Ventania provocou estragos em São Paulo (foto) e no Rio || Foto Paulo Pinto/ABr
Tempo de leitura: 3 minutos

Fortes ventos provocaram estragos e mortes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo na tarde desta quarta-feira (29). Uma estação meteorológica da capital fluminense chegou a registrar ventos de 105 km/h.

Segundo Suellen Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o evento foi provocado pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica na região, associada ao deslocamento do ar nas camadas superiores da atmosfera, chamado de “escoamento”.

“A conjunção desses fatores auxiliou realmente na formação dessa instabilidade, que trouxe essas rajadas bem intensas. Inclusive, tivemos rajadas em torno de 100 km/h em ambos os estados”, explicou a meteorologista.

O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, destaca que as rajadas de vento se formaram a partir de uma linha de estabilidade.

“É uma linha de tempestades alinhadas, como o nome indica, uma ao lado da outra, que se formaram sobre uma frente fria que estava na Região Sul do Brasil. Essa linha de tempestades formou o que se chama uma frente de rajada, que foi a ventania que nós sentimos ontem à tarde”, esclareceu.

Ele explica que a frente de rajada avança mais rápido que a linha de nuvens da tempestade e que a tempestade, em si, nem ocorreu.

“Aqui onde nós estamos, no Vale do Paraíba [em São José dos Campos-SP], choveu mais no final da tarde e início da noite. Choveu um pouco, que foi o que restou daquela linha de tempestades que foi dissipando conforme elas foram avançando para o norte. Elas começaram lá no Paraná, Santa Catarina, mas, avançando para o norte, elas foram dissipando”, disse Seluchi.

EL NIÑO

Tanto a meteorologista do Inmet quanto o coordenador do Cemaden avaliam que não é possível, ainda, associar o evento de quarta-feira ao El Niño, um fenômeno recorrente que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, de tempos em tempos, e que provoca alterações no clima global.

Neste ano, espera-se um El Niño mais intenso. Segundo a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (Noaa), há uma probabilidade grande de que nesta temporada o El Niño seja o mais forte dos últimos 76 anos.

“Teria que fazer uma avaliação um pouco mais minuciosa para poder verificar se [os ventos fortes de Rio e São Paulo] tem alguma coisa relacionada a esse fenômeno”, afirma Suellen Araujo.

Leia Mais

Itabuna tem previsão de chuva intensa até a manhã desta quarta-feira (9) || Foto Daniel Thame/Arquivo
Tempo de leitura: < 1 minuto

Ilhéus e Itabuna estão entre as 65 cidades da Bahia que receberam alerta amarelo de perigo potencial de chuvas intensas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Emitido hoje (8), o aviso meteorológico vale até as 10h desta quarta-feira (9).

No sul da Bahia, o alerta também vale para Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Maraú, Santa Luzia, Camacan, Canavieiras, Itacaré, Itajuípe, Itapé, Una e Uruçuca e Ubaitaba (confira a relação completa ao final do texto).

O nível de perigo amarelo indica possibilidade de 20 com volume de 20 a 30 milímetros por hora ou de até 50 milímetros no acumulado do dia. Na segunda hipótese, o volume é equivalente a 50 litros d’água por metro quadrado. Conforme a classificação do Inmet, o risco de alagamentos e deslizamentos de terra é baixo.

As cidades listadas no alerta são:

Alcobaça
Arataca
Aratuípe
Aurelino Leal
Barro Preto
Belmonte
Buerarema
Cachoeira
Cairu
Camacan
Camamu
Canavieiras
Caravelas
Eunápolis
Guaratinga
Ibirapitanga
Ibirapuã
Igrapiúna
Ilhéus
Itabela
Itabuna
Itacaré
Itagimirim
Itajuípe
Itamaraju
Itaparica
Itapé
Itapebi
Ituberá
Jaguaripe
Jucuruçu
Jussari
Laje
Lauro de Freitas
Madre de Deus
Maragogipe
Maraú
Mascote
Mucuri
Muniz Ferreira
Nazaré
Nilo Peçanha
Nova Viçosa
Pau Brasil
Piraí do Norte
Porto Seguro
Potiraguá
Prado
Salinas da Margarida
Salvador
Santa Cruz Cabrália
Santa Luzia
Santo Amaro
São Felipe
São José da Vitória
Saubara
Simões Filho
Taperoá
Teixeira de Freitas
Ubaitaba
Una
Uruçuca
Valença
Vera Cruz
Vereda

