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O marqueteiro Josias Miguel é dos que mais bem conhecem o eleitorado itabunense. Ontem, num contato com este site, relembrou episódios de 2008 a 2012, dos erros de Capitão Azevedo no governo (2009-2012) e na campanha à reeleição.

Homem que coordenou o marketing e a campanha de Capitão Azevedo em 2008 e foi secretário de governo, Josias foi novamente convidado para tocar a campanha de 2012.

Resistiu.

Estava ressabiado pelo que ocorreu nos primeiros anos de governo, quando sofreu persistente boicote do então secretário da Fazenda, Carlos Burgos, e deixou o governo, como disse a este blog na tarde desta sexta (31), após ler entrevista do ex-prefeito (reveja a entrevista aqui).

Com o comando da Comunicação e da Secretaria de Assuntos Governamentais, Josias era minado. “Burgos não deixou [trabalhar]. A gente comprava mídia e Burgos não pagava”, lembra. E já ali, no início, Josias deixou o governo. “A gente, que fez a campanha de 2008, ficou à revelia. O companheiro Gilson [Nascimento] entregou a Secretaria de Administração, [também] por não concordar”.

Após o convite e conversa com o prefeito, além de reunião dos primeiros escalões do governo, Josias decidiu aceitar participar da campanha, sob a condição de que tivesse total controle da campanha, como em 2008. Também disse do tempo exíguo para mudar  a rota da campanha. Faltavam ali 45 dias para o “abrir das urnas”. Azevedo disse “sim” às exigências.

Mas…

Depois dos insistentes pedidos de Azevedo e de o ex-prefeito aceitar as exigências, veio a surpresa, segundo conta Josias.

– Primeiro coisa que eu fiz foi chamar Nilson [Santana], da Ativa Propaganda, para fazer a campanha de Azevedo. E trouxe de volta Vander Prata. Fui dizer a ele que, então, naquela reunião, eu subiria para o núcleo e iria assumir a coordenação do marketing da campanha e tinha que fazer algumas mudanças de imediato, dar freio de arrumação.

Nilson não aceitou. Foi o primeiro a reagir, conforme Josias, que procurou Azevedo. E tudo ficou nisso. O homem do marketing de 2008 disse que, mesmo fora, deu conselhos, também não seguidos pelo prefeito.

– Quando eles planejaram aquela caminhada [da véspera da eleição] para começar no São Caetano e terminar no Posto Cachoeira [no Fátima], eu falei com ele. Azevedo não faça isso, pois não tenho dúvida de que você fará a maior caminhada, mas você vai dar demonstração de força desnecessária. Eles vão se juntar contra você. Não faça isso, não dê essa demonstração de força. A coordenação de campanha insistiu e eles fizeram a caminhada.

Josias disse ter visto a caminhada de dentro de um carro, com um dos filhos. “Rolembergue me chamou e queria que eu fosse fazer o encerramento, lá no Posto Cachoeira. Disse que não estava na coordenação e não fui”.

A campanha de 2012 de Azevedo foi tocada por um trio de assessores – Joelma Teles, Rolembergue Santos e Soldado Pinheiro – e Nilson Santana, da Ativa Propaganda, e o jornalista Vander Prata no marketing.

Questionado se trabalharia novamente com Azevedo, agora em 2020, Josias diz que como profissional e dentro de suas exigências, pode estudar a possibilidade de trabalhar em qualquer campanha. Abaixo, link para a entrevista de Azevedo ao PIMENTA, ontem. É só clicar para ler.

http://wq8wdjnc.srv-45-34-12-248.webserverhost.top/azevedo-diz-que-vaidade-dentro-da-equipe-provocou-derrota-eleitoral-em-2012/

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Josias Miguel fala das disputas de 2008 e 2012 e dos erros de Azevedo

O marqueteiro Josias Miguel é dos que mais bem conhecem o eleitorado itabunense. Ontem, num contato com este site, relembrou episódios de 2008 a 2012, dos erros de Capitão Azevedo no governo (2009-2012) e na campanha à reeleição.

