José Roberto de Toledo
O começo de Dilma Rousseff na Presidência é mais bem avaliado do que foram todos os seus antecessores pós-ditadura. Considerados apenas os três primeiros meses de governo, ela supera até seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nem por isso alguém a comparou a Hugo Chávez. A questão não é ser popular, mas como fazer uso dessa popularidade.
Para alguns, Dilma agrada mais do que Lula porque não fala diretamente ao eleitor. Sem um líder carismático, desaparece o fantasma do populismo. Sem ligação direta, os canais de intermediação entre o poder e a população readquirem influência.
Sob esse aspecto, Dilma está saindo melhor do que a encomenda para muitos dos que fizeram campanha contra ela na eleição de 2010.
Mas, do ponto de vista da maioria, essas diferenças de estilo passam batidas. Todos os indicadores da pesquisa CNI/Ibope sugerem que o governo Dilma é visto como uma extensão do governo Lula. Dele ainda emana o grosso de sua popularidade.
Além de Lula ter acabado o governo com 27 pontos de saldo a mais do que Dilma tem hoje, há uma grande diferença de intensidade. Em dezembro de 2010, para cada pessoa que dizia que o governo Lula era “ótimo”, duas diziam que era “bom”. No começo do governo Dilma, essa relação é de 1 para 5.
Se o empréstimo do antecessor explica a popularidade de Dilma no presente, seu futuro está condicionado ao desempenho da economia. Para sustentar sua aprovação no longo prazo, a presidente precisará diminuir a inflação e, por consequência, frear o consumo.
É um paradoxo: seu sucesso no futuro deve implicar uma perda de popularidade no curto prazo. Se isso ocorrer, não será na oposição que Dilma buscará apoio. Mas em Lula.

Já neste domingo, na mesma avenida, um guarda municipal identificado como Tilson levou sete tiros de pistola e acabou morrendo no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
Segundo reportagem do site Radar Notícias, a vítima morava no bairro Daniel Gomes e acabou sendo alvejada quando conversava com um cunhado no Pedro Jerônimo. A polícia prendeu um homem suspeito de ter mandado matar o guarda municipal.
Itabuna já registra 44 homicídios em 2011.
Há algo mais puro do que o sorriso de uma criança? Pois é. Catharina teve de volta o velho Simba e só a foto acima mesmo para melhor expressar a felicidade de quem ficou por quase uma semana triste com a “escapadinha” do amigo fiel.
Será criada nesta quarta-feira, 06, na Câmara dos Deputados, a “Frente Parlamentar de Acompanhamento da Ferrovia Oeste-Leste e do Porto Sul”. A articulação do movimento é dos deputados Arthur Maia (PMDB/BA) e Luiz Argôlo (PP/BA), ambos da base aliada do Governo Federal.
A assembleia-geral de fundação da frente está programada para acontecer às 17h30min, no plenário 16, anexo II da Câmara.
A oposição saiu vencedora na eleição dos novos titulares dos quatro módulos (regiões) do Conselho Municipal de Saúde em Itabuna. Até mesmo o eleito para representar o módulo da região do Lomanto, Nova Ferradas e Ferradas, Claudionor Silva Cruz, tido como da cota do governo, disse que fará um trabalho independente no Conselho de Saúde.
Itabuna é dividida em quatro regiões (módulos), e cada uma delas indica os seus representantes no Conselho. Os eleitos foram Gilvan Barbosa dos Santos (Módulo I), Claudionor Silva Cruz (Módulo II), Steve Campos Miranda (Módulo III) e Aroldo Marcelino Santos (Módulo IV).
Para conselheiros, a nova composição reforça a independência do Conselho Municipal de Saúde, principalmente no momento em que a prefeitura faz enorme pressão para retomar o Comando Único do SUS (gestão plena).
A arquiteta Clara Kauark foi enterrada no final da manhã desta segunda-feira (4), no cemitério Campo Santo, em Itabuna. Ela lutava há três anos contra um câncer ósseo e faleceu ontem em casa, no Zildolândia, em Itabuna.
Clara desenvolveu vários projetos de arquitetura nas áreas pública e privada. Um dos últimos e mais conhecidos é a praça Rio Cachoeira, à margem direita do rio que corta a área urbana de Itabuna. Clara deixa viúvo o engenheiro Cláudio Fontes, chefe do escritório da Empresa Estadual de Águas e Saneamento da Bahia (Embasa) em Itabuna.
Sueli Dias, do Grupo Se Toque, diz que a arquiteta deixa exemplos. “Sempre sincera, generosa, perseverante e carinhosa, marcou sua presença por onde passou”. Sueli lembra que Clara apoiou diversas causas e “lutou concretamente pelos necessitados”.
Uma oferta de empregos atraiu quase mil pessoas ao futuro hipermercado Meira, no centro comercial, em Itabuna, nesta segunda-feira. A maioria dos concorrentes tem entre 18 e 30 anos de idade.
A rede está oferecendo 200 vagas distribuídas entre setores de açougue, padaria, limpeza, reposição, caixa, empacotador e auxiliar de depósito. As inscrições terminam na próxima sexta-feira, 8, e a seleção está sendo feita das 8h às 17h.
Luziana Rodrigues, 26, chegou ao local de seleção por volta das 6 horas desta segunda-feira. “Tenho fé que este seja meu primeiro emprego com carteira assinada”, dizia. Ela teve várias experiências como caixa, mas nunca registrado em carteira.
Já por volta das 12h30min, esperava a sua vez de entregar o currículo e ser entrevistada. “Por esse emprego, a gente enfrenta sol, chuva, fila…”, dizia, empolgada com a chance de registro em carteira. Ao final da manhã, o supermercado havia entrevistado e recebido currículo de cerca de 100 candidatos.
Na semana passada, a rede Meira concluiu a compra do ponto onde funcionava o Chame-Chame em Itabuna. A rede abrirá a segunda loja em Itabuna, sendo a 11ª da rede, segundo a diretora de marketing, Sara Alcântara, que estima a inauguração da nova filial em 60 dias.

