Seleção Brasileira de 1930 || Foto Álbum comemorativo da Copa do Mundo de 1930 da Associação Uruguaia de Futebol
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A primeira Copa do Mundo, em 1930, foi sediada pelo Uruguai, por determinação da FIFA, em consideração ao bicampeonato olímpico dos uruguaios, em 1924 e 1928. Treze seleções disputaram a Copa: Brasil, França, Bélgica, Iugoslávia, Romênia, Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Estados Unidos e México.

A primeira fase do Mundial foi dividida em quatro grupos: um com quatro equipes, e os outros três, com mais três seleções em cada. A Seleção Brasileira ficou na chave de Iugoslávia e Bolívia. Só a mais bem pontuada dos grupos passava de fase.

Na estreia do Brasil, no Parque Central, em Montevidéu, com frio intenso – a temperatura beirava zero grau -, quem se saiu melhor foi a Iugoslávia: 2 a 1. O selecionado europeu fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Preguinho marcou para a Seleção Brasileira, na etapa final. O público estimado dessa partida foi de 5 mil pessoas.

Dias depois, a equipe comandada por Píndaro de Carvalho derrotaria a Bolívia por 4 a 0, no Estádio Centenário, também na capital uruguaia, com dois gols de Moderato e dois de Preguinho. Como os iugoslavos também haviam batido os bolivianos, pelo mesmo placar, a classificação ficou com os europeus.

Apesar da eliminação precoce, com apenas duas partidas, o Brasil teve tempo de mostrar ao mundo o seu talento com as boas atuações do atacante Preguinho e, também, do meio-campista Fausto, dono de um estilo clássico, elegante no domínio e na condução da bola, criativo e inteligente.

Fausto deslumbrou o público durante a Copa do Mundo e ganhou o apelido de torcedores uruguaios e argentinos de “La Maravilha Negra”

Dignidade Menstrual: pesquisa analisa impacto das dores menstruais || Foto Douglas Lopes/Divulgação/AB
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Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas que atrapalham sua rotina escolar e exigem uso de medicação. E cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente por dores menstruais.

Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e foi divulgada nesta quarta-feira (27), Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta quinta-feira (28). A data tem o objetivo de promover a discussão e combater o estigma e a pobreza menstrual.

O levantamento foi feito em fevereiro deste ano com 2.551 estudantes – sendo 770 estudantes que menstruam –, 303 docentes e 181 gestores escolares, das redes pública e privada de ensino de todas as regiões do país.

SINTOMAS MENSTRUAIS

A sondagem inédita revela que o principal sintoma menstrual que impede as alunas de irem às aulas é a cólica: mencionado por 57,7% das entrevistadas. As demais manifestações relacionadas à menstruação apontados são:

  • Cansaço e dores no corpo, citado por 30,1% das entrevistadas;
  • Dores de cabeça (28%);
  • Dor de barriga, por 20,1%;
  • Vergonha e medo de vazamento, por 19,3%;
  • Falta de banheiro ou produtos de higiene, por 8,2%.

AUSÊNCIAS E ATRASOS

Os dados coletados revelam que os sintomas do fluxo menstrual podem levar a, aproximadamente, dois dias de falta por mês.

A líder da iniciativa de Endometriose, Dor Pélvica e Saúde Menstrual do Instituto Alana, Sofia Reinach, explica que o absenteísmo (faltas ou do não cumprimento da carga horária escolar) nos dias de dor pode afetar a aprendizagem, o vínculo com a escola e as oportunidades educacionais ao longo da trajetória, por isso, deve ser tratado com seriedade.

“Quase 40% das meninas no Brasil estão perdendo pelo menos um dia de aula por mês por conta das dores [menstruais]: uma parcela muito grande da população que deve ser cuidada para que isso não signifique defasagem escolar e uma desvantagem crônica na aprendizagem”.