Previsão de chuvas para o sul da Bahia|| Reprodução
Tempo de leitura: 2 minutos

O clima no sul da Bahia deve começar a mudar a partir desta quinta-feira (9), conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Dentre os municípios com alerta amarelo para os próximos dias estão Itabuna, Ilhéus, Buerarema, Ibicaraí, Itacaré, Santa Luzia, Camacan, Arataca, Aurelino Leal, Almadina, Coaraci, Barro Preto e Itapé.

De acordo com a Diretoria de Defesa Civil de Itabuna, a chuva deve começar a cair no município a partir desta quinta-feira (9), mas população não deve se preocupar com grandes alagamentos. A previsão, segundo a Defesa Civil, é que entre amanhã e domingo (12) chova 100 milímetros. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.

ILHÉUS

Em Ilhéus, a Defesa Civil emitiu alerta nesta quarta-feira (8) de previsão de chuvas intensas para o período de 10 a 15. O município do sul da Bahia pode enfrentar fortes pancadas de chuva, o que aumenta o risco de deslizamentos de terra, alagamentos e inundações em áreas vulneráveis, conforme alerta da Defesa Civil.

Hoje, por meio de nota, o prefeito Valderico Junior informou que se reuniu com secretários municipais para traçar estratégias de prevenção e enfrentamento aos possíveis impactos. O gestor adiantou que a Secretaria de Infraestrutura e Defesa Civil já deu início a ações emergenciais para reduzir os riscos à população.

As medidas preventivas, segundo a Prefeitura de Ilhéus, inclui a instalação de lonas em encostas de morros, a divulgação de dados pluviométricos para conscientizar moradores, a limpeza de canais e vistorias técnicas em imóveis localizados em áreas de maior vulnerabilidade.

Em caso de perigo, a população deve entrar em contato pelo (73) 97400-7522. O número pode ser utilizado tanto para ligações quanto para mensagens via WhatsApp ou ainda acionar o Corpo de Bombeiros pela Central 193.

Mudanças climáticas impactam segurança alimentar, segundo pesquisadora || Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
Tempo de leitura: 3 minutos

A relação direta entre a fome e as mudanças climáticas foi debatida por pesquisadores que se reuniram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta semana, no 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que termina nesta sexta-feira (13). Coordenadora do evento e professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UERJ, Rosana Salles da Costa explica que a insegurança hídrica, por exemplo, pode ser uma consequência das mudanças climáticas que também reduz o acesso à alimentação saudável.

“A segurança alimentar se relaciona a diversas questões. Podemos colocar como uma delas as mudanças climáticas com, por exemplo, o prejuízo no acesso à água em quantidade e qualidade”, explicou à Agência Brasil. “Estamos debatendo no país a questão da segurança hídrica, que, com as mudanças climáticas e as queimadas que estão acontecendo, acaba prejudicando várias áreas de plantio de alimentos produzidos para o consumo nacional”.

A professora ressalta também ser importante observar o aumento do preço dos alimentos, resultado de uma sequência de acontecimentos que dificultam o acesso à alimentação. “Uma vez que você prejudica o plantio e o cultivo de alimentos destinados ao consumo da nossa população, infelizmente, o preço também é afetado. A partir daí, temos que pensar em políticas públicas e em como reverter os efeitos das mudanças climáticas, porque elas estão presentes e temos que pensar agora em como vamos enfrentar as dificuldades relacionadas à segurança alimentar, articulando com os Governos Federal, Estaduais e Municipais medidas de redução da fome e promoção da alimentação saudável.”

Realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), o encontro trouxe como tema “Pesquisa e políticas públicas em soberania e segurança alimentar e nutricional no enfrentamento das desigualdades, da fome e das mudanças climáticas”, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais, alunos de graduação e de pós-graduação para debaterem as influências das mudanças climáticas no acesso à alimentação adequada pela população.

