Caminhoneiros cobram fim de restrição ao tráfego na ponte sobre o Rio Jequitinhonha || Foto Redes Sociais
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Caminhoneiros bloquearam, na manhã desta segunda-feira (5), trecho da BR-101 nas proximidades do trevo de acesso à Veracel Celulose, no extremo-sul da Bahia. A manifestação ocorre em protesto contra a interdição parcial da ponte sobre o Rio Jequitinhonha e a obrigatoriedade do uso de um desvio considerado precário para o transporte de cargas.
O protesto começou no início da manhã e persiste, sem previsão de liberação da via, informa a Polícia Rodoviária Federal. Os manifestantes cobram a reabertura total da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, localizada no km 661,72 da BR-101, no município de Itapebi. A estrutura segue com restrições de tráfego há vários meses, após a identificação de problemas estruturais, o que levou ao início de obras de reforço e à construção de uma nova travessia.
Desde a interdição parcial, caminhões e carretas estão proibidos de atravessar a ponte e são obrigados a utilizar um desvio alternativo de cerca de 70 quilômetros, conhecido como “desvio da Veracel”. O trajeto passa por estradas estaduais sem pavimentação e, de acordo com caminhoneiros e moradores da região, apresenta trechos com lama, buracos e risco constante de atolamento, principalmente em períodos chuvosos.
Os motoristas relatam atrasos nas entregas, aumento dos custos operacionais, prejuízos à cadeia logística e riscos à segurança. Até o momento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações.
Tragédia deixa 10 mortos no extremo-sul da Bahia ||| Foto PRF
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Uma colisão frontal entre em dois carros, na manhã deste sábado (27), no KM 953 da BR-101, na altura do município de Mucuri, no extremo-sul da Bahia, deixou, ao menos, 10 pessoas mortas, conforme informou há pouco a Polícia Rodoviária Federal. Com o impacto da batida, os dois veículos pegaram fogo, impossibilitando qualquer chance de resgate de seus ocupantes.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e debelou as chamas, mas a pista ainda está interditada nos dois sentidos. Os dois veículos foram completamento consumidos pelo fogo. Equipes da PRF e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) estão no local. Ainda não se sabe o que causou o acidente. Não foram divulgados os nomes dos 10 mortos.
A Polícia Rodoviária Federal informou que a pista foi liberada nos dois sentidos, por volta das 13h40min. Os veículos envolvidos no acidente eram um Fiat Doblô e um S10 Chevrolet. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas. Sete vítimas estavam no veículo Doblô e outras três viajavam na S10.
Na manhã deste sábado também houve acidente greve na BR-415, no sul da Bahia. Um morador do bairro Banco Raso, em Itabuna, morreu ao capotar o veículo próximo ao entroncamento de Itapé. A vítima foi identificada como Silas Santos de Oliveira, de 36 anos, que dirigia o carro, um Fiat Siena, que foi parar no acostamento da pista contrária. Silas Oliveira morreu na hora. Atualizado às 15h15min para acréscimo de informações.
Veículos pesados voltam a passar pela ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Itapebi || Foto Dnit
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O tráfego de veículos pesados voltou a fluir, nesta segunda-feira (22), pela ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no km 661,7 da BR-101, no município de Itapebi, extremo-sul da Bahia. A liberação ocorreu após avaliações técnicas e acompanhamento por sistemas de monitoramento, que indicaram condições seguras de uso da estrutura, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).
Com a reabertura, a ponte passa a permitir a circulação de ônibus e veículos de carga com peso bruto total de até 33 toneladas. A travessia ocorre em sistema de pare e siga, com acompanhamento permanente de equipes técnicas e controle contínuo das condições estruturais.
A liberação vem após intervenções de reforço na ponte, incluindo a instalação de chapas de aço na parte inferior da laje do tabuleiro, medida adotada para ampliar a segurança da estrutura enquanto seguem as ações definitivas para a travessia.
O uso da ponte está condicionado a regras específicas. Apenas veículos com até três eixos e PBT máximo de 33 toneladas podem trafegar pelo local. Para garantir o cumprimento das restrições, duas Unidades Móveis de Operação permanecem instaladas de forma permanente. A passagem ocorre com apenas um veículo por vez ou com distância mínima de dois vãos entre eles.
