Josias elogia Otto e Isaac (à direita) ironiza “escolha” ao Senado.
Após artigo em que o deputado federal Josias Gomes defende o nome do vice-governador Otto Alencar para o Senado (veja aqui), o ex-presidente da Bahiapesca Isaac Albagli resolveu cutucar o petista. Albagli vê outro interesse no artigo: “A intenção de Josias não é lançar Otto ao Senado, e sim excluí-lo da disputa da cabeça da chapa”, disse em comentário no PIMENTA.
Atualmente ocupando a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Albagli acredita que Otto “reúne as melhores condições eleitorais” para ser o sucessor de Jaques Wagner. “Evidente que Otto só não será candidato único (da ala governista) ao Senado se não quiser”. E recorre a trocadilho para encerrar a alfinetada: “[A candidatura] Independe de lançamento feito por A, B ou Jota”.
Trata-se de alguém com profundo conhecimento dos problemas do estado.
Baseada na experiência de quem já governou o estado, e, agora, exerce o papel de vice no governo do PT, começa a tomar vulto e importância a candidatura ao Senado da República do aliado e amigo Otto Alencar. E é em virtude dessa dupla condição, de aliado e de amigo, que me acho à vontade para defender a chance, na eleição do próximo ano, de, nessa condição, Otto tornar a fazer parte da chapa majoritária em composição com o nosso partido.
São inúmeras as razões para que isto volte a acontecer. Antes de tudo, pelo sucesso da gestão atual, com Jacques Wagner e Otto Alencar formando uma dupla de governantes que vem transformando o perfil econômico e social do Estado da Bahia. Algo somente possível em virtude de uma simbiose política baseada na confiança mútua e na profunda experiência desses dois quadros políticos.
Mas o sucesso da interação entre os dois governantes é lastreado na correção com que o PSD de Otto e o PT de Wagner, e de todos nós, convivem na administração da Bahia e no exercício da política no estado. Com efeito, PT e PSD podem repetir a coligação política atualmente no poder, nas eleições do próximo ano, com reduzidas áreas de conflito municipal, cuja ampla maioria dos casos é facilmente superável.
Qualquer aliança para que dê certo, e continue, tem que ser baseada, portanto, nos dois princípios que caracterizam o governo Wagner-Otto: o sucesso e a confiança. O sucesso pode ser aferido nas estatísticas sobre a nova realidade baiana à disposição de quem as deseje consultar. Leia Mais
O vice-governador Otto Alencar (PSD) disse ao PIMENTA que apoiará em 2014, para governador, o candidato que Jaques Wagner e o conjunto de 13 partidos da base aliada apontarem. “Pode ser qualquer um. Eu jogo para o time”, disse, afirmando que, às vezes, o atacante sofre o pênalti, mas quem cobra é o goleiro.
Otto desconversou ao comentar a “forcinha” do PP à sua candidatura a governador. Agradeceu o gesto do dirigente progressista na Bahia, Mário Negromonte. “Fico feliz por me conhecer há 30 anos e saber que eu sou leal, sincero, verdadeiro”. E disse que apoia a decisão de Wagner qualquer que seja o escolhido: “pode ser Rui Costa, Gabrielli, Caetano, Marcelo Nilo, Lídice da Mata, primeira prefeita de Salvador, primeira senadora da Bahia”. Confira em vídeo.
Edson Dantas diz que ida para o PP depende de Jabes.
O ex-vereador e pré-candidato a deputado estadual Edson Dantas pode desembarcar no PP de Mário Negromonte. Ao PIMENTA, o médico disse que a sua saída do PSB só depende do prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, que é o secretário-geral do PP baiano.
Edson, aliás, diz não temer eventuais traições no jogo com o prefeito da Terra de Gabriela. “Ele sempre cumpriu o que acordou comigo”, respondeu. Não mais se sentindo confortável no PSB, o médico não vê sinais de apoio do comando do partido em sua pretensão eleitoral e procura uma legenda que respalde o seu projeto.
