Deu na coluna Radar, da revista Veja
Jaques Wagner mal pousou em Salvador, vindo da viagem de Lula pelo Oriente Médio, e já ligou para o senador Cesar Borges marcando um encontro para o início da semana que vem. A dobradinha Wagner para o governo e o ex-carlista Borges para o Senado caminha a passos largos.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), concedeu entrevista à TV Bandeirantes e admitiu que será candidato a presidente da República.
– Não estou negando (a candidatura). Estou dizendo que neste momento não vou fazer campanha. Faltam poucos dias.
Logo em seguida, fez média com o presidente Lula, dono da maior aprovação popular a um mandatário do País:
– O Lula fez dois mandatos. Está terminando bem o governo. O que nós queremos é que o Brasil continue bem e até melhor. Tem que ver quem é que vai ser presidente, porque o presidente é insubstituível, não governa terceirizado.
A desembargadora federal da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Assusete Magalhães, negou um pedido de habeas corpus em favor de Rosivaldo Ferreira da Silva, o “Cacique Babau”, de 35 anos.
Além de negar o habeas corpus, a magistrada pediu ao juiz federal de Ilhéus Pedro Holliday mais informações sobre o processo contra “Babau”, suspeito de uma série de crimes. Ele está preso na Polícia Federal, em Salvador, desde o dia 10.
Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com
Desde a apresentação do logo da Paramount em Ilha do Medo (Shutter Island – EUA, 2010), embora flerte com o clichê, a soturna trilha sonora se distancia o suficiente do óbvio para trazer uma convincente agonia que parece não ter fim. E apesar do roteiro ser tão pouco crível (a ponto de nem se encaixar com a certa dose de exagero proposta), Ilha do Medo é também, enquanto combinação de som e imagem, um dos resultados mais potentes obtidos por Scorsese nos últimos anos – ainda que essa mesma potência termine por escancarar os contras do filme.

O porém é quando essas perguntas, e outras que não eram feitas, ganham resposta – não li o livro e não sabia da reviravolta. É inevitável lembrar de detalhes e momentos marcantes do filme que, quando colocados juntos à sua mudança de rumo, fazem essa virada tão surpreendente quanto tola. Assim como boa parte da penúltima cena, que investe um bom tempo em uma explicação – quase tão irritante quanto detalhada – do que aconteceu. O fim da tensão aflitiva é a queda de um precipício de qualidade, é o término do que o filme tem de excelente.
É natural pensar que muito do que incomoda em Ilha do Medo vem justamente do poder de Scorsese em potencializar esse contraste. O brilhantismo na construção da atmosfera ressalta o esquematismo e a confusão do (mesmo assim interessante) roteiro. O que se nos deixa a sensação de ainda estarmos diante de um mestre (há algum tempo) no apogeu de seus domínios, também nos deixa a certeza de que ele já escolheu – ou escreveu – filmes mais bem resolvidos.
Visto em cabine de imprensa no Multiplex Iguatemi– Salvador, março de 2010.
Ilha do Medo (Shutter Island – EUA, 2010)
Direção: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo Di Caprio,Mark Ruffalo, Bem Kingsley, Max Von Sydow, Michelle Williams, Emilly Mortimer
Duração: 1388min
Projeção: 2.35:1
8mm
Mãe – A busca pela verdade
Em Mãe – A busca pela verdade (Madeo – Coréia do Sul, 2009), de Joon-ho Bong, tudo é bem calculado, o mistério é cuidadosamente mantido, e o final é algo surpreendente. Sua mecânica, contudo, varia entre o completo domínio do meio e do público (é provável que em mais de uma vez você acredite estar certo quando não está), e uma necessidade – que me incomodou – de justificar a inserção de cada mínimo detalhe, de se assumir milimetricamente dominador e excessivo, pela potencialização da reviravolta. O que ele já tinha sido em O Hospedeiro (2006), é verdade, mas (talvez pelo fato de se tratar de um filme de gênero), o “deixar claro que tenho o controle”, pelo menos ali, parecia fluir mais naturalmente. Ainda assim, também como em O Hospedeiro, estamos diante de um entretenimento de altíssimo nível. Agora com um filme cujo gênero é menor que a mensagem. Aqui, ele faz uma defesa da cegueira do amor – e do viver bem isso. Bonito.
