Unidades vão processar e beneficiar café no extremo-sul || Reprodução Sistema Faemg
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O Governo da Bahia firmou um acordo de R$ 8.765.813,51 para implantar oito unidades de processamento e beneficiamento de café no Extremo-Sul. O projeto alcançará 239 famílias de assentamentos rurais em Itamaraju, Mucuri, Itabela e Prado.

O termo de colaboração foi assinado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural, e pela Cooperativa Agropecuária do Extremo-Sul da Bahia.

Duas unidades serão implantadas nos assentamentos Santa Cruz do Ouro e Bela Vista, em Itamaraju. Mucuri receberá uma estrutura no assentamento Jequitibá, enquanto a unidade de Itabela ficará no assentamento Virote.

As outras quatro unidades atenderão os assentamentos Jacy Rocha, Santa Luzia Três Irmãos, Nossa Senhora do Rosário e Riacho das Ostras, em Prado. O acordo também prevê a aquisição dos bens e a contratação dos serviços necessários ao funcionamento das estruturas.

O projeto integra o programa Bahia que Produz e Alimenta e terá prazo de 730 dias. Os recursos virão de financiamento do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, instituição ligada ao Banco Mundial, e da contrapartida do Governo da Bahia.

O termo foi assinado na quarta-feira (19). A publicação formaliza o investimento, mas não informa o cronograma de cada unidade, a capacidade de beneficiamento nem a divisão dos recursos entre os oito assentamentos. O resumo do acordo está disponível no Diário Oficial do Estado.

Banana de Bom Jesus da Lapa conquista certificação || Foto Divulgação
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A banana produzida na região de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Publicada na terça-feira (11), a certificação reconhece a notoriedade da produção no Perímetro de Irrigação Formoso.

Certificada pelo INPI, na categoria Indicação de Procedência, a “banana clarinha da Bahia” apresenta características únicas ligadas ao Perímetro de Irrigação Formoso. A fruta é reconhecida pela coloração amarelo-ouro clara, doçura elevada e baixa acidez, resultado do manejo em clima semiárido. As variedades Nanica e Prata da região têm qualidade nacionalmente reconhecida.

“A IG deve agregar valor ao produto e ampliar acesso a mercados nacionais e internacionais, promovendo organização produtiva, associativismo e práticas sustentáveis”, destacou a assessora técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Jorgete Oliveira. De acordo com Jorgete, o Fórum Baiano aparece como um espaço estratégico de articulação com os atores envolvidos no processo de reconhecimento junto ao INPI. A certificação deve abrir novos canais de exportação, especialmente para mercados europeus.

Com a banana de Bom Jesus da Lapa, a Bahia passa a contar com seis Indicações Geográficas, todas na modalidade Indicação de Procedência. As demais são Sul da Bahia (cacau), Oeste da Bahia (café), Microrregião Abaíra (cachaça), Vale Submédio São Francisco (uvas e mangas) e Vale do São Francisco (vinhos e espumantes).

VALOR AGREGADO

A região certificada representa cerca de 8,7 mil hectares dedicados à banana em uma área total irrigada de 19,5 mil hectares. O Perímetro de Irrigação Formoso, localizado às margens do rio Corrente, afluente do São Francisco, é impulsionado pela Codevasf desde 1988 e gerido pelo Distrito de Irrigação de Formoso, consolidando-se como um dos maiores polos de produção de banana do país.

Inicialmente voltado à produção de banana-nanica para exportação, o projeto estruturou a cadeia produtiva local, desde a importação e adaptação de mudas até a criação de viveiros e cooperativas. Entre as organizações que ampliaram o alcance da banana produzida na região para mercados de todo o país e também para o exterior está a Cooperativa dos Produtores de Bom Jesus da Lapa.

Além da dimensão econômica, a produção de banana na região carrega valor histórico e cultural. A atividade está associada à trajetória das famílias produtoras e à construção da identidade local, que projetou o território nacionalmente como referência na produção da fruta mais consumida pelos brasileiros.