SEGURANÇA ALIMENTAR

Rosana Salles da Costa esclarece que segurança alimentar se relaciona ao acesso à alimentação adequada para todas as pessoas de uma família, refletindo o direito humano à alimentação adequada. Por outro lado, a insegurança alimentar se faz presente quando uma das questões relacionadas à alimentação, seja em quantidade ou qualidade, não é garantida. No Brasil, a insegurança alimentar é avaliada a partir da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). “Os níveis de insegurança alimentar são três: insegurança alimentar leve, moderada e grave. A insegurança alimentar grave reflete a fome na nossa população, ou seja, famílias que passam o dia todo sem comer ou que fazem uma única refeição ao dia”.

No país, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, referentes ao último trimestre de 2023, 10,8% dos lares comandados por mulheres convivem com a insegurança alimentar moderada ou grave. Considerando os lares chefiados por homens, essa porcentagem passa para 7,8%, revelando uma diferença de três pontos percentuais. Com relação à cor ou raça, 74,6% dos domicílios que enfrentam a insegurança alimentar grave são chefiados por pessoas pretas e pardas.

“Infelizmente, temos o grupo classicamente mais afetado que são os lares chefiados por mulheres, especialmente as mulheres negras”, analisa a professora. “Esse também é um tema de debate de alguns dos painéis e de vários trabalhos do 6º EPISSAN. O encontro não debate apenas resultados, mas também é muito propositivo. Os pesquisadores presentes analisam e fazem propostas de políticas que, principalmente para os lares chefiadas por mulheres negras, são urgentes”, complementa.

 

Além dos debates realizados, foram apresentados durante o evento dados preliminares sobre pesquisas conduzidas no país pela Rede Penssan e com apoio do App VIGISAN, aplicativo desenvolvido pela própria instituição para auxiliar na abordagem aos pesquisados que compõem, muitas vezes, grupos sociais vulnerabilizados. No encontro, também foi apresentada a plataforma FomeS, elaborada com financiamento do Ministério da Saúde (MS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ferramenta agrega dados nacionais sobre mudança climática, insegurança alimentar, insegurança hídrica, saúde e estado nutricional de crianças.

O encontro contou com patrocínio do Ministério da Saúde (MS), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Estudo aponta ações para enfrentamento a desastres climáticos em Itabuna || Foto PIMENTA/26Jan21
Tempo de leitura: 2 minutos

Os impactos dos desastres naturais, impulsionados pelas mudanças climáticas, têm se tornado cada vez mais evidentes em escala global. No Brasil, o recente evento de inundações no Rio Grande do Sul destaca a urgência em lidar com os extremos climáticos. A enchente que atingiu o sul da Bahia no final de 2021 chamou a atenção de pesquisadores do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces).

Numa parceria com a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) Sul da Bahia, o projeto Aprendizados e Desafios para a Gestão de Riscos de Desastres Relacionados a Extremos de Chuva em Municípios Brasileiros foi iniciado no ano passado, tendo Itabuna como um dos focos.

O estudo de caso, que também envolveu Petrópolis (RJ) e Franco da Rocha (SP), visa fornecer subsídios para fortalecer a prevenção, resposta e capacidades adaptativas das cidades diante de inundações, alagamentos e deslizamentos de terra associados a tempestades.

Os resultados finais do estudo foram divulgados durante o seminário Extremo de chuva, gestão de risco e adaptação climática em cidades brasileiras, promovido pela FGV em São Paulo, no mês de 24 de abril, e contou com a presença de representantes da gestão municipal de Itabuna.

Além do relatório final, o grupo divulgou um sumário executivo para cada município. O de Itabuna está disponível no repositório da FGVces e aponta recomendações e boas práticas que o município deve adotar na gestão de riscos de desastres.

GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES

No âmbito da Defesa Civil, algumas das sugestões de gestão destes riscos são a disponibilização de recursos materiais para a prevenção de riscos; o fortalecimento da capacidade operacional com a contratação de servidores próprios, permanentes e com expertise técnica; além do estabelecimento de leis e outras regulamentações que tornem as atribuições, funcionários e recursos da Defesa Civil uma política pública do município, para além dos mandatos de governo.

