
O prefeito de Salvador, João Henrique, e o governador Jaques Wagner se reencontraram nesta manhã, na capital baiana, em mais um evento público. Desta vez, foi a entrega do circuito da Stock Car à empresa promotora da corrida que acontecerá neste domingo.
Durante o evento, os dois deixaram as rusgas eleitorais de 2008 de lado e adotaram um tom mais do que amistoso, brincando com a relação de ambos. Wagner disse que João pode contar com ele como parceiro quando o objetivo for beneficiar a população de Salvador. O governador disse ter a preocupação de não confundir questões eleitorais com as administrativas. A gentileza foi devolvida pelo prefeito peemedebista.
No entanto, o que rendeu boas risadas foi a possibilidade de os dois fazerem o “reconhecimento” da pista do circuito da prova da Stock Car em Salvador, na área do CAB, a bordo de um dos carros usados na corrida, um ao lado do outro. João disse que dirigiria o possante, mas a esposa, a deputada estadual Maria Luiza (PMDB), brincou afirmando que o prefeito faz tempo que não ‘bate um volante’.
Talvez a informação providencial da esposa do prefeito – até aqui a mais birrenta na relação PT-PMDB, tenha feito organizadores e os gestores desistirem da ideia…

Não há dúvida de que a Avenida do Cinquentenário se tornou algo como um mercado persa ou posto avançado do comércio de produtos “made in” China. Nas calçadas da principal artéria comercial de Itabuna, acha-se de tudo: DVDs e CDs piratas, tênis e perfumes falsificados, sem falar nas frutas e verduras que já passaram a fazer parte do mix de produtos.
A bagunça generalizada não é promovida apenas pelos ambulantes. Há casos, de acordo com a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura, de empresários que possuem estabelecimentos formais em outros pontos da cidade, mas não abrem mão de gozar dos benefícios fiscais daquele coração de mãe que é o passeio da Cinquentenário.
Outros comerciantes da própria avenida não se contentam em expor seus produtos no interior das lojas e também invadem a calçada. É o caso de estabelecimentos como a Fenícia Móveis, que costuma deixar colchões e geladeiras como obstáculo aos pedestres. Absurdo total!
O secretário Carlos Leahy afirma que esse “mangue” está com os dias contados. Hoje mesmo, o “rapa” fez uma varredura na avenida e não teve pra ninguém. A turma da loja Casa da Louça, profundamente investida da certeza de que é dona da calçada, chamou até advogado para garantir suas panelas do lado de fora.
Não vai ter jeito nem jeitinho, conforme promessa do titular da Indústria e Comércio. Segundo ele, os lojistas vão ter que se conformar com o que lhes permite o alvará de funcionamento e, obviamente, haverá disciplina também para os camelôs.
Das mais de 130 barracas de ambulantes existentes na Cinquentenário, a intenção é reduzir para um número entre 50 e 60. Cada uma não poderá ter mais de 1,5 metro e a distância mínima entre elas será de 3 metros. Outra coisa: o camelô terá que comprovar ser morador de Itabuna.
“Hoje tem gente que vem até de Tobias Barreto (Sergipe), estaciona e expõe roupas para vender sobre o teto e o capô do veículo”, comenta Carlos Leahy. Segundo ele, o cadastro dos ambulantes locais teve início há 60 dias.

O presidente Lula tem dito que não fará mudanças políticas nos ministérios com a saída dos titulares para concorrer nas eleições de 2010. Quem deve assumir a titularidade nessas pastas são os respectivos secretários-executivos.
A medida é para evitar grandes sobressaltos nos programas implementados por cada ministério – em time que está ganhando não se mexe, avalia o boleiro Lula.
Assim sendo, caso o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima resolva cumprir o que vem prometendo e se lance a governador, que assume seu posto é o ‘grapiúna’ João Reis Santana Filho.
João Santana é compadre do secretário do Desenvolvimento Urbano de Itabuna, Fernando Vita, e amigo de diversos políticos itabunenses, como Renato Costa, José Adervan e outros.
