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Wagner diz que não há coelho nem pacote na cartola (Foto Antonio Cruz/A.Brasil-Arquivo).
Wagner diz que não há coelho nem pacote na cartola (Foto Antonio Cruz/A.Brasil-Arquivo).

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que o governo não prepara um grande pacote para recuperar a economia neste ano, e que os problemas do setor serão resolvidos “passo a passo”. Segundo ele, o objetivo da presidenta Dilma Rousseff e da equipe econômica é retomar a confiança dos empresários, dos investidores estrangeiros e dos trabalhadores no sentido de haver mais empregos.

“Não estamos mais em tempo de pacotes, eu acho que não tem nada bombástico. Pelas perguntas parece que as pessoas estão esperando qual é a grande notícia, o coelho da cartola. Não tem coelho da cartola. A gente vai continuar buscando o equilíbrio macroeconômico, o equilíbrio fiscal, abrindo trilhas para uma retomada do crescimento”, afirmou.

Wagner conversou com jornalistas ao sair do gabinete do vice-presidente, Michel Temer. Ele solicitou o encontro como uma visita de cortesia pelo início do ano. Segundo ele, não foi discutido com Temer nenhum assunto específico.

IMPEACHMENT

Questionado sobre o impasse no PMDB sobre a liderança da bancada do partido na Câmara dos Deputados e sobre apoio de integrantes da legenda, que podem ser importantes na análise do processo de impeachment contra a presidenta Dilma, o ministro disse que essa é uma questão interna do partido.

O ministro voltou a defender que a pauta do impeachment tenha um desdobramento o mais rápido possível. Na opinião dele, o governo vai derrotar o pedido de afastamento da presidenta já na Câmara dos Deputados. “Não temos nenhum interesse de manter essa agenda. Ela não é boa para o Brasil, joga instabilidade. Quanto mais rápido [houver um desfecho], melhor. Essa, aliás, não é agenda nossa. É agenda que está na Câmara. Eu reconheço que perdeu força, mas o bom é que ela termine definitivamente”, declarou.

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Ministro André Figueiredo, da Pasta das Comunicações (Foto José Cruz/Agência Brasil).
André Figueiredo, das Comunicações (Foto José Cruz/AB).

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, disse hoje (6) que as primeiras migrações de emissoras de rádio AM (modulação em amplitude) para FM (frequência modulada) devem ocorrer até abril deste ano.

Atualmente, 1.781 emissoras estão como AM, sendo que 1.385 já pediram para mudar de faixa. Ao todo, 948 rádios poderão fazer a migração em 2016. As demais emissoras terão que aguardar a liberação do espaço, que deve acontecer com a digitalização da TV no país.

“Esperamos que, no primeiro quadrimestre, vou colocar o prazo de abril, já tenhamos as primeiras emissoras com toda a documentação e o laudo técnico concluído e a gente faça as primeiras migrações de AM/FM no nosso país”, disse Figueiredo, durante o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM.

Ele lembrou que a migração de faixa não é obrigatória e que as emissoras de rádio AM que decidirem migrar para FM terão o direito de transmitir simultaneamente no canal antigo e na nova frequência por um período de até cinco anos.

“É, com certeza, um grande benefício para a população. Principalmente nas grandes cidades, onde temos a interferência das grandes construções, vamos ter a frequência modulada, ou seja, a FM, sendo um canal muito mais adequado e com qualidade indubitavelmente melhor de transmissão de voz.”

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Informe publicitário

CARTA ABERTA AO POVO DE ITABUNA

CRISE DA ÁGUA EM ITABUNA E PPP: TARIFAS CARAS,
PÉSSIMO SERVIÇO E LUCRO FÁCIL PARA EMPREITEIRAS

É plausível que o governador Rui Costa esteja “preocupado” com a questão do saneamento básico de Itabuna (sobretudo o abastecimento de água). O problema é propor como solução uma Parceria Público-Privada, conhecida pela sigla PPP.

Não se pode omitir que, passados vários governos estaduais, só agora se vislumbram medidas mais concretas para enfrentamento do nosso maior entrave social e econômico, que é a falta de investimentos em saneamento básico. A autorização da construção da Barragem no Rio Colônia, orçada em R$ 119 milhões, vem atender uma demanda antiga da região. 

