A última pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, revela o governador José Serra (PSDB) com uma vantagem de nove pontos sobre a ministra Dilma Roussef (PT). O tucano tem 36% e a petista, 27%. É a primeira pesquisa nos últimos meses que mostra reversão do quadro.
Na pesquisa anterior do mesmo instituto (dias 24 e 25 de fevereiro), Dilma aparecia com 28% e Serra, 34. Ciro Gomes (PSB) tinha 12% e agora aparece com 11%. Marina Silva figura com 8%. O levantamento deste mês foi realizado na quinta e sexta-feiras, 25 e 26.
A pesquisa também testou cenário sem o nome de Ciro Gomes. Nele, Serra vai a 40% e Dilma a 30%. Marina ganha dois pontos percentuais e vai a 10%. Já na pesquisa espontânea, aquela em que o eleitor anuncia a intenção de voto sem que a cartela com os candidatos seja apresentada, Dilma saiu de 10% para 12%. Serra tem 8%. Ciro e Marina pontuam com 1% cada.
Os novos números da pesquisa estimulada, no entanto, acalmam o PSDB e podem detonar novas dúvidas na cabeça petista.
O clima esquentou no PP baiano. A cúpula do partido não gostou da negociação que coloca o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar, como vice na chapa do governador Jaques Wagner.
A cúpula, puxada por João Leão e Mário Negromonte, quer zerar as discussões que deram ao PP duas secretarias e alguns dos mais importantes cargos do governo estadual, além de direito a indicar o candidato ao Senado.
A articulação visa pressionar o governador Wagner para assegurar ao partido ou o Senado (prometido nas negociações no início do ano passado e com a presença de Otto) ou dar a vice a Leão ou Negromonte. A briga é de foice e vai exigir muito do lado negociar de Wagner.
Não obstante tenha juiz que exija rigor e elegância na indumentária dos advogados, alguns destes profissionais vêm recebendo valores considerados irrisórios para comparecer às audiências judiciais. Os pagamentos aos causídicos vinculados a grandes escritórios oscila entre R$ 60,00 e R$ 80,00.
Para que os membros da classe não se tornem verdadeiros “mendigos de gravata”, a subseção da OAB de Itabuna deliberou em sua última reunião sobre os valores que deverão ser respeitados. Assim, o piso por audiência ficou estabelecido em um salário mínimo.
Os escritórios que não observarem o que ficou estipulado estarão sujeitos, de acordo com o presidente da subseção, Andirlei Nascimento, a inquérito administrativo por desrespeito ao código de ética da advocacia.
Apesar de Lula rejeitar a possibilidade de anistia para as dívidas da lavoura cacaueira, o presidente da Associação dos Produtores de Cacau, Henrique Almeida, ainda vê chance de alguma saída para o imbrógli0.
Almeida, acompanhado do conselheiro da APC, Geraldo Dantas, foi recebido por Lula na manhã desta sexta-feira, 26, no hotel Jardim Atlântico. Estavam presentes o diretor-geral da Ceplac, Jay Wallace da Silva, e o governador Jaques Wagner.
Lula ouviu as queixas e teria se comprometido a agendar uma reunião para tratar do assunto na próxima semana, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Segundo Almeida, o presidente o deixou com esperanças. “Ele disse que podemos aguardar boas notícias e nós estamos confiantes”, relata o representante da APC.
Poucos entenderam a comparação, mas o presidente Lula saiu-se com essa em Ilhéus, no lançamento da licitação da ferrovia Oeste-Leste:
– Me parece que tem um pouquinho de divergência entre o Vitória e o Bahia.
O presidente falava do atrito entre os seus meninos baianos (Geddel Vieira Lima e Jaques Wagner).

