O Atlético amplia no Itabunão: aos 32 minutos do segundo tempo, mete o segundo gol contra o Azulino.
Itabuna 0x2 Atlético de Alagoinhas.
No Carneirão, o Bahia ampliou para 3×1, diante do Colo Colo. O gol foi marcado por Raphael Luz, aos 38min.
Como diria Marcelo Soares, da Difusora, Colo Colo e Itabuna vão, de mãos dadas, para o Torneio da Morte, o quadrangular dos piores do Baianão e que definirá quem vai cair para a Segundona do Estadual 2010. Dois serão rebaixados.
O prefeito Capitão Azevedo sentou-se à mesa com o deputado federal Márcio Marinho (PRB), o “Bispo Marinho”, e a cúpula da Record na Bahia, neste domingo. O encontro foi na churrascaria Los Pampas.
No cardápio, além de carne suculenta, política. Azevedo quis amainar as críticas sofridas por parte da TV Cabrália/Record News e, também, fechar acordos visando as eleições vindouras.
O prefeito estava sorridente e não deixou de fazer críticas à imprensa, a grande culpada pelo seu desgoverno.
Hoje, o Itabuna Esporte Clube segue a lógica deste Baianão 2010. Aos 20 minutos, o atacante Robert, do Atlético de Alagoinhas, antecipou-se à defesa do Azulino e, de cabeça, abriu o placar no estádio Luiz Viana Filho (Itabunão).
Esta é a pior campanha do Azulino em toda a história dos estaduais.
São muitos os candidatos a aparecer ao lado do prefeito Newton Lima e o governador Jaques Wagner na audiência marcada para as 15h desta segunda-feira, 8, em Salvador.
Mas, contrariando a prática, o governador avisou ao prefeito Lima que o encontro será a dois. Alguém tentou demovê-lo da ideia, mas por enquanto Wagner está irredutível. Deve ser o histórico (vacilante) de Newton, que já se entregou a Geddel, pensou em Paulo Souto e faz juras de amor ao petista…
Abaixo, a trilha musical do encontro…
Kleiton de Jesus Santos, 16 anos, foi morto com seis tiros porque não pagou a traficantes pela droga consumida. O enterro dele, na última quinta-feira, mobilizou dezenas de jovens do bairro Maria Pinheiro, um dos três mais violentos de Itabuna (a 433 km da capital, região sul), onde ele morava. Segundo os pais, até os 10 anos Kleiton foi um menino ativo, alegre e frequentava a escola. Aos 12, envolveu-se com o tráfico, passou a roubar para sustentar o vício e comprar roupas de grife, até ser executado, próximo de casa.
A história dele, que se repete todo dia, pode atingir os mais de cinco mil adolescentes (número estimado pela Secretaria de Assistência Social) que vivem em situação de risco no município, sem o cuidado dos pais nem do poder público.
Na cidade do País onde os jovens de 12 a 21 anos estão mais vulneráveis à violência, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, dados da Polícia Civil dão conta de que, dos 854 crimes registrados nas delegacias no ano passado, 159 envolviam adolescentes, o equivalente a 22,8% do total de ocorrências. A maioria motivada pelo tráfico de entorpecentes.
Clique aqui e leia a reportagem completa de Ana Cristina Oliveira/A Tarde.
O Correio da Bahia deste domingo publica entrevista com o governador Jaques Wagner (PT). Em um dos trechos, Wagner declarou que fez “aposta no PMDB e não deu certo”.
O governador também falou sobre a composição da chapa majoritária na campanha para a reeleição. E deixou claro que as duas únicas vagas asseguradas são a dele mesmo e a do PP, como Otto Alencar postulando uma cadeira no Senado.
A Região reescreve a fábula…

Em uma nota hilária, publicada na Malha Fina deste fim de semana, o jornal A Região aborda as articulações entre os vereadores Gerson Nascimento (PV) e Ruy Machado (PRP), com o reforço do diretor-administrativo da Câmara de Itabuna, Alisson Cerqueira.
O que confabulam os ilustres personagens tem a ver com o escandaloso contrato entre a Prefeitura e a empresa Marquise, que recebe R$ 1,5 milhão por mês para fazer a coleta de lixo no município. O valor estratosférico é questionado no legislativo itabunense e a Câmara resolveu cobrar as planilhas que justificariam o custo do serviço.