Filmes da semana:
1. O Medo do Goleiro diante do Pênalti (1972), de Wim Wenders (VHSRip) (**1/2)
2. Separações (2002), de Domingos de Oliveira (DVDRip) (***)
3. Mãe – A Busca Pela Verdade (2009), de Joon-ho Bong (Cinema da Ufba) (***1/2)
4. A Faca na Água (1962), de Roman Polanski (DVDRip) (***)
5. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock (DVDRip) (****)
6. Ilha do Medo (2010), de Martin Scorsese (Cabine de imprensa – Multiplex Iguatemi) (****)
7. A Câmara da Morte (2007), de Alfred Lot (DVDRip) (**1/2)
8. Onde Vivem os Monstros (2009), de Spike Jonze (Cinema do Museu) (***)
9. Quanto Dura o Amor (2009), de Roberto Moreira (Cinemark) (***1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”
A secretária de Turismo de Ilhéus, Ana Matilde, teria entregue carta de exoneração do cargo, segundo informa o Blog do Gusmão. Há mais de dois meses, Ana vem sendo fritada. O empresário Paulo Moreira e o historiador e jornalista José Nazal são os nomes cotados para ocupar a Pasta.
Ana ocupava o cargo de forma interina desde a saída de Hermano Fahning. A indefinição sobre quem comandará o turismo permanece desde o início de janeiro, quando Newton detonou a sua lenta reforma administrativa.
Às 17h04min – Em contato com o Pimenta, o assessor de comunicação da Prefeitura de Ilhéus, Maurício Maron, nega que Ana Matilde tenha pedido exoneração, mas ressalta que a turismóloga “encontra-se na titularidade da pasta na condição de interina desde que o prefeito Newton Lima exonerou os ocupantes do seu primeiro escalão, no final do ano passado, dando início a uma recomposição política ao seu governo”.
Maurício enumera qualidades de Ana Matilde e afirma que a técnica “tem um claro conhecimento de que nesta nova composição será indicado um novo secretário, com a anuência do trade local, que apresentou quatro nomes para uma decisão do prefeito Newton Lima àquele que se adeque melhor ao perfil da pasta. Nada foi feito às escondidas”.
O assessor de comunicação também afirma que Ana Matilde comprometeu-se a permanecer à frente da pasta até que o novo nome seja definido. “Não podia se esperar um outro gesto da secretária. Quem a conhece no exercício da vida pública sabe do zelo e do respeito que tem à esta cidade. Esta é a verdade”.
Quando começaram as discussões para implantação de uma base de distribuição de gás natural em Itabuna, o economista Davidson Magalhães estava saindo da Secretaria de Indústria e Comércio do município para assumir o escritório baiano da Agência Nacional do Petróleo (ANP). À época, lembra, havia muita descrença em relação ao projeto bilionário do Gasoduto e seus efeitos para Itabuna e sul da Bahia. Era final de 2003, princípio de 2004.
Mais de seis anos depois, o presidente Lula e o governador Wagner vêm ao sul da Bahia, na próxima sexta-feira, 26, para inaugurar a primeira central de distribuição de gás natural do Gasoduto de Integração Sudeste-Nordeste (Gasene). A primeira molécula de gás natural será comercializada para uma empresa que cresceu no município, a rede de postos Universal.
A nova realidade deixa emocionado o economista, ex-vereador de Itabuna e atual presidente de uma das maiores companhias de gás do país. “O Gasene, junto com o Complexo Porto Sul, representa uma mudança de paradigma para a região”, diz.