Peemedebista histórico, é ele quem deve anunciar a obra de cobertura do canal do Lava-pés, em toda sua extensão, na avenida Amélia Amado, que deverá ter quatro pistas. A cobertura do canal está sendo saudada como a ‘obra do centenário’.
A polícia de Itabuna tenta localizar um assassino conhecido pelo apelido “Barriga Azul”, que é suspeito de envolvimento em pelo menos quatro homicídios cometidos na periferia da cidade.
No final da noite de ontem, Barriga Azul – juntamente com um comparsa identificado como Tinho – fez mais uma vítima. Foi o mototaxista John Marcos do Carmo, que era conhecido como “Mikita”. Ele morava na Rua Liberdade, 972, bairro São Pedro.
Mikita foi assassinado por volta das 23 horas desta quarta-feira, quando se encontrava nas imediações da praça do São Pedro. Segundo a polícia, ele foi atingido por vários tiros nas costas.
A família da vítima contou à polícia que ele sofria de depressão e era usuário de crack. A principal suspeita é de que Mikita devia dinheiro aos traficantes, tanto que sua casa foi saqueada ontem. Os bandidos praticamente esvaziaram o imóvel, levando de aparelho de TV até colchão.
Você, leitor, alugaria um carro nestas condições para um final de semana nos Ilhéus com sua família? E para a lida diária, nas ruas esburacadas da periferia dessa quase centenária Tabocas?
Parece que a prefeitura de Itabuna não vê problema. Se bem que o possante em questão, um Fiat 147, do início da década de 1980, não faz muita coisa além de pegar poeira durante todo o dia na avenida Inácio Tosta Filho, próximo à agência dos Correios. Ganha pra ficar parado.
Além da plotagem com a marca da prefeitura municipal nas portas, indicando que é, sim, um carro oficial, a uvinha exibe dois – já desgastados – adesivos da campanha do então candidato a prefeito Capitão Azevedo no vidro traseiro. Sinal de fidelidade do feliz proprietário, pois sim!
A prefeitura de Itabuna solicitou da Câmara de Vereadores autorização para parcelar um débito de R$ 913.495,60 com a Coelba. A dívida se refere ao não-pagamento das contas de energia elétrica nos quatro últimos meses da gestão do ex-prefeito Fernando Gomes e os primeiros quatro meses do governo de Capitão Azevedo (janeiro a abril). Se o acordo não sair, escolas municipais, postos de saúde e o centro administrativo, por exemplo, vão ficar às escuras.
O jornalista Roberto Rabat, do R2cpress, é um dos mais respeitados profissionais de comunicação baiana. O pai dos blogs é o melhor termômetro para saber a quantas anda a política de Ilhéus. Rabat, ontem, deu seu grito de alerta. Para ele, o marasmo toma conta do governo municipal. O governo também não tem agido com transparência em tempos de – eles não tiram esta palavra da boca – crise!
Do Jornal Bahia Online
Cerca de mil servidores da educação – entre professores e funcionários administrativos – pararam as atividades nesta quarta-feira (05) em Ilhéus, sul do estado, deixando sem aulas 27 mil alunos da rede municipal. Eles alegam que o acordo feito com a Prefeitura, no dia 9 de julho, não foi cumprindo na folha salarial deste mês.
À época, os servidores da educação estavam em greve e só retornaram as atividades após negociação com o secretário municipal, Sebastião Maciel, que garantiu 12 por cento de reajuste para os servidores, 10 por cento de aumento no ticket alimentação para os professores e a liberação gradativa dos processos de gratificação e mudança de nível dos educadores municipais. Nada disso foi cumprido, segundo a presidente da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI), Enilda Mendonça. Nesta quinta-feira (05) os professores voltam a se reunir para decidir os rumos do movimento.
Depois de muito cobrar uma atenção do Governo do Estado, os empresários do Distrito Industrial de Ilhéus receberam com alívio a informação de que serão contratados serviços de manutenção para aquele parque produtivo pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial da Bahia (Sudic).
