
Depois de ler aqui no Pimenta o comentário do provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Renan Moreira, sobre as promessas de emendas parlamentares de deputados em busca de apoio, graúdo integrante do governo Azevedo desabafou com este blogueiro: tudo não passa de golpe publicitário.
Ele, que já foi vítima de várias “emendas parlamentares”, diz que essa é a forma que os deputados encontraram para ganhar as manchetes na mídia, a um custo baixíssimo, principalmente às vésperas das eleições. “Eles estão fazendo isso, principalmente com prefeitos e secretários neófitos, pelo país afora”.
O esquema das emendas é simples: o deputado chega num município e, para garantir o apoio do prefeito e seus colaboradores nas próximas eleições, promete verbas para diversas obras. Mas fazem isso de acordo apenas com o desejo dos ingênuos prefeitos, sequer procuram saber se já existe projeto para as obras prometidas.
“Para que uma verba seja realmente garantida, o município deve ter um projeto cadastrado no Siconv (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse), e o número do seu protocolo deve estar alienado à verba prometida”.
Ele diz que quando isso não é feito, o deputado pode movimentar a mesma verba – desde que no ministério de origem – por inúmeras cidades. Traduzindo: a mesma mentira pode ser contada em todo o estado.
Exemplo clássico: em novembro, o deputado Paulo Magalhães prometeu uma verba de R$ 1,2 milhão, dividida em três parcelas anuais de R$ 400 mil, para a construção do estádio amador de Itabuna.
O preposto da prefeitura observa que o simples fato de dividir a promessa em três anos já é motivo para desconfiança. “No mínimo ele está vinculando a liberação do dinheiro à sua reeleição. Porque as verbas se referem ao orçamento anual, não se acumulam”.
Resta ao eleitor se emendar e punir os golpistas nas urnas.

“QUERO ASSISTIR AO SOL NASCER”
A meu entender de ouvinte, nenhuma lista de melhores da MPB poderia excluir Antônio Carlos Candeia Filho, o Candeia (foto). Nascido em casa de bamba, criado a feijoada, caipirinha e partido alto, Candeia era autêntica liderança do samba, empenhado em manter a tradição. Reuniu pessoas, criou a Escola de Samba Quilombo e, publicou, em parceria, o livro Escola de samba, árvore que esqueceu a raiz. Policial com fama de truculento, recebeu um tiro na coluna e perdeu o movimento das pernas. A partir daí, sua produção passa a refletir um pungente diálogo com a fatalidade, sabendo ter a morte nas imediações. Em cadeira de rodas, amargurado, não saía de casa, não recebia ninguém, mas prosseguia na resistência: um verso seu diz “de qualquer maneira, meu amor, eu canto”. Pintura sem arte, Peso dos anos, Anjo moreno, Preciso me encontrar e Eterna paz são seus sambas mais notáveis. Morreu em1978, aos 43 anos.
GRITO QUE VEM DA ALMA
Pintura sem arte, que teve uma ótima gravação de Alcione (foto), a cantora que mais gravou Candeia. Nesse samba está escancarado o sofrimento do poeta, e seu orgulho, também ferido de morte: “Mas se é pra chorar/ Choro cantando/ Pra ninguém me ver sofrendo/ E dizer que estou pagando”. A cantora maranhense gravou também O mar serenou (que se tornara famosa na interpretação de Clara Nunes) e outras seis composições do sambista carioca. A obra-prima de Candeia, entretanto, é Preciso me encontrar – um lamento arrancado das entranhas do homem preso à tragédia irremediável: “Deixe-me ir/ Preciso andar/ Vou por aí a procurar/Rir pra não chorar”. O texto, muito bem escrito, é exemplo da boa regência do verbo “assistir” e correto emprego do infinitivo, onde tantos tropeçam: “Quero assistir ao sol nascer/ Ver as águas dos rios correr/Ouvir os pássaros cantar”. Mestre em MPB, sem dúvida.