Embora não cite nomes, Edson caiu na “malha fina” da direção do “Partido das Pombinhas” ao adotar posições contrárias ao comando local em 2012, quando decidiu apoiar Vane do Renascer em detrimento de Juçara Feitosa (PT) na disputa pela prefeitura local.
A sua aproximação com o PP, ressalta, também se deve às suas relações com o deputado federal Roberto Britto, de Jequié, com quem diz ter amarrado acordo em torno visando 2014.
Azevedo discursa em evento do PSDB (Foto Pimenta).
O ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), encerrou bruscamente uma entrevista ao PIMENTA, ontem à noite, quando instado a falar da acusação de desvio de R$ 2,5 milhões na saúde. O prefeito participava da inauguração da sede do PSDB itabunense, ao lado do deputado estadual Augusto Castro e do deputado federal Jutahy Júnior .
O dinheiro foi liberado pelo Ministério da Saúde, em 2012, para a reforma e informatização de unidades de saúde do município. O desvio está sendo investigado em auditoria aberta no final do mês passado (relembre aqui).
Antes, Azevedo havia respondido que ainda não decidiu o seu futuro político e que o sucateamento da prefeitura e as dívidas deixadas por ele são resultado de suposta falência dos municípios. E a raiz do problema estaria, segundo ele, na repartição do bolo tributário brasileiro. “[Os municípios] ficam com apenas 15% do que é arrecadado”.
O ex-prefeito foi um dos convidados da solenidade de posse dos novos dirigentes do PSDB itabunense. Falou de harmonia e ambição na política. “As ambições devem ser controladas. Excessos de ambição levam a perda de poder”, filosofou. Azevedo perdeu a eleição por 1.107 votos para Claudevane Leite, o Vane do Renascer (PRB). BLOG PIMENTA – Ex-prefeito, o senhor já decidiu o seu futuro político? Vai disputar vaga na Câmara Federal em 2014? Capitão Azevedo – Ainda não decidi nada. BP– O prefeito Claudevane Leite diz ter encontrado prefeitura sucateada e com R$ 300 milhões em dívidas. O que o senhor tem a dizer? CA – Os municípios brasileiros estão falidos. Ficam com apenas 15% do que é arrecadado [em impostos]. BP – O senhor está sendo acusado de desviar R$ 2,5 milhões da saúde… CA – [Interrompe] Eu não sei de nada disso, não.
Nesse ponto, Azevedo vira as costas e se nega a dar continuidade à entrevista. Numa emissora de televisão, em março, o ex-secretário da Saúde Geraldo Magela disse que o dinheiro foi desviado para pagar salário do funcionalismo. Os servidores da saúde, no entanto, ficaram sem receber parte do 13º salário e o salário de dezembro.
Geddel, com camisa “vermelho PT”, obtém apoios de Fernando e Azevedo.
O projeto do ex-ministro Geddel Vieira Lima de se tornar o nome de consenso da oposição ao futuro indicado de Jaques Wagner para o governo do estado parece já ter se definido no sul da Bahia.
Durante o evento de posse do presidente local do PMDB, no sábado (13), Geddel recebeu o apoio dos dois últimos prefeitos de Itabuna, Fernando Gomes e Capitão Azevedo (DEM).
O evento, que teve a posse de Renato como pano de fundo para a formação de futuras alianças, alcançou o êxito desejado pela cúpula do PMDB: numa cidade que sempre vota dividida, a turma da centro-direita já está armada e posicionada.
O duro – e isso Geddel bem conhece – será manter a fidelidade de Azevedo ao que prometera no encontro. Como até as pedras pretas do rio Cachoeira sabem, o ex-prefeito é dado a umas já famosas puladas de cercas eleitorais.
Marco Wense
Já temos um bom número de pré-candidatos a deputado estadual. Todos querendo marcar posição e de olho na sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).