Três jovens que se envolveram em um acidente de moto, ontem à tarde, em Una, ficaram cerca de três horas no interior de ambulâncias, aguardando liberação para serem atendidos no Hospital Geral Luiz Viana Filho, de Ilhéus.
Os jovens sofreram várias fraturas e outras lesões graves, mas não obtiveram assistência no hospital ilheense. Após a longa espera e muita agonia, os parentes acabaram decidindo transportá-los para Itabuna, onde foram levados inicialmente para a clínica Cotef e depois encaminhados para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
O médico que estava de plantão no Hospital Luiz Viana Filho era o doutor Urbano Santos. Segundo familiares das vítimas do acidente, ele informou que o atendimento não seria possível porque não havia nenhum ortopedista no hospital naquele momento.
Parentes dos envolvidos no acidente afirmam que irão mover uma ação judicial contra o hospital de Ilhéus.
O diretor do Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), Aldo Bastos, entrou em contato com o PIMENTA para esclarecer a informação sobre o assalto ocorrido no espaço cultural na noite deste domingo, 03, quando houve a última de uma série de três apresentações do show “Carnaverão 2011”, do humorista Renato Piaba.
Segundo matéria do site Radar, reproduzida pelo PIMENTA, cinco assaltantes levaram R$ 4 mil da bilheteria do CCAF, que seria todo o dinheiro arrecadado na noite.
Aldo Bastos afirma que não foi bem assim. O valor surrupiado pelos assaltantes, aproximadamente R$ 2,3 mil, foi somente os 10% que caberiam ao CCAF. “Já tinham fechado a bilheteria dos três dias e a produção de Piaba já havia levado o dinheiro deles. Só roubaram os do Centro de Cultura”, lamentou Bastos.
O diretor disse que, além do dinheiro, foram levados celulares da funcionária da bilheteria e de outras pessoas. “A funcionária ficou traumatizada porque colocaram arma em sua cabeça”, relatou.