Nos arranjos de governança, a pesquisa sugere a articulação entre os municípios, e não apenas entre pastas, uma vez que as consequências de desastres e ações efetivas de prevenção, em grande parte das vezes, ultrapassam fronteiras administrativas. Já na gestão de dados e informações, destaca-se, entre outras recomendações, o planejamento e a tomada de decisões baseados em dados e evidências.

Desta forma, as ações podem ser direcionadas para a redução de riscos no município e em seus territórios mais vulnerabilizados, possibilitando definição de prioridades para formulação e implementação de políticas, estratégias e ações a curto, médio e longo prazo. O uso de dados e evidências auxilia ainda na criação de protocolos de emergência mais precisos e com maior chance de diminuir e mitigar impactos.

Além disso, o sumário engloba recomendações abrangentes em áreas cruciais, como políticas de habitação, instrumentos de planejamento, participação e mobilização social, origens de recursos e estratégias de investimento. O conteúdo completo do documento está disponível para acesso pelo link https://shre.ink/8aTs.

Anízio e Marcos Vinícios com Friedericke Sabiel, representante da Embaixada da Alemanha || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Sul (CDS-LS) e prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT) retorna de Brasília com saldo positivo após participar da Marcha de Prefeitos na capital federal e ter encontros com autoridades do turismo e do clima e reunir-se com representantes da Embaixada da Alemanha.

Na Embaixada, Tonho foi recebido pela conselheira para Assuntos Ambientais, Friedericke Sabiel. Ambos avaliaram a execução do projeto Lixão Nunca Mais em Itacaré. Friedericke sinalizou, para ainda este ano, possibilidade de novas parcerias no município da Costa do Cacau e um dos principais destinos turísticos da Bahia.

Na viagem, o prefeito, acompanhado do secretário de Administração, Marcos Vinícius Souza, assinou o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, na quarta-feira (29), na sede da GIZ, em ato que contou com a participação de Stephanie Horel, gestora dos programas da Delegação da União Europeia no Brasil, e Hélinah Cardoso, coordenadora do Pacto Global.

Prefeito de Itacaré, Tonho de Anízio, assina Pacto Global dos Prefeitos pelo Clima e Energia

O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia é considerado a maior aliança mundial de prefeitos e líderes locais, compromissados com a ação climática. Também presidente do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Sul (CDS-LS), destacou a importância da adesão dos municípios ao Pacto:

– É através da aliança com parceiros que conseguiremos acelerar as iniciativas em prol do clima e da energia, que levem a um futuro inclusivo, justo, de baixas emissões e resiliente climaticamente – explicou.

Tonho de Anízio com Stephanie Horel e Hélinah Cardoso

De acordo com Helinah Cardoso, a adesão ao Pacto Global de Prefeitos requer um empenho para implementar políticas e assumir medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, preparar para os impactos das mudanças climáticas, aumentar o acesso à energia sustentável e controlar o progresso em direção a esses objetivos.

METAS 

Dentro de até três anos, Itacaré irá desenvolver um inventário de emissões de gases do efeito estufa; uma pesquisa sobre os riscos e vulnerabilidades climáticas; melhorar o acesso à energia sustentável e acessível e elaborar planos para abordar a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas. “A cidade tem que inserir o clima na sua discussão, integrando a agenda climática na pauta municipal”, finalizou Antônio de Anízio.

Biofábrica e Bahiagás executam projeto que beneficia comunidade no sul da Bahia
Tempo de leitura: 3 minutos

O plantio de 7 mil mudas nativas da mata atlântica concluiu a fase de implantação do Projeto Replantar, resultado de convênio da Bahiagás com o Instituto Biofábrica. As mudas foram plantadas na área da Aldeia Igalha, do povo Tupinambá de Olivença. A ação englobou, ainda, a construção de viveiro telado para multiplicação de mudas.

Segundo os gestores, o projeto agora avança para a fase de Educação Ambiental, com a participação da comunidade Tupinambá, estudantes e ONGs ligadas à proteção dos povos indígenas regionais. As mudas foram plantadas estrategicamente às margens do rio Tororomba para garantir a recomposição da mata ciliar com árvores nativas da Mata Atlântica, a maioria ameaçada de extinção.