Edital publicado pelo órgão vinculado à Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração abriu concorrência para contratar empresa de engenharia que vai executar serviços de manutenção, iluminação, limpeza e recupeação de vias. Quem também comemorou a notícia foi a deputada estadual Ângela Sousa, que desde abril do ano passado solicita a presença do governo no distrito.
Sobre a nota CNJ manda Tribunal de Justiça fechar o Ipraj, a assessoria do governo estadual entrou em contato com o Pimenta para esclarecer que, ao contrário do que afirma o Conselho Nacional de Justiça, não houve descentralização de recursos. Também garante que não há qualquer pendência nos repasses de recursos para o Tribunal de Justiça da Bahia. A informação consta do site do CNJ, para o qual foi lincada a postagem deste blog.
A seguir, a nota enviada pela Agecom:
A respeito do despacho do Corregedor Nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, em relação ao funcionamento do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj), o Governo da Bahia esclarece:
1. Não houve “descentralização de recursos”. No mês de dezembro, em função da queda de arrecadação, o Governo repassou R$ 100 milhões do total de R$ 130 milhões previstos para o Tribunal de Justiça. Esta prática já ocorreu outras vezes ao longo de muitos anos, quando o Executivo, circunstancialmente, enfrentou alguma dificuldade de caixa. O instrumento da descentralização de crédito orçamentário não foi utilizado neste caso.
2. O Governo da Bahia já atualizou os repasses para o Tribunal de Justiça da Bahia, cumprindo determinação constitucional. Até o mês de julho foram repassados R$ 490 milhões – equivalente a mais da metade dos recursos previstos para este ano. Não há, portanto, qualquer pendência quanto aos repasses constitucionais para o Poder Judiciário.

O vereador Alisson Mendonça (PT), de Ilhéus, sabe que dificilmente será aprovado o seu pedido de abertura de uma comissão processante para cassar o prefeito Newton Lima. Ele, no entanto, acredita que está fazendo o seu papel como legislador. Alisson era presidente da Câmara de Ilhéus quando Valderico Reis (PMDB) foi cassado e, em seu lugar, assumiu Newton Lima (ex-PDT e hoje no PSB).
Para o vereador, não pode haver dois pesos e duas medidas. Se Valderico Reis caiu porque sonegou informações e “retalhou” o repasse do duodécimo para a Câmara, Newton, por insistir no mesmo crime constitucional, deve trilhar pelo mesmo caminho da queda. Segundo Alisson, o atual prefeito deixou de repassar R$ 454 mil em duodécimo à Câmara. Estes e outros assuntos serão tratados numa entrevista que será publicada na manhã desta quinta-feira, 6, por este blog.
Alisson conta bastidores da queda de Valderico e posse de Newton Lima. É com base naquele período nervoso da história de Ilhéus, entre agosto e setembro de 2007, que o vereador fuzila o atual ocupante do Palácio Paranaguá (“Newton é vacilante e fraco”).
Ainda no entender do ex-presidente da Câmara, Newton está no PSB por acaso, mas sua paixão é por Geddel Vieira Lima e o PMDB. “Ele [Newton] é um ingrato”, complementa. No mais, é aguardar a entrevista de Alisson, que não titubeia ao responder se a queda de Valderico Reis e a posse de Newton Lima não foram ruins para o projeto de governo do PT ilheense.
Depois de dois meses de negociações, os trabalhadores e a direção da Delfi Cacau (Petra Foods) chegaram a um acordo salarial. A empresa definiu reajuste de 6% para os funcionários da unidade instalada em Itabuna. Ainda durante a negociação com o Sindicacau, o tíquete-alimentação foi reajustado para R$ 387,00 e a participação nos lucros será de R$ 2.600,00. De acordo com o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, o piso para os trabalhadores da Delfi em Itabuna ficou em R$ 700,00. O acordo foi selado ao final da tarde de hoje.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia encerre as atividades do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciário (Ipraj). A decisão da corregedoria foi tomada a partir de expediente levado ao CNJ pela administração do Ipraj.