Retirada das taxas foi negociada entre os governos brasileiro e Norte-Americano || Foto Ricardo Stuckert/PR
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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (21), a retirada da tarifa extra de 40% de mais de 200 produtos brasileiros. Dentre os itens livres do tarifaço de Donald Trump estão na lista carne bovina, café, açaí, cacau, tomate, coco, castanha de caju, mate, pimenta, canela, baunilha, cravo e noz-moscada.

De acordo com documento assinado pelo governo Norte-Americano, a decisão anunciada hoje é válida para produtos que entraram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. Esta foi a data da reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que negociaram a retirada das tarifas extras.

Ao anunciar a decisão, Donald Trump destacou a conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro. Trump escreveu que a retirada das tarifas é consequência das negociações entre o governo brasileiro e o norte-americano.

“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”.

O Estados Unidos divulgaram, em um anexo, a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. “Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323”.

Carga de R$ 900 mil foi recuperada pela Polícia Militar no Iguape
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Uma carga de café avaliada em R$ 900 mil foi recuperada em Ilhéus por policiais militares da 70ª Companhia Independente da PM, nesta terça-feira (15). O produto havia sido roubado em Itapebi, no extremo-sul baiano, e o sistema de monitoramento apontou que o reboque com a carga estava no Iguape.

Diligências reveleram que o motorista, com o cavalo mecânico da carreta, foi encontrado em Mascote. A polícia fez a vigília da carga – 31.800 toneladas – até a chegada da vítima do roubo e de representante da seguradora para a a adoção de medidas legais. Vítima e carga recuperada foram apresentadas na Polícia Civil em Ilhéus nesta quarta-feira (16).

Assim como no país, beber café ficou mais caro em Itabuna e Ilhéus || Foto Marcelo Camargo/ABr
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Café, banana e carne foram os itens que mais puxaram, para cima, o custo da cesta básica nos dois mais populosos municípios do sul da Bahia em fevereiro, aponta levantamento mensal do curso de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). A alta foi maior em Ilhéus, segundo o estudo. Atingiu 2,12% em fevereiro no comparativo com janeiro. Em Itabuna, a alta chegou a 0,48%.

A cesta com os 12 itens saltou de R$ 595,14 para R$ 607,77 em Ilhéus no comparativo entre janeiro e fevereiro. Já em Itabuna, saiu de R$ 596,36 para R$ 599,24, ficando ligeiramente mais barato que no município vizinho.

O acompanhamento mensal revela aumento de 30,73% no preço do café em fevereiro em Ilhéus e de 14,79% da banana. A carne também registrou alta, ficando 5,8% mais cara, conforme o levantamento. Na contramão, ficaram mais baratos o arroz (-8,3%), a farinha (-8,16%) e tomate (-7,69).

Os dados apurados em Itabuna revelaram o café 21,09% mais caro, assim como a banana (4,32) e a carne (3,07%). Dos 12 itens da cesta básica, 7 ficaram mais baratos no município. As maiores reduções de preço foram as do açúcar (-12,05%), farinha (-7,46) e feijão (5,45%) no comparativo entre janeiro e fevereiro.

O projeto de Acompanhamento do Custo da Cesta Básica (ACCB) nos dois municípios é coordenado pela professora Mônica de Moura Pires

IBGE prevê aumento na safra de grãos na Bahia
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima para safra baiana produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,1 milhões de toneladas. O volume representa um avanço de 6,7%, em relação a safra de 2024.

De acordo com o IBGE, a área plantada para 2025 é de 3,65 milhões de hectares, com crescimento de apenas 2,8% em relação à safra de 2024. Assim, o rendimento médio (3,33 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia é 4,0% acima da safra anterior.

O volume de soja colhido está estimado em 8,33 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 10,6% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de cerca de 2,1 milhões de hectares. O rendimento médio de 3,09 toneladas/ha, tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 4,0% em relação à safra anterior.