Com capacidade de produzir 7 mil mudas em sacola, o viveiro foi instalado sob a supervisão dos técnicos da Biofábrica e suporte de moradores da comunidade. O equipamento é parte da estratégia de sustentabilidade do projeto, que prevê a coleta de sementes e a multiplicação de mudas das essências florestais e frutíferas para a recomposição de toda a floresta da área da terra indígena.

Mudas são plantadas às margens de rio em Ilhéus
De acordo com o diretor-presidente da Biofábrica, Valdemir dos Santos, a implantação do viveiro se deu com limpeza e nivelamento do terreno, construção da estrutura metálica e sistema de irrigação, que envolveu a construção de base para reservatório de água, instalação de tanque, instalação de sistema de captação e aquisição de bomba. “A ideia é que a comunidade Tupinambá tenha autonomia para a produção das mudas a partir do fim do projeto.

Leia Mais

Itabuna registra chuvinha de verão nesta tarde de quarta-feira (11) || Imagem Daniel Thame
Tempo de leitura: < 1 minuto

Voltou a chover em Itabuna. Uma chuva de verão e, até o final de semana, sem nenhuma previsão de chegada de frente fria. Segundo a Agência ClimaTempo, deve chover cerca de 15 milímetros nesta quarta-feira 11), o equivalente a 15 litros d’água por metro quadrado. Imagens do jornalista Daniel Thame.

Verão com maior volume de chuvas em todas as regiões; na foto, Itabuna, sul da Bahia || Foto PMI
Tempo de leitura: 3 minutos

A chegada do verão nesta semana no Hemisfério Sul traz um período marcado pela elevação da temperatura e por dias mais longos, por causa da posição da Terra em relação ao sol. No Brasil, a estação terá chuvas acima da média em quase todo o país, exceto na Região Sul. A estação começou às 18h48 da quarta-feira (21), no horário de Brasília, e termina às 18h25 de 20 de março de 2023.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão ainda estará sob influência do fenômeno La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico próximo da linha do Equador que persiste desde outubro de 2021 e está associado a menos chuvas no Sul do país.

Com anomalias que variaram de -0,6°C a -1,1°C, o La Niña permaneceu na categoria de fraca a moderada. A duração do fenômeno, no entanto, provocou secas e prejudicou safras na Região Sul no ano passado e neste ano. Segundo o Inmet, o modelo de previsão do APEC Climate Center, centro de pesquisa na Coreia do Sul, aponta para uma probabilidade de enfraquecimento do La Niña entre 60% e 70% até março de 2023.

No trimestre entre fevereiro e abril, sobe para 80% a probabilidade de que haja uma transição do La Niña para condições de neutralidade, em que as alterações na temperatura da zona equatorial do Oceano Pacífico deixam de ser significativas.

Apesar do enfraquecimento do La Niña, o Inmet ressalta que o clima do Brasil depende de outros fatores, como a temperatura do Oceano Atlântico e fenômenos de circulação de ar na alta atmosfera. Mesmo assim, o órgão previu a tendência para as chuvas e a temperatura nos próximos três meses.

Confira a previsão do Inmet para o verão em cada uma das regiões

NORTE

Predomínio de chuvas acima da média em grande parte da região, principalmente na porção setentrional da região, ainda por causa do La Niña e do padrão de águas mais aquecidas próximas à costa do Pará e do Amapá. No sul do Amazonas e do Tocantins, além do sudoeste do Pará, a previsão é de chuvas ligeiramente abaixo da média durante o trimestre.

A temperatura média do ar deverá prevalecer em praticamente toda a região próxima da média. Exceto em algumas partes do Tocantins e sudeste do Pará com temperaturas ligeiramente acima da média.

NORDESTE

Chuvas acima da média em grande parte da região de janeiro a março. Assim como no Norte, a continuidade das chuvas está associada ao La Niña e às águas ligeiramente mais aquecidas próximas à costa nordestina. Em áreas da Bahia, Sergipe e Alagoas existe a probabilidade de ocorrer chuvas ligeiramente abaixo da média.