Homem que coordenou o marketing e a campanha de Capitão Azevedo em 2008 e foi secretário de governo, Josias foi novamente convidado para tocar a campanha de 2012.

Resistiu.

Estava ressabiado pelo que ocorreu nos primeiros anos de governo, quando sofreu persistente boicote do então secretário da Fazenda, Carlos Burgos, e deixou o governo, como disse a este blog na tarde desta sexta (31), após ler entrevista do ex-prefeito (reveja a entrevista aqui).

Com o comando da Comunicação e da Secretaria de Assuntos Governamentais, Josias era minado. “Burgos não deixou [trabalhar]. A gente comprava mídia e Burgos não pagava”, lembra. E já ali, no início, abril de 2009, Josias deixou o governo. “A gente, que fez a campanha de 2008, ficou à revelia. O companheiro Gilson [Nascimento] entregou a Secretaria de Administração, [também] por não concordar”.

Após o convite e conversa com o prefeito, além de reunião dos primeiros escalões do governo, Josias decidiu aceitar participar da campanha, sob a condição de que tivesse total controle da campanha, como em 2008. Também disse do tempo exíguo para mudar  a rota da campanha. Faltavam ali 45 dias para o “abrir das urnas”. Azevedo disse “sim” às exigências.

Mas…

Depois dos insistentes pedidos de Azevedo e de o ex-prefeito aceitar as exigências, veio a surpresa, segundo conta Josias.

– Primeiro coisa que eu fiz foi chamar Nilson [Santana], da Ativa Propaganda, para fazer a campanha de Azevedo. E trouxe de volta Vander Prata. Fui dizer a ele que, então, naquela reunião, eu subiria para o núcleo e iria assumir a coordenação do marketing da campanha e tinha que fazer algumas mudanças de imediato, dar freio de arrumação.

Nilson não aceitou. Foi o primeiro a reagir, conforme Josias, que procurou Azevedo. E tudo ficou nisso. O homem do marketing de 2008 disse que, mesmo fora, deu conselhos, também não seguidos pelo prefeito.

– Quando eles planejaram aquela caminhada [da véspera da eleição] para começar no São Caetano e terminar no Posto Cachoeira [no Fátima], eu falei com ele. Azevedo não faça isso, pois não tenho dúvida de que você fará a maior caminhada, mas você vai dar demonstração de força desnecessária. Eles vão se juntar contra você. Não faça isso, não dê essa demonstração de força. A coordenação de campanha insistiu e eles fizeram a caminhada.

Josias disse ter visto a caminhada de dentro de um carro, com um dos filhos. “Rolembergue me chamou e queria que eu fosse fazer o encerramento, lá no Posto Cachoeira. Disse que não estava na coordenação e não fui”.

A campanha de 2012 de Azevedo foi tocada por um trio de assessores – Joelma Teles, Rolembergue Santos e Soldado Pinheiro – e Nilson Santana, da Ativa Propaganda, e o jornalista Vander Prata no marketing.

Questionado se trabalharia novamente com Azevedo, agora em 2020, Josias diz que como profissional e dentro de suas exigências, pode estudar a possibilidade de trabalhar em qualquer campanha. Abaixo, link para a entrevista de Azevedo ao PIMENTA, ontem. É só clicar para ler.

http://157.230.186.12/2020/01/31/azevedo-diz-que-vaidade-dentro-da-equipe-provocou-derrota-eleitoral-em-2012/

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Azevedo: atendimento psíquico.

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) precisou recorrer a “cuidados médicos na área psíquica” no feriadão prolongado em Itabuna, revela o Cia da Notícia.

De acordo com o site, o problema de saúde foi causado pela derrota eleitoral e veio uma semana depois pela “dificuldade de Azevedo em assimilar fatos e consequências”.