ALOGODÃO E FEIJÃO

Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem produção estimada em 1,78 milhão de toneladas, o que representa aumento de 0,7% em relação ao ano de 2024. A Bahia é o maior produtor da Região Nordeste e o segundo do Brasil, responsável por 19,8% da safra nacional. A área plantada com a fibra aumentou 0,5%, alcançando 382 mil ha em relação à safra de 2024.

Para a lavoura do feijão, a estimativa é de aumento em 5,1% na comparação com a safra de 2024, totalizando 234 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 385 mil hectares plantados, 1,3% maior que a safra anterior. A primeira safra da leguminosa (143 mil toneladas) é 4,2% superior à de 2024, e a segunda safra (91 mil toneladas) teve uma variação positiva de 6,7%, na mesma base de comparação.

MILHO E CAFÉ

As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, devem alcançar 2,27 milhões de toneladas, o que representa declínio de 2,1% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 3,4% em relação à estimativa da safra anterior de 605 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,5 milhão de toneladas, 2,9% abaixo do que foi observado em 2024. Já para a segunda safra é esperado um recuo de 0,5% em relação à colheita anterior, totalizando 762 mil toneladas.

Em relação ao café, está prevista a colheita de 266 mil toneladas este ano, 6,8% acima do observado no ano passado. A safra do tipo arábica é de 110 mil toneladas, com variação anual de 5,9%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora foi de 156 mil toneladas, 7,5% acima da colheita do ano anterior.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima produção de 5,49 milhões de toneladas, revelando decréscimo de 1,0% em relação à safra de 2024. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou em 119 mil toneladas, apontando um avanço de 7,0% na comparação com a do ano anterior.

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Homens foram presos em Camacan e Una || Foto PM-BA
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A Polícia Militar prendeu três suspeitos de envolvimento no roubo de uma carga de café, ocorrido segunda-feira (9), em Una, no sul da Bahia. Após denúncia, os policiais chegaram, nesta terça-feira (10), a dois homens que tentaram vender sete sacas de café em Camacan, a 64km de Una. Eles tentaram fugir, mas foram alcançados na rodovia que dá acesso a Camacan, por equipes da 62ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

Com base na informação da dupla, os policiais descobriram que parte da carga roubada ainda estava em Una e acionaram a Cipe Cacaueira, que entrou em ação. Na sede do município, membros da Companhia Especializada da PM estranharam a movimentação de um homem em um estabelecimento comercial. Segundo a Polícia, ele tentava esconder sacas de café provenientes do mesmo roubo e foi preso em flagrante.

Os três suspeitos e a carga foram apresentados à Polícia Civil, que investiga o caso.

Antonio Rigno Filho celebra conquista do Cup of Excellence 2022 || Foto Notícias Agrícolas
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A primeira e a segunda colocações da Cup of Excellence 2022, principal concurso de qualidade do mundo para o produto, ficaram com produtores da Bahia. A premiação é realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

O café especial produzido por Antonio Rigno de Oliveira Filho, na Fazenda Tijuco, em Piatã, na Chapada Diamantina, foi o grande vencedor.  Os exemplares da Fazenda Tijuco tiveram nota de avaliação de 91,41 pontos, em uma escala de zero a 100. Foi o quarto título conquistado pela família, que já venceu a competição em2009, 2014 e 2015.

O segundo lugar, nesta edição, ficou com o café produzido por Maridalton Silva Santana, no Sítio Bonilha, também localizado em Piatã (BA). O produtor obteve 90,59 pontos.

A terceira colocação foi para Afonso Maria Vinhal, da Fazenda Recanto, em Serra do Salitre, na Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro (90,53 pontos). Completam a lista Homero Teixeira de Macedo Junior, da Fazenda Recreio, na Região Vulcânica em Minas Gerais e São Paulo (90,47 pontos); e Pedro Brás, na Casa Brás, em Vargem Bonita, no Sul de Minas (90,41 pontos).

