O presidente da Valec, José Francisco Neves, afirma ser possível assinar, ainda este mês, a ordem de serviço para a execução do primeiro trecho da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, entre os municípios de Barreiras e Ilhéus, na Bahia. São cerca de mil quilômetros e uma obra orçada em R$ 4,5 bilhões.
Resta, porém, convencer o Ibama, que ainda não concedeu a licença ambiental para o projeto.
Nesta quinta-feira, dia 16, serão abertas as propostas de preço. Ao todo, 12 consórcios disputam a execução do trecho, que o governo baiano pretende ver concluído até 2012.

Jorge Luís Salustiano dos Santos era morador da rua Nossa Senhora Aparecida, na Mangabinha. A morte foi provocada por dengue hemorrágica, de acordo com confirmação clínica. Jorge foi enterrado neste domingo, 12.
No ano passado, a doença atingiu cerca de 15 mil pessoas no município e matou nove. Técnicos alertam para outro perigo: o erro no diagnóstico. Médicos têm recebido pacientes e diagnosticado uma simples virose quando o caso é de dengue.
Num dos casos, a paciente foi mandada para casa, após o médico receitar um Tylenol (paracetamol). Voltou logo depois para o Hospital São Lucas, vomitando sangue e com sintomas típicos de dengue hemorrágica.

Na nova edição, Ricardão faz companhia a palavras como sex shop, tuitar, bluetooth, fotoblog e até botox. Para inserir os novos verbetes da linguagem contemporânea, o dicionário ficou 6% maior e já serve para que os pais menos atualizados conheçam melhor o vocabulário dos filhos.
Provando que realmente foi às profundezas do palavreado moderno, o Aurélio – erroneamente chamado “Pai dos Burros” – agora traz até o significado do “pré-sal”. Também mostrou afinidade com as provocações das torcidas, definindo “chororô”, e aportuguesou o famoso curativo, que agora pode ser escrito tal qual se fala.
Se o Ricardão levar uma cacetada após ser flagrado em território alheio, poderá tranquilamente recorrer a um “bandeide”.
Os servidores públicos municipais de Ilhéus escolherão nesta segunda-feira, 13, a nova diretoria de seu sindicato. Luiz Cláudio Machado, o Lu, encabeça a chapa que tenta permanecer no comando da entidade pelo terceiro mandato consecutivo e quem enfrenta a hegemonia é o guarda municipal Alex de Aquino.
A eleição não será tranquila. Há notícias de manipulações e irregularidades, inclusive uma manobra para que pessoas estranhas ao quadro de servidores votem num dos candidatos.
Já tem gente de olho na maracutaia e a disputa tem tudo para ir parar na justiça.
O Pimenta acompanha o debate dos presidenciáveis da Folha/Rede TV. A cobertura acontece no nosso Twitter. Participam do debate os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (Psol).
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Do Tempo Presente, d´A Tarde
Pesquisas em série, como as que estão sendo feitas agora por Ibope, Datafolha e Vox Populi, são indicativos razoavelmente seguros das tendências dos humores do eleitorado.
Em 2006, por exemplo. De início, Paulo Souto tinha 62% caindo aos pouquinhos, mas sempre caindo. Wagner, ao inverso, sempre subindo. O resultado final foi imprevisto, mas a tendência estava explícita.
Em 2008 idem, idem com João Henrique.
Tinha uma rejeição de 64% e aceitação de 11%.
Confira as pesquisas: rejeição sempre baixando e a intenção subindo devargazinho, dentro da margem de erro, mas para cima.
E o que as de 2010 estão dizendo? Para o governo: Jaques saiu de 38% e estabilizou se em 49% na ponta de cima, e Geddel de 9 para 14, também cresce lentamente, enquanto Paulo Souto está descendo a ladeira devagar e sempre.
Senado: César Borges, que era absoluto nos seus 35% a 38%, está caindo (29% no Ibope de sexta) e embolou na disputa com a dupla Lídice e Pinheiro. Note-se que Zé Ronaldo, antes na faixa de 9%, subiu a 14% no Ibope, e Aleluia subiu de 7% para 11 no Datafolha.
