AIPC emite nota sobre medida do Ministério da Agricultura e Pecuária || Foto André Frutuoso/CAR
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A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirmou que a suspensão da importação de cacau da Costa do Marfim resulta do erro que, segundo a entidade, atribui a responsabilidade pela queda nos preços da commodity à indústria instalada no Brasil.

“É fundamental esclarecer que o preço da amêndoa de cacau é definido no mercado internacional, a partir das bolsas globais e das condições de oferta e demanda mundiais e local. Por isso, constitui um equívoco atribuir à indústria brasileira — grande parte dela instalada na Bahia — a responsabilidade pela formação ou fixação desses preços”, argumentou a Associação, em nota. Produtores de cacau acusam as grandes processadoras de cartel (veja aqui).

Sem mencionar diretamente a suspensão da última terça-feira (24), a AIPC  acrescentou que medidas restritivas não enfrentam a causa do problema e podem prejudicar o funcionamento da indústria. “Podem produzir efeitos indesejados, como redução da moagem, paralisação de unidades produtivas, perda de empregos e diminuição da arrecadação estadual, além de comprometer a competitividade das exportações brasileiras de derivados de cacau”, alegou.

“INTERVENCIONISTA”

A Associação classificou a medida do governo como “intervencionista” e ineficaz diante de desequilíbrios produtivos ou de preços, que podem agravar as dificuldades do setor que se pretende proteger. Também defendeu a instalação imediata de uma mesa técnica reunindo indústria, produtores e governo.

Ao determinar a suspensão da importação de cacau da Costa do Marfim, o Ministério da Agricultura e Pecuária citou risco fitossanitário associações à triangulação das amêndoas que vêm do país africano para o Brasil. A suspeita é de que o cacau produzido em outros países estariam vindo junto com o marfinense, de forma irregular (relembre). A nota da AIPC não aborda o risco fitossanitário. Abaixo, leia a íntegra.

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Jerônimo celebra suspensão de importação de cacau da Costa do Marfim || Foto Fidelis Melo/GovBA
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) celebrou a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária de suspender, de forma imediata, a importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim, por risco fitossanitário. A medida foi oficializada por meio de despacho publicado nesta terça-feira (24) e atende a uma reivindicação de produtores e entidades da cadeia do cacau.

“Recebi, ao lado do ministro Rui Costa, uma comissão em Gandu, depois no meu gabinete. Nesta segunda-feira [23], um grupo chegou a Brasília, se reuniu com os quatro ministérios envolvidos, e foi publicado hoje. Foi uma demanda concreta do movimento”, afirmou o governador, que retorna hoje (24) de missão internacional ao lado do presidente Lula (PT).

Jerônimo acrescentou que a suspensão é uma vitória para a lavoura cacaueira e para os trabalhadores do setor. “Celebramos essa conquista. Existem outros pontos de pauta que estamos tratando e, com certeza, daremos resposta concreta”.

Também agradeceu ao governo federal e às lideranças que participaram da articulação na capital do País. “Quero agradecer ao governo do presidente Lula, a todos os ministros envolvidos, mas principalmente ao movimento que se juntou e foi até Brasília”, afirmou. “Viva a nossa lavoura cacaueira!”, concluiu.

Preço do "fruto de ouro" em queda livre || Foto Helene Santos/GovCE
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A arroba do cacau fechou esta quarta-feira (24) vendida a R$ 380 na praça de Ilhéus, no sul da Bahia. O valor é 58,01% menor do que o registrado há exatos oito meses, em 24 de janeiro deste ano, R$ 905, conforme levantamento do PIMENTA com dados do site Mercado do Cacau.

Preço do cacau em 24 de janeiro de 2025 e hoje (24)|| Fonte Mercado do Cacau

Até meados de dezembro de 2024, a arroba era vendida acima de R$ 1.000 (relembre). A queda vertiginosa dos preços internos segue tendência do mercado futuro de cacau em Nova Iorque, segundo a análise do site especializado.