Aposta bem quem diz que o pretenso candidato é um, digamos, aspirante de prefeiturável. Sonha diariamente com a cobiçada prefeitura de Itabuna.
É evidente que entre os “prefeituráveis” tem os que entram na disputa só para negociar a pré-candidatura. São conhecidos como prostitutas do processo eleitoral.
Não é o caso, por exemplo, citando apenas quatro nomes, da professora Acácia Pinho e dos médicos Renato Costa, Antonio Vieira e Edson Dantas, respectivamente pelo PDT, PMDB, DEM e PSB.
Cabe ao eleitor, além de votar em candidatos da região, principalmente com domicílio eleitoral em Itabuna, separar o joio do trigo, sob pena de enterrar de vez a tão lamentada falta de representatividade política.
A eleição de 2014 passa a ser uma espécie de teste para a sucessão municipal de 2016. Quem tiver uma votação bem abaixo do esperado fica automaticamente descartado.
O governo Vane será também um importante indicador. Um prefeito forte, disputando o segundo mandato, inibe os pretendentes. Os mais vistosos são os ex-alcaides Fernando Gomes e Geraldo Simões.
PS – Para alguns leitores, a discussão sobre a sucessão de Claudevane Leite é prematura e intempestiva. Para outros, não. O processo sucessório já começou. VANE E O PODER (Foto Pimenta)
Confesso que torço – e muito – para que o prefeito Claudevane Leite faça um bom governo. E o motivo é um só: Itabuna não suporta mais uma administração desastrosa e irresponsável. Seria o caos.
O problema é que fica parecendo que o chefe do Executivo não está gostando do que faz. Fazer gostando, seja na vida pública ou privada, é imprescindível.
A prova maior da falta de apetite político do prefeito é a dúvida em relação a sua presença nos eventos. Se Vane vai comparecer ou vai mandar o vice Wenceslau representá-lo.
Força, Vane. Acreditamos em você. Que Deus te ilumine.
A Tarde
Os ex-prefeitos de Camaçari, Luiz Caetano, e de Mata de São João, João Gualberto, ambos na Região Metropolitana de Salvador, foram condenados pela Justiça Eleitoral por propaganda antecipada.
De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA), outdoors com a imagem de Caetano foram espalhados em vários pontos da Bahia. As publicidades falam sobre o destino dos royalties do petróleo para o estado e municípios baianos. Já Gualberto colocou um outdoor com sua imagem na Avenida Paralela parabenizando Salvador pelos seus 464 anos.
A Justiça determinou que os políticos e as empresas, Girlan Outdoor e Ponto Outdoor, responsáveis pelas propagandas, retirem as publicidades. O procurador Regional Eleitoral Sidney Madruga disse, por meio de nota divulgada pelo PRE-BA, que os outdoors têm o objetivo de lançar a candidatura de Caetano e Gualberto para as eleições de 2014.
Geraldo e Edson: dobradinha em 2014 (Foto A Região/Arquivo).
Dirigente regional do PSB e ex-vereador itabunense, o médico Edson Dantas faz costuras políticas no sul e no sudoeste da Bahia e acabou reatando, politicamente, com Geraldo Simões e não descarta fazer dobradinha em 2014 com o deputado federal.
O médico planeja disputar vaga na Assembleia Legislativa. “Não descarto nada. Estamos conversando com Geraldo”, disse ao PIMENTA, enfatizando não temer quebra de acordo por parte do deputado federal. “Vamos trabalhar com muita clareza”.
Edson foi secretário de Saúde de Itabuna no período de 2001 a 2002, no segundo mandato de prefeito de Geraldo. A saída foi conturbada e os dois estavam rompidos politicamente. Ano passado, Edson preferiu não seguir o PSB e apoiou o ex-colega de Câmara, Claudevane Leite. A quem estranha a mudança, ele afirma que o compromisso é formar bancada de deputados estaduais e federais para dar força ao sul da Bahia. JEQUIÉ Edson fecha acordo com Tânia Britto (Foto Divulgação).