A tendência pró-governistas é nítida. Dizem os oposicionistas que a circunstância é ditada pelo efeito Lula, mas o governo já botou todo o gás, e a ‘tempestade’ tende a amainar. Dizem os governistas que eles estão ganhando um jogo que ainda está sendo jogado e o placar pode aumentar.
O secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, negou que esteja saindo do governo, embora fontes do próprio centro administrativo sustentem que as relações entre ele e o prefeito Capitão Azevedo tenham se estremecido nos últimos dias. E o motivo são realmente divergências entre Nascimento e o secretário da Fazenda, Carlos Burgos.
Quem acompanha a briga de perto assegura que a negativa do titular da Administração é somente uma maneira de evitar que a roupa suja seja lavada fora das dependências da Prefeitura.
Uma proposta apresentada pela Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sugere incluir a revitalização do Rio Cachoeira como condicionante ao projeto de duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna.
A ideia, que também tem a assinatura do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, foi encaminhada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado. Nos dias 9 e 10, a Sema realizou audiências públicas em Itabuna e Ilhéus para discutir o projeto de duplicação.
Está aí uma sugestão que precisa ser abraçada por todos aqueles que terão alguma influência na definição de condicionantes para a intervenção na BR-415.
Se não for agora, já era!

O explosivo estaria em forma de recibos, que comprovariam retiradas volumosas das contas da Câmara: alguns em valores de R$ 15 mil e R$ 20 mil.
De acordo com o blog do Reginaldo Silva, os documentos guardados pelo ex-servidor têm assinatura de uma mulher.
O Bahia fez a sua parte ao bater o Ipatinga (MG) por 3 a 1, no estádio de Pituaçu. Deve agradecer à Portuguesa, que bateu o líder Figueirense por 1×0, no Canindé.
A combinação de resultados deixou o tricolor baiano na vice-liderança da Série B do Brasileiro, com 37 pontos, dois a menos que o Figueirense, com 39.
O Bahia venceu com gols de Jancarlos e de Mendes, que amargou quatro meses de banco com Renato Gaúcho à frente do time. Na partida deste sábado, o ex-Vitória também não jogaria não fossem os desfalques de Rodrigo Gral e Jael. Não à toa, Mendes derreteu-se em lágrimas.
Enquanto o tricolor cumpre a sua parte, o Vitória vai acumulando frustrações na Série A. Embora não tenha perdido, o rubro-negro baiano enfrentou o Flamengo e permitiu, por duas vezes, que o time carioca empatasse o jogo. A peleja terminou em 2 a 2, em Volta Redonda.
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HÉLIO PÓLVORA E A ESCOLHA DO SIMPLES

O LEITOR ESCOLHE O FINAL “MELHOR”
Surdo é personagem recorrente em contos do autor. De tanto perturbar o sono do contista foi parar no romance – um romance que se lê de uma sentada, tal a qualidade da narrativa, que pega o leitor pelo colarinho e o leva, subjugado, à última página – quando, surpreso, será chamado a decidir entre dois epílogos. Inúteis luas obscenas é um tratado sobre a solidão humana, estampada em anti-heróis condenados à vida miserável, sem perspectiva de romper seu círculo de pequenez, empurrados para um final em que nenhum tipo de libertação é possível. Nesse ambiente, duas mulheres fortes (“Somos duas cobras venenosas”, diz uma delas) se destacam: Celina e Regina.AROMAS, CORES E SABORES DE CACAU
Surdo (que talvez nem seja surdo) é dado a leituras e filosofias, pensa, medita e dá mostras de ter visitado os bons autores. “Os maus têm uma felicidade negra”, cita Victor Hugo (foto). Envolvido com luas azuis, vermelhas e obscenas, e um amor não convencional, Surdo é um homem incompreendido e portador de certa carga de amargura – na grande sabedoria há grande pesar, ensina o Eclesiastes. Resta dizer que Hélio Pólvora é um escritor da zona cacaueira (“Sou um pobre homem de Itabuna”, diz ele, parodiando Eça), e seu romance tem cheiros, cores e sabores de teobroma, ainda que seja universal, na medida em que trata do sofrimento do ser humano, presente em todas as latitudes.TEXTO PRAZEROSO, INOVADOR E ECONÔMICO