A desvalorização da commodity se dá num contexto de variáveis climáticas favoráveis ao aumento da produção de cacau na Costa do Marfim, maior produtora do mundo, conciliado com a diminuição da demanda da indústria moageira.

“A atenção do mercado se volta agora para os números de moagem e para os próximos relatórios de produção da Costa do Marfim, que podem determinar se a atual tendência de baixa se consolida ou se encontra um piso nas próximas semanas”, aponta o Mercado do Cacau (leia a íntegra aqui).

Preço da tonelada do cacau tem queda de mais de 30% em 4 meses || Foto Site Cacau, Chocolate e Turismo
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Depois de atingir cotação recorde de 12.646,00 dólares a tonelada em dezembro do ano passado, o preço do cacau sofreu uma queda de 35% agora em março. Hoje, Quarta-feira de Cinzas (5), o produto fechou a 8.218,00 dólares a tonelada, na Bolsa de Nova York.

A queda ocorre em momento em que especialistas apostavam em alta, principalmente devido a problemas na Costa do Marfim e Gana, como informa o site Cacau Chocolate & Turismo.

Provocada por mudanças climáticas e doenças como a swollen shoot, a produção na África desabou, provocando escassez num mercado em expansão, beneficiando diretamente os agricultores brasileiros, que, durante anos, sofreram com preços que mal cobriam os custos e desestimulavam investimentos na lavoura.

Em março de 2024, a arroba de cacau estava na casa dos R$ 300,00. Já em novembro, cruzou a barreira dos R$ 1.000,00. Nesta Quarta-Feira de Cinzas estava sendo comercializado a R$ 750,00 o certificado tipo 1.

“Especialistas do mercado do cacau entendem que essa queda de preços não irá se sustentar em 2025 e apontam especulação por parte das grandes multinacionais processados, forçando artificialmente a cotação para baixo”, anota o site Cacau e Chocolate.

ECONOMIA

Para a presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, o Brasil tem condições de assumir o protagonismo na produção de cacau. “Para isso, o apoio do governo é fundamental, seja através de programas de financiamento a juros compatíveis, seja no controle de cacau importado da África, que traz grandes riscos de doenças que não estamos preparados para combater”, afirma Vanuza ao Cacau Chocolate & Turismo.

Especialista em mercado de cacau, Adilson Reis diz que o cacau no sul da Bahia gerou receita de R$ 1,88 bilhão em 2023 com a arroba do produto a R$ 266,24. No ano passado, a receita subiu para R$ 5,5 bilhões. Essa receita pode escalar para R$ 17 bilhões, segundo Adilson, caso a produção alcance 50 arrobas por hectare. Há esforço nesse sentido, como o projeto Cacau 500@ + Sustentável, cita.

Preço do fruto de ouro bate novo recorde histórico || Reprodução/TV Brasil
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No mercado futuro de Nova York, a tonelada da amêndoa de cacau fechou o dia a US$ 8,553, equivalente a R$ 42.559 na cotação desta quinta-feira (21). Novo recorde da série histórica de quase cinco décadas, o preço é 137% maior que os US$ 3.596 de 21 de setembro de 2023, há exatos seis meses. A matéria-prima do chocolate chegou a ser vendida a US$ 8.643 (confira no gráfico da investing.com, abaixo).

 

Gráfico mostra alta do cacau entre setembro de 2023 e março de 2024 || Fonte investing.com

OFERTA E DEMANDA

Parte da explicação da alta acelerada é o choque de oferta provocado pela queda brusca na produção de países africanos, a exemplo da Costa do Marfim, responsável por abastecer 60% do mercado mundial. Na safra 2022/2023, o país colheu 2,88 milhões de toneladas, um recuo de 36% em comparação com a anterior.

As ultimas três safras globais foram menores do que a demanda global. A última sequência de três anos com déficit da lavoura cacaueira em relação à demanda da indústria processadora de chocolate ocorreu em 1969, informa a AGFeed. A oferta em queda livre estimula uma verdadeira corrida pelo cacau mundo a fora, o que retroalimenta a pressão nos preços.

