Previsão de chuvas para o sul da Bahia|| Reprodução
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O clima no sul da Bahia deve começar a mudar a partir desta quinta-feira (9), conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Dentre os municípios com alerta amarelo para os próximos dias estão Itabuna, Ilhéus, Buerarema, Ibicaraí, Itacaré, Santa Luzia, Camacan, Arataca, Aurelino Leal, Almadina, Coaraci, Barro Preto e Itapé.
De acordo com a Diretoria de Defesa Civil de Itabuna, a chuva deve começar a cair no município a partir desta quinta-feira (9), mas população não deve se preocupar com grandes alagamentos. A previsão, segundo a Defesa Civil, é que entre amanhã e domingo (12) chova 100 milímetros. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.
ILHÉUS
Em Ilhéus, a Defesa Civil emitiu alerta nesta quarta-feira (8) de previsão de chuvas intensas para o período de 10 a 15. O município do sul da Bahia pode enfrentar fortes pancadas de chuva, o que aumenta o risco de deslizamentos de terra, alagamentos e inundações em áreas vulneráveis, conforme alerta da Defesa Civil.
Hoje, por meio de nota, o prefeito Valderico Junior informou que se reuniu com secretários municipais para traçar estratégias de prevenção e enfrentamento aos possíveis impactos. O gestor adiantou que a Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil já deu início a ações emergenciais para reduzir os riscos à população.
As medidas preventivas, segundo a Prefeitura de Ilhéus, inclui a instalação de lonas em encostas de morros, a divulgação de dados pluviométricos para conscientizar moradores, a limpeza de canais e vistorias técnicas em imóveis localizados em áreas de maior vulnerabilidade.
Em caso de perigo, a população deve entrar em contato pelo (73) 97400-7522. O número pode ser utilizado tanto para ligações quanto para mensagens via WhatsApp ou ainda acionar o Corpo de Bombeiros pela Central 193.
Festa Literária deve reunir estudantes de Itacaré, Ilhéus, Aurelino Leal e Maraú || Foto Diego Cardoso
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Com expectativa de reunir mais de mil alunos da rede estadual do Território de Identidade do Litoral Sul, a 2ª Festa Literária de Itacaré (Flicaré) começa nesta quinta-feira (24) e prossegue até sábado (26), na Praça São Miguel. O evento tem como tema “Do cacau ao chocolate: histórias, leituras e releituras de Itacaré” e busca promover a aproximação dos jovens com a literatura e a cultura local.
Os estudantes dos colégios estaduais do Campo Professora Lúcia Maria Batista da Silva e Aurelino Leal, de Itacaré; do Campo Jorge Calmon, de Ilhéus; e do Campo de Serra Grande, de Uruçuca; bem como o Centro Territorial de Educação Profissional do Litoral Sul – Comunidade Quilombola, de Maraú, participam da programação por meio de apresentações culturais, como teatro, dança e contação de histórias. Também vão expor pinturas e produtos feitos a partir do cacau.
Com estimativa de receber cinco mil pessoas por dia, a Flicaré contará, ainda, com palestras, rodas de conversa, leitura de livros e apresentações musicais, na perspectiva de se criar um espaço de aprendizado e de valorização da identidade cultural da região. A Festa Literária de Itacaré pela Secretaria Estadual de Educação.
Operação da PF cumpre mandados em Ilhéus, Itabuna e Aurelino Leal || Foto Divulgação
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Na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a Operação Material Proibido para combater o armazenamento e distribuição de arquivos, imagens e vídeos com conteúdo relacionado ao abuso sexual infantojuvenil por meio da internet. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Ilhéus, Itabuna e Aurelino Leal.
As investigações foram baseadas em um trabalho de inteligência que identificou, segundo a Polícia Federal, usuários que utilizam redes sociais, serviços de email e de armazenamento de arquivos para distribuir o conteúdo contendo cenas de abuso via internet.