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AOS MESTRES, COM (MUITO) CARINHO
Adoro listas (de músicas, filmes, livros, mulheres bonitas, políticos corruptos etc.), pela polêmica que tendem a provocar. Elas são, em geral, imperfeitas, na medida em que refletem o gosto pessoal de quem as fez, nem sempre alcançável pelo público a que se destina. Tenho em mãos a relação das Cem canções essenciais da MPB, que a revista Bravo! (foto) publicou há algum tempo. “Uma gracinha”, como diria aquela simpática loura do sofá (com todo respeito), que em outros tempos também solfejou umas canções, embora um tantinho desafinada. No topo (as dez mais votadas), ficaram: 1) Carinhoso (Pixinguinha/Braguinha), 2) Águas de Março (Tom Jobim), 3) João Valentão (Dorival Caymmi), 4) Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), 5) Aquarela do Brasil (Ary Barroso), 6) Tropicália (Caetano Veloso), 7) Último Desejo (Noel Rosa), 8) Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), 9) Construção (Chico Buarque) e 10) Detalhes (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Um trecho defensável da relação geral, embora pareça tentar agradar a variadas preferências.
Mas listas são listas, sempre sujeitas a aplausos e apupos.
O MAIOR NOME DA MODERNA MPB
Em certo sentido, a relação me satisfaz: cinco canções de Noel Rosa (foto), mesmo para fãs como eu, está além da expectativa. Tom Jobim, o maior nome da moderna MPB, comparece com dez composições e ainda teria direito a várias outras. Os demais escolhidos: Chico Buarque (10 músicas), Caetano Veloso (5), Caymmi (4), Ari Barroso (3), Gilberto Gil (3), Lupicínio Rodrigues (3), Cartola (2), Luiz Gonzaga (2), Nelson Cavaquinho (2), Pixinguinha (2), Paulo Vanzolini (2), João Bosco-Aldir Blanc (2), Paulinho da Viola (2), Milton Nascimento (apenas 1), Antônio Maria (só 1), Geraldo Vandré (1), enfim, a presença dos mestres indefectíveis. Mas os furos são enormes, com alguns tangenciando o crime contra a canção popular brasileira.
MENESTREL DO SERTÃO PROFUNDO
Além da já vista Preciso me encontrar (Candeia), a lista “grita” a ausência de Inútil paisagem, Vozes da seca, Viagem, Apelo, Andança, Atrás da porta, Até quem sabe, Modinha, Coração de estudante e Ilusão à toa, para não nos alongarmos. Quanto aos autores, não se explica o silêncio a respeito de Edu Lobo e Baden Powell, por exemplo. Mas lá estão coisas como As curvas da estrada de Santos, Você não soube me amar, Óculos e Exagerado (de Cazuza, seriam adequados Blues da piedade e Codinome beija-flor). Em todo caso, a lista nos surpreende (em centésimo lugar!) com Cantiga de amigo, de Elomar Figueira de Melo (foto), menestrel do sertão profundo. Deve ser o cumprimento de penas alternativas pelos crimes.
JORNAIS, BLOGS E VÍTIMAS FATAIS
COM UM PÉ NA TRAGÉDIA GREGA
A vítima fatal é como a girafa do zoológico, que nunca penetrou a compreensão do português, mesmo que lhe tenha, em absoluto desrespeito, lambido a careca. O gajo estava certo: um animal daquela altura, com um pescoço descomunal terminado numa ridícula cara de gafanhoto, do qual emergem dois surpreendentes chifres parecidos com antenas, não existe. A vítima fatal é assim: campeã de popularidade nas redações, dela não se tem notícia na língua culta. Fatal significa, de acordo com vários dicionários, o que há-de acontecer, inevitável, funesto, seguido de morte, prescrito pelo fado ou destino. É algo com um pé na tragédia grega. Todos se lembram de Édipo Rei (foto), que nasceu fadado a matar o pai e casar-se com a própria mãe, por determinação inapelável dos deuses. Pois é. Fatal é o que mata. A dengue é fatal, mata as pessoas. O acidente foi fatal, porque matou o motorista. Alhures, escrevi, com pesar, sobre a grande Elis Regina: “Uma mistura de tranqüilizantes, cocaína e álcool lhe foi fatal”. A mistura matou a artista, para meu desespero.