Magalhães lembra que há quase 100 anos o sul da Bahia teve o seu primeiro grande ciclo de desenvolvimento, com a construção da ferrovia de 56 quilômetros interligando Itabuna e Ilhéus a partes da Bahia e o porto de Ilhéus, em 1926. As ações posteriores não ajudaram na acumulação de riquezes. Agora, um novo ciclo se abre. Saberá o sul da Bahia aproveitar das novas condições oferecidas?
Abaixo, a entrevista exclusiva concedida pelo presidente da Bahiagás ao Pimenta na Muqueca.
Quais serão os impactos do gás natural para a economia sul-baiana?
A região passa a ser mais competitiva na atração de investimentos. Nos próximos dois anos, serão de R$ 40 milhões a R$ 60 milhões em investimentos da Bahiagás no sul do estado. Junto com o Complexo Porto Sul, a chegada do gás natural representará mudança de paradigma para a região. 27% da indústria baiana é movida a gás natural.
Já existem empresas interessadas em investir na região com a chegada do gás natural?
Existe um conjunto de plantas de investimentos industriais na Secretaria de Indústria e Comércio. Na Bahiagás, fomos procurados por vários empreendimentos voltados à indústria térmica para produzir energia elétrica através do gás natural. A gente já está pensando o sul da Bahia para além do cacau. O que temos não é um desafio de crise, mas de investimentos e de perspectivas. A região vai crescer, se desenvolver.
As prefeituras de Ilhéus e Itabuna estão se preparando para esse novo desafio?
A região ainda está perplexa, imaginando o que está por vir. Há seis anos, quando discutíamos a vinda do Gasene, ninguém acreditava. Hoje é uma realidade. E aí? Precisamos avançar. Itabuna e Ilhéus serão os mais impactados, mas outros municípios também sentirão os reflexos deste empreendimento.
Os governos federal e estadual possuem projeto que amenize possíveis efeitos negativos do projeto, como êxodo e bolsões de miséria em torno destas cidades?
O desafio posto para os governos é garantir os investimentos, que o Complexo Porto Sul seja uma realidade. No curso disso aí, é que temos que preparar a região para o dia seguinte, para que não atraíamos gente, de forma desordena, para estas cidades.
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“Nós estamos discutindo com o governo o lançamento de um pacote de incentivos para a conversão a gás natural”
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As vantagens do gás natural estariam restritas às empresas ou também são acessíveis a pessoas físicas?
Já de imediato, os taxistas serão beneficiados com a redução de 40% dos seus custos.
Estudos mostrariam que o gás natural veicular não seria competitivo em relação a outros combustíveis?
Mas é vantajoso, sim. Fica em torno de 40% mais barato.
Mesmo com os custos de uma conversão?
Nós estamos discutindo com o governo o lançamento de um pacote de incentivos à conversão. Possivelmente no próximo dia 26, o governador Jaques Wagner deve fazer o anúncio.
Mas beneficiaria apenas algumas categorias?
A ideia inicial é disponibilizar esse incentivo para quem faz do seu veículo um instrumento de trabalho, como taxistas, donos de carro de som, transporte escolar, turístico.
A expectativa era de o gasoduto funcionar em outubro de 2010, mas foi antecipado. Isso tem a ver com o calendário eleitoral e uma ‘ajudinha’ à pré-candidata Dilma Rousseff?
Não, tem a ver com a entrega do gás antecipado pela Petrobras. Não dá para inaugurar um gasoduto sem estar distribuindo gás no ponto principal. Então, nós antecipamos essa entrega, inclusive via GNC [gás natural comprimido], para março. Inicialmente, vamos fornecer com carretas, até que os gasodutos nossos, da Bahiagás, fiquem prontos. Para isso, estamos investindo R$ 2,7 milhões.
A base da Bahiagás fica pronta até o dia 26?
Sim, e nesse dia vamos vender a primeira molécula de gás. Será para a rede de postos Universal, o primeiro consumidor de Itabuna. Também forneceremos para a DPA [antiga Nestlé] e a Trifil, nesta primeira etapa.
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“Não houve agressão ao meio ambiente, as ações
foram todas dentro das normas técnicas”.