Com a continuidade das investigações nos inquéritos policiais, após análise pericial do material apreendido e depoimentos dos envolvidos, será apurado a participação de cada um dos investigados nos crimes.
Febre oropouche transmitida pelo mosquito Maruim || Imagem Conselho Federal de Farmácia
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Dados do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) mostram que a Febre Oropouche avança no sul da Bahia. E Ilhéus lidera dentre os municípios com pessoas diagnosticadas com a doença, que é causada por um arbovírus (vírus transmiti do porartrópodes). Do total de 824 infectados no estado neste ano, 109 são ilheenses.
Conforme informações do Lacen, são 58 municípios com casos de Febre Oropouche confirmados. Destes, 13 são do sul da Bahia. Além de Ilhéus, aparecem no topo da lista Gandu, com 82; e Uruçuca, com 68 ocorrências. A doença avança também em Itabuna, que contabiliza 21 casos da Febre Oropouche.
A lista de municípios sul-baianos com casos confirmados da Febre Oropouche inclui ainda Aurelino Leal (3), Buerarema (1), Camacan (2), Ibirapitanga (3), Ubatã (2), São José da Vitória (1), Itacaré (4), Una (1) e Itagibá (3). No extremo-sul do estado, há ocorrências em Itamaraju (5), Teixeira de Freitas (4) e Porto Seguro (4).
No baixo sul, há ocorrências da doença em Cairu (7), Camamu (41), Igrapiúna (25), Ituberá (41), Piraí do Norte (4), Taperoá (37), Valença (14), Wenceslau Guimarães (3), Teolândia (43) e Presidente Tancredo Neves (16). No estado, outros municípios com casos confirmados são: Amélia Rodrigues (2), Feira de Santana (2), Conceição do Jacuípe (1), Jacobina (1), Maragogipe (3), Cachoeira (1), Camaçari (3).
A lista inclui ainda Madre de Deus (1), Salvador (15), Lauro de Freitas (1), Amargosa (66), Aratuípe (2), Castro Alves (1), Conceição do Almeida (1), Elísio Medrado (26), Jaguaripe (40), Jiquiriçá (2), Laje (29), Muniz Ferreira (14), Mutuípe (23), Nazaré (2), Santo Antônio de Jesus (14), São Felipe (9), São Miguel das Matas (6), Ubaíra (3), Acajutiba (4), Alagoinhas (1), Caatiba (2), Nova Canaã (1), Itamari (3), Jequié (1) e Jitaúna (3).
PRIMEIRO CASO NO PAÍS
A Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmiti do porartrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae, conforme Ministério da Saúde (MS). O vírus foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília.
De acordo com o MS, a transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
HÁ DOIS TIPOS DE CICLOS DE TRANSMISSÃO DA DOENÇA
*Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
*Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também. Do PIMENTA com informações da TV Bahia.
Moradores de Ilhéus e Itabuna faturam prêmio da Mega-Sena
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Moradores dos dois principais municípios do sul da Bahia “bateram na trave” no prêmio principal da Mega-Sena, na noite desta quarta-feira (10). Um apostador de Itabuna gastou R$ 5,00 em um jogo simples e acertou cinco das seis dezenas. Pelo acerto, ele faturou R$ 22.625,51. Esse também é o valor que um morador de Ilhéus embolsará pelo acerto dos cinco números.
Na Bahia, outros quatro apostadores “bateram na trave” no sorteio da noite de hoje. São dois moradores de Vitória da Conquista e dois de Salvador. Em todo o país, 108 pessoas acertaram as cinco das seis dezenas. Cada uma receberá R$ 22.625,51. As dezenas sorteadas foram: 14, 17, 24, 28, 36 e 45. Como não houve acertador dos seis números, o prêmio principal subiu para R$ 15 milhões. O próximo sorteio será no sábado (13).
