Doiane recebe prêmio nacional por sua contribuição profissional || Foto Divulgação
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A enfermeira Doiane Lemos Sousa recebeu, na noite desta terça-feira (24), em João Pessoa (PB), o prêmio Anna Nery, a maior honraria concedida pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). A profissional, indicada pelo Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) para esta edição, foi premiada por seu relevante trabalho e dedicação prestados à categoria. Ela recebeu a premiação das mãos da presidente do Coren-BA, Giszele Paixão, e da presidente do Cofen, Betânia Santos.

“A entrega desta premiação a Doiane é mais do que justa, pois esta mulher é guerreira, líder nata, conhecida por sua luta em favor dos profissionais da área da saúde e por suas ações sociais”, destacou Giszele. Doiane é enfermeira especialista em Terapia Intensiva sob a forma de residência pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), sanitarista e atua como subcoordenadora de Controle de Doenças Imunopreveníveis do Município de Salvador.

Além de Doiane, outros 31 profissionais da categoria foram com o prêmio Anna Nery. São enfermeiros, técnicos e auxiliares que atuam nas mais diversas áreas da profissão e contribuem para a qualidade da assistência e da formação, mesmo nos contextos mais adversos.

Criada em 2012, a premiação é destinada aos profissionais que, com trajetórias de dedicação e inovação, trabalham pelo desenvolvimento da profissão. Neste ano, a solenidade ocorreu durante o 25º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF).

Hospitais universitários alemãos ofertam 170 vagas para brasileiros
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A Agência Federal de Empregos da Alemanha anunciou nova seleção de enfermeiros brasileiros, por meio do acordo de cooperação com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), com total de 170 oportunidades. São 120 vagas para o Hospital Universitário de Bonn e 50 vagas para o Hospital de Frankfurt.

As instruções de candidatura para a instituição desejada e o modelo de currículo estão disponíveis no site do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (www.coren-ba.gov.br). As inscrições vão até o dia 8 de setembro.

O recrutamento presencial será realizado em Salvador e São Paulo. Não é necessário domínio do idioma, mas os candidatos selecionados deverão participar de curso gratuito de alemão, oferecido nas modalidades presencial e online. Durante este treinamento no Brasil, que exige dedicação exclusiva, os candidatos receberão bolsa de estudos de 500 euros, até atingirem o nível intermediário.

“A oportunidade de emprego na Alemanha para enfermeiros brasileiros através do acordo com o Cofen é uma chance empolgante. Com vagas em hospitais renomados e suporte no aprendizado do idioma, essa iniciativa promove uma cooperação valiosa entre os países e oferece benefícios interessantes para os candidatos”, disse a presidente do Coren-BA, Giszele Paixão.

As passagens aéreas serão custeadas pelo empregador, que também oferece assistência no processo de imigração e busca por moradia. Na Alemanha, os profissionais iniciarão os trabalhos como assistentes de enfermagem, até que obtenham aprovação no exame de reconhecimento do diploma.

COOPERAÇÃO

O acordo de cooperação técnica entre o Cofen, o governo da Alemanha e a Agência Federal de Emprego Alemã (Bundesagentur für Arbeit) foi assinado em junho de 2022 e iniciou contratações em agosto daquele ano. Este é o quinto processo seletivo realizado dentro das regras previstas no convênio.

Audiência no Senado teve proposta de salário para enfermeiros, técnicos e auxiliares || Foto Divulgação
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Durante audiência nesta quarta (25), no Senado, representantes da Enfermagem ouviram uma pré-proposta elaborada pelos senadores para o Projeto de Lei 2564/2020, que trata sobre o piso nacional da categoria. Os líderes dos partidos no Senado se comprometeram a votar o projeto nos próximos dias, caso os valores sejam aceitos pelas entidades.

A proposta apresentada estipula pisos salariais no valor de R$ 4.700 para enfermeiros, R$ 2.613 para técnicos e de R$ 2.300 para auxiliares e parteiras. “Conselhos e sindicatos vão formar subcomissões para analisar esses valores e dar uma resposta aos senadores. Entendo que não é o ideal, mas seria um avanço fantástico, principalmente, para erradicar salários miseráveis e condições indignas de trabalho”, avaliou a presidente do Cofen, Betânia Santos, que participou da reunião, juntamente com representantes de entidades que compõe o Fórum Nacional de Enfermagem.