Segundo A Região, o assunto foi discutido por Nascimento, Cerqueira e Machado, num requintado jantar. O semanário noticia:
“Na terça-feira, 2, Heitor e Cícero se reuniram na casa de Prático. Entre um sushi de salmão e uma taça de vinho francês, o que eles queriam mesmo era fuçar o lixo. Vem sujeira por aí!”.
Pela interpretação livre deste blogueiro, os “porquinhos” Heitor e Cícero seriam o vereador do PV e o diretor-administrativo da Câmara. O Prático, indubitavelmente, é Ruy Machado.
Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com
Zumbilândia (Zombieland – EUA, 2009), de Ruben Fleischer, é uma adorável brincadeira sobre fazer um tipo de filme – o de zumbis americanos – fadado ao aparente esgotamento, e ter consciência disso. É saber da inevitabilidade de a que e a quem recorrer, mas – até para “justificar” a própria existência do filme – entregar um resultado com cara própria.
Cara essa que vem desde a apresentação dos créditos, ao som de Metallica e a sua For Whom The Bell Tolls, acompanhada por imagens em câmera lenta, dando um caráter estilizado e escancaradamente lúdico ao filme. Com esse cartão de visitas, Fleischer já deixa claro que o investimento é menos na crítica (embora ela exista) característica de George A. Romero (Noite dos Mortos Vivos, Diário dos Mortos) que no deslavado entretenimento pessoal.
No resto do filme, é perceptível – ou no mínimo deduzível – que ele se divertiu pacas em cada cena. Seja carregada de morte e de sangue, seja marcada pela construção dos personagens, que vão de absurdo e compreensível maquiavelismo à mais completa estupidez.
Antes de uma crítica ao roteiro e a Fleischer, essa estupidez entra como possível metáfora – o que os melhores filmes de Romero conseguem – para o comportamento do conservador norte-americano diante do mundo. E num mundo, possível apenas no gênero, cujo norte está no desejo de se divertir ao se filmar sangue e ao se preencher de peso a trilha sonora, no que remete – mais até do que a Romero – a Rob Zombie (das versões mais recentes de de Halloween e Halloween II).
Essa diversão ao se filmar e dirigir atores em diálogos pretensamente espertos, aliados a efeitos visuais claramente contemporâneos (para não dizer nati-mortos com destaque para a data), faz lembrar Guy Ritchie em edição melhorada. O que, se por um lado está longe de ser um elogio, por outro mostra que um diretor pode estar claramente atrelado ao seu tempo e aos vícios ligados a ele, mas ainda assim ter algo de genuíno dentro da massa amorfa: se nem tanto em o quê dizer, pelo menos em como dizer.
Ainda que tenha uma às vezes exagerada vontade de ser cool, Zumbilândia demonstra muito auto-conhecimento. Ciente de seus limites, expostos tanto na (falta de) pretensão como no próprio executar (a estilização e o diferencial vão até onde o talento pode levar), ele funciona como o entretenimento pessoal e sem vergonha que tenta ser.
Visto no Multiplex Iguatemi – Salvador, março de 2010.
Zumbilândia (Zombieland – EUA, 2009)
Direção: Ruben Fleischer
Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin
Duração: 88min
Projeção: 2.35:1
8mm
A Fita Branca
É difícil falar sobre A Fita Branca (2009), que deve ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro no domingo (7). Como tudo de Michael Haneke, tem momentos brilhantes e cenas que devem se tornar indeléveis, mas não dá a certeza – o que provavelmente nem ele queira – de ser bom. Também como tudo dele, embora particularmente fique sempre com muita vontade de ler sobre, o desejo de revê-lo dentro de uma década é quase nulo. Ou seja, A Fita Branca, como as coisas Hanekianas funcionam para mim, é um filme que instiga e afasta com a mesma intensidade.
Ps: Filme cresce ao se pensar nele.
Resnais
Com um atraso monumental, vi o igualmente monumental (embora claudicante antes de engatar de vez na última meia-hora) Medos Privados em Lugares Públicos (2006), de Alan Resnais. Como alguém pode envelhecer fazendo filmes como esse e Ervas Daninhas (2009)? Não lembro quem disse (pensei ter sido André Setaro, mas não encontrei no blog dele a afirmação), mas alguém disse que Resnais era, possivelmente, o maior cineasta vivo. Talvez não seja, mas isso pouco importa. Sendo ou não, ele é alguém cujo talento perceptível se junta à vivacidade de um jovem no auge de sua forma – aos 87 anos.