A temperatura deve ficar próxima e acima da média histórica em grande parte da região nos próximos meses, exceto no norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará, onde as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo da média, por causa de dias consecutivos com chuva.

CENTRO-OESTE

Chuvas acima da média histórica em praticamente toda região, exceto no sul do Mato Grosso do Sul, norte do Mato Grosso e oeste de Goiás, onde são previstas chuvas ligeiramente abaixo da média do trimestre. Quanto às temperaturas, a previsão indica que devem ser próximas e ligeiramente acima da média climatológica nos próximos meses.

SUDESTE

Distribuição irregular das chuvas, com totais acumulados acima da média no Espírito Santo, região do Triângulo Mineiro e região metropolitana de Belo Horizonte, além do oeste e leste de São Paulo. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média. Para a temperatura, as previsões indicam que devem ser próximas e ligeiramente acima da média nos próximos meses.

SUL

Maior probabilidade de chuvas próximas ou abaixo da média em quase toda a região, em decorrência dos impactos do fenômeno La Niña. Somente o extremo sul do Rio Grande do Sul poderá registrar chuvas levemente acima do esperado para o verão. As temperaturas serão próximas ou ligeiramente acima da média em toda a região. D´Agência Brasil.

Em dezembro de 2021, chuva atingiu milhares de empresas no sul e extremo-sul da Bahia || Foto Pimenta/Arquivo
Tempo de leitura: 2 minutos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um alerta contundente para a gravidade da situação climática global e pediu ação urgente para evitar o caos climático. Guterres fez o alerta em transmissão de vídeo na abertura da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP27).

A cúpula reúne, até o dia 18 de novembro, em Sharm el-Sheikh, no Egito, representantes oficiais de governos e da sociedade civil para discutir maneiras de enfrentar e se adaptar às mudanças climáticas. Guterres citou o relatório, lançado pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), órgão ligado à ONU.

“O último relatório global é de caos climático crônico. Como a WMO mostrou claramente, mudanças em velocidade catastrófica vão devastar vidas em todos os continentes. Os últimos oito anos foram os mais quentes registrados, fazendo cada onda de calor mais intensa, especialmente para as populações vulneráveis. O nível do mar está subindo duas vezes a velocidade do que nos anos 1990, ameaçando países insulares e bilhões de pessoas nas faixas costeiras”, disse o secretário-geral das Nações Unidas.

Outro problema apontado pelo relatório e citado por Guterres é o derretimento de geleiras em todo o mundo, o que contribui para elevar ainda mais o nível do mar, ao mesmo tempo em que afeta o abastecimento de água doce de muitos países.

“Geleiras estão derretendo, ameaçando a segurança hídrica de continentes inteiros. Pessoas e comunidades devem ser protegidas da imediata e crescente emergência climática. Por isso, nós estamos pressionando tanto por um sistema universal de alerta dentro de cinco anos. Nós temos que responder aos sinais de sofrimento do planeta com ação, ambição e credibilidade. A COP27 é o lugar e o momento”, concluiu Guterres.

RELATÓRIO

O documento da WMO apresentado na abertura da COP27 traz alertas dramáticos sobre o aquecimento global e seus impactos sobre todo o planeta, o que afetará bilhões de pessoas.

“Os sinais e impactos das mudanças climáticas estão se tornando mais dramáticos. O ritmo de elevação do mar dobrou desde 1993. Subiu 10 milímetros desde janeiro de 2020 para um novo recorde este ano. Os últimos dois anos e meio contribuíram para 10% do total de elevação do mar desde quando se começou a medir por satélites, cerca de 30 anos atrás”, apontou o relatório.

A WMO também alertou para um aquecimento global atual acima dos níveis que existiam antes da era pré-industrial, no século 19, e considerou que uma nova onda de calor deve atingir o mundo em breve.

“A temperatura global em 2022 é atualmente estimada em cerca de 1,15 grau celsius (°C) acima do que havia de média pré-industrial em 1850-1900. A média para o período 2013-2022 é  estimada em 1,14°C acima do patamar pré-industrial. Isso se compara com o aumento de 1,09°C de 2011 a 2020, conforme estimado pelo sexto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)”, destacou o documento da WMO.