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Presidente Lula e Adélia, que comemora sanção presidencial favorável à cacauicultura || Fotomontagem
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A nova legislação sancionada pelo presidente Lula fortalece a cadeia produtiva do cacau e amplia a proteção ao consumidor brasileiro., avalia a professora, médica e ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Adélia Pinheiro. Publicada na edição de ontem (11) do Diário Oficial da União, a Lei nº 15.404/2026 estabelece percentuais mínimos de cacau para produtos comercializados como chocolate no país e cria novas regras para rotulagem (confira mais abaixo).

– Lula demonstra compromisso com os produtores de cacau, especialmente em estados como a Bahia, que têm uma relação histórica com essa cultura e dependem dela para geração de emprego e renda – afirmou Adélia, que também é ex-reitora e ex-secretária estadual de pastas como a Educação e a Saúde.

A nova norma determina que os fabricantes informem de forma clara o percentual de cacau presente nos produtos, com destaque na parte frontal das embalagens. A legislação também fixa critérios mínimos de composição para categorias como chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate em pó e achocolatados.

VALORIZA PRODUÇÃO NACIONAL

Para Adélia, a medida contribui para valorizar a produção nacional, especialmente no sul da Bahia, e fortalecer a qualidade dos produtos derivados do cacau. “A lei ajuda a proteger o consumidor e também reconhece a importância econômica e ecológica da cacauicultura para o desenvolvimento regional”, disse.

O texto ainda proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro sobre a composição dos produtos. As empresas terão prazo de 360 dias para adaptação às novas exigências previstas na legislação.

CONFIRA OS PERCENTUAIS MÍNIMOS

    • Cacau em pó – mínimo de 10% de manteiga de cacau;
    • Chocolate em pó – mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
    • Chocolate ao leite – mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
    • Chocolate branco: mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite;
    • Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.
Ceplac deverá ter concurso público quase 40 anos depois
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Thiago Guedes, diretor-geral da Ceplac || Foto Divulgação

O Ministério da Agricultura confirmou o envio do pedido de concurso público com previsão de 210 vagas na área de Ciência e Tecnologia para a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A solicitação foi encaminhada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A Ceplac completará 70 anos em 2027.

A solicitação ocorre em um momento de virada institucional da Ceplac, avalia a direção-geral do órgão, e em um cenário de recuperação dos preços do cacau na Bolsa de Nova York, nos últimos dias, que reforça novamente a relevância da commodity no mercado internacional.

O último concurso da Ceplac ocorreu há quase 40 anos. Para a direção-geral, o foco com o concurso é “garantir que o país continue avançando em pesquisa, inovação, assistência técnica e sustentabilidade, oferecendo suporte aos produtores e fortalecendo toda a cadeia do cacau”.

Na solicitação, o concurso está assim estruturado em relação às vagas e aos salários, conforme apurou o PIMENTA:

• Analista em Ciência e Tecnologia: 38 vagas — Superior — R$ 7.710,83
• Pesquisador: 53 vagas — Superior — R$ 7.710,83
• Tecnologista: 22 vagas — Superior — R$ 7.710,83
• Assistente em Ciência e Tecnologia: 97 vagas — Médio — R$ 3.714,67

Brasil lança ofensiva pelo fim da escala 6x1 || Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

CAMPANHA

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

COMISSÃO

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário. Com informações d´Agência Brasil.

Procurador municipal José Augusto Ferreira Filho
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E toda construção começa com escolhas. A escolha de não favorecer o próximo em detrimento do justo. A escolha de não usar o cargo como escada pessoal. A escolha de lembrar que o poder é transitório, mas suas consequências, não.

 

02 de maio amanhece chuvoso no sul da Bahia – um sábado de feriado prolongado, como outros tantos que esse ano de 2026 nos reserva. Ruas mais vazias, repartições públicas fechadas, o silêncio ocupando o lugar da pressa habitual. O Brasil, por um instante, parece suspenso: sem filas, sem carimbos, sem balcões entre o cidadão e o Estado. E, ainda assim, é justamente hoje o Dia da Ética.