Na quadra da Mega-Sena, houve 4.472 acertadores. Dentre os ganhadores estão moradores de Aurelino Leal, Camacan, Ilhéus, Itabuna, Itapetinga, Iamaraju, Eunápolis, Feira de Santana, Jequié, Porto Seguro, Ubaitaba e Vitória da Conquista.
Trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) || Foto divulgação
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A Infra S.A, empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes, emitiu ordem de serviço para a conclusão do trecho II da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol II), que liga Caetité a Barreiras. O investimento será de R$ 365,2 milhões, e a previsão para conclusão é de 26 meses a partir da assinatura da ordem de serviço.
A ordem de serviço abrange a elaboração dos projetos executivos de engenharia e a execução dos serviços remanescentes para a conclusão das obras de subtrechos, incluindo os últimos 140 quilômetros da Fiol II e a montagem de uma superestrutura ferroviária na ponte sobre o Rio São Francisco.
O novo trecho faz parte do sistema Ferrovia Centro Oeste – Ferrovia Oeste Leste (Fico – Fiol). “A ordem de serviço para a construção do último lote remanescente da Fiol 2 representa mais um passo da consolidação desse importante eixo de ligação”, afirma o secretário do PPI da Casa Civil do Governo Federal, Marcus Cavalcanti.
Cavalcanti destaca que o primeiro trecho da ferrovia, Fiol 1, está concedido a Bahia Mineração e que o trecho 2 será concluída como obra pública. “O trecho 3 da Fiol será objeto de concessão. Estamos terminando os estudos do traçado até o mês de janeiro do próximo ano”. A Tec Engenharia será responsável pela execução do trecho II.
FERROVIA LIGARÁ A BAHIA AO ESTADO DE TOCANTINS
Com cerca de 1527 km de extensão, a Fiol ligará o futuro Porto Sul, em Ilhéus, no sul da Bahia, a Figueirópolis, em Tocantins, onde se conectará com a Ferrovia Norte-Sul.
A ferrovia tem o objetivo de estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de carga de longa distância, favorecer a multimodalidade, interligar a malha ferroviária brasileira e propor uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola e de mineração por meio do terminal portuário de Ilhéus.
Na Bahia, a previsão é que a Fiol beneficie diretamente os municípios de Ilhéus, Uruçuca, Aurelino Leal, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aiquara, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Barra da Estiva, Mirante, Tanhaçu, Aracatu, Brumado e Livramento do Brumado.
Além de Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê, Caetité, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Riacho de Santana, Bom Jesus da Lapa, Serra do Ramalho, São Félix do Coribe, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Correntina, São Desidério e Barreiras.
Baixa procura pela vacina contra dengue preocupa em Itabuna || Foto Divulgação
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O Ministério da Saúde orienta que os estados e municípios ampliem a faixa etária para vacinação contra a dengue para pessoas de 10 a 14 anos. A recomendação foi apresentada em Nota Técnica publicada pela pasta nesta quarta-feira (6).
Antes, diante do quantitativo de doses, que é restrito, baseado na capacidade de produção e entrega do laboratório produtor, a pasta distribuiu as duas primeiras remessas aos 521 municípios inicialmente elencados para receber a vacina, e havia recomendado que a estratégia fosse iniciada em pessoas de 10 a 11 anos de idade. A ampliação, portanto, busca alavancar a proteção entre o público-alvo.
Os municípios contemplados continuam sendo aqueles previamente definidos antes da recomendação de ampliação da faixa etária. As vacinas são destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses.
A decisão de expandir a idade do público contemplado foi tomada em conjunto com a representação dos conselhos municipais e estaduais de saúde, respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Comitê Técnico Assessor em Imunização (CTAI).
MUNICÍPIOS DO SUL DA BAHIA COM VACINAÇÃO
Dentre os municípios baianos que, nesta primeira etapa, receberam vacina estão Almadina, Aurelino Leal, Arataca, Barro Preto, Buerarema, Canavieiras, Camacan, Coaraci, Itabuna, Ibicaraí, Itajuípe, Gongogi, Maraú, Ilhéus, Itapé, Jussari, São José da Vitória, Santa Cruz da Vitória, Ibirapitanga, Uruçuca, Itaju do Colônia, Itacaré, Ipiaú, Floresta Azul e Una.
