Tempo de leitura: 2 minutos

Luís Sena

.

O Banco do Brasil registrou em 2009 um lucro contábil de R$ 10,148 bilhões. Isso dá aos números da instituição financeira uma alta de 15,3% na comparação com igual período do ano anterior. Segundo dados da consultoria Economática, o resultado é o maior da história bancária do Brasil, superando o ganho Itaú/Unibanco, que lucrou R$ 10,06 bilhões em 2009.

Até aí, tudo certo. Isso significa que, na visão empresarial do BB, está indo muito bem. Contudo, do ponto de vista daqueles que são até citados pelos dirigentes como seu maior patrimônio e principal responsável pelo sucesso, os funcionários, a situação é outra.

Nós funcionários convivemos com o assédio moral, desrespeito à legislação, pendências de negociações e, principalmente, um clima de falta de perspectiva. Sem falar que o lucro chama atenção, mas na hora da divisão com os funcionários, através da participação nos lucros e resultados, a partilha do bolo é totalmente desproporcional.

Quanto ao atendimento aos clientes, a situação é gravíssima. O Banco do Brasil apresenta o maior lucro da historia, mas impõe aos clientes e usuários um atendimento que deixa a desejar: filas enormes, falta de funcionários e a imposição de uma filosofia empresarial bradescalizada.

No momento dessa comemoração eufórica, é necessário repensar este modelo. A sociedade brasileira quer bancos oficiais fortes e lucrativos, porém, que cumpram sua função social e respeitem seu corpo funcional, clientes e usuários.

Luís Sena é funcionário do BB e diretor do Sindicato dos Bancários de Itabuna.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Passados dois meses do arrombamento do caixa eletrônico do Banco do Brasil, na sede regional da Ceplac (rodovia Ilhéus-Itabuna), tudo continua como antes. Além da Polícia Federal não ter conseguido efetuar a prisão do bando que roubou cerca de R$ 120 mil na ação, o BB nem se deu ao luxo de substituir o caixa eletrônico. Que, aliás, continua intocável.E não se deve às investigações.

O crime ocorreu na madrugada de oito de julho. Os funcionários da sede regional que se relacionam com o BB têm de se deslocar até o centro de Ilhéus ou Itabuna para qualquer transação que não possa ser feita pela internet.

O Pimenta tentou registrar imagens do descaso do BB, mas não houve permissão da direção da Ceplac. A alegação foi a de que a área onde se encontra o caixa abandonado é de segurança. Bem ao lado do caixa está uma das mais bem sucedidas experiências de cooperativa de crédito mútuo do Brasil, a Coopec, formada e gerida por funcionários do órgão federal de apoio à lavoura cacaueira.