UMA VÍTIMA BEM TRAPALHONA
A vítima fatal teria, para fazer jus ao adjetivo que carrega pregado ao nome, que matar alguém. Como a vítima, por definição, está morta, teria que se valer de forças imponderáveis, para provocar algum acidente, cair por cima de alguém, estrangular um desafeto, essas coisas só possíveis em filme de terror, Ou no fantástico (não o da Globo, mas o da ficção). A vítima fatal (a vítima que mata) teria de ser muito… desastrada, bem trapalhona. Já se vê que é impossível a alguém estar morto e, ainda assim, ser fatal. Morto, até que me provem o contrário, não mata. Mas existe gente fatal, funesta, como Jararaca Ensaboada, que onde pisa mata a grama. A PM Anamara Barreiros de Brito (foto), de acordo com a abalizada e insuspeita opinião do ex-governador Paulo Souto, é fatal: deixa o bandido paralisado, pensando besteira e até com vontade de ser honesto. Certo prefeito foi fatal para Itabuna; outro foi fatal para Ilhéus. O governo tem prazo fatal para receber os impostos escorchantes que nos cobra… Dirão que vítima fatal já está (quase) consagrada pelo uso. Creio que seria a lamentável consagração do erro.
MAÇÃ MADURA E DESAMPARO
Mas Anamara, por quem o trovador Agulhão Filho se derrete feito manteiga no calor de janeiro, tem, se não na PM, antecedentes no cinema: Rita Hayworth (foto) foi a mais famosa mulher fatal de todos os tempos. A cena do strip-tease que ela faz em Gilda (Charles Vidor/1946) tornou-se histórica. E ela nem faz, é só uma sugestão: La Hayworth tira apenas a comprida luva de um dos braços. Foi bastante. Nunca houve mulher como Gilda. Igual à minha vizinha do 6º andar: quando a vejo, sinto (além do assalto de ideias impublicáveis) um friozinho na barriga, a respiração apressada, um pouco de taquicardia e suor nas mãos. Impávido colosso, ela passa por mim e não olha. Deixa no ar uma fragrância de rosas amassadas em tarde de primavera, o que me lança numa espiral de absoluto desamparo. Eu, vítima; ela, fatal.
COMO UM LUAR DESESPERADO
Modinha foi gravada pela primeira por Elizeth Cardoso, no lendário LP Canção do amor demais, de 1958. Vocês lembram: é aquele disco que tem Chega de saudade, com João Gilberto ao violão, e que marcou o nascimento da Bossa-Nova. O pequeno grande poema de Vinícius (musicado pelo maestro soberano) ganhou, ao longo de mais de meio século, muitas gravações. Eu tenho as de Elizeth Cardoso, Alaíde Costa, Elis Regina e Teresa Salgueiro (foto), uma portuguesa incrível, que canta sem nenhum sotaque. Além da de Elis Regina, é óbvio. Há notícia de registros da sempre correta e esquecida Jane Duboc e de Olívia Byinton, que não acrescenta muito. Betânia também gravou, mas eu não ouvi e não gostei.
JOTAÉ LEVA AFLIÇÃO AO COMÉRCIO
<h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3>
<div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as
Marco Wense
Toda vez que é questionado sobre o segundo turno da sucessão estadual, na hipótese de ficar de fora da disputa pelo Palácio de Ondina, o ministro Geddel Vieira Lima sai pela tangente.
O ministro Geddel (Integração Nacional) tem um prazo limite para tergiversar diante da sua posição em relação ao processo sucessório, mas especificamente no tocante ao segundo round.
Esse prazo encerra na conversa que deverá ter com o presidente Lula assim que se desincompatibilizar do ministério para disputar o cobiçado cargo de governador da Bahia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com sua popularidade lá nas nuvens, vai cobrar uma posição de Geddel diante de um eventual segundo turno com o petista Wagner e o democrata Paulo Souto.
Lula, que não criou nenhum obstáculo para a construção de dois palanques para a presidenciável Dilma Rousseff, vai exigir do ministro uma contrapartida, que é o apoio ao governador Jaques Wagner.