EPIDEMIA NA BAHIA
A Bahia tem 122 municípios em situação de epidemia. Outros 51 estão em risco e 34 em alerta. Já foram notificados 29.982 casos suspeitos da doença no estado, o que representa um aumento de 209,3% em relação ao mesmo período de 2023.
Previsão de mais chuvas para Ilhéus || Foto redes sociais
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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) atualizou, nesta terça-feira (23), a previsão do tempo para os próximos dias e confirmou alerta vermelho para municípios do sul, baixo sul e extremo-sul da Bahia. Isso significa riscos de novos alagamentos, enchentes, deslizamento de terra, queda de árvores, o que deve causar a interdição de rodovias. Pode chover mais de 200 milímetros no acumulado dos próximos cinco dias.
No sul da Bahia, o alerta vermelho é para os municípios de Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Itaju do Colônia, Canavieiras, Gandu, Gongogi, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Jussari, Mascote, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Ubatã, Una e Uruçuca.
No baixo sul da Bahia, o alerta de alto risco é para os municípios de Cairu, Igrapiúna, Maraú, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Camamu, Taperoá, Teolândia, Valença e Wenceslau Guimarães. No extremo-sul, o alerta de risco máximo é para Eunápolis, Belmonte, Itapebi, Itabela, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália.
TEMPORAIS NAS ÚLTIMAS HORAS
De acordo com o INMET, em alguns municípios do sul da Bahia choveu mais de 200 milímetros nas últimas 24 horas. Em Ilhéus, por exemplo, choveu 220 litros de água por metro quadrado entre a noite de segunda e a manhã desta terça-feira.
Somente entre meia noite e 8 da manhã desta terça-feira choveu 162 milímetros, segundo informou a Defesa Civil de Ilhéus. O grande volume de chuvas causou transtornos com deslizamento de terra, inundações de residências e alagamento de estabelecimentos comerciais em bairros e centro da cidade.
Os temporais também causaram estragos em cidades como Coaraci, Itapitanga, Uruçuca, Itajuípe e Almadina. Um trecho da pista que liga os municípios de Coaraci à Itapitanga foi coberta pela água. A rodovia ficou interditada nas primeiras horas dessa terça-feira. A chuva causou alagamentos nos três municípios. Não houve registro de mortes.
Ilhéus tem obra da educação paralisada || Foto José Nazal/Arquivo
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A Bahia está entre os estados brasileiros que possuem mais obras do Governo Federal inacabadas. São exatas 616 obras não concluídas em 279 municípios. Dentre elas estão: 229 prédios de educação infantil (creches e pré-escolas); 192 escolas de ensino fundamental; 3 de ensino profissionalizante, além de 176 novas quadras esportivas ou coberturas de quadras.
Há obras paralisadas da educação por governos anteriores em municípios como Arataca, Aurelino Leal, Buerarema, Barro Preto, Cairu, Camamu, Canavieiras, Dário Meira, Firmino Alves, Gandu, Gongogi, Ibirapitanga, Ibirataia, Iguaí, Ilhéus,Itacaré, Itagibá, Itaju do Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Itororó, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Una e Uruçuca.
Os prefeitos desses e outros municípios baianos têm até sexta-feira (22) para manifestar interesse em retomar obras paralisadas. A iniciativa faz parte do Pacto Nacional pela Retomada de Obras e de Serviços de Engenharia Destinados à Educação Básica e Profissionalizante do governo federal.
O Ministério da Educação (MEC) informou que investirá R$ 657,7 milhões na conclusão das obras, visando criar mais de 144 mil novas vagas na rede pública. A manifestação de interesse na retomada das obras deve ser feita pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec).