À primeira vista, poderia parecer uma ironia. Celebrar a ética num dia em que o serviço público descansa, logo este que é sempre o mais cobrado dentre todas atividades, como se ela dependesse apenas do expediente aberto. Mas talvez haja, nisso, uma oportunidade rara: pensar a ética fora da rotina, sem o ruído das urgências, sem o automatismo dos protocolos. Porque a ética não mora no prédio da repartição — ela habita quem, na segunda-feira, voltará a ocupá-lo.

Os servidores públicos, ausentes hoje de seus postos, não deixam de ser o que são. Carregam consigo — para casa, para o convívio familiar, para o descanso merecido — os mesmos valores que sustentam seu ofício. É no cotidiano invisível, longe dos olhos do público, que se forma o caráter que, depois, se manifesta no atendimento, na decisão, na responsabilidade com o bem comum.

Os servidores públicos, em sua imensa maioria, sustentam o cotidiano do Estado com dignidade silenciosa. São eles que garantem que a escola abra, que o hospital funcione, que o documento seja emitido. São a face concreta do compromisso com o bem comum. Mas também vivem sob a sombra de um sistema que, por vezes, cobra mais do que oferece — e que, não raramente, falha em reconhecer o valor da integridade cotidiana.

E, acima deles, ou melhor, à frente das decisões que orientam o país, estão os agentes políticos. Também em pausa, ao menos formalmente. Mas a ética que lhes cabe não conhece feriado. Não se interrompe com o fechar das portas nem com o apagar das luzes dos gabinetes. Ela os acompanha — ou deveria acompanhar — em cada escolha, em cada articulação, em cada pensamento sobre o uso do poder que lhes foi confiado.

O Brasil contemporâneo, mesmo num sábado silencioso, não se desliga de suas contradições. Elas persistem, latentes, esperando a retomada da semana para voltarem à superfície. Entre leis que apontam caminhos e práticas que insistem em atalhos, a ética continua sendo mais exigida do que exercida — mais lembrada em datas do que vivida na constância.

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Porque, mesmo no silêncio de um sábado prolongado, o Brasil continua sendo construído — ou negligenciado — pelas escolhas de cada um. 

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Mas talvez seja justamente neste intervalo, neste respiro coletivo, que se possa enxergar com mais clareza o que realmente importa. Sem a distração da rotina, resta a consciência. E nela, uma pergunta simples e incômoda: que tipo de serviço público queremos quando as portas se abrirem novamente? Que postura esperamos de quem nos representa?

Porque, mesmo no silêncio de um sábado prolongado, o Brasil continua sendo construído — ou negligenciado — pelas escolhas de cada um. E a ética, ainda que hoje não esteja de plantão, segue sendo chamada para o serviço que nunca deveria parar.

O Brasil contemporâneo conhece bem essa tensão. Entre leis bem escritas e práticas tortuosas, entre discursos moralizantes e condutas contraditórias, a ética muitas vezes parece um ornamento — algo que se veste em ocasiões solenes e se abandona na rotina do poder. E, no entanto, é na rotina que ela mais importa. Não nas grandes declarações, mas nas pequenas decisões repetidas todos os dias.

Há quem diga que o problema é cultural, como se fosse destino. Mas cultura não é sentença; é construção. E toda construção começa com escolhas. A escolha de não favorecer o próximo em detrimento do justo. A escolha de não usar o cargo como escada pessoal. A escolha de lembrar que o poder é transitório, mas suas consequências, não.

Porque, no fim das contas, a ética não transforma o Brasil de uma vez. Mas, sem ela, o Brasil não se transforma nunca.

José Augusto Ferreira Filho é Procurador Municipal – Servidor Público.

Comissão de Constituição de Justiça da Câmara reoma discussão de fim da jornada 6x1 || Foto Lula Marques/Agência Brasil
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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30min.

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante de falas de lideranças da oposição de que tentariam barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) com a da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho. Com Agência Brasil.

Maior nome do basquete brasileiro, a lenda mundial Oscar faleceu hoje (17) || Reprodução/Instagram
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Um dos maiores nomes da história do basquete mundial, Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP). O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos.

– Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo – disse a assessoria do jogador, em nota.

Segundo a assessoria, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

De acordo com a Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.

TRAJETÓRIA DO ÍDOLO

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura.

Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil.

Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze.

Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.

Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição.

Oscar jogou 11 temporadas na Itália, 8 pelo Juvecaserta e 3 pelo Pavia

Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira.

​​No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003.

No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos.

Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA,

Em 2003, Oscar se aposentou das quadras.

VIVENDO INTENSAMENTE

Em 2022, à época com 64 anos, Oscar recebeu a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua casa em São Paulo. Em meio a uma sala lotada de medalhas e troféus, ele relembrou a carreira e falou sobre a atuação como palestrante, atividade que assumiu após se aposentar das quadras.

“Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente”, declarou.

“Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”.

O narrador Luís Roberto foi afastado das transmissões da Rede Globo para tratamento da neoplasia || Reprodução/TV Globo
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Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas. Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos.

Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.

O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno.

“O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

CAUSAS E SINTOMAS

De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar.

Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes.

Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.

“Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.

O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade.

“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou. Com Agência Brasil.

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Dados de uma casa de aposta indicam liderança da Série A em volume de apostas em 2025, com predominância do futebol e uso do Pix como principal método de pagamento

O Brasileirão Série A registrou o maior volume de apostas em 2025 entre usuários de uma casa de aposta, segundo levantamento divulgado pela própria plataforma. Os dados refletem exclusivamente o comportamento dos clientes desse ambiente digital e não representam o mercado de forma ampla.

De acordo com a KTO, responsável pelo estudo, o futebol concentrou a maior parte das apostas realizadas ao longo do ano, reunindo também o maior número de usuários ativos. Dentro desse cenário, a Série A liderou o ranking, superando competições internacionais como a Premier League, da Inglaterra, e a La Liga, da Espanha.

O Brasileirão é o principal campeonato de futebol nacional e reúne 20 clubes em formato de pontos corridos, com jogos de ida e volta ao longo da temporada. A disputa costuma concentrar grande atenção do público, com alta média de audiência e participação de torcedores de diferentes regiões do país.

Clubes com maior número de torcedores tendem a aparecer com frequência entre os jogos mais acompanhados, o que também influencia o interesse em diferentes plataformas digitais. A competição ainda serve como base para classificação a torneios continentais, como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana, além de definir os rebaixados para a Série B.

O levantamento considera todas as apostas feitas na plataforma durante o período analisado. Outras competições, como a Série B do Campeonato Brasileiro, torneios continentais e ligas europeias, também aparecem na lista, mas com participação inferior. A preferência por jogos envolvendo clubes brasileiros, especialmente aqueles com maior torcida, aparece como um dos fatores para a liderança da principal divisão nacional.

Os dados também indicam que o tipo de aposta mais utilizado foi o de resultado final das partidas. Em seguida, aparecem opções relacionadas ao número de gols e a eventos específicos dentro dos jogos, como escanteios e desempenho de jogadores.

Outro ponto observado no comportamento dos usuários diz respeito aos meios de pagamento. O Pix foi o método mais utilizado para transações em plataformas de apostas em 2025. O sistema de pagamentos instantâneos completou cinco anos com cerca de R$ 28 trilhões movimentados no período, consolidando-se como principal forma de transferência no país, segundo dados divulgados anteriormente.

A divulgação do levantamento ocorre em meio ao avanço da regulamentação das apostas esportivas no Brasil. As regras estabelecem critérios para operação das empresas, além de mecanismos de controle e fiscalização. As diretrizes também preveem medidas voltadas à transparência e ao acompanhamento das atividades realizadas nas plataformas digitais.

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A experiência do cliente se tornou um dos principais diferenciais competitivos para qualquer negócio. Em um cenário onde rapidez, praticidade e eficiência são cada vez mais valorizadas, investir em soluções tecnológicas pode transformar completamente a forma de atender. Nesse contexto, a maquininha smart 2 surge como uma alternativa moderna para quem busca melhorar o atendimento e otimizar o processo de pagamento.

Mais do que apenas receber valores, as maquininhas inteligentes contribuem para tornar o atendimento mais ágil, organizado e alinhado com as expectativas dos consumidores atuais. Entender como essas soluções impactam o dia a dia ajuda a identificar oportunidades de melhoria no negócio.