Contudo, apresentar uma PPP como solução para operação dos serviços de água e esgotamento sanitário em Itabuna é, sem dúvidas, uma forma de privatizar os serviços, algo tentado por governos anteriores e rechaçado pelos movimentos sindical e social, entidades de classe e partidos políticos. Se privatizar (entregar o serviço para empresas privadas), isso vai custar caro à população.

A desculpa é que, tanto a nossa empresa municipal, a Emasa, quanto a estadual, a Embasa, não têm recursos para investir, mas não é verdade. Conforme levantamento do Plano Municipal de Saneamento Básico de Itabuna, que está em fase de conclusão, para garantir abastecimento de água e esgotamento sanitário a toda população é preciso investir R$ 350 milhões em 20 anos, cerca de R$ 17 milhões por ano. Isso é um terço da capacidade de faturamento anual da Emasa, que é de R$ 50 milhões.

Ou seja, existe dinheiro público para obras, basta uma boa gestão e acesso aos financiamentos e aos orçamentos do Estado e da União.

Apresentar a PPP como alternativa é pretexto para drenar grandes volumes de dinheiro para empreiteiras – muitas delas envolvidas em esquemas de corrupção, a exemplo da Odebrecht, uma das interessadas em prestar esse serviço em nosso município. Essa mesma empreiteira oferece exemplo emblemático: através de PPP, com recursos da Caixa Econômica Federal, construiu e opera o emissário submarino da Boca do Rio, o segundo construído em Salvador, mediante contrato de 18 anos, ao custo de R$ 250 milhões.

Desde 2012 a Embasa já desembolsou R$ 235 milhões, isso representa 94% do valor da obra. Ao finalizar o contrato, em 2028, sairá mais de um R$ 1 bilhão, quando teria tudo para ter feito e estar operando o empreendimento. Afinal, fez e opera o primeiro emissário da capital baiana, o do Rio Vermelho. Estudos técnicos da própria empresa indicam que, se a empresa estivesse operando o emissário da Boca do Rio, o custo seria menos de 50% do que paga à Odebrecht. Tem dinheiro demais escorrendo pelo ralo e é isso que permite irrigar o Caixa 2 de campanhas políticas e a corrupção.

Na verdade, o que se pretende em Itabuna é pegar uma empresa pública (a Emasa) e doá-la para empresários, numa criminosa entrega de patrimônio. Além disso, a falsa solução com a PPP significará aumentos exorbitantes de tarifas, precarização do trabalho, queda na qualidade do serviço e demissões em massa. E quem mais vai sofrer é a população mais pobre.

Por isso somos contra a privatização. Água é direito humano fundamental, não pode ser transformada em mercadoria. A população de Itabuna não deve aceitar a PPP e está convocada a lutar contra essa proposta indecorosa, assim como aconteceu no Uruguai, Argentina, Bolívia, Paris (França) e na Bahia. Lembra-se que tentaram vender a Embasa e o povo reagiu? FAÇAMOS O MESMO AGORA!

SINDAE – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no estado da Bahia.

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dinheiro3Da Agência Brasil

O governo enviou ontem (30) ao Congresso Nacional os projetos de lei relativos às negociações salariais de 2015. A maior parte dos servidores assinou acordos prevendo reajuste escalonado em dois anos, sendo 5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017. O aumento totaliza 10,8%, porque a segunda parcela incidirá sobre o valor do salário já reajustado.

Segundo o Ministério do Planejamento, assinaram acordo 1,1 milhão de servidores, o que representa cerca de 90% dos servidores civis do Executivo Federal, tanto aposentados quanto na ativa.

As carreiras que não chegaram a um entendimento com o governo em 2015 foram Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), diplomatas, peritos federais agrários e analistas de infraestrutura e de políticas sociais.

De acordo com o Planejamento, as negociações com as representações desses servidores continuarão em 2016.

Além do reajuste de 10,8%, os servidores terão atualização dos valores do auxílio-alimentação (R$ 373 para R$ 458), da assistência à saúde (o valor médio passará de R$ 117,78 para R$ 145) e da assistência pré-escolar (o valor médio sobe de R$ 73 para R$ 321).

Os servidores receberão a primeira parcela do ajuste somente em agosto, e não em janeiro, como parte do ajuste fiscal do governo para tentar garantir superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) em 2016.

Além do adiamento, a primeira parcela do aumento está abaixo da inflação acumulada em 2015. A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) soma alta de 10,48% em 12 meses até novembro.