Os cinco primeiros colocados, por terem obtido notas superiores a 90 pontos, são considerados cafés presidenciais do Cup of Excellence 2022. “Os cafeicultores brasileiros seguem dando exemplo de cultivo sustentável e focado em qualidade. O corpo de jurados internacionais pôde reconhecer a excelência dos grãos brasileiros, inclusive com a apresentação de novos perfis sensoriais”, disse o diretor-executivo da BSCA, Vinicius Estrela.

VALOR AGREGADO

O reconhecimento internacional agrega valor aos cultivares. As safras dos 24 vencedores serão leiloadas via internet. Os cinco primeiros colocados no concurso serão negociados no dia 1º de dezembro. O preço de abertura de cada lote será de US$ 5,50 por libra-peso, o que equivale, em cotação atual, a cerca de R$ 3.900 por saca de 60 kg. Nos dias 25 de novembro e 9 de dezembro, será a vez dos leilões dos Campeões Nacionais, com preços de abertura do leilão de US$ 4,50 por lb-peso, algo próximo de R$ 3.200 por saca.

Realizado no Brasil desde 1999, o Cup of Excellence é o principal concurso de qualidade para cafés especiais do mundo. Os preços alcançados nesses pregões internacionais vão muito além dos praticados nos mercados convencionais. Para se ter ideia, em 2017, o campeão da competição brasileira alcançou o maior valor pago por uma saca de café no país, alcançando o equivalente atual a R$ 55,5 mil.

As exportações do agronegócio batem recorde em janeiro
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As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 8,82 bilhões, valor recorde para os meses de janeiro. O volume representa crescimento de 57,5% em relação aos US$ 5,60 bilhões em vendas externas em janeiro do ano passado.

O crescimento do valor exportado foi influenciado tanto pela expansão dos preços médios de vendas externas, que subiram 19% na comparação com janeiro de 2021, quanto em função do aumento do volume exportado, que cresceu 32,3%.

Com essa expressiva elevação, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras cresceu de 37,5% (janeiro/2021) para 44,9% (janeiro/2022).

SOJA

O destaque dos embarques do mês de janeiro foi o complexo soja, com US$ 2,12 bilhões, cifra 338,3% superior aos US$ 484,07 milhões exportados em janeiro de 2021 (+US$ 1,64 bilhão).

A soja em grãos registrou 2,45 milhões de toneladas em exportações (+4.853,6%), ou US$ 1,24 bilhão (+5.223,9%); valores recordes para os meses de janeiro. A previsão é que a China importe cerca de 100 milhões de toneladas neste ano.

Em janeiro, o país asiático adquiriu 80,1% do volume de soja exportado pelo Brasil (1,97 milhão de toneladas). Além da China, União Europeia e Vietnã também importaram mais de 100 mil toneladas do Brasil: 159,8 mil e 136,7 mil toneladas adquiridas, respectivamente.

As exportações de farelo de soja elevaram-se 45,6% em volume, passando de 1,03 milhão para 1,49 milhão de toneladas. As exportações de óleo de soja também apresentaram expressivo crescimento devido à forte demanda indiana e ao aumento da disponibilidade doméstica.

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Café lidera a lista de produtos com maior alta
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Os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. Outros destaques negativos para o consumidor foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%). Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já os principais recuos foram registrados nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%). Em janeiro deste ano, os preços do gás de botijão (-0,73%) recuaram pela primeira vez após 19 meses consecutivos de alta. Em 12 meses, o botijão acumula alta de 31,78%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,67% em janeiro, abaixo do resultado do mês anterior (0,73%), maior variação para o mês desde 2016 (1,51%). O indicador acumula alta de 10,60% nos últimos 12 meses, acima dos 10,16% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a taxa foi de 0,27%.

Os produtos alimentícios aceleraram de 0,76% em dezembro para 1,08% em janeiro. Já os não alimentícios tiveram alta menos intensa que a do mês anterior, passando de 0,72% em dezembro para 0,54% em janeiro.