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Há denúncia de que a obra da Bahiagás em Itabuna começou sem licenciamento ambiental. O que ocorreu, de fato?
Foi algum problema técnico que deve ter ocorrido. Nós já estamos com o licenciamento encaminhado, discutido inclusive no Conselho Municipal de Meio Ambiente. Os problemas e as divergências técnicas levantados corretamente pelo conselho já foram tratados pela Bahiagás. Não houve agressão ao meio ambiente, as ações foram todas dentro das normas técnicas.
A Bahiagás sai de um fornecimento de mais de 3 milhões para 20 milhões de metros cúbicos de gás. A empresa está preparada para este novo momento?
Não vamos sair imediatamente para 20 milhões. Hoje são 3,7 milhões e devemos atingir 4,5 milhões de metros cúbicos com o fornecimento para o sul da Bahia. Esses 800 mil metros cúbicos para a região nessa primeira etapa equivale a várias distribuidoras de gás do Nordeste. Em cinco anos, devemos chegar à marca de 11 milhões de metros cúbicos fornecidos. O Gasene é que tem potencial para transportar 20 milhões.
Em 2004, havia muita desconfiança em relação a este projeto. Como você analisa esse novo momento?
Uma outra região está nascendo. A principal preocupação nossa com essa reunião [com prefeitos, na segunda, 15] foi para que as pessoas possam perceber a grandiosidade do que está acontecendo no sul da Bahia. Aqui nesse evento, a gente ainda viu pessoas com o discurso da síndrome da crise, que é quando a gente não percebe as coisas novas porque está presa a esta síndrome. A ficha, como diz a gíria, está caindo agora. Este é um novo momento para além do cacau, significa um novo modelo de desenvolvimento.
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“Temos que ampliar as alianças para construir
uma política hegemônica na Bahia”
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Mudemos para a política. Como é que você, comunista e sempre oposição ao carlismo, analisa essa aliança com parte do grupo que sempre dominou a Bahia por 30, 40 anos?
Eu não acho que há uma aliança com o carlismo, que está deixando de existir. O carlismo hoje é personificado em ACM Neto, Paulo Souto. Estes são os herdeiros do carlismo.
Você não vê César Borges como carlista?
As pessoas vão mudando seus projetos de acordo com o processo histórico. Não acho que é Wagner que está mudando seu projeto. Aliás, o governo muda a Bahia com essa visão de integração e desconcentração econômica. 18 municípios concentram 55% do PIB baiano com apenas 30% da população. Para mudar, você tem que fazer projeto amplo. Temos que ampliar para construir uma política hegemônica na Bahia. Não estamos virando um governo autoritário, centralizador, sem transparência. O projeto do governo é claro: fazer mais por quem mais precisa; pensar a Bahia não apenas como se só existisse a região metropolitana.
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“Gabeira (PV) era da resistência armada ao regime militar. Hoje é um cara a serviço da direita”.
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Então, é favorável à aliança?
Se tivermos mais aliados nesse projeto e que não o desconfigure, ótimo. É que a gente tem muito a visão de personificar as pessoas, lideranças. Fernando Gabeira (PV-RJ), no passado, jogou papel avançado de resistência armada ao regime militar. Hoje é um cara a serviço da direita, que ajuda o neoliberalismo. Assim como sai gente daqui [da esquerda], sai de lá para cá. Então, ele hoje faz parte do projeto tucano. Quando o projeto avança, as pessoas se reenquadram em outro momento histórico.
E no caso dos “ex-carlistas”?
Veja um exemplo aqui na Bahia: Waldir Pires, para derrotar o carlismo, puxou Nilo Coelho, Jutahy Magalhães, João Carlos Bacelar. Todos não eram de esquerda. Foi feito um acordo com segmentos do carlismo para derrotar o carlismo. Ali não deu certo não foi por conta da aliança, mas de um projeto que foi interrompido por busca de uma situação nacional.
Hoje, o governo se abre para agregar velhos opositores. O eleitor entenderá essa movimentação?