A velocidade máxima permitida é de 30 quilômetros por hora. Um redutor eletrônico foi instalado para fiscalizar o limite, além de pórticos que restringem a altura dos veículos. A ponte segue sob monitoramento ininterrupto, com registro e análise constante dos dados estruturais.
Com a retomada do tráfego, parte expressiva dos veículos deixa de utilizar o desvio da Veracel, o que deve melhorar a fluidez na BR-101, especialmente durante o período de festas de fim de ano, quando o fluxo aumenta na região.
NOVA PONTE
Paralelamente, avança a construção de uma nova ponte ao lado da estrutura atual. A futura travessia terá cerca de 510 metros de extensão, com pistas duplicadas. As obras de fundação já estão em andamento, com execução dos blocos de concreto, e a conclusão está prevista para 2026. O investimento federal soma R$ 104 milhões, incluindo a recuperação da ponte existente e a nova obra, além de outros R$ 22 milhões destinados à operação e manutenção do desvio.
A BR-101 é um dos principais corredores rodoviários do país, ligando o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Na Bahia, a rodovia tem papel estratégico no transporte de cargas, no deslocamento de passageiros e no acesso a cidades litorâneas e polos turísticos.
Ponte do Rio Jequitinhonha será liberada em dezembro para carros pesados || Foto Divulgação
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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a ponte sobre o Rio Jequitinhonha deve ser liberada nos próximos dias para o tráfego de veículos pesados. Atualmente, esses veículos utilizam o desvio da Veracel, o que tem deixado a viagem mais longa e perigosa, pois um trecho da estrada não tem asfaltamento.
A liberação da ponte em Itapebi ocorrerá, segundo o DNIT, depois da conclusão das obras emergenciais para reforçar a estrutura da ponte. “Esse reforço da ponte existente permitirá a liberação do tráfego para ônibus e veículos de carga, cujo peso será definido após a conclusão dos serviços. Com a conclusão, parte significativa dos veículos deixarão de usar o desvio da Veracel”, explica o Superintendente Regional da Bahia, Roberto Alcântara.
A estrutura sobre o Rio Jequitinhonha foi interditada inicialmente em maio para inspeções e ensaios que identificaram a necessidade tanto de restringir o tráfego quanto de iniciar a construção de uma nova travessia. A ponte está operando em sistema de Pare e Siga, com velocidade máxima de 40 km/h. É autorizada apenas a passagem de motocicletas, carros de passeio, vans de passageiros e veículos de serviço emergencial, como ambulâncias e viaturas policiais.
A nova ponte, que será construída ao lado da atual, terá cerca de 510 metros de extensão, faixas duplicadas e capacidade ampliada. As obras de fundação já estão em andamento, com entrega prevista para 2026, conforme o Ministério dos Transportes. O investimento do Governo Federal será R$ 104,7 milhões. Os trabalhos têm prazo contratual de execução de um ano a partir da emissão da decretação da emergência.
Na quinta-feira (27), o diretor do DNIT, Fábio Nunes, fez mais uma vistoria na ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no km 661,72 da BR-101, em Itapebi, no extremo-sul da Bahia, para verificar o andamento das obras emergenciais.
Impacto da colisão destruiu caminhonete || Foto Redes Sociais
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Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida após colisão entre carreta e caminhonete, no sábado (15), na BR-101, em Alagoinhas, no interior da Bahia. Câmera de monitoramento registrou o acidente.
As imagens mostram a carreta (um caminhão cegonha carregado) na contramão, ultrapassando outro veículo e batendo de frente com a caminhonete. O passageiro da caminhonete, identificado como Antônio Caetano Santos da Silva, de 51 anos, morreu na hora, e o motorista ficou em estado grave. Já o condutor da carreta saiu ileso. Assista.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a batida ocorreu no trevo de Boa União, às 5h40min. A pista foi interditada nos dois sentidos, o que provocou congestionamento.
Guard-rail evita que caminhão despenque em despenhadeiro no desvio da BR-101 em Belmonte || Reprodução Belmonte News
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O desvio em Santa Maria Eterna, Belmonte, teve o tráfego liberado por caminhoneiros, na manhã desta sexta-feira (31), informa a Polícia Rodoviária Federal (PRF), depois de quase um dia de protesto devido às más-condições da estrada sem pavimento. O desvio por rodovias estaduais e a chamada estrada da Veracel Celulose vem sendo utilizado desde maio deste ano, quando a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Itapebi, no extremo-sul, apresentou problemas estruturais e teve tráfego interditado parcialmente, impedindo passagem de caminhões, carretas e ônibus.