O presidente interino do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia, Holmes Filho, avaliou o resultado da reunião como positivo. “Fixar um piso salarial nacional mínimo, mesmo não sendo aquele piso que consideramos como ideal, é uma conquista da Enfermagem brasileira. Nós, da Bahia, vamos ficar mobilizados até que o Projeto de Lei seja aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo Presidente da República”, destacou.

Além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), do autor do projeto, senador Fabiano Contarato (Rede/ES), e da relatora da proposta, senadora Zenaide Maia (Pros/RN), estiveram presentes à reunião membros de todos os blocos partidários, em um claro sinal da relevância da matéria no contexto atual.

A audiência também contou com a presença de representantes da Federação Nacional da Enfermagem (FNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e da coordenação do Fórum Nacional de Enfermagem.

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Em audiência para celebrar o Dia Internacional da Enfermagem, presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri, afirmou que o novo coronavírus já é responsável pelo óbito de cerca de 100 profissionais de enfermagem que trabalham na linha de frente do combate ao vírus em todo o país.

Para o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, a categoria não tem “nada a comemorar” no Dia Internacional da Enfermagem, celebrado hoje (12), em uma audiência da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha ações de combate ao novo coronavírus (covid-19) para prestar homenagens aos profissionais.

Neri lembrou que a pandemia do novo coronavírus já é responsável pelo óbito de cerca de 100 profissionais de enfermagem que trabalham na linha de frente do combate ao vírus em todo o país. “Não temos tanto a comemorar como profissionais de enfermagem, não só pela grande tristeza pelos 100 profissionais que perderam suas vidas na linha de frente do combate à covid-19, não apenas pelo grande desgaste emocional e físico, mas também pelo medo de nos contaminarmos, de levarmos a contaminação às nossas famílias”, afirmou.

2,3 MILHÕES DE PROFISSIONAIS NO PAÍS

Em todo o país há mais de 2,3 milhões de profissionais de enfermagem, que, além de enfermeiros, também reúne técnicos e auxiliares em enfermagem. De acordo com Neri, até o momento, o Cofen registrou 98 óbitos de profissionais de enfermagem e mais de 13 mil enfermeiros contaminados pelo novo coronavírus.

Segundo o conselho, a letalidade é de 2,17%. “Cada profissional desse é um ser humano que tem uma família, que tem seus entes queridos, da mesma forma que os mais de 11 mil brasileiros que ja perderam a vida pela covid-19”, lamentou.

O presidente do Cofen disse que os profissionais de saúde que estão trabalhando na linha de frente de combate ao novo coronavírus vêm sofrendo um “grande desgaste emocional”  e denunciou que, “muitas vezes, faltam equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas tanto em quantidade, quanto em qualidade”.

“Esta situação se agrava nesse período de pandemia, em razão do risco de contaminação”, alertou.

BAIXOS SALÁRIOS

Neri disse ainda que, em razão dos baixos salários, os profissionais acabam tendo que trabalhar em mais de um local. “São profissionais que precisam de trabalhar em mais de um vínculo empregatício, alguns trabalhando em dois, três lugares, em função dos baixíssimos salários que são praticados nos serviços de saúde brasileiros, e muitas vezes se ausentam de cuidar da própria família”, disse.

O presidente do Cofen defendeu o fortalecimento e o combate ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) como principal referência de atendimento à população contra a pandemia. “Nesse momento de pandemia tem sido mais que visível a importância do SUS para atender a população brasileira”, disse.

Neri disse que o Parlamento precisa debater a situação dos profissionais de enfermagem e pediu a aprovação de projetos que garantam melhores condições de trabalho e remuneração para a categoria. Entre os projetos citados estão o que regulamenta a jornada de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e o que garante o pagamento da insalubridade em grau máximo (40% sobre salários) aos profissionais envolvidos no combate à pandemia.