Encontro reuniu busólogos de vários estados em Itabuna || Foto MR Filmes
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Formado pelas empresas Rota Transportes, Cidade Sol, Brasileiro, Cidade Real e Viametro, o Grupo Brasileiro reuniu em Itabuna cerca de 120 pesquisadores e apaixonados por ônibus (busólogos) dos estados da Bahia, Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, no último final de semana. A reunião ocorreu na sede corporativa do grupo Brasileiro, na Avenida Amélia Amado, no Santo Antônio.

O Encontro deste ano foi comandado pelo diretor-executivo do Grupo Brasileiro, Paulo Carletto, com a participação da diretora de Desenvolvimento, Elaine Carletto, e dos gerentes corporativos, além dos convidados especiais Fábio Bonini, da Mercedes-Benz, e Vítor Massing, da Marcopolo.

Diretores-gerentes-e-supervisores-do-Grupo-Brasileiro durante o encontro com busólogos || Foto MR Films

Os participantes elogiaram o conteúdo inovador do encontro, com palestras de profissionais renomados do setor industrial. A programação teve início com as boas-vindas da diretora de Desenvolvimento do Grupo Brasileiro, Elaine Carletto, que enfatizou a valorização da relação entre os busólogos e as empresas do grupo.

Na primeira palestra, o engenheiro mecânico Fábio Bonini, executivo de vendas da Mercedes-Benz, abordou a história da fábrica na produção de chassis para ônibus e caminhões. Bonini destacou os pilares que consolidaram a Mercedes-Benz como referência mundial em soluções de mobilidade – desempenho, segurança e durabilidade.

Fábio Bonini, executivo de vendas da Mercedes-Benz no evento com busólogos || Foto MR Films

Vítor Massing, administrador e representante da Marcopolo na Bahia, abordou os principais avanços na fabricação de ônibus, com ênfase na linha G8 – a oitava geração de carrocerias da empresa. Segundo Massing, a nova linha representa “um salto em aerodinâmica, engenharia e experiência do usuário, entregando eficiência, design arrojado e maior conforto e segurança para quem viaja”.

Diretores do Grupo Brasileiro e representantes das empresas Marcopolo e Mercedes-Benz || Fotos MR Films

Um dos momentos mais dinâmicos do evento foi o talk show interativo com gestores do Grupo Brasileiro, que responderam às perguntas dos busólogos sobre o funcionamento das empresas do grupo, atuantes no transporte rodoviário de passageiros e encomendas na Bahia, nordeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas e Paraíba.

TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E EXPERIÊNCIA

O gerente operacional corporativo Jônatas Amorim falou sobre tecnologia, inovação e experiência do cliente na operação, destacando o uso de ferramentas tecnológicas e canais de escuta ativa para aprimorar a jornada do passageiro e garantir operações cada vez mais seguras e eficientes.

Vítor Massing, representante da Marcopolo na Bahia, durante palestra no encontro regional

O gerente comercial corporativo, Diego Brasil, explicou como o planejamento estratégico e inteligência de mercado orientam as decisões sobre horários, categorias de serviço e criação de novas linhas, sempre com base em dados, indicadores e comportamento de mercado.

Os mecanismos de gestão da frota e inovação na manutenção para alto desempenho foram abordados pelo gerente técnico de manutenção corporativo, Carlos Antônio Sabino. Ele compartilhou com os busólogos os bastidores da renovação da frota e os avanços na confiabilidade e na organização da equipe técnica, especialmente em períodos de alta demanda.

Antonio Carvalho, supervisor de Marketing do Grupo Brasileiro || Foto MR Films

INEDITISMO

Após o almoço numa churrascaria de Itabuna, o evento continuou com atividades e momentos de descontração como sorteio de brindes patrocinados pelo Grupo Brasileiro. Logo depois, Antonio Carvalho, supervisor de Marketing da empresa, conduziu a apresentação da campanha Rota 30 Anos, criada para celebrar três décadas de história da Rota Transportes, hoje considerada referência no Nordeste brasileiro e fiel ao compromisso de estar “com você nos caminhos da vida”.

Antonio Carvalho também lançou iniciativa inédita do Grupo Brasileiro: o Clube de Vantagens dos Busólogos, um projeto exclusivo que visa reconhecer e valorizar o entusiasmo dos fãs da busologia. O clube oferecerá benefícios especiais, descontos e experiências exclusivas, fortalecendo ainda mais a relação entre os busólogos e as marcas do grupo.