O clima de tragédia é acentuado por um prólogo em cada capítulo, à moda do coro do teatro grego, e referências a entes mitológicos (na gravura, Édipo). O romancista esparge constantes pitadas de lirismo sobre seus embrutecidos personagens, o que enriquece e “humaniza” a história. No entanto, esse olhar, que às vezes parece cúmplice e protetor, não subtrai a Inúteis luas obscenas seu conteúdo de tragicidade. Há de ressaltar-se (afora essa leitura pessoal), o texto prazeroso, econômico (sem chegar à mesquinharia de Dalton Trevisan), conciso, sem sobras nem faltas. A sensação é de que valeu (muito) a pena esperar pelo primeiro romance de Hélio Pólvora.O QUE NOS IRRITA TAMBÉM NOS MELHORA
Teria sido o velho e suíço Gustav Jung (foto) quem disse: “Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento de nós mesmos”. Assim, coisas que a gente combate, como ingratidão, injustiça, traição, inveja, ciúme, medo ou impaciência e, no meu caso, a má concordância, a regência pífia e os lugares-comuns, pode significar que nós próprios somos portadores desses defeitos. Entendo ser imperativo que eu, crítico iconoclasta da obra alheia, exerça essa mesma exigência em relação a meus textos. E eu a exerço, embora considere normal não ter a isenção suficiente e ainda deixar contaminar minhas opiniões pela excessiva carga de autocompaixão.NO INESPERADO, O EROTISMO VOCABULAR
Em maré de citações (hei de ter cuidado, pois Newton disse que quem cita muito não tem idéias próprias) ponho em campo o pensador francês Roland Barthes (foto), para quem as palavras se tornam eróticas pela excessiva repetição. Confesso que sinto esse erotismo vocabular (parece que inventei isto agora!) no inverso da repetição, que é o inesperado. O texto novo e simples tem uma força estranha que me agride (no melhor sentido), me pega pelo colarinho e me transporta a mundos distantes. Arrisco-me a perder os leitores exigentes, pois acabo (ai de mim!) de me pôr em posição contrária a Barthes (se vivo, não creio que ele ficasse muito preocupado com minha opinião…).TEXTO QUE NOS EMBALA E TRANSPORTA
A verdade é que experimento um prazer muito grande com frases corretas, desde que despidas de pedantismo. Elas mexem em minha alma, me embalam e me transportam, como esta, um verso de sete sílabas: “Onde eu nasci passa um rio…”. A partir desta frase de Caetano Veloso é possível escrever romance, novela, crônica, conto… ou não escrever coisa nenhuma, mas será impossível não pensar e não sentir. “Onde eu nasci passa um rio” é texto a um só tempo refinado e simples. Uma das melhores frases da MPB, provocativa, por isso nova e boa, digna de ser tema de redação de vestibular para qualquer curso. Em prosa ou verso.LIVRARIA ENTRE NÓS, NEM PRA REMÉDIO
Há variadas formas de medir o desenvolvimento cultural de uma comunidade: universidades, livrarias, editoras, cinemas, teatros e outras. Itabuna e Ilhéus (principais cidades da região) não têm, a rigor, nem uma livraria para remédio (temos casas que vendem, dentre outros itens, livros). Quanto aos outros padrões citados, estamos também em grande déficit – e é deplorável dizer que já estivemos em melhores condições do que hoje. Quer dizer: no que respeita a esses valores, andamos para trás. Ou, no máximo, de banda, no melhor estilo Ucides cordatus, também chamado caranguejo-uçá.XADREZ POR AQUI SÓ A CADEIA PÚBLICA

LUIZ GONZAGA E O INCÔMODO “VOZES DA SECA”