Hospital de Base muda atendimento a partir de sexta-feira (1º)
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A Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi) anunciou que, a partir da próxima sexta-feira (1º), o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) passará atender somente pacientes de 22 municípios da microrregião sul da Bahia. A Fasi informou que a mudança no fluxo obedece ao Plano Diretor de Regionalização de Saúde do Estado da Bahia – Resoluções CIB nº 132 de 20/09/2007 e nº 57 de 27/03/2008.
Além de Itabuna, o Hospital de Base seguirá prestando atendimento somente aos moradores de Almadina, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Coaraci, Floresta Azul, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Itaju do Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Jussari, Maraú, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, São José da Vitória, Ubaitaba e Ubatã. Os moradores desses municípios não precisarão de regulação pelo Estado da Bahia.
Os demais municípios que não compõem a microrregião de Itabuna deverão encaminhar os seus pacientes para os hospitais referenciados da sua região. A Fasi informou que a mudança visa melhorar os serviços prestados aos municípios da área de competência do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
Construtoras da Ferrovia Oeste-Leste contratam em três municípios do sul da Bahia || Foto Elói Corrêa/GovBA
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A quarta-feira (19) reserva mais de 203 vagas de emprego, estágio e Jovem Aprendiz nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Aurelino Leal e Gongogi, na região sul, e Jequié, no sudoeste, com intermediação do SineBahia.
São 109 vagas em Itabuna, 16 em Itajuípe, 41 em Ilhéus, 24 em Aurelino Leal e 13 em Gongogi.
Um alerta: os interessados em vagas para os municípios de Gongogi e Aurelino Leal devem se cadastrar no SineBahia de Ipiaú. Quem busca vagas para Itajuípe deve se dirigir ao SineBahia de Itabuna. As vagas em Aurelino Leal, Gongogi e Itajuípe são para as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).
Os candidatos devem comparecer ao SineBahia munidos de carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade, além de certificados de cursos de qualificação, caso possua. O atendimento nas unidades do serviço estadual de emprego em Ipiaú, Itabuna, Ilhéus e Jequié funciona até as 15h30min.
A unidade do SineBahia em Itabuna está situada no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Beira-Rio. A de Ilhéus fica em frente à Praça Cairu, no Centro. Em Jequié, o atendimento é na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Para as vagas de Aurelino Leal e Gongogi. procure a unidade de Ipiaú, na Praça Ruy Barbosa, no Centro. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas disponíveis.
Consórcio contratado pela Bamin concluirá obras da Fiol no sudoeste e sul da Bahia || Foto Elói Corrêa/GovBA
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A Bamin Ferrovia confirmou, nesta quinta-feira (29), para a próxima segunda-feira (3), o início das obras do Lote 1F da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol 1), no sul na Bahia. O trecho de 127 quilômetros passará pelos municípios de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara.
A cerimônia de início das obras contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades estaduais e regionais. Terá a participação de Benedikt Sobotka, CEO Global da ERG, organização responsável pelas atividades da empresa no Brasil; Eduardo Ledsham, CEO da Bamin, e Sérgio Leite, CEO de Ferrovia da Bamin.
As obras do trecho receberão o investimento de R$ 1,1 bilhão e serão executadas pelo Consórcio TCR-10, formado pela empresa brasileira Tiisa e pela chinesa CREC-10. O consórcio será responsável pela construção, infraestrutura e superestrutura ferroviárias. A previsão é de que sejam gerados cerca de 1.200 postos de trabalho.
60 MILHÕES DE TONELADAS
A Ferrovia terá o total de 537 quilômetros de extensão, passando por 20 municípios, com previsão de ser concluída e em operação a partir de 2027. A Fiol terá capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas de carga por ano.
A Bamin usará 40% do potencial da ferrovia para o transporte do minério de ferro produzido pela Mina Pedra de Ferro, disponibilizando o restante para o escoamento da produção de outras mineradoras, do agronegócio e demais segmentos. A Fiol ligará Ilhéus, onde ficará o Porto Sul, ao município de Caetité.