ELE AVISOU

Dos maiores especialistas do segmento e editor do site Mercado do Cacau, o analista Adilson Reis disse ao PIMENTA que a tendência de alta da commodity é duradoura. Falou isso em 5 de fevereiro passado, quando a tonelada do cacau chegava a US$ 5.121, quebrando recorde de 47 anos (relembre). Se o ritmo atual de valorização se mantiver, o céu é o limite.

Diplomata marfinense conhece sistema produtivo da fábrica da BahiaCacau, em Ibicaraí || Foto Divulgação
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Embaixador da Costa do Marfim no Brasil, Diamoutene Alassane Zie visitou a agroindústria de chocolates finos da BahiaCacau, em Ibicaraí, no sul da Bahia, nesta segunda-feira (17). O diplomata busca a troca de experiências entre os países produtores de cacau e, ainda, conhecer o funcionamento da BahiaCacau, a primeira fábrica de chocolates finos da agricultura familiar do Brasil.

Maior produtor de cacau do mundo e com processo produtivo semelhante ao do Brasil, Costa do Marfim processo quase um terço da sua produção. “Apenas 30% do cacau é processado no país e por grandes moageiras, sendo o restante exportado sem nenhum valor agregado para países da União Europeia”, disse Diamoutene.

O embaixador se disse satisfeito com o modelo produtivo da BahiaCacau e chamou a atenção para a tecnologia instalada na agroindústria. “Fico satisfeito com o que vi aqui e considero importante a troca de experiências, principalmente no que diz respeito a tecnologia dos equipamentos produzidos no Brasil e utilizados na fábrica aqui de Ibicaraí”.

“A Bahia Cacau se fortalece com a presença do embaixador e isso demostra o reconhecimento e esforços dos últimos anos em alancar a agroindústria”, disse Osaná Crisóstomo, diretor-presidente da Coopfesba/BahiaCacau, que vê na visita oportunidade de negócios em cacau e chocolate. Osaná e políticos como os ex-prefeitos Geraldo Simões (Itabuna) e Lenildo Santana (Ibicaraí) acompanharam a visita de cortesia.

O Brasil é exemplo para o país da África Ocidental. Reconhecido como maior produtor de amêndoas do mundo, Costa do Marfim sofre forte pressão global por utilizar largamente mão de obra escrava e trabalho infantil em sua produção. Desde 2019, o país tem força-tarefa para combater estas práticas na lavoura cacaueira.

Amêndoas de cacau da África desembarcadas no Porto de Ilhéus || Reprodução TV Santa Cruz
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O porto de Ilhéus recebeu 13 mil toneladas de amêndoas de cacau importadas da Costa do Marfim, na África.  A situação é motivo de preocupação para os produtores do sul da Bahia já que, segundo eles, não há controle de pragas e doenças.

O desembarque das amêndoas de cacau aconteceu no dia 29 de dezembro e não há detalhes de como será o uso dessas amêndoas. Apesar da preocupação dos produtores, não há informações sobre descoberta de pragas oriundas do cacau na região.

Segundo a presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau, Vanuza Barroso, as condições da importação acarreta riscos para a saúde. Como exemplo, Vanuza citou a entrada de insetos vivos em Ilhéus no ano de 2012, vindos da Costa do Marfim.

“Houve processo instaurado pelos Ministérios Públicos estadual e federal e as importações ficaram suspensas durante seis anos”, relembrou.

Produtores temem entrada de pragas via cacau importado da África do Sul

MONILÍASE

A presidente lembrou ainda que no ano passado outra praga chamada de Monilíase, foi registrada na Amazônia, colocando o estado de Amazonas em quarentena, e alerta que as pragas que podem ser trazidas pelos desembarques da Costa do Marfim, são ainda piores.