As condições do desvio de 72 quilômetros ficaram ainda piores com as chuvas registradas por quase uma semana. A chuva, que somente cessou no último domingo (26), e o tráfego pesado deixou a estrada ainda mais perigosa. Caminhões e ônibus precisavam ser puxados por tratores devido ao lamaçal, gerando mais atrasos e prejuízos com quebra de veículos, atraso nas viagens e perda de cargas perecíveis.
PROMESSA
O Governo Federal prometeu, ainda em junho, obras emegenciais e construção de nova ponte sobre o Jequitinhonha, com prazo de conclusão em um ano. Passados quatro meses, as obras da rodovia não começaram e as ações emergenciais no desvio por estradas estaduais e da Veracel não surtiram efeito.
Para estas ações, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) citou investimentos de R$ 27,2 milhões, além de R$ 104,7 milhões para a construção da nova ponte. No protesto encerrado hoje, os caminhoneiros cobravam início das obras da nova ponte.
Empresário morre em acidente em Ibirapitanga || Fotos Redes Sociais e Itororó Já
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Uma colisão entre um carro de passeio e um caminhão, na BR-101, em Ibirapitanga, no sul da Bahia, resultou na morte do empresário Jonildo Nascimento Rezende, de 56 anos. O sepultamento do corpo de Jonildo Nascimento ocorreu na tarde desta sexta-feira (10), em Itororó, no médio sudoeste do estado, onde a vítima morava e foi secretário de Administração e Saúde.
Jonildo Rezende dirigia o carro de passeio e ficou preso às ferragens. O acidente ocorreu na quinta-feira (9). Uma equipe do Corpo de Bombeiros conseguiu fazer a retirada, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente. Além de empresário, Jonildo também era servidor público. Ele deixa três filhos.
Erenilton morreu no local do acidente || Foto Redes Sociais
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Mais um acidente grave nas estradas que cortam o sul da Bahia nas últimas horas. Desta vez, uma colisão entre uma motocicleta e um carro de passeio, na madrugada deste domingo (5), na BR-415, em um trecho da Ilhéus-Itabuna, resultou na morte de Erenilton Nascimento de Jesus, de 40 anos. Ele pilotava a morto Honda CG 150 Fan, placa PJO-8C60.
De acordo com relatos de testemunhas, Erenilton Nascimento não conseguiu desviar e teria colidido na traseira do carro de passeio. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) chegou a ser acionada, mas o homem morreu no local. O motorista do carro não sofreu ferimentos. O acidente ocorreu por volta da 1h15min de hoje.
Morador de Ilhéus, Erenilton Nascimento, de acordo com amigos, era muito querido e apaixonado por esportes, principalmente futebol. Também gostava de uma boa resenha. Ainda não foram divulgados horários e locais de velório e de sepultamento.
ENTERRO DE VÍTIMAS DE ACIDENTE EM CAMACÃRobson Ferreira e Patric Ferreira morrem na madrugada de sexta-feira || Foto Redes Sociais
Na manhã de sábado (4), foram sepultados os corpos de Robson Ferreira de Jesus, “Secão”, e do sobrinho dele, o advogado Patrick Silva Ferreira, vítimas de acidente na madrugada de sexta-feira (3), no KM 580 da BR-101, em Camacã. Eles estavam em carros diferentes. Os veículos, um T-Cros e Corola Cross, colidiram de frente, por volta das 3h30min, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os veículos colidiram de frente em Camacã || Foto Redes Sociais
Patric estava com casamento marcado para sábado (4). Ele retornava da despedida de solteiro, em São João do Panelinha, distrito de Camacã, quando ocorreu o acidente. Robson Ferreira saiu na frente, mas, ao perceber que o sobrinho demorava, decidiu retornar para verificar o que estava acontecendo, e ocorreu a colisão frontal.