Dia desses, falamos aqui no médico Zé Dantas, um dos dois maiores parceiros de Luiz Gonzaga – o outro foi o advogado Humberto Teixeira (foto) – quando listamos “Vozes da seca” entre os clássicos do médico pernambucano. Luiz Gonzaga, na minha modesta opinião, foi o maior músico pop do Brasil (com a morte dele, creio que o lugar é de Gilberto Gil), mas é preciso lembrar, nem que seja apenas em favor da fria verdade histórica, que o Rei do Baião foi um conservador exacerbado, apoiou o golpe de 1964, chegou a dizer que não havia tortura no Brasil – e “Vozes da seca” o incomodava. Sei de um show em que ele, ao pedirem esta música, se recusou a cantá-la, com uma frase marota: “Não me lembro da letra”.O CONSTRANGIMENTO DOS JOVENS COLEGAS
Gonzaga sempre teve horror a políticos de esquerda. Passou nove anos no Exército, quando aprendeu a admirar os militares, sendo amigo do presidente general Dutra, de quem animou muitos saraus palacianos – e, mais tarde, de Marco Maciel. Talvez não por acaso, “Boiadeiro”, a toada com que costumava iniciar suas apresentações, é de dois ex-militares (Armando Cavalcante e Clécius Caldas) que conhecera na caserna. Já no governo Médici (o mais sanguinário dos generais da ditadura) ele decepcionou os colegas engajados na luta política, a exemplo de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Geraldo Vandré (foto). E o mais constrangido de todos com esse comportamento era Gonzaguinha, filho do Rei.
POR BURRICE, “ASA BRANCA” FOI CENSURADA
A ditadura, que nunca respeitou nem mesmo os que apoiaram o golpe, também não poupou Luiz Gonzaga, proibindo-o de cantar (era o governo Médici) “Vozes da seca”, “Paulo Afonso” e “Asa branca” (as duas primeiras com letra de Zé Dantas, a segunda de Humberto Teixeira). As razões da censura: “Vozes da seca”, por ser música de protesto, e “Paulo Afonso”, por ciúmes – exalta os presidentes Getúlio, Dutra e Café Filho; já “Asa branca” foi censurada devido à burrice que grassava no governo – a ditadura era um monstro sem cabeça e, logo, sem juízo. Em 1980 (sob o general Figueiredo), Luiz Gonzaga gravou “Caminhando”, o “hino” de Geraldo Vandré; em 1981 fez as pazes com Gonzaguinha.UMA EDIÇÃO COM MUITAS LÁGRIMAS
Este vídeo foi editado com lágrimas, especialmente para a coluna. As imagens mostram o sertão nordestino torturado pela seca, aquele ambiente de intenso sofrimento (físico e, por consequência, psicológica) que inspirou o ginecologista e compositor José de Souza Dantas Filho, o Zé Dantas (1921-1962). O ano é 1953. Algumas cenas são de Vidas secas (1963), filme de Nelson Pereira dos Santos (foto), que também merece nossa homenagem menos tardia do que sincera. Clique.
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, oscilou um ponto percentual positivamente e atingiu 23% das intenções de voto no tracking Vox Populi/Band/iG deste sábado.
O tracking mede diariamente as intenções de voto para a eleição presidencial deste ano e constatou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, continua na liderança da disputa, apesar de também oscilar um ponto negativo e atingir 52% da preferência do eleitorado neste sábado.
As duas oscilações estão dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Apesar disso, a candidata do PT acumulou quatro pontos percentuais de queda nos últimos cinco dias de medição. No tracking publicado em 06 de setembro a petista tinha 56% da preferência do eleitorado.
A sondagem deste sábado também constatou que a candidata do PV, Marina Silva, permaneceu no mesmo patamar de 9%, observado desde a pesquisa de 7 de setembro. Segundo o Vox Populi, o número de eleitores que se declaram indecisos também se manteve em 10%, enquanto os eleitores que declaram voto branco ou nulo chegaram a 4% dos entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Dilma caiu de 44 para 43%, Serra e Marina se mantiveram com 18 e 7%, respectivamente. Desde o início da medição do tracking Vox Populi/Band/iG, em 31/08 Lula também é citado por 2% e “o candidato do PT” também recebe 2% das menções dos entrevistados.