O atendimento é um dos pontos mais importantes na relação entre cliente e empresa. Ele influencia diretamente na percepção de valor e na decisão de retorno.

PRIMEIRA IMPRESSÃO E FIDELIZAÇÃO

Um atendimento eficiente cria uma primeira impressão positiva. Quando o cliente se sente bem atendido, as chances de fidelização aumentam significativamente.

IMPACTO NO MOMENTO DO PAGAMENTO

O pagamento é uma das últimas etapas da compra, mas tem grande influência na experiência geral. Um processo rápido e sem complicações reforça a satisfação do cliente.

RELAÇÃO COM A REPUTAÇÃO DO NEGÓCIO 

Clientes satisfeitos tendem a recomendar o serviço, enquanto experiências negativas podem impactar a imagem da empresa.

O QUE É UMA MAQUININHA INTELIGENTE

As maquininhas inteligentes vão além das funções básicas de pagamento. Elas integram tecnologia e recursos que ajudam a otimizar a rotina de vendas.

FUNCIONALIDADES AVANÇADAS

Esses dispositivos permitem não apenas realizar cobranças, mas também acessar informações, acompanhar vendas e organizar o atendimento.

INTERFACE INTUITIVA

Mesmo com recursos mais completos, as maquininhas inteligentes são desenvolvidas para serem fáceis de usar, garantindo praticidade no dia a dia.

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VCA Construtora celebra desempenho revelado no Ranking Intec de 2026 || Reprodução
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A VCA já é a construtora líder do setor na Bahia, ocupa a 3ª posição no Nordeste e figura no 16º lugar dentre as maiores do Brasil, de acordo com o Ranking Intec, uma das principais pesquisas do setor da construção civil no país.

O anúncio do resultado ocorreu nesta quarta-feira (18), durante um café da manhã com colaboradores e imprensa. “Com trajetória sólida, a VCA Construtora se destaca pela entrega de empreendimentos com qualidade e inovação, consolidando sua liderança regional”.

Para o CEO da VCA Construtora, Jardel Couto, o reconhecimento reflete o trabalho da equipe e a visão da empresa. “Esse resultado mostra que estamos no caminho certo, com foco em transformar cidades e impactar positivamente a vida das pessoas”, afirma.

A construtora segue em expansão, com novos projetos e o compromisso de continuar realizando sonhos. O Ranking Intec é prestigiado no país. Confira todos os números do ranking clicando aqui.

Chocolate produzido no Brasil deverá ter maior percentual de cacau || Foto Daniel Thame/GovBA
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O governo baiano celebrou a aprovação de projeto, na Câmara dos Deputados, que regulamenta percentuais mínimos de cacau em seus derivados, a exemplo de chocolates e o produto em pó produzidos no país. A medida, na avaliação da gestão estadual, responde a uma demanda antiga de quem produz cacau e convive, há anos, com a distorção provocada pela presença, no mercado, de produtos com baixo teor do fruto vendidos como se fossem chocolate.

A nova regulamentação (confira aqui) é vista como um passo importante para dar mais transparência ao consumidor e reconhecer melhor o trabalho de agricultores e agricultoras e de toda a cadeia produtiva.

O impacto positivo do projeto é compartilhado por representantes do setor. “A aprovação desse projeto demonstra que a união entre governo, entidades ligadas à lavoura e produtores traz resultados positivos. O aumento do teor de cacau em produtos que se denominam chocolate é um incentivo à produção de cacau e vai valorizar as amêndoas sulbaianas”, afirma Erlon Botelho, diretor do Instituto Chocolate e um dos coordenadores do projeto Cacau +500 Sustentável.

CHOCOLATE DE ORIGEM

O entendimento também é reforçado por quem acompanha de perto a expansão do chocolate de origem no estado. Para Marco Lessa, organizador do Chocolat Festival, além de ampliar o teor de cacau que as indústrias chocolateiras devem utilizar, esse projeto também vai incentivar o consumo de chocolates de origem. “O sul da Bahia possui cerca de 200 marcas, muitas delas premiadas internacionalmente, que, além do sabor único, trazem a história de uma região celebrizada por Jorge Amado”, afirma Marco.