Moradores da rua 1º de Dezembro, no Santo Antônio, em Itabuna, reclamam que há vários meses a rede de esgoto da localidade estourou, e ainda não obtiveram um retorno satisfatório da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
Um dos moradores, Paulo Barros, diz que os moradores de um lado da rua praticamente não entram em casa sem sujar os pés na lama fétida. “Além de ser foco de muriçocas, o odor é insuportável”, reclama.
Os reparos são feitos pela Emasa, mas o problema volta rapidinho. O esgoto corre por quase toda a extensão da rua. A fedentina começa na parte alta e vai parar próximo à matriz do Itão Hipermercados.
Com a palavra, o presidente Alfredo Melo.

Os homens diziam que nada queriam além do dinheiro, mas levaram dindin e documentos de pessoas que estavam no hall do CCAF.
O ser humano é uma criação extraordinária de Deus, mas o próprio homem insiste em se transformar em um objeto ordinário da Criação.
Gostaria de tecer comentários acerca da repercussão do livro Até o fim dos dias e mais um domingo, de Adroaldo Almeida. Alguém já se debruçou para refletir sobre o título poético e inspirado desse livro que tenta reunir três gêneros tão distintos como a poesia, o conto e o romance?
Essa, talvez, devesse ser a preocupação das pessoas, porque, não é comum, pelo menos não é notícia frequente, que alguém lance um livro misturando os gêneros. Mas, infelizmente, a discussão resvala por becos mais obscuros, e essa preocupação tem um significado profundo.
Ao discutir superficialidades, o leitor afoito e aprisionado a valores que não refletem necessariamente um bastião ético revela o quanto o homem está mergulhado na ignorância, no obscurantismo. O ser humano é uma criação extraordinária de Deus, mas o próprio homem insiste em se transformar em um objeto ordinário da Criação.
Deus, talvez, deva estar decepcionadíssimo em ter criado esses seres que, apesar de dominarem a Terra, recusam-se a se comportar de modo extraordinário, isto é, a assumir o papel da grandeza, o papel de algo extraordinário.
Talvez, um princípio para um bom começo, seria pensar naquele ensinamento bíblico que diz non enim est acceptio personarum apud Deum,“deus não faz acepção de pessoas” (Romanos 2:11). Tolerância, pois, ou no ensinamento popular: “Deixe Deus com seu mundo”, como dizia minha avó Magdalena, uma mulher extraordinária nascida no século XIX.
Mas, sobretudo, o que é muito triste, é que toda essa celeuma em torno do conteúdo desse livro revela uma realidade aterradora: os conservadores de hoje, os moralistas de plantão, não passam de guardiões do obscurantismo. Bem, ao contrário dos conservadores do passado, os de hoje não leem, não se preparam para a construção do pensamento, abandonaram a deliciosa retórica. Porque se tivessem lido um pouco, mesmo na escola básica, saberiam que a literatura de cunho erótico é mister de grandes nomes da literatura mundial.
Aqui no Brasil, fomos deliciosamente surpreendidos, post mortem, com os poemas pornográficos de Carlos Drummond de Andrade em seu livro Amor Natural (Ed. Record, 1992). E o Marquês de Sade (1740-1814)? Um fenômeno que faz a narrativa de Adroaldo Almeida poder ser comparada a de um recém-nato.
Não falemos dos manuais, como o Kamasutra, porque não há no caso qualquer semelhança que se possa estabelecer uma conexão, mas falemos de Boccaccio (Decamerão), de Pasolini (esse também faz de Adroaldo um inocente), Mario Vargas Llosa – confesso que estou listando apenas autores facilmente acessíveis para parecer menos pernóstico – Nabokov (Lolita), Yukio Mishima (Confissões de uma Máscara). Corram em direção às livrarias, porque o mundo está cheio deles. Na poesia, o negócio vem desde muito tempo, por exemplo, Ovidio, Catulo, Safo. A lista é grande.
Gideon Rosa, nascido em Itapé, é ator, diretor teatral, jornalista e escritor.