Tempo aberto em Ilhéus na tarde desta sexta-feira (9)
Tempo de leitura: < 1 minuto

Os últimos dias foram de chuva em Ilhéus, inclusive no Feriado da Independência, mas a cidade tem previsão de tempo aberto no final de semana, com dia ensolarado no domingo (11), segundo o Clima Tempo.

Nesta sexta-feira (9), o município do sul da Bahia teve uma manhã nublada, mas o sol apareceu no meio da tarde. A previsão é de que o tempo se mantenha firme até o fim da tarde de domingo, pelo menos, porém há pequena chance de chuva neste sábado (10).

QUALIDADE DAS PRAIAS

A sequência de dias chuvosos requer atenção de quem pretende frequentar as praias da cidade. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), o banho de mar deve ser evitado nas praias do Cristo, no Centro; do Malhado, próximo à escultura de Iemanjá, e da Avenida Soares Lopes, na direção da lanchonete Subway.

Defesa Civil divulga telefones para contato em caso de alagamento ou deslizamento de terra
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou hoje (30) que há previsão de chuvas fortes em Ilhéus nos próximos cinco dias, com volume de 152mm.

A Prefeitura de Ilhéus divulgou dois telefones para contato com a Defesa Civil em caso de alagamento ou deslizamento de terra. Os números são 9 8178-2255 e 9 8836-2753, ambos com prefixo 73.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Teto de área de apoio a caminhoneiros desabou || Imagem Weslley Teles/Pimenta

Uma forte ventania por volta das 11h45min desta sexta-feira (3) provocou o desabamento de parte da cobertura do Posto Atalaia, em Itabuna. O estabelecimento fica na altura do quilômetro 503 da BR-101, área urbana do município sul-baiano.

A estrutura que desabou com a ventania era da cobertura da área de apoio de estacionamento de veículos de grande porte, tradicionalmente usada por motoristas de caminhão e carreta. As primeiras informações são de que ninguém ficou ferido.

Árvore caiu e interdita rodovia nos dois sentidos da Ilhéus-Itabuna

BR-415 INTERDITADA

A ventania também provocou a queda de uma árvore e a interdição da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), próximo ao Atacadão e à base do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), da Polícia Rodoviária Estadual. A interdição ocorre nos dois sentidos.