Licitação envolve trecho de 649 km da BR-101 || Foto Divulgação/Dnit
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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso de consórcio liderado pela Ambienger Engenharia Ambiental Ltda contra decisão administrativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que excluiu a empresa de licitação para serviços de gestão ambiental ligados à duplicação de 649 quilômetros da BR-101. O trecho abrange áreas dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
Responsável pela defesa do Dnit no processo, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que a empresa não cumpriu exigência do edital do certame, que requer comprovação de experiência em um único empreendimento com, no mínimo, 200 quilômetros.
“No caso, o atestado apresentado pela impetrante foi corretamente rejeitado por não demonstrar, de forma inequívoca, a execução dos serviços exigidos no edital. A suposta extensão total de 201,1 km resultaria da soma de dois empreendimentos distintos, sendo que um sequer teve execução integral”, declarou a AGU, nesta segunda-feira (15), em nota.
Na licitação, com valor estimado de R$ 34,8 milhões, a proposta de R$ 23,4 milhões do consórcio liderado pela Ambienger chegou a ser declarada vencedora. No entanto, o concorrente foi inabilitado por insuficiência de comprovação de qualificação técnica.
O consórcio entrou com mandado de segurança contra o ato do Dnit, questionando a análise da comissão de licitação. O juízo de primeira instância denegou a segurança. O autor recorreu ao TRF4 sustentando que a justificativa para a inabilitação foi alterada no decorrer do processo. Alegou, também, que o Dnit deveria ter feito diligências e que houve violação aos princípios da isonomia e da impessoalidade.
A AGU defendeu que o caso do impetrante envolvia mérito técnico — insuficiência da extensão dos serviços comprovados — e não uma falha formal sanável por diligência.
RESPALDO DO TCU
Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU), que tem expertise na análise da regularidade de processos licitatórios, já havia considerado válida a inabilitação do consórcio.
O TRF4 acatou os argumentos da AGU, ressaltando que, em mandado de segurança, o direito alegado deve estar comprovado de forma imediata. O Tribunal também mencionou que o parecer do TCU reforça a legalidade da inabilitação.
Criminosos atacaram carro de família na BR-101, em Uruçuca || Imagem Zé Drone
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Um homem foi morto a tiros durante assalto, na manhã desta segunda-feira (18), na BR-101, em Uruçuca, no sul da Bahia. Ao PIMENTA, a Polícia Civil informou que a vítima foi identificada como Jonny Correia Ribeiro, de 32 anos.
De acordo com o registro da ocorrência, Jonny estava de carro com a esposa na rodovia, onde passaram a ser perseguidos por dois homens armados em uma motocicleta. Durante a perseguição, os criminosos dispararam contra o carro das vítimas, que tombou.
Jonny foi baleado e morreu no local. A esposa dele conseguiu escapar dos bandidos e pediu ajuda em um posto policial. Os criminosos roubaram pertences do casal e fugiram. Segundo o Blog Agravo, uma criança, que estava com o casal, também presenciou o crime.
A Delegacia Territorial de Uruçuca deu início a inquérito para investigar o caso. Policiais fazem diligências para identificar e prender os autores do latrocínio (roubo com resultado morte).
Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
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Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.
José Cássio Varjão
“Quais as cidades do interior da Bahia que mais perderam população nos últimos 45 anos”? Se você, caro leitor, pesquisar no Google ou em outro site de busca exatamente como esta frase foi escrita acima, encontrará a resposta. Nesse período, Camacã perdeu 44,39% da sua população. Dos 41 municípios da região cacaueira do sul da Bahia, foi a cidade que mais perdeu habitantes desde 1980. Uma migração silenciosa, repleta de decepções e simbolismos. A cidade mais rica, entre as produtoras de cacau, nunca olhou para o futuro como deveria, viveu enebriada pela lavoura que a construiu e a destruiu.
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Entre o aluguel e o quilo de carne mais caros da Bahia, o que aconteceu com a cidade outrora próspera? Como ela chega à melhor idade? Quais lembranças estruturais dessa época “dourada” encontramos ao caminhar por suas ruas e praças? Quais riquezas desse período áureo do cacau ficaram enraizadas para as futuras gerações de camacaenses?