Projeto Fio será debatido em audiências públicas || Foto Divulgação
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O consórcio TCR-10, formado por uma empresa brasileira e uma chinesa, será o responsável pelas obras em um trecho de 127 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). A ordem de serviço para a execução do trecho deverá ser assinada em até duas semanas, segundo informo o Governo da Bahia.
O trecho da ferrovia passará pelos municípios de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. As obras receberão investimento de R$ 1,1 bilhão e têm previsão de conclusão em até 36 meses. Neste período, a projeção é de que sejam gerados cerca de 1.200 postos de trabalho, com contratações graduais, à medida que as obras avancem nos municípios que compõem o Lote 1F.
Ligando os municípios baianos de Caetité e Ilhéus – onde é construído o Porto Sul -, a FIOL I terá um total de 537 quilômetros de extensão, passando por 20 municípios, com previsão de ser concluída e em operação a partir do ano de 2027.
A ferrovia terá capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas de carga por ano. Cerca de 40% desse potencial serão usados pela BAMIN para o transporte do minério de ferro produzido pela Mina Pedra de Ferro, disponibilizando o restante para o escoamento da produção de outras mineradoras, do agronegócio e demais segmentos.
De acordo com o diretor-presidente da BAMIN, Eduardo Ledsham, o projeto é transformador. “É um corredor que se abre, envolvendo mais de 20 municípios, e que cruzará o oeste com o leste. As obras terão um impacto positivo tanto na geração de empregos durante a construção, mas também na formação de mão de obra para futuros projetos, que vão nascer ao longo da ferrovia. Sem a parceria com o Estado da Bahia não conseguiríamos alcançar esse sucesso”, afirmou.
CONSTRUÇÃO DO PORTO SUL
A BAMIN também é responsável pela construção do Porto Sul, em Ilhéus, um terminal de águas profundas que poderá receber, na costa da cidade, navios com capacidade de até 250 mil toneladas, e é projetado para movimentar até 42 milhões de toneladas anuais. A conclusão da ferrovia e do porto irá representar um novo vetor de desenvolvimento econômico para diversos setores produtivos.
O contrato da BAMIN Ferrovia para a construção dos 537 quilômetros de extensão da FIOL I foi assinado em setembro de 2021 com o Ministério da Infraestrutura, do Governo Federal. A subconcessão da BAMIN Ferrovia tem a duração de 35 anos, sendo cinco para construção e 30 anos para operação.
A ferrovia Oeste-Leste foi planejada, nacionalmente, em três etapas. A BAMIN Ferrovia arrematou o Trecho 1, entre Caetité e Ilhéus, durante leilão realizado no mês de abril de 2021. Os trechos 2 e 3 estão sob administração do Governo Federal.
Guthierre Souza revela como abriu caminho no difícil mercado da moda
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Thiago Dias
O imaginário popular coleciona representações críticas ao mundo da moda, apesar de tê-lo como referência das manifestações do belo. Novelas, filmes e outros gêneros ficcionais costumam retratar as perversões desse mercado, a exemplo das práticas de assédio sexual. Há exagero caricatural nessas representações, mas não estão descoladas da realidade, segundo relato do modelo Guthierre Souza, de 30 anos, ao PIMENTA. Além das propostas indecorosas ofertadas como atalhos da carreira, o profissional falou ao site sobre a experiência de ser homem negro e nordestino num universo dominado, há até pouco tempo, por jovens brancos do centro-sul brasileiro.
Nascido em Ilhéus, no sul da Bahia, Guthierre deixou a cidade na infância, com a família, para morar em Aurelino Leal, onde viveu até 2014. Naquele ano, decidiu iniciar a carreira de modelo em Salvador, na agência One Models, assessorado por Caio Coroa, jornalista falecido precocemente, em 2017, aos 29 anos. Trabalhar na capital baiana foi importante para o início da carreira do jovem modelo, mas suas aspirações o levaram da Boa Terra. “Decidi ir para São Paulo, em 2017, para expandir meu olhar”, conta.