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bancoAs agências bancárias funcionam somente até as 15h (horário da Bahia) desta quarta (30) e só reabrem ao público na próxima segunda (4). Amanhã (31) não haverá expediente bancário.

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo) e os carnês que estiverem com vencimento nas datas em que as agências estiverem fechadas poderão ser pagos no primeiro dia útil seguinte ao feriado, ou seja, no dia 4 de janeiro, sem a incidência de multa por atraso. Os tributos federais, estaduais e municipais já estão com data ajustada em relação ao calendário de feriados.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta o público a utilizar os caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados) para realizar operações bancárias.

As contas com códigos de barra poderão ser pagas nos próprios caixas automáticos. Outra opção é o agendamento dos pagamentos das contas de consumo nos bancos.

Já em relação aos boletos bancários, os clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos por meio do Débito Direto Autorizado (DDA). Redação com Agência Brasil.

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desempregoDa Agência Brasil

Tomando por base a média dos três primeiros trimestres deste ano, a taxa de desemprego prévia do Brasil em 2015 seria de 8,4%, superando as taxas médias registradas no mesmo período de 2014 (6,9%), 2013 (7,4%) e 2012 (7,5%).

“Porque tem mais pessoas procurando trabalho”, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil, o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estatístico Cimar Azeredo.

Os dados consideram os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). Isso significa, segundo ele, que em termos da taxa de desocupação, o Brasil fecha o ano com mais pessoas procurando emprego do que havia no ano passado.

Assim, a taxa se mostra mais alta. “Então, você tem mais pessoas na fila de desocupação do que em anos anteriores. A desocupação está crescendo em função de mudanças que ocorrem na estrutura do mercado de trabalho”.

Azeredo destacou que, no último trimestre de 2015, houve uma queda expressiva no número de pessoas trabalhando com carteira assinada. Foram 1,273 milhão de pessoas a menos em relação a 2014. Essas pessoas, que estavam sob uma rede de proteção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego, usaram esses recursos e acabaram aumentando o contingente da população trabalhando por conta própria ou como pequenos empregadores, que montaram o próprio negócio.

“Houve uma queda do emprego, mas a queda da população ocupada não existiu”, assegurou. Essa mudança no mercado de trabalho traz uma perda de estabilidade dentro do domicílio e força filhos que estão no ensino médio ou superior e mesmo pessoas mais idosas a procurar emprego para tentar manter o nível de vida que foi perdido.

Esse processo fez a taxa de desocupação aumentar, indicou Azeredo. “Não houve redução do número de ocupados. Houve redução do número de empregados (formais), que começaram a trabalhar por conta própria. A mudança na estrutura desse mercado leva a uma quebra na estabilidade no domicílio e essa perda de estabilidade faz aumentar a fila da desocupação”, reiterou.

A análise do momento atual mostra que a população ocupada está estável, mas a fila de desocupação cresceu por conta da mudança na estrutura do mercado. Cimar Azeredo salientou, inclusive, que a força de trabalho no Brasil aumentou em 2015. O país tinha no terceiro trimestre 2 milhões a mais de pessoas na força de trabalho, que envolve a população ocupada mais a população desocupada, que está pressionando o mercado para entrar.

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Dilma define novo valor do mínimo (Foto Wilson Dias/Agência Brasil).
Dilma define novo valor do mínimo (Foto Wilson Dias/Agência Brasil).

A partir do dia 1º de janeiro de 2016, o salário mínimo será R$ 880. O valor foi definido em decreto assinado hoje (29) pela presidente Dilma Rousseff. O ato será publicado no Diário Oficial da União de amanhã (30).

O aumento do salário mínimo será de 11,6%, já que, atualmente, o valor é de R$ 788. “Com o decreto assinado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, o governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional”, diz nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

A proposta de Orçamento aprovada pelo Congresso Nacional previa um salário mínimo de R$ 871. Ainda hoje o governo irá dar mais detalhes sobre o novo valor do salário para o ano que vem.

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dinheiro4Os shoppings centers registraram queda de 1% nas vendas neste Natal em relação a igual período de 2014, conforme dados da Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings (Alshop). Foi o pior resultado para os shoppings nos últimos dez anos, segundo o diretor institucional da entidade, Luis Augusto Ildefonso, em entrevista ao portal G1.

As vendas somaram R$ 145 bilhões em todo o ano, uma alta de 1,07% em relação a 2014. A alta torna-se queda real de 2,82% ao ser descontada a inflação do período.