Nas costuras com vistas a 2014, Edson fechou acordo com a prefeita de Jequié, Tânia Brito (PP), e o deputado federal Roberto Britto (PP), ex-esposo de Tânia. Britto e Edson são amigos desde os tempos do curso de medicina, o que, segundo o itabunense, reforça a “parceria política”.
O deputado estadual também afirmou a este blog que deverá ter o apoio do prefeito de Itabuna Claudevane Leite (PRB), que também tem compromissos com a deputada Ângela Sousa (PSD).
O médico e ex-vereador disse que as perspectivas são boas para 2014, pois reúne leque de apoios em aproximadamente 40 municípios, dentre eles, Buerarema, onde Guima Barreto deve apoiá-lo, caso Marcelo Nilo não dispute reeleição.
O PCdoB poderá, sim, ter três nomes do sul da Bahia na disputa por vagas à Assembleia Legislativa, mas a definição dos concorrentes somente ocorrerá em 2014, segundo o vice-prefeito de Itabuna, Wenceslau Júnior. Na segunda, dirigentes sul-baianos e estaduais se reuniram em Salvador (relembre aqui).
Segundo Wenceslau, a prioridade do PCdoB, no momento, “é fortalecer o governo Vane e atender as demandas da população de Itabuna por serviços públicos de qualidade”.
Se há indefinição na corrida à assembleia, o mesmo não se pode dizer, no âmbito regional, quanto à vaga ao legislativo federal. Prego batido em torno do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.
Dirigentes discutem tática eleitoral do PCdoB no sul da Bahia (Foto Divulgação).
Representantes do PCdoB itabunense se reuniram, ontem, em Salvador, com o comando estadual dos cururus. O vice-prefeito Wenceslau Júnior e o presidente da Câmara de Itabuna, Aldenes Meira, discutiram governo municipal, atuação dos cururus no legislativo local e, ainda, o cenário e a tática eleitoral para 2014. O encontro também teve a participação de Ramon Cardoso e Josenaldo Cerqueira.
Se antes havia resistência, parece que agora se cristaliza cenário em que o PCdoB vai para a disputa à Assembleia Legislativa com três nomes na Região Cacaueira: Oziel da Ambulância, que foi candidato a prefeito de Camacan, o militar Valci Serpa e Aldenes Meira. Oficialmente, o partido ainda está naquela de “discussão de alternativas”.
Quem saiu com sorriso escancarado após o encontro foi Aldenes. A amigos, o presidente da Câmara de Itabuna diz que a sua candidatura não atrapalha os planos do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, que trabalha para ser candidato a deputado federal.
O ex-governador César Borges assume, hoje, 2, o Ministério dos Transportes. A posse ocorre mais de 12 anos depois de o agora ministro afirmar que água e óleo não se misturavam. Foi na eleição municipal de 2000 em Itabuna, para justificar que o governo estadual não faria concessões à oposição, à época liderada pelo deputado federal Geraldo Simões (PT). Borges apoiava o então pefelista Fernando Gomes, que disputava reeleição – e perdeu.
O tempo passou e César Borges não só participa da mistura. Se beneficia dela. O ex-governador já estava na vice-presidência do Banco do Brasil desde maio do ano passado – e em 2010 esteve próximo de ser o vice do governador Jaques Wagner. As negociações em torno de César Borges envolvem o apoio do PR à reeleição de Dilma e a participação do partido do ex-governador nas alianças governistas no Estado.
O governador Jaques Wagner é o entrevistado desta segunda, 1º, do programa Roda Viva (TV Cultura), às 22 horas. O mandatário baiano vai falar dos efeitos da pior seca dos últimos 50 anos no Nordeste brasileiro.