Azevedo já havia sofrido o mesmo transtorno em 2008 e confidenciou o distúrbio mental a, pelo menos, dois amigos. À época, isolou-se da família, correligionários e amigos por “não se sentir seguro e nem saber qual a dimensão da responsabilidade”, conforme revela o site. Confira a íntegra da matéria.

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Eleição de 2008: Acácia dizia querer esquecer este momento.
A carta polêmica de 2008 (clique para ampliar).

Adversários políticos resgataram carta divulgada por Acácia Pinho (PDT) momentos após Capitão Fábio desistir da disputa pela prefeitura de Itabuna, em 2008, e anunciar apoio à petista Juçara Feitosa. A pedetista estava no PRB e Fábio no PMDB. Embora a carta não traga ataques diretos a Juçara, Acácia diz que não apoiaria a eleição da petista de quem hoje é vice.

Na carta, ela considerava absurda a desistência de Fábio e dizia não ter participado dos entendimentos pela “renúncia” e não apoiar a decisão do então candidato de seguir com Juçara. “Não acompanho de maneira nenhuma a decisão de Capitão Fábio em apoiar a candidata do PT”, escreveu.

O momento mais enigmático de Acácia foi aceitar posar com Fábio ao lado de Juçara quando o candidato do PMDB anunciou apoio à candidatura petista e, no outro dia, aparecer no “arrastão” que Azevedo fez no São Caetano. Acácia hoje é vice de Juçara e, à época, falou em deslealdade “fabiana”. Na carta do dia 3 de outubro de 2008, Acácia conclamava os eleitores a votar em “um representante digno da grandeza de nossa cidade”.

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) derrubou efeito suspensivo e derrubou de vez a petista Ioná Queiroz do cargo de prefeita de Camamu, município localizado no baixo-sul baiano. Ioná era acusada de abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2008. Em seu lugar deve assumir imediatamente o segundo colocado, Américo José da Silva (PR). No mês passado, o tribunal havia cassado a prefeita, que se sustentou no cargo por meio de liminar. Ioná, no entanto, ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Um esquema de caixa 2 de campanha nas eleições de 2008 derrubou Antonio Araújo (PMDB) do cargo de prefeito de Ourolândia. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) cassou Araújo em sessão realizada ontem. Ele foi condenado por unanimidade, informa o Bahia Notícias. Quem assume a prefeitura, interinamente, é o presidente da Câmara, Sargento Petrúcio.
Antonio Araújo é vice-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). O processo de cassação de Araújo foi movido pelo segundo colocado, Adinael Freire (PT), mas ainda cabe recurso da decisão. O prefeito pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) praticamente acabou com as esperanças do prefeito cassado Mardes Monteiro de retornar ao cargo em Buerarema. Na última quinta-feira, 17, o vice-prefeito eleito, Antônio Brito, apresentou pedido de execução para que a sua chapa reassumisse a prefeitura até que o juiz local decida sobre a legalidade ou não de um documento que julgou irregulares as contas de Mardes ou por nova eleição. O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, negou o pedido de Brito.

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Cassado, Pedrão foi substituído por Rezende (à esq.).

Pedro Jackson Brandão, o Pedrão (PMDB), disputou a reeleição a prefeito de Itapé em 2008. Teve mais de 60% dos votos, mas a Justiça Eleitoral cassou-lhe o registro de candidatura porque o excelentíssimo figurou na lista dos “fichas-sujas” do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pedrão era acusado de não prestar contas de um convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), relativo a ações de combate à dengue. Suas contas foram julgadas irregulares pelo TCU em 31 de julho de 2007.

Nesta semana, revertério. Quarta-feira, 3, o plenário do mesmo tribunal o absolveu das acusações. Suas contas foram julgadas regulares pela unanimidade dos ministro da mais alta corte de contas do país (9×0).

O bom da história (pra ele, claro!) é que está livre para concorrer a qualquer eleição já em 2010. A parte ruim fica mais do que clara: ele não pôde assumir o segundo mandato consecutivo em Itapé. Hoje, o prefeito da cidade é o ex-vice e já não mais tão aliado Jackson Rezende (PP), eleito em pleito complementar em março do ano passado. Confira o acórdão clicando no “leia mais” abaixo.