A pesquisa foi feita em 150 empresas de varejo associadas à Alshop, que reúnem 7,5 mil lojas no país. Segundo a entidade, as vendas foram afetadas pela dificuldade de obtenção de crédito, altas taxas de juros e elevações do dólar e da inflação.

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Nelson Barbosa deixou Planejamento para assumir Ministério da Fazenda (Foto José Cruz/ABr).
Nelson Barbosa deixou Planejamento para assumir Ministério da Fazenda (Foto José Cruz/ABr).

Está marcada a cerimônia de posse de Nelson Barbosa como ministro da Fazenda. Na última sexta-feira (18), a presidente Dilma Rousseff fez a  substituição de Joaquim Levy por Barbosa no comando do ministério.

Barbosa era ministro do Planejamento. Para o lugar dele, Dilma nomeou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão.

A troca no comando da equipe econômica ocorreu após uma semana conturbada no Congresso Nacional. Na quinta-feira (17), o Congresso Nacional aprovou a LDO e trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem deduções (R$ 24 bilhões).

O ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy sempre defendeu que a meta fiscal ficasse em 0,7%, tendo, inclusive, feito um apelo aos líderes partidários, na última segunda-feira (14), para que trabalhassem pela aprovação de três medidas provisórias que aumentariam receitas, evitando, assim, o corte do Bolsa Família e de outros programas sociais, proposto anteriormente pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Na ocasião, Levy também reafirmou o compromisso do governo com a meta de esforço fiscal em 0,7% do PIB.

Na sexta-feira, Barbosa disse que os esforços para o ajuste fiscal devem continuar para estabilizar a economia e promover sua recuperação.“O compromisso com a estabilidade fiscal se mantém o mesmo. O volume de cortes e despesas discricionárias deve atingir R$ 78,5 bilhões. Em 2016, esperamos gastar o mesmo que gastamos seis anos atrás. Esse fato já mostra o nosso compromisso [com o ajuste]”, disse Barbosa. Informações da Agência Brasil.

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial do país, fechou o último mês do ano com variação de 1,18%, ficando 0,33 ponto percentual acima da taxa de 0,85% de novembro. O IPCA-15 foi o mais alto para os meses de dezembro desde 2002, quando o índice havia fechado em 3,05%.

Com o resultado de dezembro, divulgado hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), que se constitui no IPCA-15 acumulado, fechou o ano de 2015 em 10,71%, também o mais elevado desde 2002, quando atingiu 11,99%. Em dezembro de 2014, o índice ficou em 0,79%, fechando o ano em 6,46%.

A alta de dezembro foi puxada, segundo o IBGE, por alimentação e bebidas, com variação de 2,02%, e transportes, com 1,76%, que apresentaram os mais elevados resultados de grupo e juntos foram responsáveis por 69% do índice, pois somam 0,82 ponto percentual de impacto sobre o indicador. O grupo alimentação e bebidas respondeu por 0,5 ponto percentual e transportes, por 0,32 ponto percentual. Informações da Agência Brasil.

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Sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (Foto José Cruz/Agência Brasil).
Sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (Foto José Cruz/Agência Brasil).

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar hoje (15) a validade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment, e alguns artigos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. As normas foram utilizadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para dar andamento às etapas iniciais do processo, que foi suspenso pelo ministro Edson Fachin, relator da ação que trata do assunto, a pedido do PCdoB, até decisão do plenário.

A sessão está prevista para começar às 14h, pela leitura do relatório da ação. Em seguida, será aberto prazo de 15 minutos para que cada uma das partes do processo, incluindo a Câmara, o Senado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidenta Dilma Rousseff, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), possa se manifestar. O PT, PSDB, DEM, PSOL, a Rede, o PP e a União Nacional dos Estudantes (UNE) terão que dividir uma hora para sustentação oral.

Após as manifestações, Fachin e os demais ministros começam a votar. O voto do ministro tem cerca de 100 páginas. A previsão é que o julgamento não termine hoje e seja retomado amanhã (17).

As principais regras que serão discutidas pelos ministros são a defesa prévia da presidenta Dilma Rousseff antes da decisão de Eduardo Cunha que deflagrou o procedimento de impeachment, a votação secreta para a eleição da comissão especial do impeachment pelo plenário da Casa, a eleição da chapa avulsa para composição da comissão e a prerrogativa do Senado de arquivar o processo de impeachment mesmo se a Câmara decidir, por dois terços dos deputados (342 votos), aceitar o julgamento do crime de responsabilidade.