No último dia 9, Wagner decretou situação de emergência em 214 municípios baianos atingidos pela seca. O governador ainda responderá a questões relacionadas ao processo eleitoral do próximo ano e reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Gabrielli em Itabuna (Foto Marcos Souza/Pimenta).
O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli disse que os ataques da oposição ao período em que ele comandou a estatal do petróleo têm como foco não a disputa estadual de 2014, da qual se revela pretendente a sucessor do também petista Jaques Wagner. O alvo, para ele, é a gestão da presidente Dilma Rousseff.
– Essa é uma questão nacional que nada tem a ver com a disputa local. É nacional, em relação à Petrobras. O PSDB e a oposição ao Governo Dilma estão querendo bombardear a Petrobras, e não a minha gestão. O foco não sou eu – disse em entrevista ao PIMENTA.
Gabrieli diz que a empresa saiu de um lucro médio de R$ 1,1 bilhão com os tucanos, em 2002, para R$ 25 bilhões sob o período Lula-Dilma Rousseff. E aproveita para se capitalizar. “Os cinco maiores lucros obtidos pela Petrobras foram sob a minha direção”. Para ele, os tucanos “estão falseando a realidade” financeira da Petrobras.
O secretário é um dos nomes petistas na disputa à sucessão do governador Jaques Wagner. Gabrielli é apontado como o queridinho de Lula ante nomes como os de Walter Pinheiro e Rui Costa, este último com o apoio de Wagner.
Também de olho em 2014, o homem do Planejamento iniciou périplo pelo estado há dez dias. O pretexto é discutir problemas e soluções nos quase 30 territórios de identidade da Bahia. De quebra, aproveita para vitaminar o próprio nome, colocando-se em contato com líderes políticos e comunitários, a exemplo do que ocorreu em Itabuna, no projeto “Diálogos Territoriais”, com a companhia dos deputados Geraldo Simões e Rosemberg Pinto, que defendem o nome de Gabrielli na sucessão estadual.
Confira a entrevista. Blog Pimenta – Como esta série de diálogos pode ser útil à sociedade e ao governo? José Sérgio Gabrielli – Esse Diálogo permite troca de opiniões sobre o que foi feito e qual é a visão que o seu território tem dos seus principais problemas. Isso vai fazer com que nós processemos essas informações e reorientemos as ações de governo, além de observar no que essa reorientação pode implicar nas ações da gestão. BP – O que foi identificado de deficiências na atuação do Estado no Território Litoral Sul? JSG – Senti muito uma visão de que o governo está fazendo as obras estruturantes, que as grandes questões estão sendo tratadas pelo governo, mas há uma diferença entre os pequenos e os grandes municípios da região. O governo está precisando dar um pouco mais de atenção a essas questões internas do Litoral Sul, especialmente aos municípios menores.
PORTO SUL – Esse processo não está parado, está em andamento. Está mais lento que nós gostaríamos, mas não está parado. [A lentidão] É resultado da legislação brasileira e da ação do Ministério Público Federal.
BP – A lentidão no andamento do projeto Porto Sul tem sido ponte de fortes críticas ao governo. A Bamin reivindica a cessão da área do terminal privativo. Por que essa cessão não ocorreu até agora? JSG – Olha, existe um processo de licenciamento ambiental que está sendo contestado pelo Ministério Público Federal e pelos órgãos ambientais. Pontos foram defendidos, foram feitas várias audiências. A licença-prévia saiu e temos que atender uma série de condicionantes. Esse processo não está parado, está em andamento. Está mais lento que nós gostaríamos, mas não está parado. [A lentidão] É resultado da legislação brasileira e da ação do Ministério Público Federal. BP – A cessão não pode ocorrer enquanto não sair o licenciamento? JSG – Na licença-prévia, você tem uma série de condicionantes, que estão sendo encaminhadas. Eu não concordo com a ideia de que estamos parados. Gostaríamos de maior rapidez, mas temos limitações que fogem ao nosso controle. BP – Agora, falando de processo eleitoral: o PT fez reunião para discutir 2014 e o nome do senhor está incluído. JSG – Mais importante que os nomes, o PT reafirmou a legitimidade de ter um candidato a governador. Essa é a questão central. Vamos maturar os nomes e o processo de definição. Acho que está muito cedo para definir quem é o nome, mas o partido reafirmou, corretamente, que tem condições políticas para dar continuidade ao governo Wagner, que é do PT, e vem conduzindo de forma magnânima a ampla a base de sustentação.