Administrada pelos coronéis do cacau por décadas, numa prática política baseada no poder local dos grandes proprietários de terra, Camacã foi uma cidade de imigrantes, aqueles que chegavam de todas as partes, principalmente os comerciantes, e sempre prosperaram. Será a própria lavoura cacaueira, o ouro negro em amêndoas, a culpada por criar gerações de pessoas improdutivas e despreocupadas financeiramente? Como consequência dessa omissão, diferentemente dos outros municípios da região cacaueira do sul da Bahia, Camacã perdeu quase 50% da sua população. A cidade, que já foi o 13º ICM (antes da CF/88 era só ICM) do estado da Bahia, hoje está chegando ao 170º lugar. Onde está o cerne do problema? Por que somente Camacã ruiu?
Ainda antes de completar 10 anos de emancipação, um duro golpe foi desferido nas pretensões do município se tornar um grande centro comercial e de serviços, o que faria o município não depender somente da monocultura cacaueira. A mal contada história da BR-101 passando pelo centro da cidade, com mais verdades do que mitos, nos condenou, junto com administrações capitaneadas por latifundiários, que só enxergavam o limite das suas terras, a ser a cidade que mais perdeu habitantes no estado da Bahia nas últimas décadas. Era a época dos coronéis, os mesmos retratados por Vitor Nunes Leal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, em seu livro, Coronelismo, Enxada e Voto, demonstrando como o dono das terras, o trabalhador e o voto estavam ligados umbilicalmente.
O enredo conclusivo, criado em torno do trajeto da BR-101 em Camacã, foi discutido numa reunião entre cacauicultores e os formadores de opinião dentro da comunidade, realizada em determinada fazenda do município, em que a versão de que os custos pelo trajeto original ficariam mais caros foi difundido. Waldeck Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Vereadores, me mostrou uma fotografia, em 1993, com mais de uma dezena de cacauicultores de Camacã e de Mascote, perfilados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, junto a Mário Andreazza, Ministro do Interior do Governo Federal, que contava outra história. Após ver “os representantes do povo”, todos vestidos com calças boca de sino e terno com tecido quadriculado, no estilo Agostinho Carrara, cheguei em casa e perguntei ao meu pai, José Loiola Varjão, sobre o tal assunto. Ele me confirmou a reunião na fazenda, para logo em seguida me interromper e sentenciar: “vamos dar um tiro nessa conversa”, papo encerrado. Esse assunto proibido não saiu do meu imaginário nos últimos 32 anos.
Essa passagem é fato consumado. Se tiraram ou não a BR-101 do centro da cidade é um acontecimento que hoje não nos conduzirá a lugar algum. Faz parte do passado, assim como as águas do rio Panelão, que, supostamente, já transportaram até cédulas eleitorais, não voltarão jamais. Nesse período, conversei com várias pessoas de Camacã e região, sempre angariando informações. Também conversei com um ex-funcionário da Bahia Construtora (empresa responsável pela pavimentação entre o Rio Branco e o Rio Pardo da BR 101), que, à época, junto com outros trabalhadores, se perguntavam por que o trajeto foi mudado, se até em Camacã as máquinas já tinham feito cortes nos barrancos onde hoje se situa a Rua Antônio Pereira dos Santos, para passar a estrada?
Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação
Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?
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Em meados da década de 1970, alguns membros do legislativo municipal, como Arquimedes Carvalho Filho, Waldeck Ribeiro e outros, foram a Brasília pleitear, junto ao Banco do Brasil, a construção de uma agência em Camacã. Após algumas semanas, diretores do banco estavam na cidade, escolheram e compraram o terreno onde funcionava o Clube Vasco da Gama, de propriedade de Álvaro Guerreiro, para construir a agência 0837, do Banco do Brasil. Todo o processo entre a visita dos políticos a Brasília e o início da construção foi célere. Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Quem iria confrontá-los? Quem iria argumentar que implodir pedreiras por mais de uma dezena de quilômetros até a ponte do Rio Pardo, que ainda seria construída pela Construtora Norberto Odebrecht, seria mais barato do que aproveitar a estrada existente? Quem iria alertá-los de que as pontes do rio Panelinha, já no ramal da fazenda Sapucaia (antiga estrada que fazia o trajeto para Itabuna), do Rio Panelão, em Camacã, do rio Água Preta, nos Quinze, e do Nanci, onde já existia um posto do DNER, foram construídas em concreto bruto para receber a nova estrada? Por que não utilizar essa mesma estrada, que antes nos levava a Porto Seguro, Rio de Janeiro ou São Paulo? O Sr. Zezito Freitas, cacauicultor com propriedade rural nos arredores da estação da Polícia Rodoviária Federal, em Camacã, foi a única voz dissonante nessa história, não queria a estrada nas suas terras.