Filmes da semana:
- Sexy e Marginal (1972), de Martin Scorsese (DVDRip) (**1/2)
- 2. Zumbilândia (2009) (Multiplex Iguatemi) (***)
- Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola (DVD) (****)
- Linha de Passe (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas (DVDRip) (**1/2)
- Medos Privados em Lugares Públicos (2006), de Alan Resnais (DVDRip) (***1/2)
- 6. Aconteceu em Woodstock (2009), de Ang Lee (Cine Vivo) (**)
- Valsas de Viena (1934), de Alfred Hitchcock (DVDRip) (***)
- 8. A Fita Branca (2009), de Michael Haneke (Cine Vivo) (***)
- Filme de Amor (2003), de Julio Bressane (DVDRip) (**1/2)
Curta:
- Cinema Novo (1967), de Joaquim Pedro de Andrade (DVDRip) (***)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”
A proposta é tentadora para quem está no auge da juventude e tem a chance de trabalhar de sete a nove meses em um navio, viajando para mais de 170 destinos, incluindo Austrália, Nova Zelândia, Alasca e vários países da América do Sul e Europa.
Há uma empresa recrutando jovens com idade a partir de 21 anos e que dominem o inglês para prestar serviços nos navios das companhias Azamara Cruises, Celebrity Cruises e Royal Caribbean. Alunos do curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais, da Uesc, costumam se candidatar às vagas oferecidas.
Mas é bom saber de uma coisa: trabalhar em um navio de cruzeiro não é o mesmo que curtir uma viagem prazerosa. O dia-a-dia do tripulante é duro e exige muita resistência e persistência para encarar. Portanto, aos incautos, nada de imaginar que vão entrar nessa para fazer turismo.
Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com
Colo Colo: 11 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 7 derrotas. 14 gols marcados e 25 sofridos. Último colocado do seu grupo.
Itabuna: 11 jogos, 2 vitórias, 1 empate e 8 derrotas. 7 gols marcados e 16 sofridos. Último colocado do seu grupo.
Esse é o melancólico saldo da participação das duas equipes sulbaianas no Campeonato Baiano de 2010. Mesmo faltando uma rodada para o encerramento da fase de classificação, ambos já estão condenados ao “Torneio da Morte”, que terá quatro equipes lutando não pelo glorioso (nem tanto, nem tanto!) título de campeão, mas para não despencar à mambembe 2ª. Divisão.
Colo Colo e Itabuna, rescaldo de uma rivalidade que hoje nem faz tanto sentido, afundaram abraçados, para desespero de torcedores apaixonados, que costumam lotar o Estádio Mario Pessoa e o Estádio Luiz Viana Filho, na eterna ilusão de que o titulo baiano não é apenas miragem, mas algo possível.
Em 2010, bastaram algumas rodadas para que essa conquista se configurasse como algo absolutamente impossível.
Dessa vez, não houve milagre nem arrancada para a classificação na reta final.
Norman Mailer
De branco, rosto limpo, sem óculos escuros, apenas a irreparável barba grisalha, o governador Jaques Wagner chegou cedo nesta sexta-feira (5) ao Aeroporto de Petrolina para recepcionar o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Concedeu uma entrevista para uma emissora de rádio local e fez comentários sobre a aliança com o senador César Borges e o clima de aproximação provocado pelo presidente Lula com o PMDB baiano.
De azul claro, rosto queimado e óculos, o ministro da Integração também chegou cedo, na segunda-feira (1), a fim de organizar os preparativos da visita do presidente Lula. Por um desses despautérios da vida, Geddel só perdeu o horário desta sexta-feira. O vacilo custou caro, porque a assessoria de imprensa do governador baiano divulgava para os quatro cantos a entrevista de Wagner, que logo seria intercalada por outra do presidente Lula.
Na descida do avião, Wagner é puxado pelo companheiro de partido e acompanhado de perto pelo recém-aliado da pré-candidatura de Dilma no âmbito nacional, César Borges, do PR. Já na entrevista, Lula teceu comentário sobre os dois palanques na Bahia, e deixou claro que o desejo dele é a continuidade da aliança vitoriosa que elegeu Wagner e reelegeu o presidente em 2006.
Ainda no pátio do aeroporto, Wagner estende a mão ao ministro, que ergue a mão direta, enquanto o governador olha para o alto, como quem pede paciência aos céus e já ouviu do presidente novas recomendações para aceitar o peemedebista novamente na chapa para senador.