”As pragas são terríveis, muito mais sérias que a Vassoura de Bruxa e a Monilíase”, contou Vanuza Barroso.

Os produtores de cacau esperam que o Governo Federal revogue a instrução do Ministério da Agricultura que permite a importação de amêndoas sem a aplicação do Brometo de Metila.

A preocupação dos produtores continua, já que outro carregamento está previsto para chegar ao município no mês de março com mais 10 mil toneladas vindas da Costa do Marfim.

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Ceplac terá investimento de R$ 4,7 milhões em pesquisa
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A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inauguraram uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (UMIPI) do Cacau em Ilhéus. A promessa é de investimento de R$ 4,7 milhões em quatro linhas de pesquisa, além de transferência de tecnologia entre as instituições.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que a nova unidade de pesquisa é um “marco histórico” para a recuperação da produção cacaueira, trazendo “uma nova carga de energia para o produtor de cacau”.

Uma das linhas de pesquisa da UMIPI será voltada para caracterização, avaliação e conservação de recursos genéticos do cacau com eficiência e economicidade. A Ceplac reúne mais de 4.549 acessos a germoplasma, distribuídos em quatro coleções.

O diretor da Ceplac, Waldeck Araújo, explica que apesar de ocupar posição de destaque, estudos apontam que essas coleções conservam apenas 20% da variabilidade existente na região amazônica brasileira.

Outro tema a ser pesquisado é em relação ao melhoramento genético da espécie a partir de clones de cacaueiros com resistência a pragas como a monilíase e a vassoura de bruxa. O fungo Moniliophthora perniciosa (conhecido como vassoura de bruxa), uma das mais sérias doenças do cacaueiro nas Américas, dizimou produções inteiras no final da década de 1980 no Brasil.

Por muito tempo restrito à região amazônica, na qual sempre deixou rastro de grandes perdas na produção cacaueira, o fungo chegou à Bahia, em 1989, a principal região produtora do país à época. Com a dispersão da doença, o Brasil perdeu 75% da produção de cacau (de 400 mil toneladas para 100 mil toneladas por ano).

SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS

A atuação da UMIPI perpassa também na busca por soluções tecnológicas para o controle dessas pragas, segundo Waldeck Araújo. “Com a chegada da vassoura de bruxa na Bahia, a cacauicultura tornou-se dependente de tecnologias para o seu controle, impulsionando as pesquisas fitopatológicas e as interações desta com as diversas áreas visando os controles cultural, químico, biológico e genético”.

Para o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a aliança entre as instituições e as linhas de pesquisa permitirão avanço consistente da cultura do cacau no país. “A forma de Unidade Mista de Inovação e Pesquisa é inovadora, criativa e moderna para avançarmos em temas caros à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação da agricultura brasileira”.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, ressalta que o Brasil tem uma característica única no mundo em relação ao cacau. O país é representativo de atividades em toda a cadeia cacaueira: produz a semente, processa o cacau, fabrica chocolate, exporta cacau e chocolate, além de ter o público consumidor interno.

FASE DE RECUPERAÇÃO 

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a cacauicultura no Brasil vive uma fase de recuperação e perspectiva de aumentar a produção em 60 mil toneladas nos próximos quatro anos. O Brasil já foi o 2º maior produtor mundial de cacau, e, atualmente, ocupa a 7ª posição, atrás de Costa do Marfim, Gana, Equador, Camarões, Nigéria e Indonésia.

A produção anual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é estimada em 250 mil toneladas, sendo que o Pará figura como maior estado produtor com aproximadamente 129 mil toneladas por ano.

A Bahia aparece na sequência, com 113 mil toneladas. Além de produtor de cacau, o Brasil é o 5º maior produtor de chocolate do mundo. O ranking é o mesmo quando se fala em consumo da iguaria, que faz parte do dia a dia do brasileiro. Toda essa indústria é responsável por 300 mil empregos diretos.