Para ter certeza em afirmar que o progresso foi afastado de Camacã, li inúmeros artigos e publicações científicas comprovando que ser margeada por uma rodovia federal traz enormes benefícios econômicos às localidades. Em monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina, em agosto de 2002, Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, discorre sobre Construção da BR-101 e Seus Reflexos na Economia de Joinville. Outros autores, inclusive da região, pesquisaram sobre o advento da BR-101 no sul e extremo-sul da Bahia, que abriu a região para o Sudeste do Brasil.
Continuando com minhas pesquisas, seguem abaixo, detalhadamente, as informações extraídas do IBGE Cidades com relação à população das maiores cidades da Bahia, margeadas pela BR-101, nas últimas seis décadas:
As cidades de Gandu e Itamaraju ficaram encaixotadas por estarem entre dois grandes polos comerciais e de serviços, como Santo Antônio de Jesus e Itabuna, Eunápolis e Teixeira de Freitas, respectivamente. Nas outras cidades, percebe-se o quão importante foi a construção da BR-101, com a população crescendo, em alguns casos, até mais de duas vezes em relação à década de 1970. Eunápolis se beneficiou também por ser o entroncamento para Porto Seguro. Teixeira de Freitas, por sua vez, obteve o maior crescimento dentre todas as cidades citadas, pela proximidade com o estado do Espírito Santo e algumas cidades de Minas Gerais. Próximo a Camacã, o melhor exemplo é São João do Paraíso, município de Mascote, que antes da rodovia era somente um vilarejo com um punhado de casas.
Para continuar discorrendo sobre os 64 anos de Camacã, farei uma divisão entre os primeiros 32 anos de emancipação e os 32 anos seguintes. Entre 1961 e 1993, apesar de já ter entrado no processo de declínio em 1990, com o surgimento da vassoura de bruxa, a alta arrecadação de ICMS (aqui já era ICMS) quando dinheiro não era o problema, serviu para execução de algumas obras estruturantes na cidade, principalmente entre 1977 e 1982. Naquela época a maioria das obras eram realizadas com verba do município. Importante salientar que a cidade tinha, em 1980, de acordo com o IBGE, uma população de quase 41 mil habitantes.
Em 1990, na fatídica reunião no Clube de Campo de Camacã, em que eu estava presente, o engenheiro agrônomo da Ceplac Mário Tavares informou à população ter encontrado a Crinipellis perniciosa, o fungo que dizimou a lavoura cacaueira e acelerou o declínio de uma cidade sem planejamento e que não sobreviveria sem o cacau. Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.
Vista panorâmica de Camacã || Foto PMC/Divulgação
Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade.
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Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade. Aqui, entra João Ubaldo Ribeiro, no livro Política: Quem manda, por que manda, como manda, com a 1ª edição publicada em 1981, quando escreveu sobre “um fenômeno contemporâneo, que vem pondo em risco até mesmo a representatividade popular nas democracias. Trata-se da diferença, cada vez mais ampla, entre quem detém a autoridade para as decisões e quem tem o conhecimento indispensável para tomá-las, sendo obrigado, cada vez mais, a confiar em assessores, consultores e técnicos, os tais burocratas. Isso resulta no controle das decisões públicas cada vez mais longe dos eleitos, perdendo-se a representatividade entre o povo e quem é escolhido por ele”. Eu particularmente chamo isso de “terceirização da vontade popular”. Um é eleito para outros governarem.
Numa ação contraproducente, tendo como base a construção do Terminal Rodoviário de Camacã, ficou latente a falta de parâmetros daqueles que detinham o poder, ou tomada de decisão por parte dos burocratas, citados no parágrafo anterior, que resultou no esfacelamento das empresas que funcionavam em torno da praça Dr. João Vargens. Com a saída das empresas de ônibus e pela proibição de estacionamento e circulação de kombis e picapes, os comércios entre aquela região e o Instituto de Cacau da Bahia foram cerrando suas atividades, um a um. Nos comentários da época, os executores de tal mudança tinham como objetivo fazer a cidade crescer no percurso entre os Correios e a Rodoviária. A realidade é que isso não passou de especulação imobiliária dos donos das terras naquele perímetro e, por ironia da história, a cidade chegou até onde almejavam, mas pelo lado contrário, descendo morro abaixo. “Cobriram um santo e descobriram outro”.
