Cacauína, produto da marca Chocolate Coroa Azul || Foto AnaLee
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O Hotel Aldeia da Praia, em Ilhéus, será palco da 1ª Conferência do Mel de Cacau – Transformando Resíduo em Valor, no próximo sábado (22), das 9h30min às 15h30min. O evento terá mesas de discussão e exposição de produtos. A iniciativa é da CacauLabs, com apoio da Fundação Cargill.
A Conferência é voltada para pequenos agricultores interessados em expandir seu rol de produtos com a transformação do mel de cacau em derivados. A inscrição é gratuita e deve ser feita no site da CacauLabs (www.cacaulabs.com). As vagas são limitadas.
PARTICIPAÇÕES CONFIRMADAS
A mesa de discussão Mel de Cacau: qual o seu valor? A Pergunta de Milhões terá a colaboração dos produtores Paulo Torres e Osvaldo Brito, que administram as fazendas Novo Oriente e Taboquinhas, respectivamente.
Já o segundo debate, sobre tendências e inovações no beneficiamento do mel de cacau, contará com a presidente da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia, Carine Assunção. A gestora vai apresentar detalhes da fabricação da Cerveja Cabruca, que incorpora o resíduo da secagem do cacau em sua receita.
Outra atração da Conferência será a mostra de materiais audiovisuais produzidos durante expedição da equipe da CacauLabs, em 2021.
Soane Galvão discursa no lançamento do Programa Mais Cacau, da Prefeitura de Ilhéus || Foto Pimenta
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Na manhã desta quarta-feira (23), a secretária de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Ilhéus, Soane Galvão, lançou o Programa Mais Cacau, iniciativa voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no município. Realizado no auditório da Prefeitura, o ato reuniu autoridades, representantes de instituições regionais e pequenos agricultores. O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), não compareceu ao evento.
Antes do seu pronunciamento, Soane assinou a proposta de criação do Fundo do Desenvolvimento Rural de Ilhéus, que será enviada à Câmara de Vereadores. A secretária também agradeceu o apoio de entidades parceiras, como o Sindicato Rural de Ilhéus, o Centro de Inovação do Cacau (CIC) – ligado à Uesc – e o Sebrae.
Na sequência, dirigiu-se aos agricultores. “A gente precisa tirar frutos daquilo que a gente ama. Vocês amam a terra. Sei que, com todas as dificuldades de vocês, há um amor, há uma essência, que tá ligada à alma de cada um, porque eu morei com meus avós em uma fazenda e eu sinto falta até do cheiro”, disse a primeira-dama.
Os produtores, apontou Soane, devem se abrir para a aprendizagem de novas técnicas e, ao mesmo tempo, aprimorar o programa com seus saberes tradicionais. “Porque vocês têm muito a contribuir também. Vocês têm história, vocês conhecem a terra”.
Se a postura da secretária no início do discurso, com a mão esquerda enfiada no bolso, revelava certo nervosismo, ao final do pronunciamento, já à vontade com o microfone, a pré-candidata a deputada estadual arrancou aplausos do auditório quando atribuiu caráter sagrado à terra, ainda dirigindo-se aos agricultores:
– A terra é uma bênção de Deus. Dali é que nós geramos os nossos frutos. Vocês são peças importantes. A agricultura familiar lateja em nossa alma -.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA, ASSOCIATIVISMO E CRÉDITO Jonathan Bispo apresenta objetivos do Mais Cacau || Foto Pimenta
Coube ao servidor da Diretoria de Agricultura e Pesca, Jonathan Bispo, explicar as diretrizes do programa municipal, que, segundo ele, já está em execução, mas, uma vez formalizado, ampliará seu alcance e terá novas frentes, a exemplo da abertura de linhas de crédito junto ao Banco do Nordeste e ao Banco do Brasil.
Segundo Jonathan, é necessário unir a tradição da lavoura às novas técnicas de plantio, o que resultará em ganho de produtividade. “A gente sabe que a realidade na região é de uma agricultura, principalmente no que diz respeito ao cacau, que ainda tem muitos plantios velhos e solos empobrecidos. Temos, ainda, as novas técnicas. Temos um órgão excepcional como a Ceplac, que tem muitas pesquisas e trabalhos excepcionais, mas esse conteúdo e essa parte teórica precisam chegar ao agricultor. Essa é a ideia do projeto”.
Além da facilitação do acesso ao crédito e do auxílio técnico, o Programa Mais Cacau pretende estimular o associativismo entre os produtores ilheenses. Atuando por meio de cooperativas, explica Jonathan Bispo, os agricultores obtêm vantagens econômicas na compra dos insumos e na inserção dos seus produtos no mercado. Outro objetivo do programa é melhorar a qualidade das amêndoas de cacau produzidas no sistema cabruca, com a conservação da Mata Atlântica.