O projeto aprovado na Câmara ajuda a organizar o mercado, dá mais transparência ao consumidor e faz justiça com quem produz cacau de verdade, na avaliação de Jeandro Ribeiro, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

“Para a Bahia, que tem uma relação histórica com essa cultura e vem trabalhando junto aos produtores, às entidades e aos sindicatos, é um avanço importante, porque valoriza a nossa produção e abre espaço para agregar mais renda no campo”, afirmou Jeandro.

A votação ocorreu ontem (17). O texto aprovado é um substitutivo do deputado Daniel Almeida (PCdoB) ao Projeto de Lei 1769/19, de autoria do Senado. Como a Câmara promoveu alterações no texto original, a matéria retorna agora para nova análise dos senadores.

Juliana Soledade é advogada, escritora, empresária e teóloga || Foto Divulgação
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Celebrar as mulheres é garantir que nenhuma seja reduzida a um único papel para ter seu valor reconhecido. É sustentar, com firmeza e lucidez, que a grandeza feminina não cabe em rótulos, e muito menos em ataques gratuitos.

 

Juliana Soledade

Março é o Mês da Mulher, tempo de reconhecer conquistas, honrar resistências e afirmar que somos inteiras em qualquer configuração de vida. Com filhos ou sem eles. Mães ou não. Plenas não por imposição, mas por existência.

No entanto, em plena edição do Big Brother Brasil 26, uma fala da atriz Solange Couto reacendeu uma ferida antiga. Ao declarar: “Quando Deus não deu filhos a ela, é porque sabe que ela não teria capacidade de amar alguém”, direcionando o comentário a Ana Paula, a atriz não atingiu apenas uma participante. Atingiu uma multidão silenciosa de mulheres que já ouviram, explícita ou sutilmente, que lhes falta algo.

A frase carrega um peso histórico. Ecoa o machismo internalizado que insiste em medir o valor feminino pela maternidade. Como se o amor tivesse endereço fixo no útero. Como se a capacidade de cuidar estivesse condicionada à biologia. Como se ser mulher fosse sinônimo de gerar.

Isso machuca porque simplifica dores complexas. Há mulheres que não quiseram filhos. Há as que quiseram e não puderam. Há as que tentaram e enfrentaram perdas. Há as que escolheram outros caminhos. Nenhuma dessas trajetórias autoriza julgamento. Amor não é patente de maternidade. Amor é prática, é escolha, é construção cotidiana.

Há mães extraordinárias. Há mães que falham. Há mulheres sem filhos que sustentam redes inteiras de afeto, que são referência, abrigo, orientação. Madrastas que aprendem o amor como decisão consciente. Amigas que se tornam família. Ativistas que dedicam a vida à proteção de crianças que não geraram, mas defendem com coragem.

Nesse mesmo confinamento, outras declarações ampliaram a indignação. A frase “Eu nasci do prazer, não nasci de estupro”, seguida de insinuações sobre “trepada mal dada”, banaliza uma violência que marca a história de inúmeras mulheres. A comparação com “travesti velho” reforça estigmas que a sociedade há décadas tenta desconstruir. Palavras não são neutras. Elas moldam ambientes, legitimam exclusões, perpetuam dores.

É impossível não notar o contraste: fora da casa, sua própria filha atua como ativista na defesa de direitos humanos, pautas raciais e na proteção de crianças e adolescentes. Uma trajetória que aponta para o conhecimento como ferramenta de libertação. Esse contraste revela que informação transforma, enquanto a repetição de preconceitos aprisiona.

O silêncio dos demais participantes também chama atenção. Nenhuma contestação imediata. Nenhum freio ético. O confinamento intensifica emoções, é verdade. O reality show expõe virtudes e fragilidades. O Big Brother Brasil 26, como qualquer vitrine social, amplia o que já existe. Alguns crescem sob pressão. Outros deixam escapar discursos que talvez sempre estiveram ali, apenas contidos.