O ministro Geddel, com a desincompatibilização – condição sem a qual não poderá ser candidato –, se quiser indicar o seu substituto no ministério da Integração Nacional, terá que apoiar Wagner na segunda etapa.
Não tem cabimento Geddel indicar o seu sucessor e, depois, junto com ele, apoiar o candidato do DEM, partido que o presidente Lula escolheu como seu principal adversário na eleição de 2010.
O presidente Lula, que não é nenhum “menino” e, nem tão pouco, um “Zé Mané”, não vai aceitar um Geddel escorregadio, titubeante, saindo pela tangente. Um Geddel, digamos, atucanado, em cima do muro.
E o segundo turno, como fica, deve perguntar o presidente Lula a um Geddel que não poderá ser evasivo diante daquele que foi o responsável direto por sua ascensão política.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia
Do Bahia Online
Acabaram os problemas do prefeito Newton Lima para arrumar o PSDC no governo municipal. O presidente do diretório municipal do partido, Jorge Farias, aceitou e vai ocupar um importante departamento na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, dirigida por Augusto Macedo, nome indicado pela deputada Ângela Sousa.
Está resolvido o coletivo. Mas o prefeito Newton Lima ainda terá dificuldades com o individual. O vice-presidente da Câmara, Edvaldo Nascimento, o Dinho Gás, se recusou a conversar sobre o acordo caso não se fechasse, desde já, o apoio do governo ao seu nome para a presidência da Câmara em 2011. Resultado: Newton fechou com o PSDC de Farias e do vereador Gilberto Souza, o Bel do Vilela, e praticamente isolou Dinho Gás.
“Não temos mais ânimo para conversar sobre apoio com o vereador Edvaldo Nascimento”, disse na noite desta sexta-feira o vereador Alcides Kruschewsky, um dos responsáveis pela conversa mantida com os partidos políticos que a acertaram o novo bloco de sustentação do governo.
Com o acerto com o PSDC, os últimos acordos que devem ser fechados no início da próxima semana são caseiros. Ou seja: com o próprio PSB, partido de Alcides e do prefeito Newton Lima. O PSB deve indicar duas secretarias: Educação e Governo.
Serventuários da Justiça lotados no Fórum Ruy Barbosa não sabem informar sobre as mudanças nos cartórios extrajudiciais, determinadas pelo Conselho Nacional de Justiça (leia nota abaixo). Em Itabuna, sete dessas serventias foram declaradas vagas, mas agora à tarde ninguém sabia explicar o que acontecerá de agora em diante.
“Acompanhamos o diário oficial todos os dias e não temos informação sobre nenhuma mudança. O jeito é esperar até a segunda-feira, quando o juiz Antônio Laranjeiras poderá explicar melhor essa situação”, afirmou uma serventuária.
Outra, que trabalha em um dos cartórios atingidos pela medida do CNJ, preferiu fazer conjecturas. “Só se for a mudança que querem implementar, com a nova LOJ (Lei de Organização Judiciária), mas aí eles terão que nos mandar mais serventuários. O melhor mesmo é o senhor se informar mais sobre isso…” (N.R.: E pensar que foi justamente isso que fomos buscar ali…)
A verdade é que os serventuários nada sabem sobre os assunto. E como o juiz Antônio Laranjeiras, que responde interinamente pela administração do fórum, não foi encontrado pela reportagem, o itabunense deverá esperar pelo menos até a próxima segunda para ter informações sobre as mudanças.
Esperamos melhor sorte da próxima vez.
Algumas coisas, de tão simples, parecem que nem são verdadeiras. Uma usuária do SUS reclama que tenta, há meses, transferir sua mãe, paciente cardíaca, para o Hospital Santa Isabel, em Salvador.
Ela diz que simplesmente não consegue a transferência porque hospital não consegue falar com a Central de Regulação do SUS em Itabuna. O motivo: faz algum tempo que os telefones da central estão mudos.
Não é slogan de campanha de solidariedade, mas nesse caso, uma ligação vale uma vida. Pena que não há quem escute. São essas coisas, de simples solução, que fazem da saúde o calcanhar de Aquiles do governo Azevedo.