Guthierre e Anitta nos bastidores do clipe de “Blecaute”
Foi um amigo mais experiente na profissão, Kadu Marques, quem recomendou a HDA Models a Guthierre. Encravada em Pinheiros, bairro nobre da capital paulista, a agência fundada no ano 2000 é considerada a primeira do país especializada em modelos negros. Seu fundador é o também baiano Helder Dias, de Alagoinhas.
Ali, Guthierre fez diversos cursos para se capacitar. “Aulas de postura, passarela, etiqueta, teatro, história da moda, fotografia, maquiagem, vídeo, higiene da pele, etiqueta corporativa e sustentabilidade”, enumera. Após a formação, obteve o registro profissional. “O tão sonhado DRT”.
A primeira fase da carreira do ilheense em São Paulo foi a de um operário da moda. “Comecei com figuração, pra pegar o jeito, saber como funcionava tudo por trás das câmeras, a direção de arte, o olhar do diretor”, relembra. Nessa época, Guthierre figurou em novelas de grandes emissoras, como Globo e SBT.
O figurante é um componente vivo da cena. Sua presença é essencial, mas não pode ser notada em relevo. Guthierre trabalhou mais de dois anos assim, em segundo plano nas telas, mas ganhando o suficiente para se manter no centro econômico do Brasil. “Quando decidi procurar um fotógrafo de moda, deixei de fazer figuração e comecei a fazer mais coadjuvante ou principal”, diz. Os resultados pintaram logo. Foi nessa época que participou do clipe de Blecaute, música da banda Jota Quest em parceria com a cantora Anitta e o guitarrista nova-iorquino Nile Rodgers.
Logo vieram as campanhas de grandes marcas, como Natura, Motorola e Fusion, o energético da todo-poderosa Ambev. Pela Avon, fez o lançamento global do perfume Segno. Carreira consolidada, Guthierre olha para trás e ressalta a importância do apoio de amigos que fez no caminho. Um deles é o ator, apresentador e repórter Francisco David dos Santos, David Brazil. Famoso pela irreverência, David é amicíssimo de Anitta e passou o contato da assessoria de Guthierre à produção de Blecaute. Segundo o baiano, o amigo praticamente o colocou dentro do clipe.
CORES E VALORES
Guthierre: mercado se abriu para negros, mas ainda falta muito para o ideal
Questionado sobre a presença de negros nas campanhas publicitárias, Guthierre Souza avalia que a abertura do mercado se intensificou recentemente. “Há cinco anos, o mercado era muito menos representativo. Havia mais restrição das agências e dos contratantes aos modelos negros, de pele escura. Mudou muita coisa, mas ainda falta muito”.
O modelo descreve uma lógica de segmentação que reproduz a racialização como elemento estruturante das relações sociais. Por exemplo, segundo ele, enquanto uma marca de cosméticos tende a privilegiar tons de pele mais claros, considerados mais abrangentes e representativos, mesmo entre modelos pretos, marcas como a Nike abrem caminho para negros de pele retinta. Num passado recente, conta Guthierre, um diastema (espaço entre os dentes) proeminente era o bastante para ser vetado em uma campanha. Não por coincidência, esse tipo de disposição da arcada dentária é mais comum nos negros.
A diversidade do povo brasileiro e a falta de integração e mobilidade em um país continental contribuem para que os diferentes sotaques regionais soem exóticos, como se o modo de falar do baiano o transformasse num estrangeiro em São Paulo, por exemplo, e vice-versa. Quantas vezes não nos pegamos zombando do jeito como as pessoas do interior paulista pronunciam a letra R?