A cada dia, o instituto realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.

A eleição de Jaques Wagner para o Palácio de Ondina, derrotando o governador Paulo Souto, candidato à reeleição pelo então Partido da Frente Liberal, o “saudoso” PFL, provocou uma reviravolta no cenário político.
Muitos prefeitos, carlistas de carteirinha, viraram Wagner desde criancinha. Alguns, no maior cinismo do mundo, disseram até que votaram no petista, que terminou liquidando a fatura logo no primeiro turno.
Com a vitória de Wagner, o PT pós-eleição só não ficou abarrotado de chefes de Executivo porque é o PT. Se abrisse a porta para qualquer um, o petismo estaria inchado, desfigurado e deformado.
Com receio de passar por um inevitável constrangimento, recebendo um “não” avermelhado como resposta para um pedido de filiação, os alcaides, de olho na sobrevivência política, procuraram o PMDB de Geddel Vieira Lima.
No PMDB, os gestores públicos estariam bem próximos do candidato eleito, já que a legenda, além de ter um peemedebista como vice-governador, seria contemplada com importantes cargos no primeiro escalão.
O PFL, atrás de uma nova roupagem, se transformou no DEM. Hoje, os democratas dão graças a Deus que ainda controlam 44 prefeituras. O PMDB, por sua vez, diz que comanda 116 Centros Administrativos.
Ao romper com o governador Wagner, o ex-ministro Geddel começa a sentir na própria pele o pragmatismo inerente ao peemedebismo. A debandada de prefeitos do PMDB para a campanha do candidato do PT é cada vez mais intensa e escancarada.
O ex-conselheiro do TCM, Otto Alencar, candidato a vice-governador na chapa da reeleição, com o intuito de jogar mais lenha na fogueira da infidelidade partidária, acredita ter arregimentado 100 prefeitos para Wagner.
É evidente que a debandada para o lado de Wagner não é porque sua barba é branquinha como a de Papai Noel. Toda essa corrida em direção ao petista é fruto da possibilidade de uma vitória no primeiro round.
Uma coisa é certa: o pragmatismo do PMDB continua fazendo bons alunos. O feitiço vira contra o feiticeiro. A criatura contra o criador. Ninguém quer ficar de fora das benesses do poder.
PÉSSIMO EXEMPLO
George Gurgel apoia a decisão do Partido Popular Socialista de Ilhéus (PPS) de colocar a legenda a serviço de Augusto Castro, candidato do PSDB a deputado estadual.
Se Gurgel fosse um simples filiado do PPS, tudo passaria despercebido. Ninguém, muito menos a imprensa, especificamente os analistas políticos, estaria comentando sobre um tal de Gurgel e sua preferência política.
O Gurgel, no entanto, não é, digamos, um Gurgel qualquer. Um simples filiado do PPS. O Gurgel é o presidente estadual da legenda. É a maior autoridade do PPS na Bahia.
Mas o Gurgel, dando uma explícita demonstração de que outros interesses estão acima do PPS, resolveu ficar do lado do diretório municipal em detrimento do ex-vereador César Brandão, candidato do partido ao parlamento.
Um presidente que detona uma candidatura do próprio partido e empurra a legenda para apoiar um candidato de outra agremiação partidária é “persona non grata”. Não tem mais condições de presidir o PPS.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Cerca de 500 PMs filiados à regional Itabuna da Associação dos Praças da Polícia Militar (APPM) devem ir às urnas neste domingo, 12, para escolher os dirigentes da entidade. O pleito ocorre das 8h às 18h na sede da entidade, na rua São Paulo, 102, no São Caetano, em Itabuna.
O associado deve apresentar documento de identidade militar e contracheque na hora de votar, segundo o presidente da entidade e candidato à reeleição, Sargento Cavalcanti.