Os tais coronéis, que, na sua maioria não enxergavam um palmo na frente do nariz, nunca, absolutamente nunca pensaram no futuro de Camacã. Nenhum deles investiu em boas moradias na cidade. Quase todos pernoitavam em suas casas na fazenda. Algumas eram belas mansões, que foram se depreciando junto com o cacau que deixaria de existir.
Quase todos os que viviam exclusivamente da lavoura, sem preocupações ou organização financeira pessoal, terminaram completamente endividados, falidos. Incongruente nessa história foram os comerciantes da cidade, proprietários de lojas, farmácias e armazéns, que também eram pequenos agricultores, os quais viviam do seu empreendimento e não ficaram endividados como os grandes latifundiários. Contrários à emancipação, os coronéis de Canavieiras teriam feito “algum trabalho”, que objetivava o declínio de Camacã? Ou foi o carma dos pequenos agricultores obrigados a vender suas terras para os coronéis a preço de banana? Conjecturas à parte, Camacã subiu como um foguete e ruiu como um castelo construído na areia.
Inaptos na arte de governar, porém habilidosos na perseguição política, os controladores do poder local só o perderam em uma oportunidade, quando o padre Auxêncio da Costa Alves foi eleito em 1972, surpreendendo a todos. O padre governou durante 4 anos, com uma faca nas suas costas. Fora esse interregno, mandaram na cidade desde sua emancipação, intentando contra quem os desafiasse. Um deles, que nunca disputou cargo público, andava na cidade com os nomes de pessoas numa lista para serem expurgadas dos seus trabalhos, alijadas daquela sociedade, como a turma do PT, objetivando dar o lugar aos seus apadrinhados. São vários os que saíram de Camacã e, decepcionados, nunca mais olharam para trás.
Em época de fartura ninguém aprende. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas de Camacã, por laços de convivência mais íntimos, contestem o argumento de que os coronéis não deixaram marcas registradas a serviço da coletividade. A realidade é infinitamente superior às narrativas criadas, os mitos produzidos em torno de pessoas que governaram com imposições, perseguições, beneficiando uns poucos. Caso interessante a ser citado foi a época da geração de energia através da barragem de Camacã, quando havia energia elétrica em suas propriedades rurais, mas parte significativa da população da cidade estava às escuras, sem a energia. Aliás, o poderio econômico da lavoura cacaueira transitava somente no centro financeiro da cidade, com suas 7 agências bancárias. Nas áreas periféricas, a miséria era extrema, sem luz, água, saneamento básico e sem farinha no prato.
Como um paciente sobrevivendo com práticas paliativas, Camacã foi sendo esbulhada ao longo das últimas décadas, tendo as suas riquezas investidas em outros lugares. Até os filhos dos cacauicultores saíam para estudar e nunca voltavam, salvo raríssimas exceções. O chamado investimento sem retorno.
Precisamos conhecer nosso passado para termos condições de fazer reparos históricos. Desmistificar esse coronelismo é uma abordagem fundamental para que Camacã se liberte da cultura política baseada na dependência e no medo e isso passa pela educação política, pela valorização do coletivo populacional enquanto capital social de uma comunidade. É romper com o imaginário de que só quem tinha terra e sobrenome poderia governar. É reconstruir o ambiente político a partir do povo, sendo o processo de desmistificação do passado o caminho para construção de um futuro baseado no desenvolvimento econômico, na ética administrativa, na inovação e no compromisso com o bem público. No próximo artigo, vamos discorrer sobre os 32 anos seguintes.
José Cássio Varjão é camacaense, graduado em Ciência Política e possui MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas e pós-graduação em Administração Pública Municipal e Desenvolvimento Local; Administração Pública e Gestão de Cidades Inteligentes; e Gestão de Negócios Inovadores.
Bandidos fortemente armados interceptaram um caminhão carregado de cacau, sequestraram o motorista e levaram cerca de 250 sacas do produto, totalizando 1.000 arrobas, na terça-feira (12). O caminhoneiro foi obrigado a entregar a direção do veículo para um dos criminosos quando trafegava pela BR-101, na altura de Aurelino Leal. Outros três bandidos escoltaram a carga até Buerarema, onde o motorista foi liberado.