O órgão repassou R$ 30 milhões para a Secretaria de Fazenda do Estado da Bahia para atender dificuldades com a folha de pagamentos, inclusive do poder judiciário. Como não recebera os recursos de volta, a autarquia não pôde emitir integralmente os empenhos de várias obras em andamento, razão pela qual pedia análise sobre a emissão de empenhos parciais.
Piada que corre na Terra de Gabriela: – só Bom Jesus da Lapa salva São Jorge dos Ilhéus.
Às explicações, pois.
Na semana de reabertura dos trabalhos legislativos, o prefeito Newton Lima (PSB) e o próprio presidente da Câmara de Vereadores, Jailson Nascimento (PMN), estavam fora da cidade. Foram fazer ‘turismo religioso’ em Bom Jesus da Lapa. E só retornam ao batente na próxima segunda-feira, que ninguém é de ferro…
Quem reabriu os trabalhos da Câmara, hoje, foi o vice-presidente, o novato Dinho Gás (PSDC).

O vereador Alisson Mendonça (PT) cumpriu o que prometeu durante o recesso parlamentar em Ilhéus. Nesta quarta (5), ele entregou à Mesa Diretora da Câmara o pedido de instalação de Comissão Parlamentar Processante (CPP) para cassar o prefeito Newton Lima (PSB), acusado de crime de improbidade administrativa. De posse de extratos bancários, o petista e ex-presidente da Câmara comprovou que o prefeito deixou de fazer o repasse integral do duodécimo ao legislativo nos primeiros cinco meses deste ano.
Alisson enfatizou que Newton está cometendo o mesmo crime no qual incorreu o ex-prefeito Valderico Reis (PMDB), em 2007. O ex-prefeito foi cassado em agosto daquele ano por não efetuar o repasse integral à Câmara e sonegar informações da prefeitura.
Para Alisson, nem Câmara (nem a Justiça) pode adotar, agora, “dois pesos e duas medidas”. O raciocínio, então, é claríssimo: se Valderico caiu, Newton deve seguir pelo mesmo caminho.
Newton deixou de repassar o duodécimo, integralmente, na data e valores determinados em lei. A conduta se configura crime de improbidade e a sua pena é a cassação, conforme reza o artigo 29 da Constituição Federal. O repasse deve ser efetuado sempre no dia 20 de cada mês.
Alisson, no entanto, parece apito surdo. Poucos seriam os vereadores dispostos a segui-lo. Dificilmente, Newton Lima perderia o cargo. Nos últimos dias – e durante o recesso – foram intensas as negociações do governo com a base aliada para evitar que o caso resulte em “dores de parto” para o mandatário e dono da cadeira do Palácio Paranaguá, em Ilhéus.
Segundo apurou o Pimenta, Newton cometeu o crime mesmo sendo alertado pela Câmara de Vereadores. Em janeiro, ele deveria repassar à Câmara Municipal R$ 539.233,37, mas só depositou R$ 500 mil – o mesmo valor foi depositado em fevereiro. Os repasses destes dois primeiros meses deveriam ser em igual valor ao do mesmo período do ano passado. A diferença aí já atingiu mais de R$ 78 mil.
Em março, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) já havia informado o percentual que a prefeitura deveria repassar à Câmara (R$ 632.993,00 mensais), mas o prefeito Newton Lima só depositou R$ 550 mil. Em abril, o repasse foi ainda menor: R$ 530 mil.
De acordo com a assessoria do vereador Alisson Mendonça, Newton “melhorou” o repasse em maio, quando o petista disse que iria fazer a denúncia contra o prefeito. Mesmo assim, o repasse foi a menor (deveria ser R$ 632.993.00 e depositou R$ 630 mil).
Com as denúncias de crime de responsabilidade, o prefeito finalmente começou a fazer o repasse no montante determinado pelo TCM. Mas nada de depositar o restante devido. O clima está quente no plenário Gilberto Filho, da Câmara de Vereadores, nesse instante.





















