcará, Missa agrária, O favelado). Hoje, pode-se entendê-la em outro sentido: “se não tem água,/eu furo um poço,/se não tem carne,/eu compro um osso/ponho na sopa/ e deixo andar…”, uma inabalável profissão de fé no conformismo. Mas as melhores “pérolas” estavam no fim: “se eu morrer amanhã,/ seu doutor,/ já estou bem pertinho do céu”. A alienação absoluta, a antirrevolução, até a antirreforma. E ninguém percebeu.
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Tema “pegou” na biografia de Lamartine
Voltando a O teu cabelo…, é oportuno dizer que este tema é uma mancha na biografia do Rei da Marchinha, Lamartine Babo. A RCA Victor, ao receber o tema dos Irmãos Valença (João e Raul) pediu que Lamartine “acariocasse” a marcha, tirando da letra algumas expressões de pernambucanês. Lamartine não se fez de rogado: manteve a música e o refrão, extirpou a gíria do Recife, promoveu o primeiro verso a título (o título original era Mulata) e assinou O teu cabelo não nega, como sendo autor da letra e da melodia. Os Valença reconheceram as mudanças, mas foram à Justiça, reivindicando que Lamartine era parceiro, não autor. Ganharam em todas as instâncias.
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NOSSA RESPONSABILIDADE COM O PÚBLICO
Montado em brisa do outono, nos vem um comentário do secretário de Comunicação de Ilhéus, jornalista Paixão Barbosa (foto), a propósito de notinha aqui postada na semana passada, sob o título “Professor ilheense vai presidir a ABL”. Ele “pede desculpas” pelos desvios que esta coluna, “tão acertadamente, registrou”, e diz que tudo aconteceu “por desatenção de quem redigiu [o texto], o que realmente é imperdoável”. Experiente (mais de três décadas n´A Tarde), Paixão Barbosa tira do episódio uma lição. Em suas palavras, “os erros cometidos pelos que têm a responsabilidade de informar ao público são sempre muito graves pelo potencial multiplicador que eles carregam consigo”. No mesmo pé-de-vento do pós-verão, vai a contrarresposta (ai, esse Acordo Ortográfico!).Foi tudo muito divertido (não para o secretário, que querem?) e “didático”, até porque errar, o clássico humanum est, ajuda a identificar nossas fragilidades e nos faz crescer (já não me dirijo a V. Sa., mas ao meu/minha colega que escreveu a notinha açodada): não me leve a mal, eu só quero que você me queira. E digo que Paixão Barbosa, dono de alto conceito no jornalismo baiano, se engrandece com o sucedido: quando temos até um comunicador com morte anunciada em Ilhéus, é confortador saber de alguém capaz de receber críticas, serena e humildemente, recusando-se aos ralhos e arreganhos com os críticos, conforme o hábito. Mas, e quanto aos 18 veículos (pelo menos!) que repetiram a nota sem lê-la, o que faremos?
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(ENTRE PARÊNTESES)
“Às vezes, quando vejo o que se passa no mundo, pergunto-me: para que escrever? Mas há que trabalhar, trabalhar. E ajudar o que mereça. Trabalhar como forma de protesto. Porque o impulso de uma pessoa seria gritar todos os dias ao despertar num mundo cheio de injustiças e misérias de toda ordem: protesto! protesto! protesto!” Este pequeno texto de Federico Garcia Lorca (1898-1936), citado por José Domingos de Brito no livro Por que escrevo? (Escrituras/1999), me vem à mente quando sobre mim pairam as nuvens negras do desencanto com a humanidade – e isto é mais constante do que seria saudável.FAZENDO BONITO NUMA RODA DE JAZZÓFILOS
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Em 1982, Frank Sinatra (1915-1998) comandou o show Concerto das Américas (Concert for the Americas), na República Dominicana, que virou DVD. Em estado de graça, “A voz” cantou Corcovado (em inglês: Quiet night of quiet stars), pretexto para “encher a bola” de Tom Jobim, repetiu grandes êxitos populares (incluindo, é claro, Strangers in the night e New York, New York), tudo isso em companhia da orquestra de Bernard Buddy Rich (1919-1987). Aqui, o momento em que Sinatra apresenta o baterista e este rouba a cena da própria orquestra, com um solo magistral em “Finale”, que encerra a lista de mais de 25 temas do musical West side story, de Bernstein.
(O.C.)
A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocrática dos Estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente de cerca de 105 mil funcionários que não fizeram concurso para entrar na administração pública. Se todas essas pessoas se reunissem, nenhum dos estádios da Copa de 2014 – nem mesmo o Maracanã – teria capacidade para acomodá-las.
Apenas na chamada administração direta, da qual estão excluídas as vagas comissionadas das empresas estatais, o número de funcionários subordinados aos gabinetes dos governadores ou às secretarias de Estado sem concurso público chega a 74.740, o suficiente para ocupar 98% do maior estádio do Brasil. No governo federal, há 4.445 servidores sem concurso em cargos de confiança na chamada administração direta, ou 0,7% do total dessa categoria. Confira a íntegra no Estadão.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que a regulamentação de dispositivos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Domésticas ocorrerá em até 90 dias. A PEC, que estende aos empregados domésticos todos os direitos dos demais trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deve ser promulgada em lei na próxima terça-feira (2).