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Brasil espera ter cacau reconhecido como fino por organização internacional

O Brasil pode ser reconhecido como país produtor e exportador de cacau fino ou de aroma pelo Conselho da Organização Internacional do Cacau (ICCO, sigla em inglês), com sede em Abidjã, na Costa do Marfim.

O reconhecimento poderá sair até setembro, de acordo com o técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),  Fernando Mendes, que neste mês participou de reunião no país africano.

Para Fernando Mendes, trabalho do Grupo OICACAU, constituído por representantes da Ceplac e da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), contemplou todas as demandas da ICCO sobre a qualidade das amêndoas de cacau exportadas pelo Brasil em recorte temporal até 2017.

O procedimento de reconhecimento internacional dos países está descrito no texto do Acordo Internacional do Cacau, de 2010, e prevê que os conselheiros da ICCO se reúnam a cada dois anos para finalizar análises e julgar os pleitos encaminhados em um dossiê técnico dos exportadores. No caso do Brasil, o dossiê com as informações requeridas foi elaborado pelo Grupo OICACAU do governo brasileiro.

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Zebrinha começou a pintar na Copa das Copas.
Zebrinha começou a pintar na Copa das Copas.

Após um sábado cheio e com zebrinha pintando na “Copa das Copas”, o domingo reserva estreias de campeãs mundiais. A França enfrenta Honduras e a Argentina terá a Bósnia e Herzegovina pela frente.
Ontem (14), os torcedores puderam assistir a quatro jogos, dentre eles um dos melhores deste início de jornada, o confronto entre Itália 2 x 1 Inglaterra. A Colômbia estreou com pé direito ao bater a Grécia por 3 a 0.
Na sequência, a Costa Rica surpreendeu a bicampeã Uruguai, sapecando 3 a 1. E, nos “embalos de sábado à noite”, a Costa do Marfim venceu o Japão por 2 a 1.
Jogos de hoje (15)
Suíça x Equador, às 13h, em Brasília (DF)
França x Honduras, às 16h, em Porto Alegre (RS)
Argentina x Bósnia, às 19h, no Rio de Janeiro (RJ)

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Van Persie e Robben marcaram duas vezes cada um (Foto Alex Grimm/Getty Image-Fifa).
Van Persie e Robben marcaram duas vezes cada um (Foto Alex Grimm/Getty Image-Fifa).

A sexta-feira, 13!, foi daqueles dias para espanhol esquecer quando o tema é futebol. Foi uma tarde-noite de três jogos na Copa do Mundo e inacreditáveis 11 gols. Não pela quantidade do todo, mas de uma das partes, a que diz respeito ao confronto Espanha x Holanda. Agora, um resumo. Na sequência, o que temos para hoje.
México 1 x 0 Camarões, em Natal [Melhor em Campo: Giovani dos Santos].
Espanha 1 x 5 Holanda, em Salvador [Melhor em Campo: Robin van Persie].
Chile 3 x 1 Austrália, em Cuiabá [Melhor em Campo: Alexis Sánchez].
Neste sábado (14), a Copa 2014 terá:
Colômbia x Grécia, às 13h, em Belo Horizonte (MG);
Uruguai x Costa Rica, às 16h, em Fortaleza (CE);
Inglaterra x Itália, às 18h, em Manaus (AM); e
Costa do Marfim x Japão, às 22h, em Recife (PE).

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O lado negro do chocolate é documentário produzido pelo jornalista dinamarquês Miki Mistrati. Ele decidiu investigar a origem do cacau que abastece grandes multinacionais, como Barry Callebaut, Nestlé e Mars. A maior parte da produção de cacau é originária do continente africano.
Gana, Mali e Costa do Marfim são países visitados pelo jornalista. O documentário revela, além da trabalho escravo infantil, o tráfico de crianças em Mali. Elas são vendidas a fazendeiros de cacau. O documentário tem pouco mais de 45 minutos e revela o lado obscuro da produção de cacau na África. E parte dessa produção abastecia/abastece a indústria moageira e de chocolate no Brasil. O vídeo é (boa) sugestão de leitor. Para assistir, basta clicar no play.