Cavalcanti concorre pela chapa Ação, Progresso e Cidadania e defende, para um novo mandato, ainda mais ações na área de assistência social aos policiais. Dentre elas, cita o amparo a militares dependentes químicos ou com problemas psicológicos, ampliação do Infocentro e a construção de sede social da APPM-Itabuna. As eleições também ocorrem em nível estadual.
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Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com

A aparência de completa despreocupação com a formalidade dos outros filmes é tão gritante quanto saudável, e mostra que ele ainda pode oscilar com algum êxito entre extremos.
Aqui, ele está menos Dostoievski e mais Groucho Marx. Seu pessimismo – através de Boris Yelnikof (ótimo Larry David) –, é direto, ofensivo, jogado na cara do espectador quase que literalmente, só que sem deixar de ser jocoso. Como em Annie Hall, e provavelmente em outro filme que não lembro, ele volta a falar para a câmera.
As sempre presentes e funcionais caricaturas usadas quando busca o riso, por sua vez, são influenciadas como nunca pelo acaso (naturalmente “fabricado” por ele), mas essa obsessão talvez contribua para tornar as caricaturas e as mudanças menos críveis que nos melhores momento do autor.
Nesse caso, o maior exemplo é a pudica interiorana que chegou à meia idade com raros contatos sexuais com apenas um homem, e que, graças a um latente talento para fotografia, se descobre. A mudança é radical para o liberalismo: ela passa a ser a insaciável artista, com orgulho de, e que vive com dois homens.
Pode-se alegar, com boa dose de razão, que tanto o humor como o cuidado na escrita de Allen já foram mais sutis. Essa até certo ponto indelicadeza, contudo, está em sintonia não apenas com o estado bruto e inesperado de determinadas “sortes”, mas também com o que Boris pensa da vida.
Entre sequências louváveis, é inevitável lembrar o porquê de seu primeiro relacionamento ter dado errado, o momento em que Beethoven bate à porta de Melody (a sempre capaz Evan Rachel Wood), o raciocínio em que um personagem justifica o “fato” de Deus ser gay, e quase tudo falado por Boris.
Mesmo quando sua rabugentice talvez o leve a um aparente (e talvez exista) desleixo, aos 75 anos, Woody Allen ainda passa a impressão de ser alguém com certo tesão em filmar, com algo a dizer. Imaginá-lo ainda filmando, no Rio, com Carla Bruni, são coisas que ainda trazem expectativa.
Revisto no Cinema do Museu – Salvador, setembro de 2010.
Filmes da semana
1. Antes do Amanhecer (1995), de Richard Linklater (Cine Vivo – DVD) (****)
2. Lola (1982), de Rainer Werner Fassbinder (DVD) (****1/2)
3. Os Intocáveis (1987), de Brian de Palma (DVD) (***)
4. O Sol por Testemunha (1960), de René Clément (DVD) (***1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg”><img class=”aligncenter size-full wp-image-30092″ title=”Final 3″ src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg” alt=”” width=”42″ height=”13″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> | <a href=”http://www.ohomemsemnome.blogspot.com”>www.ohomemsemnome.blogspot.com</a></p>
<p><em><img class=”alignright” src=”http://roteiroceara.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/BLOG2_viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_cultura.jpg” alt=”” width=”368″ height=”182″ />Viajo porque preciso, volto porque te amo</em> (<em>idem</em> – Brasil, 2009), de Karim Aïnouz (<em>O Céu de Suely</em>, <em>Madame Satã</em>) e Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirinas e Urubus</em>), é um <em>road-movie </em>experimental (também por isso inevitavelmente irregular) que tem de melhor o que de melhor seus dois diretores podem oferecer – especialmente Aïnouz. É um filme em um meio, o semi-árido nordestino, e sobre sentimentos – carinho, amor, rejeição – já visitados por ambos, mas trata também e principalmente das divagações e aflições do personagem principal.</p>