Algumas regras entram em vigor imediatamente, como o pagamento de hora extra e jornada de trabalho com 44 horas semanais. Outros pontos da PEC, no entanto, não têm vigência automática e precisam de regulamentação, que irá definir como deverão ser aplicados. Entre eles, demissão por justa causa e o pagamento do seguro-desemprego. Informações da Agência Brasil.

O governador Jaques Wagner foi lembrado por 10 dos leitores que opinaram. O vice-prefeito de Itabuna, Wenceslau Júnior, recebeu 8 menções, seguido do prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, com seis. Houve ainda quem citasse o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, e o deputado federal Marco Feliciano, acusado de racismo e homofobia.
Roupa Nova é a atração musical do penúltimo dia do Aleluia Ilhéus Festival. Desde a última quarta, 27, várias atrações nacionais e regionais se apresentam no festival realizado pela Associação do Turismo de Ilhéus (Atil) com patrocínio da Prefeitura de Ilhéus e Governo Baiano.
O show de Roupa Nova começa a partir das 21 horas, no palco instalado em frente à Catedral de São Sebastião. A trupe d´O Teatro Mágico encerra a programação musical neste domingo, também às 21h.
Na última quinta, 28, a praça ficou lotada para assistir ao show do Padre Fábio de Melo. Ontem, a Filarmônica Capitania de Ilhéos encantou quem foi à praça. Além de música, o festival reúne diversidade de manifestações artísticas e opções gastronômicas.
O soldado Antônio Lopes da Silva Júnior, 32, saiu de casa no Uruguai na tarde de quinta-feira para buscar o filho de 6 anos para passar a Páscoa juntos, mas não conseguiu chegar ao destino. Na noite do mesmo dia, o Vectra preto que o policial dirigia foi localizado em Vida Nova, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana, atrás de uma fábrica de brinquedos, com marcas de tiro e vestígios de sangue.
“Ele estava desaparecido e a gente tinha esperança de encontrar ele vivo”, disse um tio do PM, que não quis ser identificado. Policiais militares ainda fizeram rondas na região, mas a aflição da família, que durou cerca de 18 horas, terminou de forma ainda mais trágica. Na manhã de ontem, o soldado foi encontrado morto por um pedreiro na localidade de Bela Vista de Jauá, em Camaçari.
Segundo a perícia feita pelo Departamento de Polícia Técnica, o PM, que era lotado na Operação Gêmeos e tinha 10 anos de corporação, foi obrigado a ficar de joelhos e executado com três tiros na cabeça e dois nas costas.
“Foi um crime de execução. Ele foi colocado de joelhos, fora do veículo. Encontramos pelo menos nove perfurações. Sem dúvida o crime foi cometido aqui (na localidade de Jauá) e dificilmente foi executado por uma pessoa só”, disse o perito do DPT Marcos Mousinho.
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Depois de 15 dias entre vai-e-vem no Hospital Geral Luiz Viana Filho, sem que fosse dado um diagnóstico preciso sobre o seu quadro de saúde, faleceu hoje pela manhã o jovem sindicalista Wagner Bastos. Ele vinha sentindo tonturas e desmaios e por várias vezes chegou a ser levado pela família para o HGLVF onde chegou a ocupar um dos leitos da UTI. Agora em julho ele completaria 33 anos.
Durante o período em que ficou internado, mesmo doente Wagner não abriu mão de críticas ao que considerava o direito de todo cidadão: o de um atendimento público de qualidade. Pelas redes sociais combateu a ausência de médicos em seu local de trabalho e postou até fotos da falta de condições de higiene do hospital como, por exemplo, uma barata no quarto em que ocupava na unidade hospitalar.
Confira a íntegra no Jornal Bahia Online
Matéria da Folha de São Paulo de hoje revela o tamanho da conta a ser paga pelo governo baiano com a construção da Arena Fonte Nova: R$ 482,7 milhões. O custo total da obra ultrapassará R$700 milhões, devido a exigências da Fifa e colocação de arquibancada móvel.
A obra a ser inaugurada na próxima sexta, 5, com presença da presidente Dilma Rousseff, foi tocada pelo consórcio que construiu o estádio João Havelange, o Engenhão, hoje interditado por causa de falhas estruturais.
Começou a valer ontem, 28, a lei que proíbe o uso de aparelhos de som ou celulares no modo alto-falante no transporte intermunicipal na Bahia. A lei foi sancionada na última quarta, 27, pelo governador Jaques Wagner. Para utilizar aparelhos, agora, o passageiro deverá usar fone de ouvido. É o fim do “DJ do Buzu”.
Empresas e usuários que desrespeitarem a lei poderão sofrer multa de R$ 1 mil em caso de reincidência. As empresas também deverão afixar adesivo com a seguinte informação: “É proibido o uso de aparelhos sonoros ou musicais no interior deste transporte, sem a utilização de fones de ouvido, sob pena de retirada do infrator e multa, conforme Lei Estadual”.




