Conversa vai, conversa vem, ao longe, o ministro Geddel assiste atônito o presidente convidar o governador da Bahia para entrar no carro da presidência. Só Lula e Wagner. Nem Dilma acompanhou Geddel em outro veículo. O isolamento é evidente.
Sempre ao lado do presidente, Wagner visita as instalações da Codevasf. O sorriso largo não esconde a satisfação de quem arquiteta de maneira minuciosa a aproximação do PR e do senador César Borges, a corrosão do nicho do principal adversário, o ex-governador Paulo Souto, que a cada dia lamenta a saída de um corregilionário, e o isolamento de um ex-aliado refém de uma decisão precipitada e audaciosa, o ministro da integração, que não encontra sustentação nem musculatura política capazes de alavancarem uma candidatura que nasceu órfão.
A inclemência do tempo, apesar de ter tido a oportunidade de preparar o terreno da visita do presidente in loco, sorrateiramente tapeou o ministro Geddel. Os minutos e as horas desta sexta-feira (5), aparentemente correram a favor de um enredo cronologicamente definido pela equipe do governador Jaques Wagner, que transformou uma obra tocada pelo Ministério da Integração Nacional, numa iniciativa da mãe do PAC, a ministra Dilma Rousseff, a partir de uma proximidade que o governador baiano possui com o presidente Lula. Xeque.
Uma conversa com o irreverente Juvenal Maynart, correligionário muito próximo do ministro Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB ao Palácio de Ondina, é sempre proveitosa. Não há espaço para o futebol ou qualquer outro assunto que não seja política.
Em relação ao rompimento de Geddel com o governador Jaques Wagner ou vice-versa, Juvenal diz que “não adianta chorar o leite derramado”, descartando qualquer possibilidade de reaproximação entre o peemedebista e o petista.
O “leite derramado” significa, pelo menos na minha modesta opinião, que o racha não foi bom para os dois políticos, principalmente para Geddel, que corre o risco de não disputar um eventual segundo turno e, como consequência, ficar sem mandato durante quatro anos.
Como o movediço e emaranhado processo político permite a formulação de hipóteses, muitos eleitores começam a fazer, até para si mesmo, a seguinte pergunta: Como estaria a sucessão estadual se não houvesse o rompimento entre Wagner e Geddel?
Em dois pontos, os peemedebistas e petistas concordam: 1) Wagner, que busca o segundo mandato, estaria em uma posição mais confortável nas pesquisas de intenção de voto. 2) Geddel seria um fortíssimo candidato ao senado da República.
O governador, se reelegendo, fica impedido de disputar a re-reeleição em 2014. O candidato natural seria o ministro Geddel. Qualquer tentativa do PT para lançar candidatura própria não teria o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva e, quem sabe, do próprio Wagner.
Com Wagner e Geddel unidos, respectivamente no comando do governo do Estado e do ministério da Integração Nacional, o DEM teria dificuldades para arrumar um candidato a governador.
E Paulo Souto? Ora, o ex-governador, diante de uma provável reeleição de Wagner já no primeiro turno, não iria trocar uma garantida eleição para a Câmara Federal para ser protagonista de uma aventura. O espírito de Tarzan ficaria com ACM Neto.
Sem o imbróglio de dois palanques, com a presença do presidente Lula e de Dilma Rousseff, tendo ao lado Geddel, vários partidos aliados e uma enxurrada de prefeitos, o “galego” só iria precisar de “meio turno” para liquidar a fatura.
O leite, para a felicidade dos democratas (DEM), foi derramado.
NA ESPERA
Capitão Fábio. O deputado Capitão Fábio, que já desistiu de ser candidato a prefeito de Itabuna em três oportunidades, acredita no apoio da petista Juçara Feitosa ao seu projeto de reeleição para o Parlamento estadual.
De olho nos mais de 40 mil votos que a ex-primeira dama obteve na última sucessão municipal, Fábio Santana espera uma declaração pública de apoio da ex-primeira dama de Itabuna.
Para os correligionários mais próximos do parlamentar, a manifestação de apoio pode acontecer na entrevista de Juçara para anunciar que não é mais pré-candidata à Assembleia Legislativa do Estado.
Os fabistas, pelo menos os mais lúcidos, ainda desconfiam desse tão badalado, comentado e propalado apoio.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.


