Ônibus double deck da Rota estão entre as aquisições da Brasileiro junto à Mercedes || Foto Divulgação
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O Grupo Brasileiro, dono de empresas como a Rota Transportes, Brasileiro e Cidade Sol, adquiriu 220 ônibus Mercedes-Benz, nos últimos três anos, para o transporte de passageiros. Os números foram revelados pela diretoria-executiva do Grupo Brasileiro (leia mais abaixo).

As duas marcas estão comemorando a parceria estratégica neste início de 2025. A fabricante é a principal fornecedora de ônibus e caminhões para o grupo que, nos últimos meses, também fez aquisições de carrocerias de outras marcas, como a Volvo.

Leléu Carletto, diretor-executivo do Grupo Brasileiro, diz que o conglomerado busca consolidar a renovação de frota com veículos que reúnem tecnologia de ponta, confiabilidade mecânica e um desempenho excepcional. “Optamos pela marca porque sabemos que os produtos Mercedes-Benz garantem eficiência operacional, economia de combustível e, acima de tudo, proporcionam uma experiência superior aos nossos clientes”, afirma.

“PARCERIA ESTRATÉGICA”

Brasileiro, Rota e Cidade Sol são as principais marcas do Grupo || Foto Divulgação

No transporte rodoviário de passageiros e de serviços de encomendas, o Grupo Brasileiro é formado pelas empresas Rota (Itabuna), Cidade Sol (Jequié/Salvador) e Expresso Brasileiro (Eunápolis). Além disso, também atua no transporte urbano com a Viametro em Ilhéus (BA) e com a Cidade Real em Petrópolis (RJ).

– A história do Grupo Brasileiro sempre foi pautada na busca por excelência, inovação e compromisso com o conforto e a segurança dos nossos passageiros. Nesse sentido, a Mercedes-Benz tem sido uma parceira estratégica fundamental para que possamos oferecer um serviço de transporte rodoviário cada vez mais eficiente e de alta qualidade – reforça o diretor-executivo Leléu Carletto.

Modelos Mercedez-Benz da Rota em carrocerias da Marcopolo || Foto Divulgação

O vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes no Brasil, Walter Barbosa, vê na preferência do Grupo Brasileiro uma demonstração de que a sua marca está no caminho certo. “Além de nos trazer imensa satisfação pela consolidação de uma parceria de longa data”, complementa.

Santos de Pelé jogou em Ilhéus em 1965 || Foto Acervo Santos
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Tomaram um café e partiram, passaram por Feira de Santana, e tocaram pela famosa Rio-Bahia. Madrugada pela frente, muitos caminhões e ônibus na estrada tornavam intenso o movimento. Lá pelas tantas, um caminhão tenta ultrapassar outro e dá de cara com o jipe que conduzia nossos torcedores que voltavam pra casa.

 

Walmir Rosário

O brasileiro sempre foi apaixonado pelo futebol. Não conheço nenhuma pesquisa que nos coloque no topo da pirâmide entre os vários países do mundo, mas nem precisa, somos nós e pronto. Nenhum povo alcançou os nossos feitos em copas do mundo, temos resultados fantásticos nos campeonatos mundiais de clubes e mais que o valham.

E nos apaixonamos por um clube, devotando a ele toda a nossa paixão. Pra cada um de nós o meu time é o melhor e só não ganhou o campeonato por fatores extracampo, como as decisões dos árbitros de futebol, cujas coitadas das mães são xingadas por qualquer motivo fútil. Pouco interessa se os diretores não contrataram os melhores jogadores e sim pernas de pau.

Mais que torcer por um time, alguns se apaixonam – no bom sentido – pelos craques, e isso tenho como provar desde meus tempos de menino lá pras bandas do ainda bucólico bairro da Conceição, em Itabuna. Tínhamos os nossos craques, jogadores dos times amadores e da imbatível Seleção Amadora de Itabuna, mas também devotávamos nosso amor pelos craques do Rio de Janeiro e São Paulo.

E um desses era o Tio Coló, que não era bom de bola, mas gostava de jogar com estilo. Estilo, aliás, era com o próprio: não dispensava uma calça de linho passada a ferro com goma, um sapato do tipo mocassim branco, camisa esporte listrada, fino violonista. No máximo se permitia andar com sandália japonesa, a legítima, nas cores preto e branco, como do Santos de Pelé.