As vaias ao governador, veja só!, foram ’emitidas’ pelo grupo do ministro Geddel Vieira Lima e do deputado federal Raymundo Veloso, tendo o apoio de policiais civis e militares que aguardam a aprovação da PEC 300 (que cria o piso salarial nacional da categoria).
As vaias a Wagner foram uma resposta do grupo de Geddel e do deputado aos apupos dirigidos ao ministro na solenidade em Itabuna. Aqui, Geddel foi defendido tanto por Wagner como pelo presidente Lula. A manifestação dos policiais em Ilhéus foi dura. O evento foi esvaziado. Ao contrário de Itabuna, menos de mil pessoas participaram do ato na Terra de Gabriela. Enquanto a ministra Dilma Rousseff discursava, policiais a todo instante pediam aprovação da PEC 300.
O presidente Lula encerrou o ato dizendo que precisava chegar cedo em casa para que a “galega” (a esposa Mariza Silva) não lhe desse uns corretivos. O gracejo presidencial diminuiu a tensão que marcou a solenidade em Ilhéus. A Ferrovia Oeste-Leste vai absorver recursos da ordem de R$ 4 bilhões e vai ligar Fernandinópolis (TO) a Ilhéus (BA). A primeira fase da obra começa na Bahia, inerligando Caetité a Ilhéus, ambas na Bahia.
A chegada do gás natural a Itabuna é prenúncio de oportunidades, mas no momento presente há em verdade mais lamento do que comemoração. Isto porque sai de cena a empreiteira Bueno, uma das três que instalaram os dutos no trecho sul-baiano do Gasene.
Com a despedida da Bueno, lá se vão uns 1.200 empregos “pelo cano”. E isso atinge em cheio o mercado de locação de imóveis, rede de hotéis e pousadas, restaurantes e o comércio.
Por essa razão, tinha muita gente lamentando nesta sexta-feira, indiferente ao clima de festa com a visita presidencial. Em todo caso, a saída da Bueno era prevista e a projeção é de que no longo prazo o gás natural produza de fato ganhos significativos para a economia regional.

Após perceber que a plateia na cerimônia do Gasene não lhe era muito simpática, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, mostrou que de bobo não tem nada. Foi só começarem as vaias – distribuídas em doses variadas entre ele, César Borges e Geddel Vieira Lima – e o prefeito passou a elogiar desmedidamdente o presidente Lula.
No ápice da babação, Azevedo mandou, a la Obama: “Lula é o cara”!
Assim, as vaias diminuiram. Mas não muito.
O presidente Lula encerrou o seu discurso recriminando as vaias dirigidas ao ministro Geddel Vieira Lima. “Amanhã, o jornal vai dar como manchete as vaias”. Em seguida, falou que se sente à vontade em vir à Bahia e ter um governador que conseguiu fazer aquilo que exatamente o povo precisava. Só não falou em reeleição de Wagner porque já se cansou de tanto levar multas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ontem, foi mais uma, no valor de R$ 10 mil.
No ato de inauguração do Gasene, o presidente Lula afirmou que o seu governo enfrentou a descrença, inclusive em relação a esta obra de US$ 7,2 bilhões e disse que o Brasil e os mais pobres querem ser respeitados. “Não queremos ser tratados como vira-latas”, diz presidente. Lula destacou investimentos em educação e o fato de ser o presidente que mais abriu novas universidades no Brasil.
A ministra Dilma Rousseff antecipa que o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê a construção de seis mil creches no Brasil. O anúncio foi antecedido de homenagem da ministra às crianças e mulheres. De acordo com ela, o governo Lula construiu 1.780 creches.
A chefe da Casa Civil afirmou ainda que investimentos como o Gasene mostram que o governo Lula se diferencia dos outros, que viravam as costas para o Nordeste Brasileiro.
O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), fez um discurso de improviso e, ao final, entregou ao presidente Lula uma carta dos produtores de cacau que pedem a anulação das dívidas das duas primeiras etapas do programa de recuperação da lavoura. A dívida seria de, aproximadamente, R$ 350 milhões. Lula recebeu a carta, mas antes de vir a Itabuna, concedeu entrevista a emissoras de rádio locais e disse que não aceitará a tentativa de “calote” dos produtores. Admite negociar.

Foi constrangedor para o ministro Geddel Vieira Lima. Parte do público reagiu com forte vaia ao anúncio do ministro para compor a mesa da solenidade do Gasene. Logo depois, a maior parte das mais de cinco mil pessoas gritava, em coro, um “Sai daí, Geddel”.
Geddel é rival do deputado federal Geraldo Simões, que tem base em Itabuna, e tornou-se algoz do governador Jaques Wagner, de quem era aliado até agosto do ano passado.
Parece que o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, não escapará de novas vaias em sua visita ao sul da Bahia. Há pouco, o público dirigia vaias ao ministro todas as vezes que sua imagem aparecia no telão armado na tenda do evento. E olhe que Geddel ainda estava na base de distribuição de gás natural, a 400 metros da tenda…
(Em tempo: na última visita do presidente Lula ao sul da Bahia, em Ilhéus, o ministro foi intensamente vaiado. Irritado, chamou os “homenageadores” de cachorros).






