<p>Faz sentido dizer que a maioria dos planos de <em>Viajo porque preciso…</em> não tem significado concreto ou função narrativa. Do mesmo modo, praticamente tudo aquilo que visa o horizonte e paisagens afins dura mais que o que o plano de fato mostra – mas esses fatos são menos um demérito que uma defesa da contemplação. E ainda que muitas vezes simplesmente não haja o que ser contemplado, faz parte do personagem esse sentir-se parado – a agonia e o tédio do personagem chegam a nos atingir, às vezes, sem eufemismo algum</p>
<p>Em filme que se assume tão ou mais experimental quanto narrativo, temos aí, no entanto, talvez – e paradoxalmente – uma tentativa de evitar uma monotonia que a ideia do filme sugere. Quase tudo não acontece em cena, mas na cabeça do personagem principal, a escrever suas cartas – trata-se de um filme epistolar de mão única. Como, então, filmar isso – algo tão ligado a um diário, algo a princípio tão anti-audiovisual?</p>
<p>Não temos uma resposta, mas uma opção arriscada, na qual os melhores momentos vêm de depoimentos (prostituta falando em vida-lazer, por exemplo), quando percebemos que os dois souberam extrair uma sinceridade tocante que emana daqueles que dirigem. Isso sem falar do personagem como entrevistador/provocador, em situação que nos liga inevitavelmente a ele fazendo o papel de diretor.</p>
<p>Esse caráter experimental, contudo, pode camuflar desnecessários tremeliques de câmera ao mostrar o personagem em meio à sua jornada, uma vez que não dá para chamar de experimental (ou dar qualquer mérito aqui) o que já virou um quase padrão – a câmera na mão nos dias de hoje.</p>
<p>Ainda assim, vale dizer que os altos do filme atingem um nível de sensibilidade que vem, entre outras coisas, justamente dessa abstração da narrativa convencional: da por vezes completa imersão em um mundo acima de tudo sensorial. Torto, talvez fatalmente torto, talvez o mais fraco trabalho de ambos, mas com momentos de coragem e brilhantismo bem-vindos.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>8mm</span></h2>
<p><strong>Paixão do visível</strong></p>
<p style=”text-align: left;”><em><img class=”aligncenter” src=”http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/03/sylvia2.jpg” alt=”” width=”480″ height=”270″ />Na Cidade de Sylvia</em> (<em>En La Ciudad de Sylvia</em> – Espanha/ França, 2007) é meu primeiro contato com José Luis Guerín, catalão que teve três de seus longas exibidos no Panorama Internacional Coisa de Cinema. (Alguém sabe falar sobre?)</p>
<p>Guerín se mostra preocupado com a cidade, às vezes mais que com seus dois personagens principais, ou – o que pinta com alguma prioridade – as relações entre personagens diversos e o lugar onde vivem. No entanto, a busca dele (Xavier Lafitte) por ela (Pilar López de Ayala) é interessante a ponto de causar angústia quando algo foge do esperado. Ele desenha e retrata a cidade, é ele o mais afetado e sobre quem é o filme, é ele que não sabemos de fato o que sente, viveu ou viu; mas é ela que magnetiza a tela quando aparece.</p>
<p>Todavia, e felizmente, o filme vai além da contemplação de um sensacional rosto de uma boa atriz. Pode-se entrar em longas discussões e análises sobre memória e imagem, sobre miragem e dúvida; em uma palavra, sobre cinema. E, o que é melhor, através do cinema.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>Filmes da semana<br />
</span></h2>
<ol>
<li><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Cine Vivo) (***)</strong></li>
<li><strong>Batalha no Céu (2008), de Carlos Reygadas (sala Walter da Silveira) (***1/2)</strong></li>
<li><strong>O Refúgio (2009), de François Ozon (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***)</strong></li>
<li><strong>O Profeta (2009), de Jacques Audiard (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***1/2)</strong></li>
<li>O Demônio das 11 Horas (1965), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (****)</li>
<li>Na Cidade de Sylvia (2007), de José Luis Guerín (DVDRip) (***1/2)</li>
</ol>
<p>______________</p>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.</p>

