Tempo de leitura: 3 minutos

Gerson Marques | gersonlgmarques@gmail.com
A desistência do Brasil em realizar a 25ª Conferência Internacional do Clima, a COP 25, demonstra bem o alinhamento ideológico de Jair Bolsonaro a Donald Trump e provoca uma mudança radical no papel internacional do Brasil, sempre marcado por uma política de independência ideológica na geopolítica global.
Os defensores do novo governo dizem que a questão é o custo elevado do evento, orçado em quinhentos milhões de reais. Segundo o Itamaraty, cem milhões de dólares. Os recursos, porém já estavam garantidos no orçamento de 2019, alocados no próprio Fundo do Clima, uma reserva do Brasil para este tema.
A negativa, na verdade, nada tem a ver com dinheiro. Trata-se de uma posição política, altamente influenciada pelo alinhamento ideológico com a extrema-direita americana, para quem a questão climática é ativismo esquerdista e não
representa de fato uma ameaça, apesar de todas as evidencias e estudos, como o produzido recentemente por treze departamentos e agências federais americanas, inclusive a Nasa, onde prevê que os EUA vão perder até 10% do PIB com as mudanças climáticas. Na mesma linha, o futuro chanceler brasileiro indicado por Bolsonaro, Ernesto Henrique Fraga Araújo, publicou recentemente um artigo em que afirma que a questão climática é uma agenda marxista, numa preocupante demonstração de profundo desconhecimento sobre o tema.
A linha de trabalho da COP visa comprometer os governos a enfrentar o desafio de manter o aquecimento global dentro dos 1,5 graus, a meta estabelecida para este século. Estudos coordenados pela ONU, no entanto preveem que este aquecimento pode chegar a até 5 graus, caso não sejam implantada as resoluções dos acordos de Kyoto e de Paris.
Um aquecimento deste tamanho faria da terra um mundo impossível. Áreas costeiras seriam redesenhada e milhões de pessoas perderiam suas moradias e grandes cidades litorâneas seriam ocupadas pelo mar. O impacto na agricultura levaria à inviabilidade de muitas atividades e a perdas de até 80% da capacidade agrícola do planeta. A fome dizimaria bilhões de pessoas e animais.
O Brasil é o sétimo maior produtor de CO2 do planeta. A maior parte destes gazes vem da destruição das nossas florestas, que cresceu 8,5% em 2017 e 16% em 2018. Batemos em dois anos todos os recordes de destruição da
Amazônia. Pelo previsto e dito até aqui, esta será uma tendência que vai se acelerar nos próximos anos, visto que a política de Bolsonaro para a Amazônia é de apoio ao avanço do agronegócio, relaxamento das políticas de combate
ao desmatamento e facilidades na liberação de licenças ambientais. Um desastre.
O debate sobre as mudanças climáticas globais não podem ser encaradas pela ótica ideológica. Trata-se de desafios e oportunidades. Esta questão tem consequências sobre a humanidade, mas também oferece oportunidades, até porque somos um dos países com maiores chances de oferecer soluções, inovações e experiências, a exemplo da geração de energia a partir de biomassas ou do rápido crescimento das fontes limpas na matriz energética.
No acordo de Paris, assinado na COP 21, as nações desenvolvidas se obrigaram a investir cem bilhões de dólares por ano em políticas de compensação e mitigação. O Brasil é um dos maiores beneficiados com esta cláusula. Por este acordo, podemos captar bilhões de dólares para preservação de nossas florestas e ampliar as políticas de mudança energética em nossa matriz, abandonando a construção de hidroelétricas, por exemplo.
É por isso que, se fôssemos considerar o valor a ser gasto pelo Brasil, como argumentado pelos apoiadores do futuro governo, cem milhões de dólares não é nada. Falta a esta turma a noção real do papel e do tamanho do Brasil no
mundo. Falta, também, entender o que significa receber uma conferência deste porte. Na edição de 2018, na Polônia, dezesseis mil estrangeiros foram ao evento, com impacto significativo no turismo, mas o maior ganho está na
exposição do país na mídia internacional. Milhões de dólares em mídia espontânea positiva, a relação ganho e benefício para o Brasil seria infinitamente maior, sem falar em nossa capacidade de influenciar a agenda e
manter o papel de protagonista.
A negativa da COP 25 no Brasil expõe o primarismo enviesado e ideológico do novo governo na questão do clima e abre mão do papel que o Brasil sempre teve de protagonista e liderança mundial nesta área. Sairemos da condição de
liderança respeitada para nos submeter a um alinhamento subserviente ao atual governo americano, isso sem nenhum debate interno, jogando fora um capital político internacional acumulado por anos.
Os custos ambientais, sociais e econômicos desta guinada serão sentidos pelas atuais e próximas gerações. Infelizmente, é só uma parte dos grandes problemas que enfrentaremos por eleger um governo sem debates, sem conhecer suas propostas, sem construção de compromissos, motivados por ódio e fake news.
Gerson Marques é consultor e administrador de empresas

Tempo de leitura: < 1 minuto

mapa nordeste

Mariana Branco | Agência Brasil
Atingido por uma estiagem severa nos últimos dois anos, o Nordeste pode voltar a ter chuvas abaixo da média em 2014. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o meteorologista Mozart de Araújo Salvador, a temperatura do Atlântico Norte, cuja alta causou a diminuição das chuvas em 2012 e 2013, continua elevada, embora em patamar menor que o do ano passado.
Segundo Salvador, caso a situação se mantenha,  há chance de menos chuva do que tradicionalmente. No entanto, não é possível prever a intensidade de um eventual novo período de seca. “A possibilidade [de estiagem] não está afastada”, disse ele.
O meteorologista explicou que, em dezembro, quando o Inmet levantou os dados para seu prognóstico mais recente sobre o Nordeste, a temperatura do Atlântico Norte estava de 0,5°C a 1°C acima da média. “Espera-se que [a alta de temperatura] não se intensifique, ou o risco de prejuízos para as chuvas é grande”, acrescentou.
Leia mais