Para instruir a ação, Edson Fachin pediu que a PGR, a Câmara, o Senado e a Presidência da República, órgãos envolvidos no processo, se manifestem sobre o rito adotado por Cunha. Cada um se posicionou sobre cada questão. veja no “leia mais”.

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A Frente Brasil Popular realiza nesta quarta-feira (16), em Itabuna, uma mobilização contra o impeachment da presidente Dilma e  o Fora Cunha. A concentração será às 14 horas, no Jardim do Ó, com caminhada pela avenida do Cinquentenário e ato público na Praça Adami.

O ato está sendo coordenado pelo PT, PCdoB, Central Única dos Trabalhadores  (CUT), Central  dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)) e movimentos sociais.

Além de condenar a tentativa de golpe contra Dilma Rousseff e pedir a saída do presidente da Câmara Eduardo Cunha, a manifestação vai defender conquistas como o Bolsa Família, ProUni, Pronatec, Minha Casa Minha Vida,  e garantia dos direitos trabalhistas. As manifestações acontecerão em cidades de todo o país.

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Lídice aponta conluio entre Temer e Cunha (Foto Tácio Moreira/Metropress).
Lídice aponta conluio entre Temer e Cunha (Foto Tácio Moreira/Metropress).

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) lamentou as declarações do vice-presidente Michel Temer de que a deliberação na Câmara dos Deputados que elegeu a comissão especial do processo de impeachment foi um “legítimo exercício” da competência da Casa.

Para ela, começam a ficar mais claras as relações políticas entre os dois líderes do PMDB. “Se já se estranhava o silêncio do presidente do PMDB (Temer) quanto às graves acusações que pesavam contra seu correligionário, com esse aval parece se revelar uma ação mais coordenada entre os dois”.

Ela lembrou que Temer já foi presidente da Câmara dos Deputados e constitucionalista, o que aumenta ainda mais as desconfianças. “Não seria por desconhecimento de causa que Temer emprestaria seu aval às ações de Eduardo Cunha rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal que sustou todos os efeitos daquela sessão”.

Na avaliação da senadora baiana, Cunha “vem agindo de forma revanchista, irresponsável e vingativa, quando, na verdade, deveria se afastar da presidência da Câmara” para facilitar as investigações que recaem sobre ele: “Nada disso ajuda o País a sair da crise em que se encontra, ao contrário, só faz agravar a situação”.

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Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela queda de 12,4% nas vendas da indústria dos materiais de construção no acumulado de 2015. No comparativo de novembro com outubro, a queda chegou a 2,5%. Os números levam em conta faturamento total deflacionado, segundo a Associação Brasileira da Indústria dos Materiais de Construção (Abramat).

De acordo com a associação, trata-se do 22º resultado negativo consecutivo do setor.  Segundo Walter Cover, presidente da Abramat, as razões para os números negativos são conhecidas e as medidas para reverter este cenário, ficam mais claras.

– A crise e a falta de confiança na economia são os principais vetores para estes resultados. As grandes questões politicas pendentes precisam de um desfecho rápido, o Congresso precisa aprovar com urgência o ajuste econômico e o Executivo tem que propor um plano de recuperação da economia para 2016 – afirma Cover.

Para o executivo, “o incremento do investimento público, além da indução do investimento privado e a redução de gastos com reformas estruturais” são fundamentais para a retomada do setor.

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Nilo considera sem fundamento pedido de opositores de Dilma.
Nilo considera sem fundamento pedido de opositores de Dilma.

O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff é sem fundamento na análise do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (sem partido). Hoje à noite, ele disse acreditar que “a Câmara dos Deputados refutará por larga maioria essa iniciativa muito mais calcada na busca do poder do que por argumentos jurídicos”.

O presidente da Assembleia Legislativa vê no impeachment “um recurso constitucional de alta poder explosivo, de graves consequências, que só deve ser acionado quando as condições jurídicas intrínsecas ao processo de afastamento presidencial estejam à vista de todos, o que não acontece”.

Para o deputado estadual e dirigente do legislativo baiano, a presidente Dilma é “pessoa honrada”. E acrescenta:

– Não existe nada que desabone a sua conduta pessoal ou no exercício do mandato presidencial que 54 milhões de brasileiros lhe conferiram.