No caso da experiência de Guthierre na Torre de Babel cantada por Mano Brown, o sotaque também foi motivo de brincadeiras preconceituosas. “Isso [xenofobia regional] veio muito com o preconceito a partir do sotaque, de imitar a forma como falo. Aquela brincadeira de “ô, meu rei”, de dizer que baiano é preguiçoso, gosta de rede, água de coco e só quer ficar de boa”.
Incomodado com a recorrência das brincadeiras, Guthierre chegou à conclusão de que mudaria sua postura nas interações profissionais. “Através do meu comportamento, deixei de permitir que isso acontecesse, fechando mais as brechas, sendo mais profissional e direto no trabalho”.
Ele admite que, para se moldar ao mercado, de alguma forma, teve que se distanciar das próprias origens. “Você muda a forma de se vestir, de usar acessórios, de se comportar com seu corpo, de falar, tudo isso, você acaba tirando um pouco da sua essência, porque você tem que se enquadrar na forma que o mercado quer te ver em São Paulo”.
Guthierre no lançamento global da fragrância Segno, da Avon
Com quase dez anos de carreira, Guthierre diz que as adaptações não significaram abrir mão de valores morais. Assegura que, nesse caminho, preferiu evitar os atalhos. “Já recebi muitas propostas de novelas e filmes, propostas indecentes, que iriam corromper meus princípios e que eu disse não. Se fosse para aceitar e corromper meus princípios, estaria num nível muito elevado [na profissão]”.
Você pode esclarecer a que tipo de proposta se refere? “Proposta de ficar com diretores, ficar com diretores de cena, com clientes, com dono de agências, para conseguir cachê X, cachê Y, na frequência X, na frequência Y, acelerar o processo, pegar atalhos. Se você não quer percorrer caminhos, você vai pegar esses atalhos aqui, que você vai chegar mais rápido onde você quer”.
Filho do professor de música Linaldo Pereira e da psicopedagoga Aldecy Souza, Guthierre lembra que, nos primeiros anos em São Paulo, a dedicação intensa à carreira tornava difícil visitar a família. Seguindo conselho de dona Maria Brandão, sua avó, investiu boa parte da grana que fez nos estúdios em outras atividades. Depois que comprou uma fazenda no sul da Bahia, onde cria gado e cultiva cacau de alta qualidade, conseguiu estabelecer agenda de trabalho flexível, o que lhe permite voltar às origens sempre que deseja.
Chesf é acusada de cometer erros que causaram desastre no sudoeste e sul da Bahia || Foto PMJ
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O Ministério Público da Bahia criou, nesta sexta-feira (20), uma força-tarefa para investigar as causas e consequências das inundações ocorridas em Jequié, Ipiaú, Ubaitaba, Ubatã e outros município do sul e sudoeste do estado durante as chuvas ocorridas em dezembro de 2022. Os rios de Contas e Jequiezinho transbordaram e alagaram centenas de imóveis em várias cidades, causando prejuízos a inúmeros moradores e comerciantes.
A força-tarefa contará com a atuação de oito promotores de Justiça e tem o objetivo de apurar eventuais responsabilidades pelas inundações e a extensão dos danos causados à coletividade e às pessoas atingidas. As inundações deixaram centenas de desabrigados e desalojados em vários municípios.
Integram a força-tarefa os promotores de Justiça Fábio Nunes Guimarães, titular da Promotoria de Justiça Regional Especializada em Meio Ambiente de Jequié; Lissa Aguiar Andrade, Fernanda Lima Cunha e Rafaella Silva Carvalho, que atuam em Ipiaú; Juliana Rocha Sampaio, Lucas Ramos de Vasconcelos, Carlos Alberto Ramacciotti e Otávio de Castro Alla, de Jequié.
Com o temporal de dezembro, cidades como Jequié, Ipiaú, Itacaré e Ubaitaba sofreram mais ainda com as inundações por causa do aumento significativo da vazão da Usina da Pedra, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O Estado da Bahia ajuizou ação judicial pedindo que a companheira seja responsabilizada pelos estragos causados.