A deputada Marizete Pereira (PMDB) deixou intrigados correligionários e colegas de partido ao fazer rasgados elogios ao governo Wagner hoje, em Rio de Contas. O governador estava na cidade entregando obras e recebeu a visita da deputada, que é esposa do vice-governador, Edmundo Pereira.
Convidada a subir no palanque, a parlamentar deitou falação sobre os programas sociais do governo, elogiou o Topa, o Água para Todos e, principalmente, a forma de governar do atual gestor.
Coisa de quem quer ver o barco continuar no mesmo rumo, garantem testemunhas. “Ela defendeu os programas do governo melhor que muita gente do lado do governador”, aponta um dos presentes.
Apesar de estar no PMDB, que hoje faz oposição ao governador, Marizete Pereira, aparentemente, se mantém fiel aos laços de amizade que a une ao governador.
A empresa Capitalsat, que atua no ramo de telecomunicações, está prestes a iniciar as atividades de sua planta industrial em Ilhéus. A fábrica, que irá produzir inclusive PCs e notebooks, está sendo instalada no Distrito Industrial, na zona norte da cidade.
A expectativa é de que a produção seja iniciada em junho e a capacidade é de geração de 450 empregos diretos.
Uma “penada” do ministro Gilson Dipp, do Conselho Nacional de Justiça, decretou a vacância e consequente perda de titularidade em mais de sete mil cartórios em todo o Brasil, sendo sete deles só em Itabuna e oito em Ilhéus.
A decisão do ministro está publicada na edição desta sexta-feira, 22, do Diário Oficial da União (DOU) e visa adequar os cartórios extrajudiciais à Constituição Federal. Todos foram declarados vagos porque estavam ocupados por titulares não-concursados ou que fizeram permutas.
Em Itabuna, a decisão atinge o 3º Ofício de Notas e os cartórios de Registro Civil com efeitos notariais de distrito, de Registro de Imóveis do 1º Ofício, de Registro de Imóveis e Hipotecas 2º Ofício, de Registro de Títulos e Documentos e Registro Civil de Pessoas Jurídicas e dois de Registro de Títulos e Documentos.
Já em Ilhéus, a decisão do ministro Gilson Dipp atinge oito cartórios, sendo três deles de registro civil com funções notariais, dois tabelionatos de ofício de Notas e dois de registro de imóveis (1º e 2º ofícios).
Em instantes, mais informações.

A participação do diretor do Samu de Itabuna, o médico Carlos Coelho, na reunião do Conselho Municipal de Saúde dessa quinta-feira, não foi das mais pacíficas. Bastante nervoso em grande parte do tempo, ele não reagiu bem a algumas indagações dos conselheiros e chegou a mandar que a presidente do CMS, Graça Souza, tirasse o dedo de sua cara.
A coisa voltou a esquentar quando, respondendo a um dos conselheiros, que queria saber se ele iria continuar com vários empregos em detrimento da gestão do Samu, ele soltou: “então, você me demita. Eu sou amigo do prefeito e do secretário da saúde”. Ele ainda afirmou que vai continuar com todos os seus empregos (foram relacionados seis), até porque o próprio secretário Antônio Vieira já disse que ele não precisa cumprir carga horária no órgão. Amizades profundas.
O diretor foi convocado a dar explicações sobre a situação do Samu, depois que integrantes do conselho estiveram na sede e identificaram e comprovaram diversos problemas. Ele simplesmente negou que o órgão enfrente problemas. Aliás, fez um pouco mais que negar: denunciou o governo e a pasta de seus amigos. “Médicos e técnicos não trabalham nos postos de saúde e ninguém faz nada. Só falam do Samu”.
A presidente do CMS, Graça Souza, não deixou barato. “O que devemos observar é que, sendo tão amigo do prefeito Azevedo e do secretário Vieira, ele pouca coisa faz para garantir um atendimento digno à população e melhorar a avaliação que o usuário faz da saúde e do governo. Não adianta se fazer de vítima. Ele é o gestor e deve apresentar resultados”.