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Os fãs do café vão ter uma surpresa desagradável a partir de setembro. Quem não consegue ficar longe da bebida vai precisar desembolsar até 40% a mais no mês que vem. De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio, será o maior aumento registrado há, pelo menos, 25 anos, no preço do café para o consumidor final.

A alta, segundo a Abic, é provocada pela quebra na safra do grão. Em 2020, houve uma boa colheita. Já a safra deste ano, foi comprometida logo no primeiro trimestre deste ano, consequência da seca prolongada no parque cafeeiro e de um ano de baixa na bienalidade do café, que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), está estimada em 49 milhões de sacas.

Além disso, para piorar a situação, há 27 anos o Brasil não registrava uma geada tão intensa no parque cafeeiro, o que neste momento gera muita incerteza em relação ao tamanho da safra. Essa situação afeta a oferta do grão no mercado, fazendo com que os preços se movimentem, informa o Canal Rural.

De acordo com a Abic, os preços da matéria-prima, calculados em reais, “estão subindo como nunca antes testemunhado”. A pandemia, o câmbio e o aumento nos custos dos insumos são outros fatores negativos para o setor.

“A safra de 2022 ainda depende da chuva na hora da florada das plantas, que deve ocorrer daqui a dois meses. Se houver a florada no café, o mercado tende a acalmar um pouco. Mas isso depende de chuva, e estamos em um período de seca”, diz Inácio.

Produção de soja deve ser recorde na Bahia
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A Bahia deve alcançar 10,5 milhões de toneladas na safra de grãos em 2021. O resultado representa um crescimento de 4,8% em relação a safra 2020, que foi o melhor resultado da série histórica da pesquisa. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de algodão (caroço e pluma), em 2021, ficou projetada em torno de 1,27 milhão de tonelada, que corresponde a uma retração de 14,0% na comparação anual. Em relação ao levantamento anterior, houve um ligeiro aumento (2,5%) na previsão de produção da fibra. A estimativa de área plantada (268 mil ha.) representou recuo de 14,9% em relação a 2020.

SOJA E CACAU

A soja teve estimativa mantida em 6,8 milhões de toneladas – a maior da série histórica do levantamento –, o que corresponde a uma alta de 12,6% em relação a 2020. A área plantada com a oleaginosa somou 1,7 milhão ha, que supera em 4,9% a de 2020, e o rendimento médio esperado da lavoura ficou em 4,0 toneladas/ha.

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João Leão destaca potencial baiano na produção e industrialização do café || Foto Divulgação
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Maracás, no sudoeste baiano, deverá receber até R$ 2 milhões em investimentos privados, da Vale Bahia Indústria e Comércio de Alimentos, para implantação de uma unidade industrial. A empresa produzirá café torrado e moído, leite em pó, milho moído e óleo e tem a  previsão de gerar até 60 empregos diretos, segundo anúncio feito nesta manhã de terça (24). A capacidade de produção prevista é de um 1,152 milhões de toneladas por ano.

O protocolo de intenções para construção da unidade industrial em Maracás foi assinado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, hoje.  Segundo o gerente geral da Vale Bahia, Ednaldo Almeida, inicialmente serão gerados 60 novos postos de trabalho, podendo chegar até 120 empregos diretos e mais 50 a 70 indiretos.

“Fazer a torrefação do café na região vai promover o desenvolvimento econômico local. Teremos um produto totalmente baiano, pois vamos adquirir boa parte ou 100% da matéria prima do café dos agricultores daqui. Sendo assim, vamos incentivar a agricultura familiar e regional, teremos preço competitivo e um produto de qualidade para o consumidor. O industrial da Vale Bahia vai aquecer diretamente a agricultura familiar. Também temos a intenção de implantar uma usina de açúcar refinado na região”, diz.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o estado da Bahia é o 4º maior produtor de café do Brasil. Recentemente, o café da agricultura familiar produzido na Chapada Diamantina pela Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã) foi premiado e está entre os cinco melhores do país. “A implantação dessa unidade só tem a agregar à economia local e, em consequência, para o estado”, destaca o vice-governador João Leão, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.