Ele vai se decidir em torno de projetos. E o nosso projeto é capitaneado por Wagner, projeto da continuidade a estes programas de transformação da Bahia. O outro é capitaneado por Paulo Souto, que quer retomar o passado. Tem um terceiro, que é um híbrido do PMDB, de oposição ao governo, mas oposição sem a consistência histórica que tem o carlismo. Ah, César Borges foi do carlismo. Quantas pessoas que foram do grupo de lá estão no governo hoje? Mas elas estão ajudando ou prejudicando o governo?
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“A saída do PMDB do governo ajudou, destravou a Bahiagás. Existia uma política deliberada de emperrar a empresa”.
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Você mesmo pode nos responder: a saída do PMDB e a chegada do PP ajudaram o governo?
A saída do PMDB ajudou, destravou. Temos uma experiência concreta na Bahiagás, com a mudança do secretário de Infraestrutura. Saiu o do PMDB [Batista Neves] e entrou o João Leão, do PP. Existia, antes, uma política deliberada de emperrar a empresa, as ações de governo.
Como essa, digamos, sabotagem ocorria na prática?
Havia dificuldade de aprovação dos projetos de investimento da Bahiagás. Ficamos atrasados dois anos e meio, seguidos, em nosso plano de investimento. Todas as iniciativas tomadas pela diretoria eram barradas no Conselho de Administração pelo ex-secretário, do PMDB. Não parecia que participávamos do mesmo governo.
Mas como Batista Neves exercia esse poder?
Todos os investimentos acima de R$ 2 milhões, R$ 3 milhões têm de ser analisados pelo conselho, do qual ele, como então secretário de Infraestrutura, era presidente. Denúncias infundadas contra a empresa eram divulgadas. A entrada do PP foi favorável. João Leão, em pouco tempo, destravou, facilitou, articulou. O governo do estado entrou coeso para defender os seus interesses junto aos demais acionistas da Bahiagás, coisa que não tínhamos antes.
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“Vamos reeleger Wagner e eleger Dilma a
primeira mulher presidente do Brasil”
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Como você vê os cenários baiano e nacional para 2010?
O projeto liderado pelo presidente Lula vai ser vitorioso na Bahia, com a reeleição de Wagner, e, no plano nacional, com a eleição da primeira mulher presidente da República, Dilma Roussef. Nós elegemos um operário e, agora, vamos eleger uma mulher. Na Bahia, existe uma identidade do projeto de Wagner com o novo país. Nosso projeto é diferente da visão tucana, que inseria o Brasil no cenário internacional de forma subalterna, projeto que foi rechaçado duas vezes na urna e será pela terceira.
Você acha que o eleitor avançou a esse ponto, de eleger por comparação?
Acho que sim. A última eleição deixou muito claro que certos setores da grande mídia, que manipulavam a opinião pública, foram derrotados porque não representam essa opinião. Mais do que isso, o povo tem o seu dia-a-dia, sua experiência. Uma experiência vale muito mais do que dez discursos, dez editoriais do Jornal Nacional. O eleitor tem consciência do projeto que ele está abraçando. Pode não ter uma visão articulada de todos os efeitos, consequências e dimensão deste programa, mas tem visão muito clara do que esse projeto do governo Lula representa.
Você, como uma das principais lideranças do PCdoB na Bahia, visualiza qual cenário para o partido em 2010 na Assembléia e Câmara Federal?
Nós devemos ampliar o número de deputados federais. Vamos trabalhar para reeleger Alice Portugal e Daniel Almeida e eleger Edson Pimenta. Temos três deputados estaduais e queremos passar a cinco. Crescemos na Bahia, não tínhamos prefeito e em 2008 elegemos 18, temos 19 vices, 150 vereadores aqui, o partido presente no estado e nossa participação no governo Wagner trazendo resultados positivos. Isso tudo nos credita a ter um projeto eleitoral vitorioso em 2010.
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“Um nome da esquerda na majoritária é o de Wagner e o outro nós defendemos que não seja do PT”.