Mas é preciso dizer com clareza: amor e maternidade não são sinônimos. Ser mãe não é troféu de humanidade. É uma possibilidade, não um critério moral. O amor existe em todas nós, independentemente da experiência da gestação.

No Mês da Mulher, repudiar esse tipo de discurso não é promover cancelamento. É afirmar dignidade. É proteger mulheres de narrativas que as diminuem. É lembrar que somos múltiplas, complexas, capazes de amar em incontáveis formas.

Celebrar as mulheres é garantir que nenhuma seja reduzida a um único papel para ter seu valor reconhecido. É sustentar, com firmeza e lucidez, que a grandeza feminina não cabe em rótulos, e muito menos em ataques gratuitos.

Juliana Soledade é advogada, escritora, empresária e teóloga, pós-graduada em Direito Processual Civil e Direito do Trabalho, além de autora dos livros Despedidas de MimDiário das Mil Faces e 40 surtos na quarentena: para quem nunca viveu uma pandemia, terapeuta e curandeira ayahuasqueira.

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Tempestades com grande incidência de raios são comuns em várias regiões do Brasil, especialmente durante os meses mais quentes do ano. Além dos riscos diretos para pessoas e construções, as descargas elétricas representam uma ameaça significativa para aparelhos eletrônicos domésticos. Televisores, roteadores, celulares e computadores podem ser danificados em poucos segundos por variações bruscas na rede elétrica provocadas por um raio.

Muitas vezes, o prejuízo não acontece por um impacto direto na residência. O mais comum é que a descarga ocorra na rede elétrica ou nas proximidades, causando picos de tensão capazes de atingir equipamentos conectados às tomadas. Esse tipo de evento pode reduzir a vida útil dos aparelhos ou provocar danos permanentes.

Entender os riscos e adotar medidas preventivas simples pode fazer toda a diferença para proteger equipamentos e evitar gastos inesperados.

COMO OS RAIOS AFFETAM OS APARELHOS ELETRÔNICOS

Quando um raio atinge a rede elétrica ou áreas próximas, ocorre uma descarga extremamente poderosa. Essa energia pode se propagar pelos cabos e chegar até as residências em forma de sobretensão elétrica.

Mesmo que o impacto dure apenas uma fração de segundo, a intensidade é suficiente para queimar circuitos internos. Aparelhos modernos são especialmente sensíveis, pois possuem componentes eletrônicos delicados.

Fontes de alimentação, placas eletrônicas e chips podem ser danificados com facilidade. Muitas vezes, o equipamento até volta a funcionar depois da tempestade, mas pode apresentar falhas semanas ou meses depois.

Dispositivos móveis também não estão totalmente protegidos. Um celular, como o modelo S20 FE, conectado à tomada durante uma tempestade pode sofrer danos se houver variação elétrica. Por isso, especialistas recomendam atenção especial ao uso de carregadores em períodos de instabilidade climática.

O PERIGO DAS SOBRETENSÕES ELÉTRICAS

A sobretensão é uma das principais causas de danos durante tempestades com raios. Ela acontece quando a rede elétrica recebe uma carga acima do normal.

Essas oscilações podem ocorrer de forma quase imperceptível para os moradores, mas são suficientes para comprometer equipamentos eletrônicos.

Os efeitos mais comuns incluem:

  • queima de fontes de energia;
  • danos a placas eletrônicas;
  • travamentos inesperados;
  • redução da vida útil dos aparelhos;
  • e perda de dados armazenados

Em muitos casos, o equipamento para de funcionar imediatamente. Em outros, os problemas surgem gradualmente, dificultando a identificação da causa.

Equipamentos conectados diretamente à rede elétrica são os mais vulneráveis, especialmente quando não há sistemas de proteção instalados.

TIRAR DA TOMADA AINDA É A MELHOR PROTEÇÃO

Apesar do avanço da tecnologia, desligar os aparelhos da tomada continua sendo uma das medidas mais eficientes durante tempestades com raios.

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