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A decisão do presidente eleito da Costa do Marfim de suspender por 30 dias as exportações de cacau do país fez os contratos futuros da commodity dispararem ontem nas bolsas internacionais. Em mais um pregão sob a influência da crise política no país africano, os papéis para maio subiram US$ 109 por tonelada na bolsa de Nova York, para US$ 3.282. Em Londres, o mesmo vencimento também teve forte valorização (47 libras) e fechou a 2.161 libras por tonelada.

O clima político conturbado na Costa do Marfim fez com que os preços do cacau iniciassem uma sequência de altas no fim do 2010. Desde o início de dezembro, as cotações subiram 19%, segundo o Valor Data, sendo que a curva tornou-se mais aguda em janeiro, no pós-eleição de uma das mais acirradas disputas políticas do país.

No mercado brasileiro, os preços também reagiram fortemente, de uma média de R$ 82,66 na sexta-feira para R$ 85,33 ontem na região de Ilhéus e Itabuna, na Bahia.

De acordo com agências internacionais, o presidente Alassane Ouattara, que foi reconhecido internacionalmente como eleito, enviou ontem uma carta aos principais exportadores do país banindo os embarques de cacau e café até 23 de fevereiro. Leia mais no Valor.

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Luís Fabiano, o dono da 9, desencanta e 'nada' de braçada em golaço no Soccer City (Getty Image).

Ele estava com fome de gol. Após seis jogos sem ter o gostinho de “correr pra galera”, o Fabuloso descontou pela estreia em branco. Fez dois belos gols neste domingo e contou com a sorte ao usar o braço para fazer 2×0 e não ser “flagrado” pelo mediano árbitro francês Stephane Lannoy: 2×0 aos 5min do segundo tempo.

Aos 17min da etapa final, Elano ampliou em bela jogada brasileira pela esquerda. Elano deixou o campo de maca, após entrada criminosa de Tioté, que só recebeu um cartão amarelo. Mesma sorte não teve Kaká, expulso ao dar um tranco em Keita. Drogba ainda descontou para a Seleção da Costa da Pancada: 3×1.

O Brasil volta a campo na próxima sexta, 25, contra Portugal, às 11 horas. Jogará sem o astro Kaká, que corre sério risco de levar um gancho de dois jogos por conta da agressão ao matreiro Keita. Kaká foi dono das assistências para dois gols do Brasil. Deu pra sentir que fará falta, né?

P.S.: A Seleção Brasileira já está classificada para a próxima fase. O jogo contra os portugueses é daqueles para “cumprir tabela” ou definir a sua colocação no grupo. Enquanto Brasil tem seis pontos, o povo do “vira” tem 1. Se Portugal empatar com a Coreia do Norte, amanhã, será… Fabuloso! E por quê? Simplesmente, o Brasil pode mandar a sua “equipe B” para campo na sexta.

Confira os gols

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Kaká é esperança de jogo bonito, mas ainda se recupera.

A Seleção Brasileira ficou devendo em sua estreia na Copa do Mundo, afinal, vencer a Coreia do Norte por 2×1 não é algo pra ser festejado. Hoje, às 15h30min, chance de se redimir. Pela frente, a Costa do Marfim do astro Drogba. Do lado brasileiro, Kaká é a esperança, acompanhado de Robinho. Numa Copa em que os destaques são ex-jogadores e as “zebras”, recomenda-se cuidado redobrado a cardíacos, pois temos no banco brasileiro… Dunga!

Olho no relógio!

8h30min – Eslováquia x Paraguai

11 horas – Itália x Nova Zelândia

15h30min – Brasil x Costa do Marfim

O sábado de Copa da África registrou a eliminação antecipada de Camarões. O time foi batido pela Dinamarca por 2×1. Ainda ontem, Gana empatou com a Austrália (1×1) e a Holanda bateu o Japão (1×0).