Elegemos 92 prefeitos na Bahia, temos as maiores bancadas de deputados. Por isso, [o PT] tem toda a legitimidade e vários nomes a ofertar para ser o sucessor de Wagner.
BP – E a viabilidade? JSG – O PT tem viabilidade eleitoral porque teve um milhão de votos a mais que o segundo partido mais votado na disputa a prefeito [em 2012] no Brasil, elegemos 92 prefeitos na Bahia, temos as maiores bancadas de deputados estaduais e federais. Por isso, [o PT] tem toda a legitimidade e tem vários nomes a ofertar para ser o sucessor de Wagner. BP – Falando do senhor, o bombardeio contra os resultados da sua gestão na Petrobras não seriam um complicador na pretensão de ser o nome do PT? JSG – Olha, essa é uma questão nacional que nada tem a ver com a disputa local. É nacional, em relação à Petrobras. Acho que o PSDB e a oposição ao Governo Dilma estão querendo bombardear a Petrobras, e não a minha gestão. O foco não sou eu.
A Petrobras não está em crise. Uma empresa que teve R$ 21 bilhões de lucro em 2012, [projeta] 236 bilhões de dólares de investimentos para os próximos anos e está produzindo 300 mil barris/dia no pré-sal não pode ser caracterizada como empresa em crise.
BP – Mas não refletiria no nome do senhor e nas suas pretensões? JSG – Eu venho afirmando claramente que a Petrobras não está em crise, não está com problemas. Uma empresa que teve R$ 21 bilhões de lucro em 2012, [projeta] 236 bilhões de dólares de investimentos para os próximos anos, que está fortemente caminhando para crescer na produção e já está produzindo 300 mil barris por dia no pré-sal não pode ser caracterizada como uma empresa em crise. Essa é a questão central. Estão falseando a realidade [da Petrobras]. BP – Como se explica o fato de a empresa deixar de ser a de maior valor do Brasil? JSG – Mas ela foi a de maior valor comigo. Os cinco maiores lucros obtidos pela Petrobras foram sob a minha direção. Eles estão comparando com 2008, quando eu era presidente. Por que não comparam com 2002, quando eles mandavam na Petrobras e o lucro era de R$ 1,1 bilhão e, agora, o lucro médio dos últimos anos é de R$ 25 bilhões? BP – Retornando à disputa de 2014, o senhor acha que o nome a ser escolhido na base terá como vencer diante das insatisfações regionais com o governo estadual? JSG – Olha, as eleições de prefeito demonstraram que o PT teve um milhão e 100 mil votos na Bahia. O PMDB elegeu pouco mais de 40 prefeitos, o PSDB elegeu 9. A base do governo elegeu 340 prefeitos. Então, não vejo como o eleitor está demonstrando que é contra o governo.
Do Valor
Dezenas de faixas de agradecimento ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), estão estrategicamente posicionadas no percurso que leva à solenidade da qual ele participará, ainda nesta segunda-feira, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no município de Serra Talhada, no sertão do Estado.
Localizadas nas duas margens da BR-232, as faixas agradecem diversos empreendimentos atribuídos a Campos, como estradas, escolas técnicas, farmácias populares e universalização do serviço de emergência Samu.
A reportagem do Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, presenciou uma caminhonete do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Iterp), vinculado ao governo estadual, distribuindo as faixas e dando orientações às pessoas responsáveis por exibir os avisos durante toda a manhã. Leia matéria na íntegra