O cachorrinho Simba, da raça Scottish Terrier, finalmente voltou para casa. O cão se perdeu dos donos na última terça-feira à noite, no bairro Jardim Vitória, mas foi encontrado (e bem cuidado) por um mototaxista que transitava pela avenida Princesa Isabel, no São Caetano.
Ontem, Simba foi reconhecido em um anúncio publicado no ClassiPimenta, o site de classificados gratuitos do PIMENTA. O mototaxista e a esposa ligaram para os donos do animal. Simba já está em casa.

Ontem à noite, a polícia registrou o 43º homicídio do ano em Itabuna. Carlos André Santos, 29, foi perseguido e baleado na avenida Pedro Jorge, no Pedro Jerônimo, e acabou morrendo dentro de uma padaria. Ele sofreu um tiro no ombro.
A vítima estava com maço de cigarro, R$ 56,00 no bolso e um pedaço de papel com um número de telefone. Carlos André residia na rua Vila Nova, no Pedro Jerônimo.
A polícia foi acionada, iniciou buscas, mas não conseguiu identificar o autor do homicídio.

Abre-se uma enorme brecha para questionamentos judiciais, sobre a validade ou não dos registros de candidaturas.
Aconteceu o que todo mundo achava que iria acontecer, mas que, por conta de certo “clamor popular”, esperava-se que não ocorresse. A Lei da “Ficha Suja”, segundo o STF, só terá validade a partir de 2012, ou seja, apenas para as eleições municipais.
Com esta decisão, o STF consagra tanto o princípio da anualidade da Lei Eleitoral (contido no art.16 da CF), que determina que uma lei que alterar o processo eleitoral somente entrará em vigor nas eleições que ocorram a partir de um ano após a data de sua vigência; assim como o princípio da segurança jurídica, vez que a lei não pode prejudicar o direito adquirido, e até os “fichas sujas” tinham o direito de se candidatar, ante a falta de legislação regulamentando o tema.
Assim, em tese, não poderão disputar as eleições de 2012 pessoas condenadas: em decisão colegiada (ou seja, aquela que envolve a opinião de mais de um juiz), por crimes considerados graves (como corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas), por crimes que prevejam penas superiores a dois anos de prisão, nos casos em que houve dolo (intenção de cometer o crime).
Além desses casos, podem perder o direito à candidatura os políticos condenados pelo recebimento de doações ilegais em campanhas políticas; abuso de poder; os condenados por crimes contra o meio ambiente e a saúde pública; e magistrados ou integrantes do Ministério Público afastados por sanção disciplinar, ficando também inelegíveis aqueles que renunciarem a seus cargos na tentativa de evitar a cassação.
A lei “em tese” teria sua aplicação para 2012, pois como não houve pronunciamento sobre a constitucionalidade ou não do dispositivo, segundo é entendimento do ministro do STF e presidente do TSE Ricardo Levandowski, novamente terá que haver um debate para definir se a lei é valida ou não.
Assim, abre-se uma enorme brecha para questionamentos judiciais, sobre a validade ou não dos registros de candidaturas daqueles que se enquadrariam nas condições estabelecidas pela lei, mesmo nas eleições de 2012, pois ainda não houve a necessária discussão no STF sobre os limites e a aplicação dos princípios constitucionais da presunção da inocência e o da soberania do voto.
Pelo princípio da presunção da inocência, terão os ministros do STF que se debruçar sobre se será possível barrar uma candidatura, quando ainda inexista decisão judicial transitada em julgado (mesmo emitida por órgão colegiado, pois ainda passível de recurso), possibilitando, ou não, o seu registro provisório, salvaguardando o direito final que teria o eleitor de votar, e eleger, aquele que, mesmo respondendo a processo, entende ser o melhor para ocupar o cargo público colocado em disputa.
Como se vê, por conta das muitas brechas de nossa legislação (feita, em muitos casos, pelos mesmos políticos processados), e nosso judiciário não se manifestar de forma a preencher tais brechas, ainda haverá incerteza jurídica quanto à aplicação efetiva da “Lei da Ficha Suja”, mesmo nas eleições de 2012 em diante.
Allah Góes é advogado municipalista, consultor de prefeituras e câmaras de vereadores.






