Sobre o dedo na cara, ela explicou que fala gesticulando, mas não fez isso. “Sou educada o bastante para jamais botar o dedo na cara de alguém. Ele queria me desestabilizar, mas não conseguiu”.
PASSANDO A LIMPO
O Conselho Municipal de Saúde requereu cópia do documento de convênio entre o município e o Ministério da Saúde referente ao Samu; extrato da conta bancária; informações sobre todos os repasses e a contrapartida do estado e município relativos ao Samu; e cópia de todas as licitações e compras realizadas pelo Samu em 2009.
“A partir da análise desses documentos vamos pautar nossas ações em relação ao Samu. Queremos saber também como se dá o processo de compra de combustível para as viaturas, quais os postos que são contemplados com essa compra e qual o critério para eleger esses fornecedores”.
É aí que o bicho pega. Segundo apuração superficial, não há ‘fornecedores’, mas um só ‘fornecedor’. Outra coisa que ela não fala, mas o Pimenta apurou. A depender do que for visto nesses documentos e o resultado da auditoria do Ministério da Saúde, o conselho pedirá o descredenciamento do município para a gestão do Samu.
Ontem, por volta 20 horas, um tiroteio próximo à feira do São Caetano fez duas vítimas. Os irmãos gêmeos Fabrício Santos de Souza e Fabiano Santos de Souza, de 17 anos, moradores do Zizo, foram alvejados com vários disparos. Fabiano morreu no Hospital de Base.
Fabrício diz que não devia nada e que o atirador chegou abrindo fogo. O criminoso estava em uma moto, de capacete. A Polícia investiga o crime, e inicia o trabalho pela linha mais provável: dívida com o tráfico.
É a tal vulnerabilidade dos jovens à violência se materializando da forma mais cruel.
Ontem à noite, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Renan Moreira, respondia a uma pergunta do repórter Henrique Queiroz sobre representatividade política na região e como os políticos estão ajudando a instituição, principalmente no plano federal.
Dos vários deputados que fazem piseiro na Santa Casa, disse o provedor, apenas um garantiu auxílio real (e estamos falando da moeda, mesmo). Foi o parlamentar Geraldo Simões, que destinou R$ 1 milhão em emenda para a instituição. O dinheiro já ‘pingou’.
Em seguida, Renan falou das promessas de emendas dos deputados federais Roberto Britto e Raymundo Veloso. E observou que os dois parlamentares ficaram, palavras do provedor, “só na conversa”. Houve quem elevasse as mãos ao céu pedindo que a sinceridade do gestor não comprometa a chegada do din-din prometido à instituição.
Que o projeto do Complexo Intermodal Porto Sul é polêmico, todos concordam. Mas há um fato gritante que mostra muitos mais daquilo que somos enquanto região, desarticulados, desinteressados. Apenas 16 dos 36 órgãos e entidades nos níveis federais, estaduais e municipais estão presentes na terceira reunião da comissão de avaliação ambiental do projeto de R$ 4,5 bilhões.
O complexo intermodal implicará na construção de porto, aeroporto, rodovia e área para armazenagem de minério. A reunião começou logo cedo e haverá um intervalo ao meio-dia, recomeçando às 14h.
Por enquanto, as ausências mais importantes notadas na reunião de hoje são as dos representantes do Ibama, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Uesc, CDL e prefeituras de Itabuna, Itacaré e Itajuípe.
O Ministério Público Federal faltou a todas as três reuniões realizadas até aqui. A Atil é aquela entidade que tem como presidente um dos mais combativos opositores ao Complexo Porto Sul, o hoteleiro Luigi Massa.
O blog do procurador federal Israel Nunes traz um serviço de grande valia para os nobres eleitores do eixo Ilhéus-Itabuna. Diariamente, e a conta-gotas, Israel revela a declaração de bens feita por prefeitos e vereadores do trecho que tomaram posse em 1º de janeiro de 2009.
Por lá (clique aqui para acessá-lo), pode-se encontrar algumas pérolas.






