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Parece mágica. Não é. É a aplicação – adaptada – de uma das mais famosas leis da Física, aquela que – a grosso modo – diz que toda ação gera uma reação.

Vamos ao exemplo: basta sair a informação que o processo do vereador Milton Gramacho vai entrar na pauta de julgamentos do TRE que um certo secretário e famoso advogado de Itabuna já arruma as malas.

Pontual, faz questão de chegar cedinho no tribunal. Como no dia 27 (terça-feira) será, mais uma vez, julgado o recurso eleitoral que mantém Gramacho no cargo, é bom não contar com o diligente causídico aqui na terrinha.

Recomenda-se calma ao nobre defensor. Pela pauta do tribunal, o processo de Milton Gramacho é apenas o 10º da fila.

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O prefeito cassado de Buerarema, Mardes Monteiro (PT), contratou o advogado Márcio Silva, para fazer sua defesa em Brasília. Márcio Silva tem fama de ser muito bem relacionado no TSE e é a esperança de Mardes no julgamento do mérito de seu processo (leia aqui), na tentativa de voltar à prefeitura.

Mas Guima (PTB), candidato à prefeitura de Buerarema derrotado em 2008, não se fez de rogado. Quando soube da aquisição do adversário, contratou ninguém menos que Alexandre Jobim. Se ligou no sobrenome?

Alexandre é filho do ministro da Defesa e ex-ministro do STF, Nelson Jobim. No quesito influência dos advogados, esse jogo está muito equilibrado.

Fica apenas a dúvida: tem nascente de dinheiro na Serra do Jequitibá?

Com informações do blog Políticos do Sul da Bahia.

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O Ministério Público Eleitoral é o autor do recurso apresentado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em favor da cassação dos mandatos  e da inelegibilidade de Eduardo Vasconcelos e Ilka Nádia Vilasboas Abreu, respectivamente prefeito e vice-prefeita de Brumado (BA).

O MP acusa os dois de abuso de poder político e econômico e de conduta vedada a agente público a partir do uso de programas assistenciais da prefeitura na campanha de 2008. Eduardo Lima foi reeleito para o cargo naquela eleição.

Segundo o Ministério Público, o prefeito fez uso, enquanto candidato, de dois programas assistenciais da prefeitura – Avante Sertanejo e Decola Brumado –, para obter benefícios políticos e desequilibrar a disputa eleitoral no município. O MP informa que os programas, custeados com recursos públicos, somente foram criados por leis municipais no final de dezembro de 2007 para vigorar em 2008, ano eleitoral.

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TRE mantém frei no cargo.
TRE mantém frei no cargo.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve no cargo o prefeito Frei Dilson, de Itamaraju, ao julgar improcedente denúncia de abuso de poder econômico nas eleições do ano passado. A acusação partiu da coligação “A Hora e a Vez de Itamaraju”, da segunda colocada nas eleições de 2008, Marizete Carlleto (PSL), que não conseguiu comprovar que houve distribuição de cestas básicas por parte do prefeito reeleito.

Em contato com o Pimenta, o secretário de Governo de Itamaraju, o advogado Luciano Reis Porto, informou que os desembargadores decidiram por seguir o voto do relator e juiz federal Evandro Reimão dos Reis.

Os advogados da segunda colocada no pleito municipal informaram que Marizete Carletto não pretende recorrer da decisão do TRE. Wanderson Leite acredita ter havido a distribuição de cestas, mas não haveria um conjunto de provas suficiente para a cassação do prefeito.

O Tribunal Regional Eleitoral já havia decido pela manutenção do prefeito no cargo ao analisar liminar impetrada por Frei Dilson em maio (confira). Nesta semana, o tribunal julgou o mérito da questão e ratificou decisão tomada quatro meses atrás.