E ele era um exímio motorista, escolhido a dedo por grandes empresários para viagens, muita delas voltadas para jogos de futebol. Segurança total com o Tio Coló ao volante. E quando o assunto versava sobre futebol ele cortava qualquer conversa e dizia em alto e bom som: “Só morrerei depois de ver Pelé jogar”. Já era um mantra incorporado ao tema futebol.

Pois bem, lá pros idos de 1964, se não me engano, chega a grande oportunidade para o Tio Coló realizar seu eterno desejo, com a notícia dada na resenha esportiva da Rádio Bandeirantes de São Paulo, informando que o imbatível Santos viria a Salvador enfrentar o Bahia. Foi um alvoroço no salão de sinuca de Ismael. Seria agora ou nunca para Tio Coló.

Na mesma hora começaram a planejar a viagem entre os presentes. Tio Coló, o mestre de obras da prefeitura, Antônio Cruz, o comerciante Nicanor Conceição, o dono de bar Teles, o comerciante de leite e cana Nivaldo (Cacau). O próximo passo seria alugar um carro e embarcarem para a capital baiana e assistir ao jogo com o Rei do Futebol, Pelé.

E no próprio bairro da Conceição alugaram um carro de praça (táxi), o jipe de Eliseu, também interessado em assistir à partida. Na data marcada partiram para Salvador onde realizariam o sonho, antes considerado impossível. E as estradas daquela época eram horríveis, de terra batida até Jequié, e daí pra frente o asfalto da Rio-Bahia e da BA- 324 até a capital.

Chegaram um pouco antes do início do jogo, e torceram por Pelé, que marcou os dois gols do time santista. Partida encerrada, eles tomaram a estrada de volta e ao chegar a Feira de Santana Eliseu se sentia cansado. O jeito era passar o volante para o colega Tio Coló. E esse era um gesto ímpar, pois o jipe de Eliseu ninguém dirigia. E Tio Coló seria o primeiro a ter o privilégio.

Tomaram um café e partiram, passaram por Feira de Santana, e tocaram pela famosa Rio-Bahia. Madrugada pela frente, muitos caminhões e ônibus na estrada tornavam intenso o movimento. Lá pelas tantas, um caminhão tenta ultrapassar outro e dá de cara com o jipe que conduzia nossos torcedores que voltavam pra casa.

O choque foi inevitável e o caminhão atingiu o jipe do lado esquerdo. Rodovia interditada por causa do acidente os passantes iniciaram o atendimento aos seis ocupantes do jipe, todos bastante machucados e iam sendo levados para o hospital mais próximo. Na realidade, somente quatro puderam ser atendidos: Antônio Cruz, Teles, Nicanor e Nivaldo Cacau.

Na direção Tio Coló não resistiu ao impacto da colisão e morreu no local. Mesmo destino teve Eliseu, o proprietário do jipe, que se encontrava sentado logo atrás do banco do motorista. Assim que a notícia chega a Itabuna, se instala um clamor no bairro da Conceição, que passa a chorar seus mortos e feridos.

Acredito que, em relação ao Tio Coló, a profecia foi feita: morreu exatamente após ter assistido jogar o seu grande ídolo, Pelé, o Rei do Futebol. Nunca mais um solo de violão do Tio Coló, que sempre era lembrado quando o assunto no salão de sinuca de Ismael era o futebol. É triste entrar para a história por sua morte, pois todos queriam que ele ressaltasse sua alegria ao ver Pelé jogar. E logo mais, em 1965, Pelé jogou em Ilhéus, pertinho de casa.

Walmir Rosário é  radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Vitor Massing, da Basebus, e Ricardo Portolan, diretor comercial da Marcopolo, entregam a chave simbólica dos ônibus aos diretores do Grupo Brasileiro, Paulo e Leléu Carletto || Divulgação
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O Grupo Brasileiro anunciou a compra de 54 ônibus novos nas categorias leito, semileito e executivo para a renovação de frota da Rota Transportes, da Cidade Sol e da Brasileiro. A confirmação do negócio foi feita neste final de semana, após visita dos executivos da empresa à Marcopolo, em Caxias do Sul (RS), de onde o grupo adquiriu os modelos Paradiso G8, com chassis Mercedes-Benz.

Paulo Carletto, diretor-executivo do grupo de empresas baianas de transporte de passageiros, disse que, embora o cenário econômico não seja favorável, devido aos juros altos definidos pelo Banco Central e veículos muito caros, a empresa investe para “surpreender sempre” os clientes e honrar “o compromisso mantido com as agências reguladoras do setor público”.