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O nome de Haroldo Lima foi até defendido, no partido, para disputar o Senado. O PCdoB abre mão e aceita chapa majoritária composta por Otto Alencar e César Borges?
O Haroldo não vai ser candidato, porque joga papel importantíssimo, principalmente nesse momento de decisões importantes acerca do pré-sal, à frente da ANP [Agência Nacional do Petróleo]. Não tem como ele sair da discussão. Nós entendemos que a chapa do governo deve ter composição que represente o arco de alianças: dois representantes de esquerda e dois do centro que se agregou ao projeto. Achamos que deve ter esse perfil. Um nome da esquerda é o de Wagner e o outro nós defendemos que não seja o do PT, pois não representaria a correlação de forças no governo.
A sua última eleição foi em 1998, para deputado estadual. Você ainda tem projeto eleitoral?
Por enquanto estou firme nesse projeto da Bahiagás. Eu estou na administração, mas não é que deixei de fazer política. Faço, sim, mas com outros instrumentos. Hoje, sou o vice-presidente do PCdoB no estado.
O deputado federal Geraldo Simões (PT) voltou a defender o diálogo como forma de se evitar conflitos na região delimitada como terra indígena, em uma área que abrange parte dos municípios de Una, Ilhéus, Buerarema e São José da Vitória, no sul da Bahia.
Na opinião do parlamentar, não é razoável desconsiderar o fato de que centenas de famílias de não-índios têm ocupado aquelas terras há décadas. Simões também pondera que a região concentra importantes atividades agrícolas e turísticas e haverá inegável impacto econômico caso o relatório da Funai seja cumprido.
“Embora não se trate de contestar o relatório da Funai, nosso entendimento é o de que ainda não se pode considerar como fato consumado a delimitação da área indígena, como também não se pode utilizar as conclusões iniciais da Funai como pretexto para ações precipitadas de ocupação de terras de agricultores e de outros cidadãos estabelecidos nos locais, há décadas”, declara o deputado.

Uma experiência cooperativista na área de educação no interior da Bahia completou 18 anos de existência. A Cooperativa Educacional de Itabuna (Coopedi) marca a maioridade com um projeto interessante: alunos do Colégio da Polícia Militar foram convidados para revisão de conteúdos, gratuitamente.
De acordo com a direção da Coopedi, a iniciativa visa assistir aos pré-universitários que não dispõem de recursos para ingressar em cursinhos. O Coopedi Convida, de acordo com a coordenação pedagógica da cooperativa, visa atingir o maior número possível de alunos de instituições públicas.
Moradores de diversos bairros de Itabuna, a exemplo do Pontalzinho, estão assustados com um serviço não-autorizado de segurança particular, que passou a ser anunciado de porta em porta. Os donos do negócio utilizam um panfleto para divulgar a novidade.
Sobre motocicletas, os “vigilantes” circulam pelos bairros, das 22h às 5h, tocando uma sirene que já tira o sono de muitos. Entre os serviços que oferecem, está o de conduzir pessoas do ponto de ônibus até suas casas.
O que assusta nesse novo “empreendimento” é que não há informações se o mesmo é autorizado, bem como se os “vigilantes” andam armados e, em caso positivo, se têm porte legal de arma. O fato é que eles já estão se firmando na cidade, inclusive realizando uma pesquisa domiciliar, na qual fazem perguntas sobre o número de pessoas que vivem em cada casa e por aí vai…
Tudo muito clandestino.
Informações A Região
Após amargar um público pífio na festa preparada pela comandante do DEM itabunense, Paulo Souto, tal qual gato escaldado, decidiu aparecer na procissão de São José, nesta sexta, 19. Assim, não poderá reclamar de falta de povo. Em média, a procissão atrai de 15 mil a 20 mil pessoas. Ele estará ao lado do deputado federal ACM Neto, também do DEM, e do presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy.