O motorista relatou na delegacia que um bandido invadiu o caminhão enquanto os outros comparsas seguiram numa caminhonete preta. Existe a suspeita de que os criminosos tenham colocado as 250 sacas de cacau (cada saca tem 4 arrobas) em outro veículo para facilitar a fuga.
O tamanho do prejuízo ainda não foi divulgado, mas estima-se que seja superior a R$ 640 mil. Até o início da noite de hoje ninguém havia sido preso. A polícia recuperou o caminhão na noite de quarta-feira (13), em Firmino Alves. Atualização às 11h de 14/08 para correção de informação.
Veículo tombou no início da tarde desta quarta-feira (6) || Foto Redes Sociais
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Após interdição provocada por acidente com uma carreta cegonha, nesta quarta-feira (6), na BR-101, trecho Itabuna-Buerarema, no sul da Bahia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a via foi completamente liberada por volta das 16h10min.
O acidente ocorreu às 12h20min. A carreta transportava carros de passeio, e alguns deles foram arremessados na área de mato às margens da rodovia. O motorista passa bem.
Carreta tombou na BR-101, em Buerarema || Montagem PIMENTA
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Uma carreta cegonha tombou nesta quarta-feira (6), por volta das 12h20min, na BR-101, quilômetro 521, em Buerarema, no sul da Bahia. O veículo estava carregado. Imagens obtidas pelo PIMENTA mostram que, pelo menos, quatro carros foram arremessados da carroceria da carreta.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que o acidente provocou a interdição total da rodovia. O registro da ocorrência está em andamento. A pista permanecia interditada até as 13h50min.
Acidente ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (6)
Ainda não há informações sobre feridos e se outro veículo se envolveu no acidente. Nas imagens feitas logo após o tombamento, é possível ver um homem caminhando em cima da carreta.
Ministro Renan Filho faz anúncio em reunião virtual com Jerônimo e Rui || Imagem GovBA
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Nesta quinta-feira (24), o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou ordem de serviço para obras emergenciais na ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, no extremo-sul da Bahia. O investimento de R$ 104,78 milhões abrange o reforço paliativo da ponte atual, que teve o tráfego interditado em maio deste ano, e a elaboração dos projetos de engenharia e construção de uma nova ponte.
Segundo Renan Filho, a obra será iniciada imediatamente, e a entrega da ponte nova ocorrerá em 2026. O ministro dos Transportes anunciou as medidas em reunião virtual com a participação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi
“Agradeço ao ministro Rui Costa, que, na Casa Civil, tem garantido as condições necessárias para que o Ministério dos Transportes possa atuar com agilidade na busca de soluções para os problemas que o Brasil enfrenta devido à falta de manutenção. O teto de gastos reduziu muito os investimentos no país ao longo dos últimos anos, e agora estamos retomando esses investimentos. Precisamos, ao mesmo tempo, fazer obras novas e corrigir o que deixou de receber investimentos no passado”, completou Renan.
NOVA PONTE
A nova ponte terá 510 metros de extensão e faixas duplicadas. A contratação inclui serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização e construção de Obras de Arte Especiais (OAE), que englobam infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura. A ponte contará com sensores de vibração que farão o monitoramento ininterrupto da movimentação de tráfego no local. A tecnologia irá auxiliar na avaliação de segurança da estrutura para a população que passa por ali diariamente.
ÚLTIMAS AÇÕES
A ponte atual foi totalmente interditada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), no dia 5 de maio, após avaliação técnica apontar risco estrutural. Desde então, o tráfego da chamada Rota 3 – entre Itabuna e Eunápolis – foi redirecionado para rotas alternativas, usadas por veículos leves, viaturas, ambulâncias e caminhões de abastecimento.
Em 20 de maio, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) concluiu a instalação da rede elétrica nos acessos da Rota 3, permitindo à Polícia Rodoviária Estadual (PRE) o controle do tráfego local. No mês passado, o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro Renan Filho anunciaram a reabertura parcial da ponte, em sistema de pare e siga, exclusiva para veículos leves e vans, medida que entrou em vigor em 18 de junho.