Ônibus modelo Paradiso já com as marcas Brasileiro, Rota e Cidade Sol, do Grupo Brasileiro

A aquisição do Grupo Brasileiro, afirma Carletto, representa a maior renovação de frota com carros Paradiso G8 nas regiões Norte e Nordeste.

Os ônibus contam com sistema wi-fi, tomadas USB individuais, tomadas de 110 volts, poltronas mais ergonômicas e confortáveis, revestidas em couro sintético, que facilita o serviço de higienização, e elevador com poltrona para acessibilidade. Os carros leito e semileito estão configurados com bebedouro e poltronas que possuem descanso de pernas, segundo o engenheiro mecânico da Rota, Carlos Sabino.

Consumo de feijão pelos brasileiros cai pela metade
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O arroz com feijão, dupla clássica na alimentação do brasileiro, teve uma redução considerável nas quantidades adquiridas no consumo domiciliar. É o que mostra uma análise histórica do módulo Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, em 15 anos, a quantidade média per capita anual de feijão caiu 52%, variando de 12,394 kg, na edição 2002/2003 da pesquisa, para 5,908 kg em 2017/2018. Já a quantidade de arroz caiu 37% nesse período, indo de 31,578 kg para 19,763 kg.

Para o analista da pesquisa, José Mauro de Freitas, a queda na aquisição desses dois produtos é bastante significativa e pode ter múltiplas causas, como o aumento da importância da alimentação fora de casa e as mudanças de hábitos alimentares. “Questões econômicas como a variação de preços e da renda também são importantes e devem ser consideradas”, analisa.

Embora a pesquisa aponte a queda na aquisição dos dois produtos, José Mauro chama atenção para a relevância que eles ainda têm na mesa dos brasileiros. “É importante também notar que tanto o arroz quanto o feijão ainda contribuem significativamente na composição das calorias disponíveis dos produtos in natura adquiridos pelas famílias brasileiras. Até mesmo quando consideramos as calorias totais. O arroz, por exemplo, contribui com 15,6% e o feijão com 4,3%”, explica.

Assim como o feijão e o arroz, outros produtos também tiveram uma queda relevante. A farinha de mandioca (2,332 kg por pessoa/por ano), por exemplo, teve sua aquisição média per capita caindo em 70% entre a POF 2002/2003 e 2017/2018, enquanto a farinha de trigo caiu 56% no mesmo período. Esses foram os produtos que apresentaram o maior percentual de queda. Já o leite teve uma redução de 42%, indo de 44,405 kg para 25,808 kg.

AUMENTA O CONSUMO DE OVOS

Nesse mesmo período, os produtos que se destacaram no aumento de suas quantidades per capita média adquiridas foram os ovos (94%), os alimentos preparados e misturas industriais (56%) e as bebidas alcoólicas (19%). Para o pesquisador do IBGE, o aumento na aquisição dos ovos pode ser explicado por uma mudança de percepção da sociedade em relação ao alimento, que, de acordo com ele, não era considerado saudável na época em que a POF 2002/2003 foi feita.

“Se isso era científico ou não é uma outra discussão. O fato é que, de lá para cá, o ovo, pelo menos, publicamente, deixou de ser um alimento a ser evitado. Por uma outra perspectiva, os ovos são uma fonte comum de substituição de proteína animal quando os preços das carnes aumentam. Se é uma substituição econômica ou mudança de hábitos alimentares é difícil dizer. O que a pesquisa mostra, e esses são os dados, é que a aquisição de ovos aumentou significativamente”, afirma o pesquisador.

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pib brasileiroAdriano Silva | SuperInteressante
Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras. O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d¿água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.
O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.
O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.
O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.
Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso”. O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho – preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.
O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.
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O Bahia tinha tudo para derrotar o Atlético Paranaense neste domingo (27). Primeiro, porque jogou em casa; segundo, porque abriu o marcador e acrescentou a vantagem de contar com um jogador a mais em campo, depois que o adversário teve expulso um de seus principais jogadores, Hélder.

Ainda assim, o tricolor permitiu o empate e agora tem apenas quatro pontos a mais que a Ponte Preta, que encabeça a zona da degola, à frente de Vasco, Criciúma e do já “finado” Náutico.

Diferentemente do Bahia, o Vitória foi ao Maracanã, teve um jogador expulso aos 14 minutos do primeiro tempo e, mesmo em condições desfavoráveis, derrotou o Fluminense de virada, por 3 x 2. Com direito a mais uma atuação impecável de William Henrique, o novo xodó rubro-negro.

O Vitória tem 47 pontos e está a apenas cinco do G-4.