Tanto piseiro de Souto em Itabuna tem a ver com os humores do eleitor. Pesquisa contratada por um grupo político indica situação desconfortável ao presidente estadual do DEM em Itabuna, onde, tradicionalmente, sempre pontuou bem. O ex-governador também quer diminuir a influência dos efeitos da visita do presidente Lula a Itabuna, no próximo dia 26, quando trará, a tiracolo, o governador Jaques Wagner e a ministra Dilma Rousseff.
Acabou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) a briga entre os advogados Almiro Pinheiro e Linda Ferreira. Os dois trocaram sopapos numa audiência de conciliação no Juizado Especial em Itabuna.
Foi tapa daqui, puxões de cabelo de lá e não restou outra alternativa à advogada Linda que não fosse prestar queixa contra o colega de profissão.
Atualizado às 22h40min

A presidenta do Tribunal de Justiça da Bahia, Telma Brito, deu uma informação que agradou a ex-candidata à prefeitura de Barro Preto, Jaqueline Mota. Ela foi recebida em audiência pela desembargadora, juntamente com o deputado federal Raymundo Veloso (PMDB) e o filho dele, Márcio Veloso, que é pré-candidato a deputado estadual.
Aos visitantes, Telma Brito informou que a comarca não será desativada, pelo menos de imediato. O fechamento ocorreria em função da pouca movimentação, o que levaria os feitos judiciais de Barro Preto serem transferidos para Itapé.
“A comarca de Barro Preto está completa, cumpre suas obrigações e não tem déficit de serventuários”, teria dito a desembargadora. Ela informou, no entanto, que existem na Bahia 272 comarcas que serão desativadas e agregadas a comarcas maiores, devido à falta de movimento. Informações do Política Etc.

Como antecipou em primeira mão este blog (confira aqui), o presidente Lula estará em Itabuna e Ilhéus, no próximo dia 26. Ele chega a Itabuna e inaugura a base de distribuição de gás natural às 11h, no Parque de Exposições Antônio Setenta, na BR-415.
O compromisso em Ilhéus será às 15h, no centro de convenções Luís Eduardo Magalhães, quando o presidente, acompanhado da ministra e pré-candidata Dilma Roussef e do governador Jaques Wagner, participa da abertura das propostas para a construção de 14 lotes da ferrovia Oeste-Leste e, também, assina contratos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Esta será a primeira visita de Lula a Itabuna como presidente da República. A última visita dele ao município sul-baiano ocorreu na eleição municipal de 2000, na campanha que elegeu o deputado federal Geraldo Simões prefeito de Itabuna, pela segunda vez.
PAC DO CACAU (OU DO FRACASSO?)
Lula já visitou Ilhéus após eleito. Foi em maio de 2008, para o lançamento do PAC do Cacau. O programa prometia a liberação de R$ 2,52 bilhões para a economia sul-baiana. O PAC é considerado até aqui um grande fracasso.
A maior parte dos produtores de cacau não teve acesso à renegociação e os bancos não informam quantos novos contratos de financiamento foram assinados dois anos depois. Produtores de cacau planejam manifestação nos eventos presidenciais em Ilhéus e Itabuna.
Do Política Livre
O deputado federal Marcelo Guimarães Filho (PMDB) e o deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) trocaram ofensas e acusações hoje no twitter. Após as críticas de Bacelar sobre a sua gestão à frente do Bahia, Marcelo Guimarães, presidente do clube, perdeu a compostura e chamou o parlamentar de “merda”. “O que um deputado sem voto não faz pra tentar se eleger! Deixe de hipocrisia seu merda! Ou então nao me bajule quando me vê!”, partiu para o ataque o peemedebista.
Bacelar, no entanto, não deixou por menos e, também pelo twitter, respondeu à declaração de Guimarães Filho. “A sua colocação reflete o seu estilo de administrar o Bahia e a sua postura antidemocrática e mal educada”, disse. Bacelar fez ainda ilações sobre supostas relações do peemedebista com empresas investigadas pela Polícia Federal (PF). “Os meus votos foram conquistados com idéias, muito trabalho e desvinculação de interesses empresariais alvo de investigações da PF”, concluiu.
























